Destiny Clock
27 Bom Demais Em Dar Adeus
Notas iniciais
Consegui escutar barulho, mas parecia tão distante que não consegui entender o que falavam. Será que morri?
Sentia uma mão quente segurando a minha, era reconfortante e me passava tranquilidade. E tentei abrir meus olhos, mas era tão difícil. A primeira fresta, vi apenas branco, foi quando tentei localizar em alguma coisa ao redor.
Encontrei cabelos castanhos apoiado na cama, ao lado do meu braço. Olhei para baixo e notei nossa mão entrelaçada, olhei novamente para seu cabelo e fiz um carinho com meu polegar. Ela olhou para cima e encontrou meu olhar, foi engraçado ver o rosto de surpresa dela, isso fez com que abrisse um sorriso.
— Oi. – Minha voz saiu muito rouca.
— Você não tem noção de como me assustou. – Rachel, falou tão baixinho e já com lágrimas caindo do seus olhos.
— Não chora, linda. – Eu me sentia meio sonolenta.
— Nunca mais faça isso. – Rachel, falou muito séria.
— Pelo menos você pode ser minha enfermeira. – Tentei dar meu melhor sorriso safado para ela.
— Lucy Quinn Fabray, não acredito que esteja pensando nisso. – Rachel, me repreendeu.
— Mas é que tenho uma namorada linda e ter quase morrido, me fez ver que tenho que aproveitar o máximo do tempo. – Disse me fazendo de inocente e ganhei um selinho.
— Eu te amo. – Foi a última palavra que escutei e voltei a dormir.
{...}
Fiquei ao lado de Quinn junto com Rachel. Mas estava preocupada com minha outra filha, que tinha saído para esperar notícias do seu marido e também queria saber de Shelby.
— Pode ir atrás delas, Judy. – Rachel, quebrou o silêncio.
— Não quero que ela acorde e sinta que abandonei. – Olhei para minha caçula.
A porta se abriu, revelando um médico.
— Olá, sou o Dr. Roberto. – Ele pegou alguma ficha na mão. – O Dr. Hiram, pediu para avisar notícias de Thomas e Shelby para as duas.
— Como eles estão? – Perguntei preocupada.
— Thomas está na sala de cirurgia agora, Shelby já está no quarto e pode receber visitas. – Ele olhou mais alguns papéis. – As radiografias e ressonância magnética, apresentaram uma fratura estável na coluna. Está sendo medicada para dor e vai ter que usar o colete por um tempo.
— Em que quarto ela está? – Rachel, enfim olhou para o médico.
— No fim do corredor, 509. – Respondeu rapidamente. – Podem ir lá se quiserem, e a espera da sala de cirurgia é no andar de cima.
— Obrigada. – E ele apenas sorriu e saiu.
— Vá atrás delas. – Rachel, me olhou com carinho. – Vou explicar porque você não está aqui e ela vai entender.
— Obrigada. – Dei um beijo na testa de, Quinnie e sai.
Fui trás de Francine, e ela estava nos braços de Emily e Spencer. Já havia escutado sobre elas, apenas me permiti relaxar e ir atrás de, Shelby.
O caminho pareceu mais longo do que realmente era, mesmo com as palavras do médico, ainda tinha medo em perde ela. Abri a porta do quarto, e estranhei em ver um homem sentado na cadeira ao lado de sua cama. Assim que abri a porta, ele se virou olhando em minha direção.
— Quem é você? – Eu perguntei, desconfiada.
— Não nos conhecemos pessoalmente, mas acredito que minha irmã tenha falado de mim. – Ele sorriu. – Sou Jhonn Corcoran. Irmão biológico de, Shelby e pai de Thomas.
— Como? – Falei surpresa.
— Nossos pais morreram em um acidente, Shelby na época tinha 8 anos e foi adotada pelos tios de, Hiram. Eu tinha acabado de fazer 18 anos, me envolvi com pessoas erradas. E me mantive longe dela. – Ele se virou para olhar ela dormindo. – A única coisa boa dessa época longe foi ter conhecido a mãe de Thomas, e pelas más influências que andei consegui proteger ela durante um tempo.
— Por que não está esperando a cirurgia dele? – Fechei a porta e entrei mais no quarto.
