Destiny Clock
30 Tudo se encaixa
Notas iniciais
— Precisamos conversa. – Rachel, já segurou no meu braço. – Sem fugir, vamos conversar no seu quarto. – E ela me puxou para acompanhar ela.
Suspirei e acompanhei.
— O que você quer, Berry? – Falei assim que fechei a porta do quarto.
— Eu sei que você está brava. – Rachel, sentou na cama e falou de forma calma.
— Eu tenho motivos? – Arqueei minha sobrancelha e cruzei os braços.
— Sim, você tem. – Ela suspirou. – Obrigada por não fazer uma cena, na audição.
— Agradeça sua mãe e não a mim. – Disse chateada. – Eu tô cansada.
— O que você está falando? – Rachel, levantou rapidamente.
— Não dá mais. – Falei desanimada, a morena se aproximou. Mas me desvencilhei e fui até minha cômoda. – Não consigo manter um relacionamento assim.
— Não fale bobagens, Baby. – Ela falou preocupada. – Eu te amo, só tenho olhos para você.
— De verdade, Rachel? – Passei a mão no cabelo exasperada. – Pois tudo que consigo ver é você dando mais atenção aos outros do que aos meus sentimentos.
— Não pense isso. – Rachel, falou se aproximando. – Desculpa se te fiz se sentir mal. – As lágrimas escorriam por seu rosto. – Mas por favor, nunca cogite em acabar com o que temos. – Ela me abraçou.
— E o que temos? – Sussurrei. – Pois o que temos é apenas isso. – Olhei ao redor. – Se resume o que está nessa casa, mas isso não é suficiente. Não se quiser ter um futuro ao meu lado.
Os braços ao meu redor ficaram mais fortes, e minhas lágrimas se uniram as dela. Nos levei para cama e ficamos abraçadas, até pegar no sono.
{...}
Estava no sonho tão bom, quando sinto movimentos ao lado da cama. Alguém pulou para ser mais exata. E só pelo cheiro sabia quem era, mas era meu dia de folga e tentei ignorar.
— Ahhh não, você prometeu. – A voz masculina me fez abrir o olho. – Vamos? – Aquele sorriso animado me fez sair da cama.
— Agora sai, que vou me arrumar. – Disse fingindo mal humor.
— Por isso que te amo. – Beijou minha bochecha e saiu.
— Também te amo. – Sai da cama.
Para ser sincera até hoje não aprendi a ser uma pessoa da manhã, mas para minha tortura, eu era acordada cedo ou meu próprio corpo decidia zoar comigo e fazia isso.
A temperatura da água gelada contra meu corpo me fez acorda, assim crie coragem para fazer minha higiene pessoal e me arrumar. E o cheiro de bacon vindo da cozinha me fez andar rápido.
Aquela cena me fez sorrir, lá estava Charlie comendo bacon e minha mãe já preparando meu prato, finalmente tinha minha família ali do meu lado, realmente os anos passam rápidos. Me sentia completa pois aquela pessoa fazendo uma careta no canto da mesa, era a razão de todos os sacrifícios valerem a pena.
— Que careta é essa? – Chamei atenção de todos da cozinha.
— Charlie devorando o pobre animalzinho. – Beth, falou fazendo bico.
— Você é que nem sua mãe. – Charlie, falou revirando o olho e dando uma colherada enorme.
— E olha que só tem três anos. — Judy, falou sorrindo para neta. – É sua cópia filha, uma miniatura sua na aparência mas a personalidade de um, Corcoran. – ela sorriu.
— Posso ir com vocês, mãe? – Beth, pediu com os olhinhos brilhantes.
— Não. – Charlie, respondeu rapidamente. – Você vai ficar com as vovós e eu vou ter, Quinn apenas para mim.
— E quem disse que vou deixar? – Senti braços ao redor da minha cintura. – Anda muito abusado, Charlie. – ela se afastou e foi em direção a pequena que já abria os braços pedindo colo.
— Mamãe, você voltou. — Beth, falava sorrindo.
— Tia?! – Charlie, falou surpreso. – Não sabia que voltava hoje.
— E isso te deu o direito de sequestrar minha esposa? – Ela sorriu de lado e ele arregalou o olho.
