Destiny Clock

28 Destiny Clock


Notas iniciais
Querida Chegayy.. Surpresa por me verem tão cedo? Bem.. Como é feriado e não pulo carnaval.. Me sobra tempo para escrever. E vcs mereceram por estar comentando.. Então, boa leitura. ;)

O caminho de carro foi feito em silêncio, sai rapidamente assim que parou. Cheguei perto da porta e escutei vozes conversando, hesitei um pouco e abri. Os olhos deles foram diretamente em minha direção, ganhei um sorriso que me fez correr até ele.

— Eii, não chora. – A voz tentava me consolar. – Eu tô vivo, não precisa chorar.

— Estar naquele velório e pensar que poderia ser o seu, isso acabou comigo. – Encostei minha cabeça em seu ombro, mas pela careta de dor que ele fez, me afastei. – Desculpe.

— Own, Quinnie. – Ele tentou me abraçar, foi meio desajeitado. – Você é minha irmã caçula. E estou orgulhoso de você. – Thomas, sorriu. – Um mercenário. Vocês tem noção do perigo que enfrentaram?

— Eu fui apenas a isca, Rachel e Frannie, que atiraram. – Dei de ombros. – Ainda desmaiei, isso não conta como ato de heroísmo.

— Você foi muito corajosa, jovem. – a voz masculina grossa, me chamou atenção. Tinha me esquecido dele. – Se não tivesse dito essa coragem, poderia ter acontecido o pior.

— Quinn, o Jhonn tem razão. – Thomas, chamou minha atenção. Fiz cara de confusa. – Ah, você não o conhece. — Ele encarou o tal de, Jhonn por um tempo. – Quinn, este é meu pai Jhonn ou se preferir este é o irmão da, Shelby. – Thomas, se apressou em nos apresentar.

— Pai? E irmão da Shelby? – Falei surpresa.

— Longa história. – Jhonn, deu de ombros. – Mas acho que vocês levam jeito para essa vida de agente. – Jhonn, falou e foi fuzilado por Thomas.

— Deixa só a, Shelby escutar isso. – Thomas, repreendeu ele.

A troca de olhar foi dura, mas assim que terminou a frase a porta se abre revelando, Shelby, numa cadeira de rodas sendo empurrada por, Rachel.

— O que eu deveria escutar? – Shelby, fala imponente.

Eu realmente queria entender, como ela na cadeira de rodas, com um hematoma no olho, vários curativos menores pelo corpo, ainda passava superioridade a todos.

Jhonn, ficou mais pálido com o olhar que ela lançou a ele. Mas minha principal atenção foi Rachel. Assim que entrou abriu aquele sorriso de 1000 wts, que fazia meu coração derreter.

— Jhonn, quer recrutar as meninas para a agência. – Thomas, fala rapidamente. – Ele deu a entender que pelo efeito heróico de eliminar o mercenário, Quinn e Rachel, deveriam fazer parte da equipe. – Percebi que ele havia escolhido bem as palavras.

— Nem pense nisso. – Shelby, falou de forma fria. – Meu querido irmão, eu te mato se fizer isso. – Ela parecia estar falando a verdade, ganhando um olhar arregalado como resposta.

— Agora podem me explicar isso de agente? – Perguntei curiosa. – Tipo é que nem aquelas séries de FBI, CSI, CIA, NCIS, esses tipos? – Abri meus braços e minha namorada veio para meu lado.

— Longa história, seria melhor se sentarem. – Shelby, falou cansada.

— Preferia que fosse contada depois de um almoço em família, pois com comida é bem melhor. – Jhonn, interrompeu.

— Resumidamente sim, com a tecnologia do relógio, acabou criando uma nova agência, Destiny Clock. Eles não só reuniram a melhor turma de cientistas, como os melhores agentes das outras agências de espionagem. – Shelby, falava calmamente. A porta se abriu revelando, Frannie e Judy. — As pessoas nem desconfiam que a agência seja algo a mais do que cientistas.

