Desventuras de meio-sangues.
3 As regras de Luke.
Notas iniciais
Prólogo.
Olá. Sou eu, Atena. Estou tentando não me sentir deslocada ao contar-lhe essa história. O amor é uma coisa nova pra mim. Um pouco melosa. Mais às vezes me pergunto: Por que não consigo senti-lo?
Por que não?
Bem, creio que está ficando mais fácil de notar meus sentimentos dessa forma não é? Desculpe-me. Vamos logo à história. Não vou interrompê-lo novamente nesse capítulo com minhas introduções. As vezes eu preciso apenas me abrir, segundo Afrodite.
Até logo, caro leitor. Prometo que nos próximos capítulos, tenho uma pequena dose de dor e sentimento para compartilhar com ti.
O senhor das Regras — Parte 1
Durante o caminho até a praça, Thalia ficava cada vez mais eufórica. Luke havia prometido ensiná-la a roubar. Claro, ela não fazia questão. Mais era necessário. Ela precisava de roupas novas. E só de ouvir em falar em comida seu estômago parecia estar dançando mambo.
– Quando vamos começar Luke? – Ela perguntava a cada meio quilômetro.
Luke parecia não prestar muita atenção na pergunta. A cada meio segundo olhava rapidamente para a garota e num movimento microscópio, sorria.
A garota fingia não nota-lo, um ato inevitável. Gostava do modo como ele fazia uma brincadeira a cada final de frase. Do modo como ele colocava a mão nos cabelos loiros quando ficava ligeiramente distante.
– Sabe Grace... – Ele começou sentando na calçada. – Eu acho que preciso desabafar com alguém.
– Claro. – A garota fingiu indignação. – E agora eu sou esse alguém.
Luke deu uma leve risada. O tom tenso em sua voz evaporou por alguns segundos, para novamente retornar.
– Não está nada mal para raios. Mais nunca vai conseguir ganhar do Luke aqui! Eu sou o rei da ironia! – Vangloriou-se ele, arrancando risadas carregadas de ironia da filha de Zeus.
– Sério Luke Castelo? – Ela se ajoelhou, aproximando-se do rosto dele. A proximidade dos dois era grande, coisa que não foi muito notada. – Eu acredito que também seja o rei das trapaças.
Luke riu jovialmente.
– Podes crer Srta. Elétrica. Eu sou tipo, Trapaceiro, só que mais. – Luke apoiou a palma da mão no chão e aproximou o rosto ainda mais de Thalia.
A garota sorriu, tentando não parecer tensa com a proximidade. Empurrou o peito do garoto de leve, rindo. Ele retribuiu a risada. Por um minuto, Luke deduziu que Thalia não sabia aonde ele pretendia levar esse ato.
Um defeito de Luke Castellan*
Definitivamente, ele é horrível em deduzir coisas.
Luke esqueceu-se de desabafar com a garota. Achou melhor assim. Ela não estava preparada para certas informações.
– Muito bem Thalia. A primeira regra da ladroagem é regras.
Thalia bufou, indignada.
–Fala sério Luke. Não acha que eu vou deixar você mandar em mim, né?
– Minha comida, minhas regras. – Ele sorriu cínico.
A garota sacudiu a cabeça negativamente. Mais se deu por vencida.
– Regra número um: Eu mando em você. – Ele sorriu.
Thalia ergueu a faca para ele, fazendo-o recuar.
– Ok ok. Você é livre pra fazer qualquer coisa, desde que tenha ordem pra isso.
Thalia suspirou.
–Ok. Isso eu posso suportar. – E sussurrou para si mesma: — Você é quem pensa Luke. Você é quem pensa.
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