— Eu prometi para o, Char. Que iríamos correr no central park e irei levar ele nas aulas de luta. – Disse já sentando e me servindo da minha comida. – Você sabe que Frannie e Thomas, estão comemorando o aniversário de casamento e Charlie está passando as férias aqui.
— Eu sei, Quinn. – Ela sorriu. – Apenas tive que viajar a trabalho, foram só dois dias. – Ela fez bico. — E vocês fazem parecer uma eternidade.
— Um minuto sem você, é a eternidade para mim. — Falei ganhando um beijo como resposta.
Eu amava aquela mulher, e pensar que poderia perder ela, me deixava louca e me fazia lembrar daquele dia.
{...}
Acordei sozinha na minha cama, nem sinal de Rachel pelo quarto. Me senti tão insignificante, ela nem se despediu. Foi quando notei uma carta na cômoda do meu quarto.
Peguei aquele papel e não me lembrava dele aqui antes. Respirei fundo e percebi que tinha gotas de lágrimas em cima dele, mas ainda estava lacrado.
Quando abri levei um susto, era uma carta de Yale, falando que fui aprovada com uma bolsa integral. Eu nem lembrava quando me inscrevi para eles, deveria ser um engano ou um sinal divino me dando uma segunda opção caso quisesse fugir.
Tomei um banho novamente e desci as escadas, agora a casa estava quase vazia novamente. Somente encontrei mamãe e Frannie, na cozinha conversando. Mas assim que me notaram se viraram sorrindo.
— Como você está? – Judy, falava com aquela voz maternal que me acalmava.
— Surpresa. – Franzi a testa. – Recebi uma carta de, Yale.
— Yale? – Frannie, falou assustada. – Mas você não iria para Columbia?
— Eu ainda não recebi minha carta de lá. – Dei de ombros. – Mas me surpreendeu receber essa carta.
— É uma ótima universidade. – Judy, sorriu orgulhosa. – Meus parabéns, bebê.
— Mas não é a que quero. – Falei desanimada. – Porém não vou excluir essa possibilidade. – Sorri.
Elas sorriram mais eu sabia que elas notaram que algo estava errado, e eu gostava desse lado delas em respeitar meu espaço. Na hora certa, poderíamos conversar melhor. Notei que só tinha ficado nós três na casa e foi muito bom passar o restante do dia com aquelas mulheres importantes na minha vida.
Agora olhando o teto do meu quarto e o silêncio que estava, era sufocante pois tudo tinha o cheiro dela. Olhei meu celular, não havia nenhuma mensagem e ligação. Minha tela de descanso, estava nossa foto, eu, com a cabeça abaixada e ela olhando para mim. Acabei dormindo sem perceber.
Hoje foi aqueles dias estranhos que parece que o mundo está diferente, não saberia explicar. É aquela sensação que alguma coisa vai acontecer ou que algo está errado e você não sabe exatamente o que seria.
As primeiras aulas de hoje foi normal, mas parecia passar lentamente e o que estranhei foi não ter encontrado Rachel. Estava guardando alguns livros no armário e Brittany falava sobre o gato dela ter virado agente secreto.
— Oi. – Me virei surpresa para a dona da voz que nos cumprimentou.
— Olá, Rachel. – Brittany, falou animada.
— Oi? – Falei confusa, ela não era de falar comigo na escola. – Aconteceu algo? – Falei preocupada e ganhei um sorriso em resposta.
E como o destino decidisse testar minha paciência, Finnutil, decidiu aparecer e nos ignorar.
— Oi, Rach. – Finn, falou dando aquele sorriso idiota. – Pensei que depois da apresentação de ontem gostaria de sair para comemorar.
— Sim, gostaria. – Rachel, respondeu de forma alegre e revirei o olho.
— Então podíamos sair juntos? – Finn, deu um sorriso torto. – Tipo um encontro, você já deve perceber que gosto de você Posso de pegar as 8. – Fechei meu armário com força.
— Não podemos, já tenho compromisso. – Rachel, falou de forma casual.
Aquilo era demais, peguei minha mochila e ia sair quando sinto uma mão segurar a minha. Olhei para a dona dos olhos castanhos, que apenas da de ombros e sorri.
— Finn, tenho que ir agora. – Rachel, entrelaça sua mão na minha. – Vou acompanhar minha namorada até a aula dela. Nos vemos por aí. – Ela acena e me puxa para aonde seria minha próxima aula. – Tchau, Brittany.
