Destinos Marcados Com Sangue

5 Capítulo 5 - Mudanças


Notas iniciais
Por incrível que pareça eu consegui trazer este capítulo hoje, minhas duas próximas semanas serão as provas na faculdade e o próximo capítulo pode acabar chegando mais cedo ou mais tarde, dependendo do meu tempo livre (que esta complicado de achar, ele fugiu de mim! D= )
Parece que todo capítulo vou ter que fazer com músicas! HSUASHUAH' Elas são muito inspiradoras... As musicas que usei hoje foram:
Para a parte da Erza a música So Far Away de Avenged Sevenfold, na verdade fiquei ouvindo as musicas deles para fazer o capítulo, esta foi a que melhor se encaixou na nossa ruivinha hoje. ^^
*-* E a musica que adoro do Avenged Sevenfold, a Crimson Day, tem um ritmo tão inebriante que eu basicamente só fiquei ouvindo ela na maior parte do capítulo.
A musica Hall to the King me lembrou Zeref, adoro o ritmo dela e ela fica grudada na cabeça! u.ú Mas ela não tem muito a ver com o capítulo... acho eu.
Achei o capítulo um pouco chato, parte do Zeref enche linguiça rsrs, mas é o ultimo com eles crianças, então tem muita coisa importante ai.
Bem vou deixar vocês lerem o capítulo que já enchi muito aqui...

Erza engolia as lágrimas enquanto corria pela mata, naquele momento ela havia deixado seu coração para trás, sabia que Jellal estava querendo ganhar tempo, é claro que ela sabia, mas não podia fazer nada, era uma menina fraca e estúpida que deixara as pessoas mais importantes para si fazerem tudo por ela.

Erza só parou de correr quando começou a ouvir vozes vindo da sua frente, na mata, não era para ter ninguém ali no meio da noite em uma floresta, não sabia se continuava correndo ou parava ali mesmo para entender a situação. A ruiva balançou a cabeça de um lado para o outro, estava ficando louca, não podia parar quando dois brutamontes estavam a sua caça e havia pessoas que se sacrificaram para tê-la em segurança. Começou a contornar o local de onde vinha o som, mas infelizmente ela não tinha muita sorte, nos primeiros passos que deu conseguiu quebrar alguns galhos amontoados e não teve tempo para mais nada.

No momento em que foi abraçada forte por trás seu primeiro instinto foi gritar, mas o som foi abafado por uma mão grande e áspera que tampava sua boca com força. Sem esforço o homem atras dela a levantou e começou a leva-la para onde vinham os sons, que agora eram sussurros. Ela não parava de se debater, não queria acreditar que depois de tantos esforços ainda fora encontrada.

– Mas que coisa! Será que pode parar de se debater menina, você já é pesada sem se mover... Nós estamos do seu lado. — Ela parou de se movimentar e também de tentar gritar. “Como assim do meu lado?” O homem ao perceber que ela estava mais calma a apoiou no chão, pegou o seu pulso, um pouco acima de sua munhequeira e a puxou.

– Hey, como assim do meu lado? Para onde está me levando? — Ela não conseguia parar de andar, o jovem a segurando era muito forte.

Agora que ela prestava mais atenção podia ver, com a luz da lua que passava pelos galhos, que o homem que a segurava provavelmente não era muito mais velho que ela, era alto, tinha cabelos loiros, uma cicatriz no rosto e músculos bem definidos. Ela parou seu olhar ali, não era sempre que encontrava um homem assim, ou era alguém que trabalhava no exercito ou na lavoura usando a força das inchadas, era o único motivo que ela encontrava para tantos músculos. Ela afastou seus pensamentos logo que percebeu um grupo de homens e mulheres, das mais variadas idades, que se sentava em volta de uma fogueira quase apagada, ela contou, eram cinco pessoas no total.

– Quem são vocês? — Ela perguntou isto em seus pensamentos, mas por algum motivo as palavras saíram pela sua boca.

