Destiny Clock
24 Adrenalina
Notas iniciais
Thomas para o carro numa casa abandonada, no bairro afastado. Desce do carro e pega uma mochila atrás do porta malas. Vai andando até entrar em um beco e não ser visto.
No final daquele beco, existia uma entrada, bem protegida por entulho, ele se abaixa e passa por ela facilmente. Anda pelo corredor escuro, fazia muito tempo que ele não pisava ali, porém sabia aonde ficava cada coisa daquele lugar.
Ao ver a luz por baixo da porta, soube aonde deveria encontrar com o restante da equipe. Ao abrir a porta, lá estava Shelby já arrumada e com uma mochila, Jhonn sniper, assim que o chamávamos, arrumava seu equipamento. No canto atrás de várias telas de monitores e um computador, se encontrava Spencer Hastings, que não parava um minuto de digitar códigos.
Aquele lugar era totalmente diferente do lado de fora, os equipamentos de última geração, poltronas realmente caras e confortáveis, parede de vidro com várias armas, aquele lugar gritava ganância. E distante estava o responsável por aquilo, o senhor naquela poltrona, olhando algumas plantas de casa e como se sentisse meu olhar, me encarou.
— Enfim a equipe está pronta. – Ele sorriu em nossa direção.
— Vai se arrumar, Thomas. – Shelby, falou mais como uma ordem do que um pedido. – Sem papos furados, Juan.
— É Sr. Lopez, não é um almoço em família para estar sorrindo. – Jhonn, completou de forma rude.
— Não deixa de estarmos em família, não é? – Juan, respondeu de forma sarcástica.
— Consegui! – Spencer, fala alto e alegre para todos escutarem. – Achei como vocês vão entrar.
Depois disso nossa atenção foi total no plano que era passado para nós.
{...}
Horas depois na cabana.
Quinn, ficou em alerta máximo. Realmente não conseguiu dormir, mas estava no quarto novamente observando, Rachel. Mas sua atenção era dividida em ficar olhando para a estrada.
O relógio da cômoda dizia já ser 5 horas da manhã, mas um barulho na estrada chamou atenção dela, porém o que a assustou foi a porta do seu quarto ser aberta violentamente. Dessa vez, Rachel, acordou em um pulo com o barulho e seus olhos arregalaram de susto ao ver quem estava na porta.
— Mas que Por.. – Frannie, parou de falar ao ver, Rachel, assustada e nua. – Lá embaixo, Lucy. – Ela fechou a porta com tudo. – Agora! – Mas ainda gritou a ordem.
— Fique calma, depois explico. – Quinn, beijou Rachel. E saiu do quarto. – Mas voltou abrir a porta. – Recomendo a vestir algo, Amor. – E deixou a diva, vermelha de vergonha.
A sala estava silenciosa, quando Frannie entra pela porta da sala. Estava espumando de raiva, poderia ver as veias dela saltando.
— Maldito, furou os pneus do carro. – Frannie, se jogou no sofá e começou a chorar. – Ele pode morrer, Quinn. – Sussurrou de maneira sofrida.
— Queria poder ajudar, Frannie. – Quinn, falou de maneira paciente. – Mas vi uma luz na estrada, só pode ser algum carro. Não temos muito tempo para lamentar.
— Droga. – Frannie, praguejou e trancou a porta. E viu que tinha seu taco de baseball encostado nela. – Fique com o taco, eu vou ver o que ele deixou no meu quarto para nos proteger.
A adrenalina estava presente no ambiente, Quinn correu para pegar seu taco e subiu para seu quarto. Rachel, já estava vestida e olhando pela janela.
— Eu posso explicar depois. – Quinn, já alertou ganhando sua atenção. – Você precisa se esconder, e eu e Frannie vamos cuidar disso.
— Você? – Rachel, abriu um sorriso. – Não estou com medo, Amor. O dia que fui conversar com, Shelby, ela me explicou algumas coisas e conheci algumas pessoas. – Ela pegou o taco e colocou na posição de ataque. – Se acerta alguém nessa posição, irá fazer mais efeito. – Me deu um selinho e saiu do quarto.
Agora eu realmente não estava entendendo nada. Mas deveria acorda minha mãe, era perigoso deixar ela dormindo enquanto nem sabemos quem está chegando.
Quando abri a porta do quarto dela, lá estava Frannie, a ajudando levantar. Fui para o outro lado, conseguir segurar ela.
— Ela exagerou na dose. – Frannie, resmungou.
— Você bebeu demais, Mãe? – Quinn, falou chocada.
— Não viaja, Quinnie. – Frannie sorriu, achando graça. – Shelby, dopou ela para que o, Thomas consiga a trazer para cá. – As bochechas de, Quinn, ficaram vermelha.
— Vamos levar, Mamãe para fora. Deixar ela em um canto protegida. E depois voltamos para pega lá.
No corredor elas passam pela porta do quarto de, Frannie, que estava aberto. Elas poderiam ver, Rachel, pegando coisas nas gavetas do guarda roupa e colocando o equipamentos por baixo da roupa. Sua irmã não pareceu se importa, apenas continuou levando sua mãe que acordava e dormia novamente, enquanto saiam pela porta dos fundos.
O caminho até uma parte da mata que as cercavam era ruim, mas ali era o lugar ideal que se alguém olhasse de longe não conseguiria notar. O único problema que isso custou muito tempo, elas entraram pela porta dos fundos ao mesmo tempo que alguém forçava a entrada pela porta da frente.
{...}
Algumas horas antes.
Estávamos na instalação de esgoto, aqueles túneis levava para uma entrada segura da empresa. Russel, não ficaria em sua casa, pois seria um alvo fácil se assim o fizesse.
