Destinos Marcados Com Sangue
3 Capítulo 3 - Amigos e Inimigos
Notas iniciais
Bem, vou deixa-los com mais um capitulo enche linguiça, espero que gostem! =*
Jellal caminhava tranquilo pelos corredores, da mansão e quando não estava mais sendo observado por nenhum criado ou guarda mudou de direção. Parou em frente a gigantesca biblioteca onde o homem humano que mais confiava vivia. Entrou sem fazer barulho e caminhou ate o pequeno quarto do senhor já velho.
– Makarov, esta aí?
– Sabia que tinha ouvido alguém entrar, boa noite príncipe Jellal.
– Boa noite velho pai. - O garoto o chamava assim porque Makarov realmente era como um segundo pai, ele era o alimentador de sua mãe e depois que esta faleceu no seu nascimento Makarov cumpria a promessa de cuidar de Jellal e de seguir as regras pedidas pelo Rei. - Preciso de sua ajuda urgente.
– Sente-se. O que é tão importante que não pode ser deixado para amanha? - Jellal sentou-se na única cadeira no cômodo enquanto Makarov se sentava na cama.
– Preciso para amanha cedo uma lista de alimentadores que perderam seus protetores... Mas não qualquer alimentador, quero os que mantém em segredo que já foram mordidos.
– Agora entendi o porque veio ate mim... Mas já que te conheço bem, porque não fica com a jovem que você mordeu? — Suspirou, Makarov sempre sabia de tudo.
– Erza não quis vir comigo, ela tem uma família e não quer se separar dela, então estamos mantendo em segredo nossa conexão, mas Zeref me encurralou. Amanha tenho que achar um alimentador e quero alguém que já tenha sido mordido e que seja de confiança. Zeref até deu a ideia de ficar com a pequena Meredy! Ele é louco!
– Hmm... Ele é esperto. Tudo bem Jellal, vou te ajudar, de manha meu neto levará uma carta para o senhor com alguns nomes, mas seja discreto.
– Ok. - Sorri feliz. Makarov era a pessoa mais inteligente que ele já conhecera e este conhecia os segredos mais obscuros do reino, além de ser o braço direito de seu pai. — Obrigado, não sei como agradecer.
– Apenas cuide desta menina e do alimentador substituto que encontrar. Ah, e também converse mais com seu pai, ele já não tem muito tempo de vida. - O velho disse triste, ele já perderá tantas pessoas importantes.
Jellal o olhou pensativo, seu pai nunca o deu muita atenção, mas ainda assim era seu pai. Estava bem triste com a situação dele, mas como é algo que já conhecia a muito tempo foi se acostumando com o fato de que logo não o teria mais.
– Talvez seja melhor ele ir para que descanse em paz ao lado de minha mãe, é terrível ver como esta doença acaba com ele. — Makarov assentiu. Jellal então se despediu do velho senhor e deu meia volta indo silenciosamente para seus cômodos.
Aquela noite tivera poucos sonhos e deles só conseguia se lembrar do cabelo ruivo de Erza. Laxus, o neto de Makarov, menino prodígio que apenas com 18 anos era condecorado com suas habilidades com luta de espadas, o acordou abrindo as cortinas e deixando o sol iluminar o quarto.
– Acorde criança, tenho algo aqui para você e fui designado para te levar ao abrigo de jovens órfãos que são cuidados pelo exercito... — Laxus deixou em cima da escrivaninha um envelope e parou na porta. — Não se preocupe, só eu irei com o senhor e não vou atrapalha-lo... Te encontro na posta da frente.
Jellal apenas ficou olhando sem conseguir dizer uma palavra, primeiro porque ainda estava meio dormindo meio acordado, segundo ele estava tão assustado com a velocidade que o jovem falará que apenas algumas palavras eram reconhecidas. Cambaleando saiu da cama e foi tomar um banho, depois de ajeitado pegou a carta e começou a lê-la, descartou na hora as crianças mais jovens que ele e os quase adultos, deixando alimentadores aproximadamente entre 15 e 18 anos, o que eram apenas três. Guardou na memória o nome destes, colocou a carta no bolso da blusa e desceu para tomar café da manha.
Ao entrar na sala de jantar encontrou Zeref e Mavis conversando, sentou-se e um pouco depois a mulher veio ao seu lado, sussurrando em seu ouvido.
