Destiny Clock
29 Ciúmes
Notas iniciais
Depois de alguns dias, tudo parecia ter voltado ao normal. Shelby e Thomas, haviam saído do hospital. Mas confesso foi estranho ter minha sogra namorando minha mãe, acho que o pior foi me acostumar com ela na nossa casa.
Porém quando eu olhava a felicidade da minha mãe, tudo se tornava fácil e tinha suas vantagens de se ter, Shelby em casa. Ela me ensinou uns truques, além de que minha namorada podia aparecer e até dormi em casa com desculpa de conhecer melhor sua mãe.
O que realmente estava me incomodando é a atitude de, Rachel. Nossas famílias sabiam sobre nosso namoro, mas ela se recusou que o restante soubesse. E esse era o motivo de discutirmos.
— Era, por que não podemos assumir para a escola? – Eu falava, enquanto ela escolhia um filme para assistirmos em sua casa.
— Já tivemos essa conversa, Quinn. – Rachel, revirou o olho e escolheu o filme.
— Acho que deveríamos ter novamente. – Cruzei os braços e olhei para ela.
— Amor. – Rachel, suspirou e se sentou de lado para nos encararmos. – Você é a capitã das líderes de torcida, eu sou capitã do Glee o famoso time de perdedores. – Eu ia falar, mas ela fez um sinal para não interromper. – Vivemos numa cidade de mente pequena, Sue, odeia o clube do coral e já tenta fazer nossas vidas um inferno, tem sua popularidade e também falta pouco para terminarmos a escola.
— Mas por você eu largo tudo, pequena. – Falei segurando sua mão. – Eu não me importo com o que tenhamos de enfrentar.
— Mas falta pouco. – Rachel, acaricia minha mão. – Por que voltamos a esse assunto?
— Eu quero gritar para o mundo que te amo, não quero nos esconder. – Suspirei. – Poder andar com você pela escola de mãos dadas, ir ao shopping ou cinema sem receio de sermos vistas, pode de beijar em qualquer lugar, de proteger daqueles ogros que se aproxima de você. – Ela sorriu.
— Você está com ciúmes? – Rachel falou rindo e fiz careta.
— Não estou. – Cruzei os braços. – Teria motivos? – Levantei minha sobrancelha.
— Nenhum. – Rachel, me olhou seria. – Eu sou sua e você é minha, só tenho olhos para uma linda, loira, líder de torcida com um gosto ótimo. – Ela me deu um beijo, desarmando minha postura.
— Eu sei. – Falei desanimada. – Mas as pessoas não. O Finn, não para de tentar tocar em você e tentar de seduzir. – Fiz careta. – Se não bastasse ele, tem o tal de Sam, que decidiu se aproximar também. Fica a todo sorriso e sendo um cavaleiro. – Revirei os olhos. – Santana disse que ele parece minha versão masculina, vai que você prefere ele.
A troca de olhar com, Rachel foi profunda. Eu realmente tinha insegurança em nossa relação, já magoei muito ela no passado e pensar que mesmo assim me perdoou era de certa forma um alívio. Mas tinha medo que ela acordasse um dia e percebesse o erro que cometeu e fugiria de mim.
Aquela garota sempre me surpreendia, ela não discutiu comigo. Apenas levantou fechou a porta, colocou o filme e apagou as luzes. Quando voltou para seu lugar, simplesmente se inclinou e me beijou. Era algo calmo, sem pressa, como se tivesse tentando disser para não ter medo e que minha insegurança era boba. Pois ela nunca me deixaria.
Mas não evoluímos o beijo para outro nível, seus pais estavam em casa e queríamos passar um tempo apenas juntas namorando.
...
Hoje era o dia da audição para Nyada, minha namorada estava agitada demais. Não parava quieta, além que durante a semana estava estressada e nem ficamos perto uma da outra. Pois ela estava treinando para esse dia e na escola vivia cercada pelo Kurt que iria participar também, como ninguém sabia da nossa relação, me mantive de longe a pedido dela.
Para minha sorte a audição era aberta ao público, poderíamos assistir eles cantarem. Confesso estar começando a ficar ansiosa, minha carta da Columbia University , não havia chegado ainda, mas hoje tinha que me concentrar em passar forças para minha namorada e nossa família estava toda presente, até o pai de Thomas. Olhei para o lado e notei algo estranho, a família Lopez estava presente também. Tinha um senhor que não tirava o olhar da minha família.
O silêncio foi feito quando uma mulher subiu ao palco, ela era bonita mais tinha um ar de arrogante e um olhar penetrante. Senti ela repousa o olhar para nossa direção, e abri um sorriso que logo sumiu ao ver minha mãe dar um selinho em, Shelby.
— Queria agradecer a todos por estarem presentes apoiando seus familiares. – Falou com um sotaque, Francês. – Peço silêncio agora para que os candidatos possam se apresentar.
