Destinos Marcados Com Sangue
4 Capítulo 4 - Qual o seu maior medo?
Notas iniciais
Acho que encontrei a música perfeita para a Mavis e o meu Zeref (quando digo meu é pela personalidade estranha dele desta fic) = Na sua estante da Pitty. Principalmente para este capítulo!
E a música do Jellal e da Erza = Equalize também da Pitty.
Então quando forem ler algo sobre eles pensem nestas músicas. HSUAHSUAHSUA'
Preciso agradecer também estas pessoas lindas que me postam reviews magníficos! Vocês me fazem escrever esta fic com muito mais carinho e velocidade que o normal!
Não vou mais atrapalha-los! Vamos para o capítulo! * 3 *
Qualquer um conseguia perceber que Zeref estava bufando pelas narinas. Ele estava louco. Louco por não ter descoberto sobre o irmão e a garota antes, louco por não ter controle sobre tudo. Ele já estava na mansão, jogará Ultear atrás das grades no subsolo e Meredy estava presa no quarto sem poder fazer nada. O moreno andava de um lado para o outro da sala do trono vazia, já que seu pai estava de cama e assim os portões para visitantes do salão estavam fechados. Zeref deu um pulo e parou quando ouviu as grandes portas se abrindo e o chefe do exército entrando, Midnight, este era seu amigo desde sempre e partilhavam das mesmas vontades para o reino, ele era o seu braço direito.
– O que descobriu? – Zeref perguntou impaciente.
– Nada mais do que o senhor já imaginava. Esta garota realmente mora na vila Rosemy a leste, perto do fim da floresta, as únicas informações que descobri é que é uma menina da mesma idade de seu irmão, mora com os pais na fazenda e é a única garota ruiva pelo local.
– Mas descobriu onde é a casa dela né?
– Sim senhor. – Os dois deram um sorriso maligno um para o outro.
– Midnight pode chamar meus capangas Losty e John aqui por favor? Peça para outros guardas ficarem nos lugares que estão. – O homem assentiu e saiu da sala, Mavis entrou logo que ele saiu apreensiva.
– Zeref! Você precisa ir ver seu pai agora! Onde esta seu irmão!? – Ela estava suando frio e histérica.
– Pelos Deuses Mavis! Não me atrapalhe agora! – Ele falou rude.
– Pare de ser idiota Zeref! Seu pai esta morrendo! – O garoto parou estático e olhou para Mavis, um sorriso maligno começou a aparecer em seus lábios. Ele se aproximou de Mavis, apertando as bochechas da moça com força a machucando.
– Nunca mais me chame de idiota Mavis. Vou ver meu pai... ter certeza que ele foi para o outro mundo.– Zeref saiu rindo da sala deixando Mavis com algumas lágrimas escorrendo dos olhos.
Zeref parou em frente a porta do quarto de seu pai pensando em como devia se portar diante das pessoas ali. Quando foi entrar bateu de frente com o velho Makarov que saia do quarto triste, os dois se fitaram por um tempo, mas logo o senhor saiu apreçado pelos corredores. Carrancudo Zeref entrou, mas logo fingiu um rosto de tristeza.
– Pai? – Sem resposta.
Zeref se aproximou da cama e encontrou o pai respirando muito fraco com os olhos fechados. Duas senhoras rezavam em um canto do quarto e o padre demônio com o médico estavam do outro lado da cama com seus olhos turvos de tristeza. Zeref olhou realmente assustado naquele momento para o pai, aquele homem que o ensinará tudo o que sabia, mas que felizmente não conhecia o seu lado malvado.
O garoto sentiu uma dor estranha no peito que logo mandou-se esquecer, não podia começar a sentir pena naquele momento. O pai começou a resmungar algo, que um pouco depois Zeref percebeu que se referia ao nome de sua falecida mãe, uma lágrima escorreu nos olhos do garoto, uma lágrima não desejada por ele, mas que ele não podia esconder. Seu pai começou a falhar em sua respiração e um segundo depois, que pareceram décadas para os ali presentes, o rei faleceu, com um sorriso nos lábios, como se estivesse em paz agora.