– Jellal, antes de sair vá falar com seu pai, ele não vai poder descer para o café. - Jellal olhou para o irmão que irradiava raiva, pelo jeito que Mavis veio falar com ele os dois haviam brigado. Assenti a Mavis e ela saiu da sala sem dizer mais nada.
O café da manha foi silencioso, seu irmão saiu antes dele batendo os pés, Jellal não queria nem chegar perto, quando o irmão acordava de mal humor era pior que monstro. Depois de se alimentar de um pouco de frutas Jellal saiu da sala indo em direção ao quarto do pai, chegando lá encontrou o mesmo dormindo e sem acorda-lo deu um beijo em sua testa.
– Durma bem pai. — Jellal, cabisbaixo encontrou Laxus na porta da frente e chamaram uma carroça para leva-los ao prédio onde ficavam órfãos. Neste caminho Jellal foi conversando com Laxus sobre os três jovens que escolherá e teve que descartar mais um quando soube que este estava fora da cidade.
– Acho que já sei com quem vou conversar, já ouvi este nome em algum lugar, acho que a conheço. - Mostrou para Laxus com quem queria falar e este assentiu dizendo que o levaria até a jovem logo que chegassem ao prédio.
Jellal nem percebeu quando chegaram ao local, estava um pouco enjoado pelo movimento da carroça que teve que ser puxado para sair de onde estava sentado. Laxus o levou até um quarto rosado e o deixou lá dizendo que o esperaria no salão de entrada do prédio, cinco minutos depois uma jovem mais velha que Jellal, com cabelo liso, preto e que chegavam na cintura, seus olhos raivosos cortavam os seus.
– Eu não achei que receberia a visita de um de vocês. - Disse emburrada, mas Jellal cortou o clima com uma risada.
– Ora, ora, sabia que já tinha ouvido o seu nome antes. Ultear, não foi você que meu irmão chutou? — Ela se aproximou dele deixando seus rostos a poucos centímetros.
– Pare de gracinha e me diga o quer aqui peste.
– Quero que você seja minha alimentadora temporária. — Disse sem rodeios e Ultear se distanciou calada. - Preciso de alguém que eu possa confiar e acho que eu encontrei. — Um sorriso sarcástico apareceu nos lábios de Jellal enquanto o rosto de Ultear ficava receoso.
– Explique-se. Porque acha que sou confiável.
– Primeiro porque nós dois odiamos a mesma pessoa, meu irmão. Na verdade eu até gosto dele, mas ele esta diferente e provavelmente tramando algo nada bom. Segundo, você guarda um segredo a sete chaves e que por acaso eu sei qual é, por isto quero que me ajude com o meu segredo cooperando um com o outro. — Ela o agarrou pela gola da camisa e o puxou com força para si.
– Não brinque comigo pirralho! Que tipo de segredo você sabe e o que pretende comigo!?
– Eu sei que você já foi mordida e não pode mais ser uma alimentadora como quer. Isto me faz entender o porque protege tanto Meredy. — Jellal segurou forte os pulsos de Ultear para que ela parasse de rasgar a sua gola. - Zeref queria que Meredy fosse a minha alimentadora e sei que você não quer isto. — Ela o soltou.
– Zeref é espero, você tendo Meredy como alimentadora podia a usar a vontade, ela ainda é uma criança e não teria como se proteger.
– Sim. É por isto que quero que você fique como minha alimentadora.
– Ainda não entendi uma coisa, porque não escolhe de uma vez alguém para você? — Neste momento Meredy entrou no quarto e parou na porta assustada.
– Desculpe Ultear, não achei que estava com visita. — Disse a pequenina garotinha – E-eu precisava da sua ajuda. — Disse ruborizada e um vermelho podia ser bem visto em seu rosto, como se alguém a tivesse dado um soco.
– Meredy! O que é isto? - Ultear a pegou e tocou no machucado no rosto.
– N-nada.
– Como NADA!? - Ultear parecia desesperada. Jellal chegou do lado da jovem e tocou em seu ombro a acalmando.
– Ultear, você e Meredy podem ir morar na minha mansão e sempre que eu estiver por perto cuidarei de vocês, terão tudo o que quiserem, infelizmente vai ter que ver meu irmão as vezes. - Ultear rosnou.
– Me conte porque tanto quer a mim e eu vejo se aceito. — O garoto suspirou.