Sentia meu coração na boca a cada passo que dávamos, seria fácil nos perde ali, mas Spencer nos guiava por aquele labirinto, falando em nossos ouvidos a direção correta a tomar. Finalmente conseguimos entrar naquele lugar. A ala de funcionários não era tão bem vigiada como a porta principal.
Nos escondemos atrás de um armário, quando escutamos barulho de passos em nossa direção. A arma já pronta para ser utilizada, porém os passos foram desviados para outro lado e pude sentir a respiração voltar ao normal.
— Vamos logo, Thomas. – Shelby, me chamou ao entrar em uma porta.
Descobri ser às escadas de funcionários, bem ela levaria até um trecho do caminho, pois para subir até a sala principal só pelo elevador com um código. Tirando que existia, 4 mercenários contrato por ele como segurança e apenas, Shelby e Eu, contra todos.
O que me preocupava é estar fácil demais, entramos no lugar sem nenhum problema. Ao chegar no fim das escadas, havia dois corredores. A ordem de Juan e Jhonn para, Spencer, é me levar até Russel e Shelby aos mercenários por ter mais experiência. Porém antes de sair:
— Como esta, Emily? – Sorri sentando ao seu lado.
— Ela está bem. – Vi o brilho apaixonado em seu rosto.
— Diga a sua esposa que o jantar vai ser em minha casa da próxima vez. – Ela olhou surpresa para mim. – Vocês formam um ótimo casal.
— Obrigada. – Vi um sorriso sincero em seu rosto.
— Sei das ordens que recebeu, mas me prometa. – Olhei fundo nos seus olhos. — Quando chegar a hora de dividir a gente, deixe Shelby com sua vingança. Não importa o que aconteça.
— Mas é perigoso. – Spencer, me olhava de forma preocupada.
— Assim como defenderia sua esposa, deixe ela ter isso para si. – Tentei transmitir o máximo de confiança em minha voz. – Nós amamos mulheres fortes, mas precisamos ser mais fortes ainda para fazer o que é certo.
— O certo seria seguir o plano. – Ela respondeu meio hesitante.
— O certo é proteger quem amamos. – Sorri, e deixei ela com a decisão.
Senti a demora da decisão das coordenadas que, Spencer, deveria nos passar. Cheguei a cogitar que perdemos o contato, porém suas palavras foram claras logo em seguida. Deveria ir para a esquerda e Shelby para a direita.
Dessa vez escutei um barulho vindo de uma sala que passei. Era apenas um cara de cabelo azul, mas seu terno dizia que não era alguém qualquer. Ele entrou na sala de forma silenciosa.
— Vai atirar em mim de costas? – A voz soou arrogante. – Esperava mais de um, Corcoran. – Ele se virou com um copo de whisky e uma arma apontada em minha direção.
— Deveria ser educado e me oferecer o que está bebendo. – Thomas, falou de forma descontraída. – O problema é que não bebo em serviço.
E naquele momento, tudo parecia rodar em câmera lenta, pois alguém entrou na sala distraído e Thomas agiu rapidamente o fazendo de escuto humano. Sabe o problema de mercenários? É que eles não ligam muito para quem seja aliado, e atirou na direção deles. O segurança levou todos os tiros que foram disparados, e Thomas apenas deu um único tiro certeiro naquele homem.
Os barulhos iriam chamar atenção, então ele deveria ser rápido. Achou uma passagem de tubulação e entrou rapidamente se escondendo, notando só agora a dor em sua panturrilha, deve ter recebido um tiro de raspão.
Tentou não se concentrar na dor, apenas nos homens que entraram na sala. Eram 4 no total, 3 da segurança é um outro cara alto de terno.
— Vão logo, eles não devem estar longe. Entrem em cada sala que encontrarem, vasculhem cada canto e matem quem acharem. – Era uma voz forte e esbanjava raiva.
Os homens saíram de lá correndo, ele se abaixou encarando o homem de cabelo azul jogado ao chão. Ele colocou os dedos no pulso, olhou mais uma vez para o corpo. E se encaminhou para a porta, antes de sair se virou e descarregou sua arma no cara de terno.
Tinha que encontrar Shelby, esses caras não são normais e pela nossa informação deveria ter mais 2 e apenas um entrou na sala. Como se tivessem nos esperando.
{...}
Escutei alguns disparados ao longe, espero realmente que não tenha acertado, Thomas. Fui para o elevador, mas ao contrário do que se esperava, entrei na parte mecânica dele. Deveria subir pela corda.
Coloquei meu equipamento da mochila, quando o elevador começa a subir sozinho. Que inferno, alguém estava subindo, deveria entrar e atirar, fiquei esperando o momento certo, faltava poucos andares e pulei para dentro do elevador, o problema era que o maldito estava me esperando.
Aquele cara se grudou no teto e assim que entrei, recebi um soco como boas vindas. Ele era um excelente lutador, deveria ser algum deserdo do governo. Mas a vantagem disso é que eles sempre subestimam mulheres, essa foi minha oportunidade. Ao sacar a arma, consegui dar um chute nele o desarmando e pegar a minha arma da cintura acertando dois tiros certeiros um no coração e outro na cabeça.
O problema que estava dolorida, e com alguns roxos pelo corpo. Assim que o elevador se abriu, atirei nos dois guardas de frente da porta principal. E entrei, encontrando Russel a minha espera com sua arma apontada na minha direção.
— Esperava que fosse mais rápida. – Russell, deu um sorriso maníaco. – Acho que matou algum de meus homens, acredito ter sido um dos mercenários.
— O próximo a morrer vai ser você. – Falei com toda frieza possível, precisava estar no controle.
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