Zeref assustado com seus sentimentos saiu correndo do quarto em direção a sala que antes se encontrava, a sala que agora seria dele. Ele podia ouvir o choro pela casa e sem perceber Midnight já estava na sala com os dois capangas, pelos seus rostos já sabiam da mais nova notícia.
– Midnight, mande avisar o reino que meu pai faleceu, estou no comando agora. Diga que meu pai morreu em paz e sorrindo.– Ele não sabia o porque havia dito a última frase, mas ela saiu, provavelmente sua mente tentava entender a situação ainda. — John, Losty, fiquem aqui, preciso que façam algo.– Os três assentiram, o chefe do exercito saiu da sala, Zeref se acomodou no antigo trono de seu pai e olhou para os dois monstros em sua frente.– Tenho um serviço para vocês, tem uma garota ruiva que mora em uma fazenda no fim da floresta a leste, na cidade de Rosemy, quero que a peguem e a tragam aqui, se ela resistir muito podem traze-la morta mesmo... Agora vão.
Os dois não esperaram mais nenhum segundo na sala, não queriam ser vitimas da raiva do jovem. Começaram a se preparar para a pequena viagem à captura de uma criança.
[…]
Jellal entrou na mansão com um sorriso no rosto, mas que logo se desfez ao se dar de cara com os dois brutamontes de Zeref que saiam calmamente da casa. O azulado começou a ouvir choros de dentro do local e correu para ver o que acontecia, a primeira pessoa que encontrou foi Mavis que chorava, mas parecia ser a mais calma entre as outras pessoas ali dentro.
– O que aconteceu aqui?– Perguntou o garoto ingênuo. Este recebeu os olhos vazios da loira que quando o percebeu abraçou-o.
– Oh querido! Meus pêsames... Seu pai acabou de falecer. – Jellal ficou paralisado, sem ação. “Como assim meu pai está morto?” Voltando á realidade o jovem se soltou de Mavis e correu em direção ao quarto do pai onde algumas velas estavam acesas, algumas pessoas rezavam no fundo do comodo e seu pai parecia dormir calmamente, mas Jellal sabia logo ao vê-lo, desta vez ele nunca mais acordaria.
– NÃO!!!! – Gritou o garoto chorando como um bebê. – PORQUE!!??– Jellal tentou sacudir o pai, mas foi levado a força para trás pelo padre.
– Calma meu garoto, sei que é difícil, mas deixe seu pai descansando.– O azulado se soltou do homem e saiu correndo pelos corredores, sua mente divagava sem rumo, mas as imagens pararam no rosto de seu irmão, que neste momento devia estar sorrindo. Decidiu procurá-lo e logo o encontrou no primeiro lugar que imaginou que estaria: na sala do trono.
– Seu imbecil! Nosso pai esta morto e você ai se deliciando nesta cadeira.– Gritou Jellal chegando quase pulando em cima do irmão, mas foi parado pelo homem que estava ali com ele, se lembrava bem que seu nome era Midnigth. – Me solte seu idiota!
– Pode soltá-lo, ele vai precisar correr daqui a pouco.– Midnight o soltou com um sorriso maldoso, mas Jellal ficou parado tentando entender o que o irmão disse.
– O que quis dizer com começar a correr?
– Bem... Sabe, eu conheci uma menininha, ela tinha lindos cabelos ruivos e olhos amendoados, mas ela foi uma menina má e se envolveu com um garoto mal, agora ela tem que ser castigada.– Zeref sorriu maligno.
– Não... você não fez isto.– Jellal não sabia que batia no irmão até fazer ele ficar desacordado ou chorava por tudo o que acontecia. – O que você fez?– O menino descartou bater no irmão, o homem ali o seguraria e perderia a sua chance.