– Ok. - Ele tampou os ouvidos de Meredy não a deixando ouvir nada e se aproximou no ouvido de Ultear. — Eu já tenho uma alimentadora, mas estamos mantendo segredo, meu irmão esta ficando louco e se souber disto...
– ...Ele fará algo terrível com esta pessoa. Eu sei como é, agora eu entendo... – Ultear respondeu por ele e o olhou nos olhos. - Parece que você se preocupa com ela. Zeref não sabe que eu já fui mordida, talvez de certo. Eu aceito, com as condições de que Meredy vai comigo e eu só precisarei te dar sangue se seu irmão precisar de uma comprovação que sou sua alimentadora. Há, e se ele perguntar, minha marca da primeira mordida é no ombro. - Jellal suspirou, soltou Meredy e abraçou sem querer as duas garotas, ficando assim alguns minutos, como se nada tivesse de errado.
– Obrigado, vocês vão me ajudar muito.
– Não diga obrigado ainda. – Disse Ultear se soltando – Seu irmão é esperto e se você teve que vir até mim quer dizer que ele já esta desconfiado. Vamos fazer o possível pra te ajudar, mas não posso prometer nada. - Jellal acentiu.
– Arrumem as suas coisas, vou esperar lá embaixo com Laxus. Ultear, pode levar tudo o que tem e as coisas de Meredy também. Suas vidas vão mudar agora. — E iriam mesmo, esta seria uma importante mudança para os três. Ultear e Meredy se mudaram para a mansão e dividiam um quarto ao lado do de Jellal, o que era bom porque havia uma porta fazendo uma conexão entre os dois quartos para algum problema que surgisse.
Assim uma semana se passará, tudo parecia estar normal, tirando as constantes dores de cabeça de Jellal, algumas terríveis e quando isto acontecia ele ficava no quarto escuro e sozinho. As vezes Meredy aparecia e lhe levava bolacha, chá e remédios que não adiantavam muito. Ultear o explicou que isto iria acontecer nos primeiros dias em que estava conectado porque sua cabeça tentava se acostumar com a de Erza e isto seria doloroso para os dois. Nos dias que Jellal ficavam muito mal Ultear se escondia em seu quarto ou até mesmo no quarto de Jellal para que Zeref não a encontrasse perambulando por ali sem nenhuma dor.
Apenas uma vez Zeref pediu para ver Jellal bebendo o sangue de Ultear. O menino havia sido bem gentil e tomado pouco sangue pelo pulso da jovem. Naquele mesmo dia Jellal convidou Ultear e Meredy para sair. O rei ficava cada dia pior e Zeref a cada dia mais maligno, a ponto de poucas pessoas poderem passar um tempo perto dele. Já fazia uma semana desde que Jellal havia encontrado Erza e estava no dia deles se encontrarem, mas se deixasse as meninas na mansão poderia ficar com problemas, por isto as levou para um passeio naquela manha.
Já longe de casa, próximo da floresta Jellal parou e chamou uma charrete, deixou um maço de dinheiro com Ultear e foi falar com o motorista, ao voltar pediu para as duas entrassem na charrete, puxando Ultear no ultimo minuto para conversar.
– Vocês vão para a cidade Manfiny, pedi para o motorista deixar vocês no parque de diversão da cidade, aproveitem.
– Ok, mas aonde você vai? — Ultear parecia assuntada.
– Tenho um encontro, não se preocupe, mas tomem cuidado, meus sentidos dizem que tem alguém a um tempo nos seguindo. Não vou dizer onde vou, se algo acontecer espero que vocês não tenham muita informação. — Ele sorriu percebendo que a jovem entendeu o recado. - Encontro vocês na mansão de noite. — Ele deixou um beijo na testa de Ultear, entrou na carroça e deixou um beijo na bochecha de Meredy, falou pra ela aproveitar. Saiu apreçado da carroça e se distanciou entrando na floresta. Por um tempo caminhou tentando despistar o seguidor, quando não o sentia mais mudou o rumo a caminho do tronco que uma ver o havia fincado.
[…]
Erza passará a sua semana com a rotina de ajudar os pais nas plantações, aprender culinária com a mãe, ir à escola durante a tarde, sonhar com Jellal e passar partes do dia escondida em algum lugar com dores de cabeça. As vezes era encontrada em um armário de limpeza da escola e levava uma bronca por faltar aula, até que percebiam seu estado e a levavam na enfermaria, mas ela sempre fugia antes de qualquer diagnostico. Seus pais já sabiam das dores e acreditavam ser enxaqueca, mas seu pai sempre ficava de olho nela.