E foi até a mesa de jurados, aonde haviam mais duas pessoas. O local ficou silencioso, poderia disser que todos ali seguravam suas respirações até que Kurt foi ao palco e começou a cantar. Realmente achei que ele foi muito bom, recebeu elogios dos dois avaliadores, menos daquela mulher.
O que me surpreendeu foi ver a latina cantar logo em seguida do, Kurt. Santana, cantou esplendidamente bem e foi muito boa. Vi sorrisos orgulhosos de sua família, todos elogiaram ela. Depois disso ouve mais duas apresentações e a última seria de, Rachel.
— O melhor para o final. – Falei encorajando ela, antes de sentar no meu lugar.
Um dos jurados a chamou, nessa hora notei a mulher virando novamente para trás encarando a Corcoran. Minha garota estava linda com aquele vestido preto, iria cantar This Time, uma música original do glee. E como ela sempre faz, coloca vida em tudo que canta e foi aplaudida de pé.
Os resultados iam sair daqui a algumas semanas, mas eu sabia que ela iria passar. Assim que terminou, os três foram em direção a suas famílias. Rachel, foi abraçar seus pais mais quando cheguei perto ela estava nos braços de Shelby. Mas assim que me viu, correu até os meus, a felicidade dela era contagiante.
Minha família foi abraçar e elogiar ela pela performance, aproveitei o momento e fui dar os parabéns a latina. Que mal me viu e se jogou nos meus braços.
— Parabéns, latina abusada. – Sussurrei no ouvido dela. – Você foi ótima. – Ainda não tínhamos voltado a amizade que eramos, mas eu estava orgulhosa dela.
— Obrigada, loira. – Ela se afastou e me deu um grande sorriso.
— Quem seria essa moça adorável? – Uma voz masculina falou nos chamando a atenção.
— Vovô, essa é minha amiga Quinn. – Santana, falou sorrindo. – Quinn, esse é meu avô Juan Lopez.
— Prazer em conhece lo, senhor. – Falei apertando a mão dele, o estranho que ele era idoso. Porém não parecia.
— O prazer é meu. – Ele deu um sorriso, que morreu ao olhar por cima do meu ombro. – Olá Fabrays. – Cumprimentou minha irmã e cunhado.
— Oi Juan. – Frannie, falou com desgosto na voz e depois se virou olhando a latina. – Parabéns, Santana. Tenho certeza que você vai passar também. Foi ótima.
— Sim, meus parabéns. – Thomas, falou animado. – Não sabia que sua neta era tão talentosa, Juan.
— Sim, ela é. – Falou orgulhoso. – Poderia falar com vocês depois?
— Vai ter um almoço em família, agora. Apareça. – Judy, falou fazendo notarmos sua presença.
— Sim, seria uma honra. – Ele respondeu, mas parecia com receio.
Aproveitei a oportunidade e me retirei, fui dar os parabéns ao Kurt. Rachel, ainda estava lá conversando com ele e sua família. Mas o que me fez enxerga vermelho, foi ver Finn, abraçar ela e quando se afastar um pouco, dar um beijo perto da boca dela. Se ela não tivesse virado o rosto a tempo, ele poderia se considerar um homem morto.
O seu olhar quando encontrou ao meu, transmitia um pedido desesperado para que eu não fizesse nada. Mas eu estava possessa de ciúmes e fui andando calmamente na direção deles.
— Nem pense em fazer isso. – Shelby, já estava do meu lado. Segurou firme pelos ombros e foi em direção aos jurados. – Vou te apresentar aos jurados, sua mãe me pegaria pelo pescoço se fosse sozinha e minha filha ficaria com raiva se fizesse alguma cena. – Ela abriu um sorriso de canto. – Então não vamos nos envolver com problemas.
Realmente tentei sair dos braços da mais velha, porém ela realmente era forte e não me soltou em nenhum momento. Descobri que os jurados já trabalharam com a Shelby, em uma peça e parece que ela deu aula naquela universidade. A mulher não tirava o olhar da Corcoran, mas ela não retribuía e até mesmo me apresentou como sua afilhada. Fazendo assim o sorriso daquela mulher virar uma careta de desgosto. Nós despedimos e saímos de lá, Rachel já estava conversando com Jhonn e seus pais. Mas eu ainda fui até a família de, Kurt dar os parabéns.
— Meus parabéns, Kurt. – Ele ficou surpreso e agradeceu. – Pelo menos um dos filhos tem talento e futuro. – Sorri cinicamente para, Finn. Que me olhava com raiva.
Queria bater nele, faria isso com toda certeza. Mas minha sogrinha não saiu do meu lado em hipótese alguma e elogiou o amigo da sua filha. Que ficou encantado por conhecer ela.
Fomos até a família reunida, iríamos para o almoço em família. Rachel, se aproximou mas eu não conseguia encarar ela. Tinha certeza se abrisse a boca iria falar alguma bobagem e depois iria me arrepender, então prefiro ignorar ela ao meu lado.
