Destiny Clock
25 Deixe de fora todo o resto
Notas iniciais
— O próximo a morrer vai ser você. – Falei com toda frieza possível, precisava estar no controle.
Odiava aquele homem com todas as forças, a maldade exalava em si. A raiva queria tomar conta de mim, pois ele continuava calmo, mesmo apontando uma arma na sua direção.
— Se eu fosse você, baixaria a arma. – Russell, falou de forma arrogante. – Sabe qual é seu maior erro, Corcoran?
— É não errar um tiro a essa distância? – Se concentrou em sua mira.
— É sempre deixa lá sozinha. – Ele deu uma gargalhada. – Um mercenário está indo para aquela cabana imunda que vocês construíram. – Falou com nojo. – Demorei mais achei, dessa vez a ordem é mata lá. – Falou de forma presunçosa.
— Eu vou matar você e todos os seus homens. – A raiva estava no nível máximo, mas o medo também. – O que você quer?
— Agora estamos falando a mesma língua. – Engatilha a arma. – Mas eu quero você morta, Shelby. Isso seria a única coisa que poderíamos negociar hoje.
— Você a deixaria viva? – Insegurança transmitida em sua voz.
— Talvez. – Sua voz é fria. – Você sempre comete os mesmos erros. – Deu um sorriso vitorioso. – Ela gritou por você aquele dia, sabia? E aonde você estava? – Ele sorri com desdém. – Você nunca irá conseguir ser o suficiente para ela.
— Seu, Monstro. – Cuspiu as palavras com nojo.
— Eu cumpri algo que te prometi, nunca a toquei mais daquela forma. Mas você voltou, não era esse o acordo. – Saiu de trás da mesa e chegou mais perto, sua mira não era tão boa de longe.
— Você a machucou. – Shelby, acusou.
— Ela é uma inútil. Assim como você. – Shelby, engatilha a arma. – Ele vai mata lá, e sua filhinha também.
Foi nesse momento que, Thomas entra na sala sendo conduzido pelo mercenário alto.
{...}
Mas uma tentativa para forçar a porta e nada. Elas se abaixaram atrás do balcão que dividia a sala com a cozinha.
Nesse instante a porta recebeu um chute forte, e um cara de terno com uma arma entrou. Ele olhou para os lados achando o interruptor de luz, mas não funcionou.
Sua cicatriz no rosto era assustadora, ele se dirigiu calmamente para a cozinha, porém um barulho de algo caindo no chão, foi escutado no andar de cima. O sorriso maníaco era visível pela luz que entrava, fazendo com que ele mudasse o caminho.
As loiras se entreolharam, o pânico era visível no olhar de, Quinn. A única pessoa da casa era, Rachel, e aquele cara estava indo aonde ela deveria estar. Frannie, segurou no braço da irmã assim que ela tentou sair correndo para as escadas.
Mas uma sombra vindo da janela, deixou elas em alerta, não era apenas um cara então. Mas a pessoa que entrou pela porta era, Rachel. Quinn, suspirou de alívio. A loira correu até a morena. E abraçou, sua vida estava viva e em seus braços.
— Eu te amo, mas precisamos sair daqui. – Rachel, sussurrou. – O barulho é apenas para distrair ele, e me custou meu celular. – A judia reclamou.
Elas saíram da casa, tentando não fazer barulho. Frannie, pegou um arco e flecha que ficava pendurado no fundo da casa no lado de fora, nem ela lembrava porque deixou ele lá. Mas agradeceu a Deus por isso.
As meninas se distanciou um pouco da casa, Frannie aproveitou e furou os pneus do carro e o tanque de gasolina. Saíram para ter uma distância segura. E ver os próximos passos daquele cara.
— Como podemos saber que é só um? – Quinn, questionou assim que se esconderam atrás de uma árvore.
— Eu vi, estava olhando daqui. – Rachel, respondeu despreocupada.
— Garota esperta. – Frannie, elogiou.
— Isso foi muito arriscado. – Quinn, advertiu preocupada.
— Já jogou paintball? – A morena segurou uma arma. – Você distrai o inimigo para atirar nele. – Deu de ombros. – Achei essa arma, uma faca, é esse tranquilizante. – Mostrou o que tinha na mochila. – Fiz pessoas com almofadas, e coloquei para despertar o celular, ele está vibrando bem na ponta da cômoda. O barulho que escutaram era dele caindo.
— Ual, você é boa nisso. – Frannie, falou pegando os dardos tranquilizantes e colocando como pontas das flechas. – Quinn, fique com a faca. Rachel, espero que saiba atirar.
A mais velha das duas, se prepara para ir em outro lugar. Antes deixa um beijo na cabeça das mais novas. E vai para um outro ponto. Quinn, observa a irmã se afastar e fica pensativa. Coloca a mão no bolso e vê uma caixa de fósforo.
— Amor. – Quinn, fala baixinho. – Saiba que eu te amo.