Na escola, quando não podia usar munhequeiras, fingia uma torção no pulso para usar faixa, ou usava uma blusa falando que estava com frio. Não aguentava ter que esperar pelo fim de semana que chegava devagar.
Quando o sábado chegará a ansiedade já não podia ser escondida, depois de infernizar tanto a vida dos pais eles aceitaram que ela fosse brincar o dia todo no parque da cidade, mas é claro que ela faria um pequeno desvio no caminho. Com um vestido branco que ia até os joelhos, o cabelo preso em duas tranças, as munhequeiras azuis e uma cesta com comida para um piquenique, Erza se distanciava da cidade e entrava na floresta animada até o lugar onde conhecerá Jellal. Já era quase meio dia quando achou o local e o encontrou sentado observando a sua chegada, sorriu feliz.
– Demorou. — Disse ele se levantando e com um sorriso bobo no rosto. - Vamos?
– Onde? — Perguntou já sendo puxada para dentro da floresta de mãos dadas com Jellal.
– Para o lugar mais bonito desta floresta, meu lugar favorito... Ou vai querer ficar sentada na frente do tronco que quase me matou? — Disse ele rindo, puxou sua mão e beijou seus dedos. — Ah, adorei as munhequeiras. - Os dois coraram e continuaram o caminho.
Pararam em frente a árvores frondosas com folhas choronas que cobriam o caminho de seus galhos ao chão, Erza ficou parada olhando para aquele lugar que parecia mais sair de um filme de terror. “Ele é um demônio, é claro que adoraria lugares assim”. O observou chegar perto das arvores e puxou a cortina que as árvores formavam.
– Venha! — Ele disse rindo. - Porque a cara de susto?
Ela caminhou lentamente pensando no garoto que a mataria ali, até que passou pela cortina e parou espantada.
– Que lindo! - Disse ela correndo para chegar mais para dentro da clareira.
O local era maravilhoso, atrás de árvores assustadoras um pequeno lago transparente se escondia, o sol passava pelo centro da clareira batendo nas flores de todas as cores que nasciam ali. “Parece um filme” Pensou ela rindo.
– Do que ri?
– Eu estou encantada, achei que você estava me levando para uma casa assombrada, nunca imaginei que um demônio gostasse de um lugar assim.
– Ei, não é porque sou um demônio que não gosto de musica, cultura e beleza. — Disse ele rindo, até que parou para fita-la. - Eu sou uma pessoa normal, só nasci com certos poderes que me fazem parecer um monstro, mesmo muitos de nós realmente serem monstros pelo que fazem... Eu não sou assim.
– Eu sei disto. — Ela sorriu e pegou sua mão. - Bem, me ajude a arrumar isto aqui. — Ela lhe entregou a cesta de piquenique e começou a estender uma toalha no chão, sentando em cima dele e batendo do seu lado para ele se sentar.
A tarde estava maravilhosa, mas havia muitas coisas para se saber antes do dia acabar, então ela não se demorou a perguntar sua duvida desde a ultima vez que se encontraram.
– Me diga Jellal o porque não queria ter uma alimentadora. — Ele quase engasgou com o suco que tomava.
– Bem, acho que esta na hora de contar tudo a você Erza. Não se assuste e vou ser rápido contando tudo, ok? — Ele respirou fundo e ela assentiu. - Eu sou filho do Rei que rege a raça dos demônios. - Era a vez dela quase engasgar, sua total atenção foi para o azulado, estava de olhos arregalados. - Tenho um irmão chamado Zeref, uma má pessoa e atualmente tive que conseguir uma alimentadora substituta chamada Ultear e cuido de uma garota chamada Meredy. Não tive escolha, meu irmão me pressionou e agora que meu pai esta adoecendo ele esta terrível. - Ele parou e olhou para baixo envergonhado.
– Nossa... Deixe-me guardar tudo antes de te perguntar algo. — Ela respirou fundo pensando em tudo o que ouvira. Estava um pouco mais feliz e sabia o porque, agora entendia os rostos das duas garotas que apareciam em sua cabeça as vezes, achava que Jellal já havia a esquecido. - Jellal... Primeiro, como esta seu pai?
– Ele esta indo, sabe, a última vez que o vi foi hoje de manha, ele estava muito mal e do jeito que ele me olhou, eu não sei... - Jellal parecia que iria chorar. Erza chegou mais perto dele o abraçando. - Ele vai morrer logo, eu sei.