Realmente fiquei tão surpresa que não consegui falar nada até estar na porta da sala. Sentia os olhos de todos sobre nós duas.
— Prontinho, você está entregue. – Rachel, soltou minha mão e me deu um selinho antes de começar a sair andando. – Boa aula, Amor. — Ela gritou quando já estava no fim do corredor.
A única coisa que passava na minha mente era que aquela garota me surpreendia sempre. E que provavelmente devo estar com um sorriso idiota na cara.
— Finalmente vocês se assumiram. – Santana, falava sentando ao meu lado.
O professor apenas entrou na sala, fazendo com que todos prestassem atenção nele. Mas bastou o sinal bater que percebi as pessoas falando e apontando em minha direção que ainda guardava meu material, junto com a latina que me esperava.
— Vou proteger você. – Santana, falou ao ver meu olhar incomodada. – Nenhum idiota vai tentar mexer com vocês.
— É só falar comigo que acabo com quem for. – Levamos um susto com a voz. – Desculpe. – Rachel, se desculpou ao nos ver pular.
— Anão de Jardim, não pode chegar assim. – Santana, resmunga com a mão no coração. – Até a branca de neve aqui levou um susto. – Ela gargalhou.
— Vocês estavam demorando. – Rachel, fala dando de ombros. Santana apenas decidi sair e nos deixar a sós. – Antes que me questione. – Ela olha no fundo dos meus olhos. – Pensar em te perde, foi como se tivesse morrendo e percebi o quanto egoísta estava sendo.
— Mas você não..
— Eu precisava, Amor. – Ela me cortou. – Pensei estar te protegendo, mas estava apenas te magoando. Ontem quando acordei e te vi dormindo tão serenamente, e notei os rastros de lágrimas me partiu o coração. Desci e sua mãe me pediu para deixar a carta no seu quarto, não precisava abrir para saber que aquele selo de Yale fosse uma carta de aprovação. – Ela suspirou. – Fiquei com tanto medo que fosse fugir, mas pensei melhor e vi que estou sendo egoísta. – Acariciou meu rosto. – Se esse for seu desejo vou te apoiar, assim como fez comigo. Pois é uma das melhores universidades do país. Meus parabéns, Amor.
{...}
Beijei rapidamente minha esposa, desmanchando aquele bico fofo. Odiava quando ela tinha que viajar a trabalho, sempre ia com ela, mas agora com Beth, uma de nós sempre ficava.
— Vamos? – Charlie, falou animado.
— Não deixe que ninguém de em cima dela, Char. – Rachel, falou dando um beijo em sua bochecha. – E te ensino uns truques. – Ela piscou para ele e ganhou um olhar brilhante em expectativa. – Já tem 15 anos, já é um homem.
— Quase 16 anos. Pode deixar, tia Rae. – Charlie, abriu um grande sorriso.
— Então vou curti minha princesinha, já que minha rainha tem compromisso com um princípio. – Ela piscou para nós. – O que acha de musicais? – Falou fazendo cosquinha em, Beth.
— Acho que vou sair também. – Judy, falou ganhando gargalhada como resposta. – Shelby, me faz assistir vários sempre. Ainda mais depois que voltou a dar aula.
E aquela era minha família, tínhamos a pequena Elisabeth. Decidimos que eu iria engravidar, já que minha pequena morena tinha dois empregos, um era ser artista da Broadway e outro era ser agente nas horas vagas. Mas era bem raro, só em casos especiais. Já eu, havia me formado em engenharia química e fotografia em Columbia, a carta chegou para minha felicidade e optei por dois cursos distintos.
Mas antigamente, eu, trabalhava mais para agência e nas horas vagas fazia fotos. Agora estava mais conhecida por minha agência de fotografia, mas ainda estava a disposição para agência Destiny Clock.
Frannie e Thomas, ainda trabalha para agência. Porém apenas no escritório, foi o combinado para eles permanecerem na companhia. E eles tiveram, Charlie, que agora tem quinze anos e era a cópia perfeita dos dois.
Minha mãe e Shelby, moravam próximas a nós. Elas começaram a dar aulas em Julliard e NYADA, Shelby não pertencia mais a agência. Porém sei que quando as coisas complicam muito, ela é acionada. Elas amam os netos.
Tudo dá certo no final.
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