– Tenho dois homens indo buscar Erza agora mesmo. Espero que eles não sejam muito brutos...
Jellal não esperou para ouvir mais, correu do salão para fora da mansão em direção da casa de sua garota, havia prometido que a protegeria e ela estava em perigo agora. Sua mente só conseguia mandar mensagens para que ela saísse daquele lugar, para que ela corresse, fugisse, sumisse.
Não demorou muito para ele se encontrar próximo da casa da jovem, ele sabia todos os caminhos até ali e por isto chegará antes de John e Losty, mas também sabia que tinha pouquíssimos minutos. Erza estava na varanda olhando em volta com uma mão em sua cabeça, ela parecia não entender o que estava acontecendo. “Corra!” Mas quem correu foi ele chegando perto dela a assustando.
– Jellal!?– Ela gritou de susto.
– Você tem que sair daqui agora! Venha! – Ele a puxava pelo pulso para fora de casa.
– Pare! Me explique antes. – Ela empacou e ele ouviu a porta da casa se abrindo e os pais da garota saindo da casa.
– Ok.– Ele falou alto para a mulher e o homem ali atras também ouvirem. – Tem dois brutamontes vindo te buscar e eles não serão agradáveis. Se te encontrarem eles não se importaram e serão capazes de te matar só para levar o seu corpo para meu irmão, entendeu? – Todos ali ficaram paralisados, mas logo se ouviu algumas madeiras se quebrando e olharam para uma cerca a muito metros sendo quebrada como se fosse um graveto por um homem enorme.
– Vai Erza!– Gritou o pai da garota já com uma arma na mão. Sua mãe se aproximou dela e colocou em seus ombros uma capa preta com gorro. – Vamos segurá-los, fuja.
– Mas pai...
– Nós já sabíamos menina, não tem como esconder algo assim de seus pais. Agora siga o garoto... E você menino, cuide da minha filha nem que seja com a sua vida.– Jellal assentiu e puxou Erza sem deixar que ela falasse mais nada, percebeu que a garota chorava, mas essa estava forte e decidida correndo ao seu lado.
Um pouco depois entraram no começo da floresta e se embrenharam cada vez mais fundo, ouviram gritos ao longe mas não pararam, até que Jellal sentiu com seus sentidos apurados que não teriam o tempo necessário para eles fugirem, os homem já estavam dentro da floresta e bem próximos. Jellal parou, segurou Erza pelos ombros e fez ela olhar em seus olhos.
– Erza, você vai correr por ali. – Ele apontou para um caminho adiante, bem fechado e escuro. – Seguindo reto você logo chegará a uma outra clareira, não tem como errar. Se esconda depois disto.– Ele começou a empurrar Erza naquela direção, mas a menina o parou.
– Você não vai comigo?
– Não vou deixar eles te encontrarem, vou despista-los e depois eu te acho, ok? Agora vai.– Ele a empurrava novamente, estavam perdendo tempo. Seu coração estava a cem por hora, ele estava morrendo de medo por ela, ele tinha medo de perde-la, medo de tudo o que estava acontecendo.
– Ok... Ok. – Ela se virou, beijou a testa do garoto e o olhou nos olhos. – Jellal eu te...– Mas ela parou, ele sentia que era algo importante vindo dela, mas ela não continuou. — Fique vivo! Se você morrer eu juro que passo a te odiar. – Ela se virou e começou a correr para dentro da mata. Jellal se recuperou rápido do que ela falou, não tinha tempo para pensar. Escondeu as pistas que ela deixará pelo pequeno caminho e então ele foi na direção contrária da dela, correndo, fazendo o maior barulho e quebrando a maioria das coisas que achava.
Como ele havia sentido antes, os homem de Zeref estavam bem atras dele, Jellal conseguia ouvir os dois se aproximando, o que o fez se acalmar com relação a Erza e se concentrar mais em sua vida. Infelizmente não teve muito tempo para pensar na sua fuga, da frente do garoto um dos homem, o mais alto, apareceu e socou o jovem com toda a força na barriga, fazendo este cambalear pra trás e bater nas costas do outro brutamonte, este o mais gordo entre os dois.