– Jellal, seja forte. Você tem pessoas boas ao seu lado, eu vi. — Ela sorriu para ele. — Aquelas duas meninas iram cuidar de você e você delas. Vai dar tudo certo. — Ela tinha que acreditar naquilo para faze-lo acreditar.
– E quem vai cuidar de você Erza!? Meu irmão esta que nem louco para saber da sua existência! Ele sabe que escondo algo e ele é terrível, quer tudo sobre seu controle e nós dois, definitivamente, não estamos em seu controle! — Ele a segurou pelos ombros a assustando, então ele a abraçou forte e a ruiva retribuiu o abraço. - Me prometa que vai se cuidar, se eu mandar, pela minha mente ou voz, para que você saia, fuja ou corra você vai fazer. Me prometa que não vai deixar que nada aconteça com você. Eu prometo que vou te proteger do modo que eu puder.
– Calma Jellal, nada vai acontecer... Mas eu prometo que vou seguir suas ordens se assim te faz melhor. - Sorriu o reconfortando.
Aos poucos o tempo passava, os dois estavam deitados na toalha de mãos dadas, falando sobre sua semana, tirando o momento ruim que a pouco os abalara, mas infelizmente eles tinham que voltar e Jellal se levantou batendo em suas roupas e entregando a sua mão para ajudar Erza. Ela foi puxada para o peito de Jellal e se deliciou com o perfume do garoto enquanto ele aproveitava o cheiro de morango dos cabelos ruivos. Pensamentos perturbadores iam até a mente de Erza através de Jellal e ela se afastou falando enquanto o olhava nos olhos.
– Jellal, faz quase uma semana que você não se alimenta de sangue, achei que seria a primeira coisa que faria, mas tire estes pensamentos de ir embora e me deixar. - Ela puxou sua munhequeira com a marca e colocando na frente do garoto. - Vai, bebe.
– Erza... — Ela fez um não com a cabeça e ele pegou o pulso da garota e o mordeu, ele a enlaçou com o braço em sua cintura para que ela não caísse.
Erza segurou o grito que logo foi abafado com um suspiro, sua mente viajava por aquele momento feliz novamente, era como se nada de ruim pudesse acontecer em seu mundo, queria se prender ali para sempre, quando saiu de seus devaneios e se encontrou a centímetros do rosto de Jellal que a olhava com um sorriso.
– Sua boba. - O azulado chegou mais perto e a beijou, ela subiu seu pulso que ele não segurava o colocou na nuca do garoto. Deu espaço com sua boca para que o beijo se aprofundasse, suas línguas brigavam por espaço e o gosto de sangue ainda estava ali, mas não parecia ruim para nenhum dos dois, aquilo fazia a vontade atiçar, ela queria mais e quando o puxou para perto ele a afastou respirando fundo tentando se concentrar.
Ela então perdeu o encanto, principalmente por perceber que ele estava com um rosto assustado e o céu já escurecia. Mordeu o lábio e se arrumou, limpando o pouco sangue que sobrará no pulso e colocando a munhequeira para tampar a mordida.
– Preciso ir Jellal.
Ele já havia se recomposto e estava carregando a cesta de piquenique, chegou próximo dela e a beijou na testa.
– Vamos, vou te levar até próximo de casa.
– Não precisa tudo isto.
– Não se preocupe pequena, ninguém vai me ver, é só que quero ter sua companhia por mais tempo. — Sorriram um para o outro e entraram na floresta tentando chegar em casa antes do anoitecer.
[...]
Ultear sabia que aquele devia ser o dia mais divertido da sua vida, tudo isto se não fosse por Jellal. Ver Meredy sorrindo daquela maneira a fazia a pessoa mais feliz do mundo! Ultear perdera seus pais com a mesma idade que Meredy tinha hoje, 8 anos, foi acolhida por um demônio velho e foi com o filho deste que teve uma ligação forçada, não dera dois meses de ligação o menino havia morrido afogado por motivos desconhecidos, depois disto se mudou para um local do exercito que cuidava de crianças demônios e humanos órfãos.