Fomos em carros separados, não conseguia prestar atenção no que minha família falava. Eu estava contando até dez várias vezes para me acalmar e todas tinha um plano de tortura.
E para minha surpresa, todos chegaram juntos em nossa casa. E cada um foi para seu afazer, eu fui ajudar arrumar as coisas e Rachel foi para cozinha junto com seus pais e minha mãe. O estranho foi ver que o avô de, Santana realmente apareceu.
As horas passaram rápidas e estávamos na mesa de almoço, todos em volta de uma mesa enorme que montamos no quintal. Frannie, dava um olhar nada agradável em direção ao senhor Juan.
— Eu gostaria de ter atenção de todos. – Juan, levantou com um copo na mão e todos deram atenção a ele. – Queria agradecer o convite para estar reunidos com vocês. E que esse dia é para celebrar o talento da pequena Corcoran. – Ele sorriu amistoso para Rachel. – Mas queria aproveitar a oportunidade e pedir desculpas a essa família.
— Por que? – Perguntei curiosa.
— Frannie, tem razão. A culpa da missão foi minha, eu que planejei o plano e decidi a hora certa. – Ele avalia as reações de surpresa e indiferença que recebeu. – Mas acima de tudo, eu peço desculpas por ter apresentado a vocês meu sócio.
— Quem era seu sócio? – Perguntou, Rachel.
— Russell Fabray, eu que apresentei a vocês aquele dia. E a partir daí que começa toda a história. – Juan, fala arrependido.
— Você não poderia ter feito nada na época. – Jhonn, tenta amenizar o clima de tensão que surgiu.
— Eu já era um agente. – Shelby, o olha assustado. – Sabia que vocês tinham futuro na agência como seus pais, então decidi acelerar o processo apresentando você a Russell. – Juan, notou a cara de dúvidas depois que falou. – Nós temos um pouco de noção aonde o escolhido do relógio de cada um está. Não sabemos quem, mas uma certa área podemos ter conhecimento.
— O que você está nos tentando disser? – Frannie, falou com raiva.
— Que foi um plano da agência que encontrasse a sua metade rapido, para que assim fossem maduros e responsáveis. Mas não era, Russell seu par e sim a esposa dele. Seu irmão não ficou com a mãe de Thomas, sim por apenas uma semana. – Juan, suspirou desanimado. – Eu vi que adiantar o processo do relógio não dá certo, não era o momento e ainda trás grande confusão.
— Você está falando que tentou controlar a situação e por isso passamos por tudo? – Shelby, falou nervosa. Só percebi que uma faca passou raspando pela cabeça do senhor. – Esta querendo morrer, Juan? Pois na próxima eu não vou errar de propósito.
— Se acalme, Amor. – Judy, segurou a mão da Shelby.
— Deixa eu ver se entendi. – Chamei atenção de todos. – O avô da Santana, é um agente secreto. Certo?
— Ele é um dos chefões da agência. – Jhonn, falou como se não fosse nada demais.
— Ele sabia que provavelmente, Shelby iria encontrar o seu amor em minha casa. Mas apresentou o monstro ao invés do anjo. Mas mesmo assim elas se conheceram, porém não era a hora é elas sofreram por isso. – Olhei na direção dele. – Por você tentar apressar as coisas?
— Se for algo natural, da certo. Todos têm livre arbítrio. – Ele disse com receio. – A partir do momento que tenta impor que seja antes, não dá certo. E sabíamos que seu pai estava se envolvendo com coisas erradas, precisávamos ver se eram capacitados para entrar na agência. Esse era o teste.
— Você está de brincadeira comigo? – Jhonn, falou sério. – Você nos colocou em risco o tempo todo.
— Eu sinto muito de verdade. – Juan, parecia arrependido. – Mas eu me apeguei a vocês, tentei proteger, porém saiu do controle.
— Sua família sabe que você é espião? – Rachel, perguntou curiosa.
— Não, no máximo pensa que tenho amigos polícias. – Juan, responde de forma carinhosa.
— Alguns deles pensa em recrutar para a agência? – Falei curiosa.
— Minha neta será a ideal. Já andei a treinando sem que ela note, mas quero dar o poder dela escolher. – Olhou meio sem graça para Jhonn. – E se vocês quiserem, também é uma escolha suas. – Juan, falou mas engoliu seco aos olhares que recebeu.
— A resposta é não. – Judy, falou decisiva. – Agora vamos comer.
Eu fiquei impressionada com a reação de todos, pois ninguém questionou e apenas comeram e conversaram coisas triviais do dia a dia. Depois da comida, cada um vez sua roda e a conversa que estava adianto.
— Precisamos conversa. – Rachel, já segurou no meu braço. – Sem fugir, vamos conversar no seu quarto. – E ela me puxou para acompanhar ela.
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