Jellal rosnou e se equilibrou se afastando dos dois, os três se observavam literalmente como monstros, suas pupilas estavam dilatadas conseguindo enxergar sem problemas no escuro, todos os seus dentes pareciam afiados naquele momento e suas unhas pareciam garras. Jellal com certeza estava em desvantagem e sabia disto, mas só pensava em ganhar tempo para Erza.
O primeiro movimento veio do homem feio e alto de seu lado direito, um ataque rápido de garras, mas desajeitado, Jellal por ser pequeno conseguiu facilmente se esquivar se abaixando e quando o homem estava bem próximo dele lhe deu um soco de baixo para cima o acertando no queixo. Jellal só teve tempo de ver o sangue escorrer da boca do homem, pois logo foi acertado nas costelas por um chute do gordinho.
A força que o homem colocou no chute fez com que Jellal fosse jogado até a árvore ao seu lado, batendo nela. Um som de ossos quebrando pode ser ouvido junto com a risada estranha do monstro. Jellal se levantou cambaleando voltando a ficar em uma posição defensiva, fazendo os dois monstros rirem mais ainda. O garoto foi acertado por vários socos extremamente fortes no rosto e sem conseguir se defender de todos começou a ficar com a visão embaçada.
Ao cair no chão sentiu gosto de sangue, provavelmente perderá algum dente. Gritou quando seu cabelo foi puxado para cima, levantando seu corpo apenas por ali. O homem gordinho estava nas suas costas amarrando uma corda apertando seus pulsos como algemas. – Onde esta a garotinha? — Perguntou o alto que o segurava pelo cabelo e o encarava. Jellal o respondeu com um cuspe vermelho acertado-o bem no olho do homem, este urrou e socou na barriga do azulado. Nada mais podia ser visto ou ouvido, a última visão que o jovem teve antes de desmaiar foi do rosto de sua garota, em sua mente, com a certeza que ela estava segura.
[...]
Mavis caminhava de um lado para o outro no seu quarto. Não tinha tempo de ficar de luto pelo falecido rei, os pensamentos de Zeref eram tão fortes que entravam em sua mente, tudo ao mesmo tempo e embaralhado. Ela estava ficando louca, mas não tanto quando seu amor, este tinha planos tão terríveis que as vezes ela tinha vontade de vomitar.
Logo que ela soube que Jellal havia sido espancado pelos brutamontes de Zeref e jogado em uma cela ainda desacordado ela foi para o seu quarto quieta. Mavis podia parecer apenas uma mulher perfeita, ingenua e insegura, o que era completamente o contrário. Os outros podiam vê-la assim, mas ela era extremamente inteligente e estrategista, talvez por isto mesmo Zeref havia a escolhido para ser sua alimentadora.
Ela já havia se decidido, iria falar com o atual rei, iria fazer ele entender o que acontecia, mas ele estava tão fora de si que ela tinha medo, ela tinha medo por saber que algo ruim poderia acontecer e ela não sabia o quanto isto afetaria os dois. Quando Mavis ouviu Zeref entrar no quarto ao lado ela não esperou mais e abriu a porta que dividia os dois quartos, uma porta exatamente para ele ir até ela quando quisesse para, infelizmente, fazer o que quiser.
– O que quer aqui Mavis? Não vê que estou ocupado? - Ele estava estressado e ela se arrepiava, aquilo não era bom, mas ela seguiu em frente, respirando fundo.
– Zeref, solte seu irmão, ele não é um qualquer para ter o direito de prendê-lo apenas porque esta com raiva. — Ele parou o que fazia e olhou nos olhos dela, começou a se aproximar e Mavis dava passos para tras, ela xingou a parede as suas costas que a faziam não conseguir se afastar mais. Zeref segurou os cabelos loiros da jovem e sem dó os puxou para baixo, fazendo ela fitar os olhos de raiva dele.