Meredy corria de um brinquedo a outro puxando Ultear, que tinha que carregar um bichinho de pelúcia que a pequena havia ganho. Agora elas iriam em xícaras que ficavam girando e a deixava enjoada, mas Meredy apenas se divertia. Ultear pouco sabia do passado de Meredy, até porque esta chegou no orfanato sem memoria alguma, fazia um ano que cuidava dela e isto por se lembrar da sua infância. A rosada era tão vulnerável e pequena que Ultear não conseguiu deixa-la e cuidava desta como uma filha. Era retribuída com carinhos e sorrisos.
– Vamos Ultear, pare de gemer ai, quero ir na roda gigante! - A jovem tentava ficar em pé, queria vomitar, mas sua piralhinha a puxava sem dó.
– Ok, ok. Depois da roda gigante vamos comer algo.
Da roda gigante podia-se ver toda a cidade, uma vista lindíssima, principalmente com o sol que descia no horizonte. Avisou Meredy que logo que comessem teriam que ir embora e esta concordou triste. Ao saírem da roda gigante foram animadas para a lanchonete, mas antes de chegarem na mesma foram parados por dois brutamontes. Meredy foi aprisionada no braço de um e Ultear foi puxada pelo braço batendo com força no peito de outro homem.
– Seu idiota! O que pensa que esta fa... — Foi parada por um tapa no rosto. Mãos macias puxaram seu rosto para cima mostrando a face do homem que desprezava.
– Olá querida Ultear. Eu estava me perguntando... onde Jellal esta?
– Não é de sua importância. – Guspiu em Zeref com raiva. - Nos solte e deixe a gente em paz.
– Oh... Deixa-las em paz... — Zeref deu um sorriso sarcástico. - Se não percebeu ainda docinho, vocês agora estão em meu comando, principalmente porque Jellal as deixou sem nenhuma proteção... Onde ele esta?
Ultear ficou calada olhando com raiva para Zeref. Este apontou para o brutamonte com Meredy que apertou a garota, ela começou a gritar de dor. O pulso da morena também estava machucado, sentia seus ossos sendo esmagados.
– Só sei que ele nos deixou com dinheiro e disse que sairia, só isto! - Zeref gruniu e apontou a ponta de sua faca para a garganta de Ultear.
– Já que você é desprezível vou deixar meu irmão sem você, será que ele virá correndo? Será que ele já sentiu a situação pela conexão de vocês? - Ele falava com deboche, Ultear percebeu que ele sabia que ela não tinha uma conexão com Jellal. A faca apertava sua garganta e um filete de sangue escorreu. “Bem... acho que é a minha hora. Te amo Meredy” A morena pensou chorando, mas sem responder ao homem que odiava.
– PARE! - Gritou aquela vozinha fina que ela conhecia. - Solte a Ultear, não a machuque! Eu conto! Eu conto! Não machuque ela! — A menina chorava desesperada tentando falar com o abraço sufocante. A faca já não apertava mais sua garganta, mas ainda estava ali.
– Diga logo o que sabe menina, se não corto a sua querida mãezinha... — A faca voltou a apertar.
– Ele disse que ia em um encontro. Ele saiu para a floresta à leste. Disse que nos encontraria de noite na mansão. E-e ele fala dormindo o nome de uma garota...
– Não Meredy!! - Ultear tentou pará-la, mas foi cortada na bochecha, a menina chorando continuou.
– O nome que ele fala é Erza, é só isto que sei. Agora solte a Ultear! — Zeref começou a rir, guardando a faca.
– Erza... Floresta ao Leste, já sei por onde procurar. - Ele chegou perto da menininha limpando suas lágrimas. — Não se preocupe querida, tudo ficará bem... John, leve Ultear para a prisão da mansão. Losty prenda Meredy no quarto dela e fique de vigia... Eu tenho uma pesquisa para fazer... Vamos.
Meredy e Ultear tiveram suas bocas tampadas com um pano para que parassem de gritar durante a viagem de volta para a mansão, suas mãos também estavam presas fazendo com que não conseguissem se mover, mas Ultear tinha Meredy ao seu lado e apoiou sua cabeça nela para que esta parasse de chorar. Seus futuros iriam mudar depois das informações vazadas, Ultear só conseguia se desculpar mentalmente com Jellal que as acolhera com tanto carinho.
Notas finais
Bem, desculpem a enrolação do capítulo, espero que tenham gostado dele, ele teria mais uma parte, mas decidi dividir este e o próximo capítulo, porque ficariam muito grandes e consequentemente chatos de ler.
Bem... até o próximo capítulo meus lindos leitores! *3*
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