— Isso não é uma despedida, Quinn. – Rachel, se vira para encarar sua namorada. – Você é minha vida, vamos conseguir. – Deixa um beijo casto nos lábios da loira e se concentra na porta.
Ficar olhando para a porta da frente é angustiante. A loira mais nova não consegue se manter parada, ela vê um tronco e rola ele para ficar protegendo as costas da namorada. Engatinha até a irmã, sussurra seu plano e vai até o outro lado.
O perigoso da sua ideia é que ela ficaria desprotegida por um tempo, mas assim como nos filmes de ação, Frannie, daria cobertura. Ela corre até o carro, risca um fósforo e joga na gasolina que estava caindo. Quando se vira para sair correndo, percebe que foi vista, ela corre e o homem sai da casa correndo atrás dela.
O bom de se uma líder de torcida é que você fica em forma, mas ter, Sue Sylvester, como treinadora, de deixa apta a ser corredora. E Quinn, corria pela vida, mas ela perdeu a noção de onde estava indo até sentir um gatilho atrás de si. Mas não parou para se virar, decidiu correr em ziguezague, seu olhos se encontraram com a morena.
O primeiro tiro foi escutado e simplesmente ela caiu. Era como se sua vida passasse em câmera lenta de frente do seus olhos, mas alguns tiros e o silêncio, vindo de uma explosão em seguida.
{...}
Foi difícil mas enfim consegui chegar no corredor da sala principal, isso me custou alguns arranhões. Mas eu tinha que ajudar, Shelby, quando senti o tiro no meu braço.
— Nem pense nisso. – O cara alto de terno colocou a arma na minha cabeça. – Vai entrando.
A cena na minha frente era impressionante, Shelby e Russell, um apontado a arma para o outro. Percebi que estavam de frente a uma grande janela. O ódio era palpável na sala.
— Acho que pegamos seu pupilo. – O cara alto fala. – É melhor abaixar a arma, o próximo tiro não vai ser no braço dele.
Coloquei a mão aonde havia levado o tiro. Minha perna estava fraca pelo corte de mais cedo. Foi quando cai de joelhos, sorri fraco pela cena.
— Sabe. – Shelby, quebrou o silêncio apontando arma para ele. – Você, mexeu com a pessoa errada.
I dreamed I was missing,
(Eu sonhei que estava desaparecido,)
you were so scared
(você tava tão assustada)
But no one would listen,
(Mas ninguém escutava,)
'cause no one else care
(pois ninguém mais se importava)
Afterr my dreaming I woke with this fear
(Depois do meu sonho eu acordei com esse medo)
What am I leaving
(O que eu vou deixar)
when I'm done here
(para quando eu tiver acabado aqui?)
Como descrever a cena a frente, quando deram o primeiro tiro, outros dois foram disparados.
So if you're asking me
(Então, se você me perguntar,)
I want you to know
(eu quero que você saiba)
Eu apenas fechei o olho, pois o sono estava forte. E o mundo escurecendo, eu só conseguia me lembrar do rosto de, Frannie, quando a pedi em casamento, e o resto se tornava um borrão.
When my time comes forget
(Quando minha hora chegar esqueça)
the wrong that I've done
(os erros que cometi)
Help me leave behind
(Ajude-me a deixar pra trás)
Some reasons to be missed
(Alguns motivos para eu fazer falta )
{...}
Acordei meio desnorteada no meio do mato. Demorei um pouco para perceber aonde eu estava, era um lugar próximo a cabana. Por que eu estava aqui?
Eu vou matar a, Shelby, por isso. Vasculhando minha roupa, encontrei meu celular. Rapidamente fiz uma ligação.
— Alô! – Uma voz sonolenta atendeu a ligação.
— Eu preciso que venha nos buscar, rapidamente aqui na cabana. – Falei firme. – Sem atrasos.
Desliguei sem deixar que a pessoa protestasse. E fui caminhando a passos lentos até enxergar a cabana. Deveria ainda estar andando devagar demais, já deveria ter passado meia hora, pois o efeito do remédio me deixou lenta e sem muita coordenação. Minha carona ia chegar e eu nem estava lá para receber.
Mas um barulho de tiro fez com que eu corresse para a entrada. O que eu vi, fez meu mundo parar. Quinn, estava caída no chão e tinha um carro pegando fogo. Ao longe pude ver, Frannie, correndo ao encontro da minha pequena, Rachel, estava ainda com a arma apontada para cima. Olhei na direção que ela apontava e tinha um cara com uma flecha no braço e dois tiros no peito.
O barulho da estrada indicava um carro em alta velocidade, que entrou com tudo passando por cima do corpo daquele homem. A carona que liguei.
Sai do meu estado de choque e fui correndo ver como estava minhas filhas. Mas primeiro fui até, Rachel, tirando a arma de sua mão. E a puxando para andar até, Quinn e Frannie.
Ao me aproximar, vi sangue e meu mundo parecia ter desacelerado.
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