– Quem você pensa que é para me dizer algo assim? Você é mais lixo que ele e eu ainda não sei o porque não te prendi em uma jaula como fiz com ele. — Mavis foi quem o fitou com ódio agora. Os dois pareciam dois felinos em uma briga. Mavis fechou seus punhos e os bateu juntos no peitoral de Zeref, não fez muito efeito nele, mas este se afastou um pouco.
– Parece que você esta precisando aprender a se portar diante do rei querida. - Ele a puxou pelos cabelos a colocando de costas para ele, sem esforço este a abraçou pelas costas e a levou até sua cama a jogando nela de bruços. Sem dar espaço a ela prendeu seus pulsos com apenas uma mão, ele era muito mais forte e usava toda a sua força a machucando.
– Me solte seu maluco! – Mas ela não podia fazer nada, ela era como um brinquedo ao lado daquele homem, apenas uma bonequinha. Sem se preocupar ele rasgou o vestido da moça o arrancando do corpo dela, jogando seus trapos no chão, então ele começou. Batia com força na bunda de Mavis sem dó, deixando uma marca roxa de sua mão na pele branca, batia tão forte que Mavis não conseguia segurar os gritos de dor que vinham junto com lágrimas.
– Quem é você em? Falando assim comigo... Você precisa aprender bom modos mocinha.– Ela soluçava e ele não parava até ter certeza que o local ficaria cor de sangue.
– Sou a Mavis... a Mavis... — Ela falava em meio aos gritos e tapas. — Pare! Não faça isto! – Ela odiava aquilo, a sensação de ser inferior e usada sempre, ela odiava aquilo, odiava o que o homem que ela amava fazia a ela. Ela parou de gritar quando sentiu um arrepio, mas não correspondendo o que ela sentia.
Zeref parou os tapas e agora massageava o clitóris da garota, mas não conseguia tirar dela nenhum suspiro, então com toda a força ele colocou dois dedos para dentro dela. — O que foi Mavis, você não gosta mais disto? – Mas Zeref não estava sendo cuidadoso, realmente forçava seus movimentos fazendo ela gritar de dor, sangue escorria nos dedos do homem.
Mavis sentia a pior dor desde sempre, Zeref a machucava fisicamente em seu lugar mais intimo e psicologicamente ela sentia uma dor no coração por estar passando por aquilo, sua mente estava nebulosa e explodia em palavrões que ela queria dizer pra ele, mas as únicas palavras que saíram dela foram únicas, ela soltava todos os seus sentimentos nelas.
– EU TE ODEIO! Eu te odeio Zeref! — Ela gritava aquilo com toda a força, provavelmente toda a mansão podia ouvir seus gritos de ódio. O amor dela estava machucado, ela não queria aquilo, aquele não era o homem que ela conhecia, era um monstro que ela não queria mais ver, seu amor agora estava trancado a sete chaves e a única coisa que sobrava era aquele ódio.
Zeref sem explicação parou de fazer tudo o que fazia com ela. A soltou e simplesmente fitou a garota jogada em sua cama, nua, com roxos no corpo e chorando. Com os olhos arregalados ele saiu do quarto o mais rápido possível deixando a loira com seus pensamentos na cama, ela não conseguia entender que parte ela havia o afetado, mas ela havia o afetado e isto a fazia, por incrível que pareça, feliz. Ela estava fazendo sua própria sorte agora.
Depois que a jovem voltou a ter a respiração normalizada, ela se sentou na cama dolorida. Trancou seus pensamentos de Zeref, tantos anos juntos a fez aprender táticas simples para isto, a única coisa que iria de seus pensamentos para ele agora era o ódio que sentia. Ela se levantou e procurou por todo o quarto do garoto a chave sobressalente da porta que dividiam, ao achá-la ela foi para o próprio quarto e trancou tanto a porta dividida quanto a porta do quarto. Foi direto para o banheiro em seu quarto e quando já estava na banheira é que ela desabou em um choro triste.