— A sua filha está lá. – Falou como se fosse óbvio.
— Mas isso não impede que esteja lá. – Estava indignada por ele não estar ao lado do filho.
— Ele tem alguém para quando acorda, ela estava aqui sozinha. – Falou de forma rude. – A pior sensação é acorda e perceber que não tem ninguém do seu lado, ainda mais depois do que eles passaram.
— Então já pode sair agora. – falei determinada. – Ficarei do lado dela.
Ele se aproximou e olhou bem fundo dos meus olhos, era como se tivesse de frente da versão masculina de Shelby. Porém mais velho, com a mesma cor dos olhos e bem mais alto.
— Saiba que nunca erro um tiro. – Jhonn, sorriu de lado. – Nunca a faça sofrer.
Nos encaramos por um tempo a mais e ele saiu, assim soltei o ar que prendia e nem percebi. Havia acabado de ser ameaçada pelo meu cunhado? Ou seria coisas da minha mente. Sentei ao lado da cama e esperei que ela acordasse.
— Desculpe. – Shelby, falou tão baixo. Que se não tivesse tudo em silêncio, pensaria que estava escutando vozes.
— Por que? – Olhei para seu rosto, que continuava com os olhos fechado.
— Por quebrar uma promessa. – Shelby, abriu apenas um olho o outro estava roxo. – Prometi que quando acordasse, eu, estaria ao seu lado.
— Você me deu um susto. – Falei com a voz falhando pelas lágrimas que já caiam sem autorização.
— Eu te amo, Juh. – Ela fechou o olho. – Não chore, vai ficar tudo bem. – Falou com uma voz sonolenta.
{...}
Estava naquele banco esperando faz um bom tempo, notei apenas a chegada de, Jhonn. Não tínhamos muito contato, mais eu sabia quem ele era.
No fim do corredor tinha uma máquina de café, perdi a conta das vezes que pessoas perdiam suas moedas naquela máquina. Saiam resmungando por suas moedas perdidas, e mesmo assim não fazia com que o tempo passasse rápido.
Depois de um longo tempo de tortura, Hiram, sai daquela sala e vai diretamente em minha direção. O semblante era indecifrável, mas o corpo transmitia o cansaço que ele estava.
— Como ele está? – Me levanto encarando ele.
— Como foi a cirurgia, Hiram? – Jhonn, fala de maneira desesperada. Em nenhum momento ele mostrava estar preocupado, só agora notei.
— Tivemos uma complicação na cirurgia. – Ele suspirou. – Sinto muito..
Não consegui entender nada depois dessas palavras, e apenas a escuridão me abraçou.
{...}
Ganhei alta do hospital, não esperava ter sido tão surpreendida com as informações. E muito menos está me encarando de frente ao espelho do meu quarto vestindo o vestido preto para a ocasião.
Olhei pela janela, era um dia lindo de sol, deveria ser um dia triste já que estou indo ao funeral. Me ajeito mais uma vez, respiro fundo e desço as escadas.
O caminho feito até o velório foi em silêncio, ninguém se permitiu falar nada. Minha mãe ficou ao lado da minha irmã o tempo todo, os olhos vermelhos dela, com lágrimas já derramadas. Santana e Brittany, cada uma estava de um lado e apenas permaneceu ali, sem falar nada.
Segurei mais firme a flor em minha mão. O pessoal do Glee se manteve em um canto, cheguei perto do buraco e joguei apenas a flor. Uma violeta branca, que significa promessa sendo feita.
— Prometo não derramar nenhuma lágrima por você. – E sai de lá junto com minha mãe e irmã. — Vou sempre proteger elas.
I'm way too good at goodbyes
Sou bom até demais em dar adeus
(I'm way too good at goodbyes)
(Sou bom até demais em dar adeus)
I'm way too good at goodbyes
Sou bom até demais em dar adeus
(I'm way too good at goodbyes)
(Sou bom até demais em dar adeus)
I know you're thinkin' I'm heartless
Sei que você pensa que não tenho coração
I know you're thinkin' I'm cold
Sei que pensa que sou frio
I'm just protectin' my innocence
Só estou protegendo minha inocência
I'm just protectin' my soul
Só estou protegendo minha alma
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