— E assim começou a agência. O primeiro a ser recrutado entre nós, foi eu. – Jhonn, falou. Frannie foi para o lado do marido e minha mãe para, Shelby. – Me envolvi com pessoas erradas, mas nossos pais foram mortos por serem cientista da agência. Então eles me fizeram um convite formal, mas não tinha tanta escolha. – Ele dá um sorriso sinistro. – Ir para cadeia ou virar um agente, acho que a segunda opção me soa mais agradável. — Deu de ombros.

— Fugi para Nova York, isso é uma outra história, mas para me distrair foquei no trabalho, eu não podia voltar. – Ela deu um sorriso triste. – Me dediquei ao antigo sonho. Os caminhos da Broadway. Consegui, mas fui recrutada também.

— Por que aceitou? – Rachel, falou curiosa.

— Tinha um maníaco atrás de mim, eu precisava aprender a me proteger. – Ela sorriu confiante. – Eles precisavam de alguém da peça que eu participava, para conseguir prender alguns mafiosos. Fui treinada e foi um sucesso a missão. — Falava como se fosse a coisa mais comum do mundo.

— Sou ótimo em computadores e me especializei, porém não foi por isso que fui recrutado. Depois de um tempo, bateram em minha porta e disseram que meu pai biológico precisava do meu sangue. Não era um convite, apenas me levaram. – Thomas, sorri como se lembrasse de algo. – Morava em Londres, então tivemos que pegar um avião, fiz a doação e me deixaram andar pelo local, mas sempre acompanhado. Eu amei ver toda aquela tecnologia, recebi pedido de desculpas pela situação que fui parar ali, era jovem e nada me prendia a Inglaterra mais.

— Sua mãe? – Perguntei curiosa, mas vi seu olhar ficando triste.

— Ela havia morrido naquele ano. Por uma doença. – Thomas, falou com o brilho de dor no olhar. – Eles me fizeram um convite, logo aceitei. Conheci minha tia depois de uns dias, ela estava numa missão e ninguém sabia aonde ela tinha parado. – Ele olhou com carinho para, Shelby. – Cuidou de mim como um filho.

— Mas gostaria de deixar claro, que não sabia que tinha um filho. – Jhonn, falou chateado. – Foi um caso de uma semana, e ela sumiu sem deixar pistas. Eu fiquei arrasado. – Ele abaixou a cabeça.

— Frannie? – Olhei curiosa para ela.

— Conheci, Thomas. – Ela deu de ombros. – O relógio se abriu, fui embora com ele, e trabalho na área de projetos. Como prédio para novos lugares ou códigos. Não trabalho em ação como eles, então apenas aprendi o básico para se proteger e ser útil caso precise.

— Ual, que história. – Rachel, falou admirada. – E meus pais?

— Hiram é meu primo, por causa dos tios dele me adotarem. – Shelby, respondeu. Mas notou o brilho no olhar da filha. – Mas ele é médico, um Berry. Corcoran é o sobrenome da minha família que morreu no acidente. Porém Leroy queria saber algumas coisas.

— Pai? – Rachel, tinha cara de assustada.

— Leroy, é apenas um advogado. – Shelby, falou e vi minha namorada respirar aliviada. – Mas como todos da agência, tem que aprender o básico para se defender.

— Nunca notou nada? – perguntei curiosa analisando, Rachel nos meus braços.

— Temos hábitos estranhos, para uma família. – Rachel, falou pensativa. – Mas sempre achei que era por ser superprotetor. Por papai já ter sofrido um atentado.

— Que tipo de hábitos? – Judy, falou curiosa.

— Deste pequena, além do ballet, canto, jazz, faço lutas. Diferentes tipos de luta. – Olhei assustada para ela. – E pelo menos uma vez durante a semana, temos nossa competição de paintball.

— Uall. – Falei surpresa. – Então você poderia ter batido em todo mundo que jogava raspadinha em você e te ofendia. Mas não o fez, por que?

— Pai sempre deixou claro que era para me proteger de perigos reais, não devemos usar a força física e sim nosso cérebro. – Rachel, falou sincera. – Queria apenas o respeito e não ser temida por saber brigar.

— Você faz com que eu me apaixone cada vez mais por você, mesmo que eu pense não ser possível. – Falei, admirando aqueles olhos que me prendiam, conseguia ler minha alma e suas bochechas ficaram vermelhas. – Você arranja espaço, e olha que não tem jeito de caber mais amor aqui dentro.