Ela tomava o banho o mais demorado possível, fazendo sua mente voltar a funcionar direito. Ela não podia deixar as coisas como estavam, sabia dos planos de Zeref e não podia deixar ele machucar muito mais pessoas. Sabia que teria que voltar a encarar aquele homem de alma negra, mas quando ela o fizesse já estaria curada e bem trancada para si, não o mostraria mais nada da romântica e boa garota que sempre era. Antes de se trocar ela se olhou no espelho vendo todos os machucados que teria a mais a partir daquele dia, preferiu usar uma blusa de manga, uma calça e sandália, tentando esconder a maioria dos roxos. Saiu do quarto, ainda dolorida, para conversar sobre algo importante no momento.
Pouco tempo depois ela se encontrava em frente a cela de Jellal, o encontrando em um canto escuro.
– Jellal? — Ela perguntou e foi respondida com um olhar sombrio e confuso. Logo o menino se aproximava da cela e olhava para Mavis um pouco mais feliz.
– Mavis, o que faz aqui? Se meu irmão descobre ele te machucará.
– Não mais do que já o fez. Provavelmente ele já sabe que estou aqui, já que tive que mandar o guarda sair para eu falar a sós, se ele não se atreveu de me tirar daqui ainda é porque não se importa. – O garoto olhou assustado para ela. Jellal estava com suas roupas todas rasgadas, mas os machucados que deveriam estar ali já haviam sumido por causa da regeneração rápida, isto a fez ficar mais calma.
– Então... o porque de sua visita?
– Primeiro quero te dizer algo que acho que já sabe. Erza esta bem, Zeref não a achou e se me perguntar como sei... – Ela apontou para a sua cabeça. – Ele esta com tanta raiva que não conseguiu deixar isto só para si. – Ela sorriu e Jellal suspirou.
– Eu já sabia sim, mas é bom saber de alguém daqui.
– Eu entendo, mas vim aqui por outra causa. Eu estou planejando em te tirar daqui, não posso lhe jurar nada, mas vou tentar te mandar para o castelo de neve, não sei se lembra de lá. Se eu conseguir jure que vai tentar contato com o pessoal de fora e acabar com a farra de seu irmão, nem que isto demore, prometa.
– Conheço, mas Mavis, seria totalmente complicado eu fazer isto sozinho e você também.
– Não se preocupe comigo. — Antes que Jellal falasse qualquer coisa uma voz ecoou da cela ao lado do garoto e do escuro ela apareceu.
– Eu vou ajudar o Jellal. – Disse Ultear – Eu e Meredy. Se não fosse por nós Zeref não teria ido atras de Erza e de qualquer maneira nós duas somos humanas, poderíamos conseguir de uma maneira mais fácil informações de fora.
– Ultear, não seja boba, já te prejudiquei o bastante, vocês deviam é sumir daqui e ir a um lugar melhor. – Jellal disse sem olhar para ela.
– Não, a menina tem razão Jellal. — Mavis não sabia como não tinha pensado nisto antes. – O castelo de neve é o lugar mais seguro para as duas também, além disto elas realmente serão muito úteis. - Ultear e Mavis trocaram um sorriso, que poderia ser considerado bem diabólico se chegasse a considerar os pensamentos das duas no momento. – Bem, eu vou indo. Agora já sei o que falar com Zeref no próximo encontro, vou fazer de tudo para ajuda-los. — Os três se despediram e Mavis caminhou de queixo erguido e esbelta de novo para o seu quarto, ela não seria mais o cachorrinho de seu amado.
Notas finais
Estou adorando escrever o Zeref! *-* Ele esta tão mal, é tão divertido!
Espero que tenham gostado do capítulo! Semana que vem tem mais!
Há! E semana que vem é o ultimo capitulo com eles crianças *-* depois que eles crescerem o bicho pega!
Deixem seus reviews e ganhem beijos de chocolate! * 3 *
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