— Ownnnnn. – Frannie, se pronunciou. – Temos que ter cuidado com as abelhas.

— Por que? – Franzi a testa.

— Porque vocês são muito doces. – Frannie, respondeu rindo. – Mas me diga cunhadinha, mais algum hábito estranho? – Rachel, fez cara de confusa. – Bem, você não errou os tiros. Sei que estava de frente, mas ele ainda estava em movimento. Eu que recebi treinamento acertei duas flechas de raspão e só a terceira que ficou no braço.

— Fazemos tiro esportivo. – Hiram, respondeu entrando na sala. – Ele realmente queria que estivéssemos preparados para tudo.

— Papai! – Rachel, fala já saindo do meu lado e indo o abraçar.

— Vim trazer os resultados dos exames que, Frannie fez. – Hiram, sorri e mantém Rachel em seus braços. – Fico feliz em ver reunião em família. – Ele sorri.

— Você fez exames, Amor. Por que? – Thomas, fala preocupado ao analisar Francine.

— Eu acabei usando as palavras erradas ao falar em como você estava. – Hiram, coçou a nuca.

— Falar que teve complicação na cirurgia e logo disser sinto muito, realmente não são palavras corretas para essa situação. – Jhonn, falou de mal humor.

— Era sinto muito pela demora, mas Francine logo desmaiou. – Hiram, falou se sentindo culpado. – Mas eu fiz questão de fazer exame de sangue. E aproveitei para verificar uma coisa. – Ele pegou uma ficha.

— O que foi, Hiram? – Judy falou preocupada.

— Não faz bem para uma mamãe passar por tanto stress. – Hiram, falou com um sorriso brincalhão.

— Então diga logo o resultado, primo. – Shelby, pronunciou impaciente.

— Eu disse, não estou falando de vocês. – Ele olhou para, Frannie e Thomas. – Parabéns, vocês vão ser pais.

Depois dessas palavras formou um silêncio no quarto, Thomas sorria de orelha a orelha. Judy, tinha lágrimas nos olhos e um brilho feliz. O que realmente nos preocupou foi minha irmã que ficou sem reação, e quando nos olhou de novo, acabou desmaiando.

E assim começou a correria no quarto, mas tudo se resolveu. Estava muito feliz pela notícia, iria ser titia.

...

— Um beijo pelos seus pensamentos? – Rachel, saiu do meu banheiro.

Bem nossos pais ainda iriam ficar no hospital, Shelby e Thomas, ficaram internados para se recuperaram. Assim, Judy e Frannie, ficavam com eles. As vezes trocamos, mas elas eram difíceis de quererem sair de lá. E hoje, Rachel veio passar o dia comigo na minha casa.

— Só um beijo? – Fiz carinha de cachorrinho que acabou de cair da mudança. Sabia que ela não resistia.

— Quantos você quiser. – Rachel, falou sentando no meu colo. Seus cabelos ainda molhados pelo banho. – O que você pensava? – Arranhava minha nuca suavemente, ela sabia me provocar.

— Hummmm.. Como sou sortuda. – Falei sincera. – Tenho uma namorada, linda. – Apertei suas coxas. – Vou ser titia. – Me inclinei beijando seu pescoço. – E temos a casa toda só para gente. – Falei nos virando ficando em cima dela, seu gritinho de surpresa me fez abrir um grande sorriso.

— O que você tem em mente? – Ela sorriu provocante.

— Muitas coisas, Amor. – Dei uma mordidinha no seu lóbulo. – Mas acho melhor te mostrar.

Cause I wanna touch you baby

(Pois eu quero te tocar, amor)

And I wanna feel you too

(E quero sentir você também)

I wanna see the sunrise

(Quero ver o sol nascer)

On your sins just me and you

(Nos nossos pecados, só eu e você)

Notas finais
Espero que esse capítulo seja esclarecedor... E não fiquem com raiva por parar aí. Sempre tem que ter o gostinho de quero mais. Bjinhos e se cuidem.. Nos vemos nos comentários ou no próximo capítulo.