– Calma, meu avó já irá lhe contar tudo, ele esperava a sua chegada. — Erza arregalou os olhos e olhou para o jovem. “Eles a esperavam?” O homem olhou para ela e sorriu, um sorriso um pouco triste, mas confortável. Pararam em frente a um senhor velho que estava afastado dos demais.

– Ah menina, até que enfim você chegou, achei que realmente seria pega pelos capangas de Zeref...

– Como sabe sobre isto? - Ela o cortou.

– Antes de tudo sente-se, não quero ter que ficar olhando para cima. — A menina se sentou de frente para o senhor, o jovem que a carregara até ali se sentou ao lado dela, sua quietude foi tanta que se ele não tivesse o corpo de um monstro era capaz que nem o percebesse ali. Ela ainda não acreditava muito neles.

– Eu me chamo Makarov e este ao seu lado é meu neto, Laxus. Você deve ser Erza, não?

– C-como...?

– Tudo ao seu tempo, vou começar da sua primeira pergunta, então preste atenção, é muita coisa para um velho como eu ter que explicar tudo de novo. — Erza ficou em silencio total prestando atenção no velho. Ninguém ali havia lhe atacado e se qualquer brutamonte aparecesse por ali duvidava que Laxus não desse um jeito em tudo sozinho. Ela assentiu para Makarov que começou a explicar a situação.

– Bem, como já sabe, meu nome é Makarov, eu era o braço direito do rei e morava junto com a família real, na verdade sou apenas um velho necessitado que carrega sempre problemas. — Ele lançou um sorriso bondoso para Erza. — Você está mais envolvida conosco do que imagina. Você é alimentadora do príncipe Jellal, não? Então...

– Espere... Como sabe disto!? — Perguntou assustada e receosa.

– Eu sei de tudo menina, não precisa se assustar, agora deixe eu terminar. O rei faleceu esta noite e ele, antes de morrer, me pediu algo muito importante. Ele conhecia muito bem seu sucessor, seu filho Zeref, que é um menino que foi tomado pelas trevas depois que sua mãe morreu e eu e o rei sabíamos o que aconteceria se ele tomasse o trono. Nosso grupo, que é composto apenas humanos que decidiram me ajudar, está indo para o sul e iremos fazer o que o falecido rei pediu, uma guilda de caçadores de demônios. — Tudo ficou silencioso, todos ali a volta escutavam a história com ela, olhos arregalados e respirações pesadas eram mantidas no local.

– Porque uma guilda de caçadores será formada? — A duvida reinava em Erza e ela não podia deixar aquilo para si.

– Porque a guerra entre demônios e humanos começa esta noite. Ou melhor, já começou.

– Como assim guerra, e como já começou? - Erza tinha um mal pressentimento, se remexia no local, algo ruim estava acontecendo, algo muito ruim.

– Não sei muitos detalhes, sai da mansão já faz muito tempo, daqui uma hora voltaremos a viagem, logo Zeref estará a minha procura também, ele não quer só você. — Erza estava assustada, uma vertigem começou a se apoderar dela, sentia cheiro de sangue, mas não tinha sangue ali, o local parecia mais úmido que o normal e sentia frio, muito frio.

– Droga. — Ouviu o garoto ao seu lado a segurar. - Erza, aguente. Erza respire fundo e me diga o que esta vendo?

– E-eu não sei. Sangue, frio, dor... Parece... — Ela entendia agora. — ...grades, vejo grades. — Erza ainda tinha sua cabeça doendo, mas já se sentia melhor, percebeu que estava de pé e todos, menos Makarov e Laxus, a olhavam com medo. - Jellal está com problemas. — Ela falou por ultimo e começou a caminhar cambaleando para a mata sem saber por onde ir.

– Pare. - Disse Laxus atras de si segurando seu pulso. - Não tem nada que possa fazer agora.

– Como você quer que eu não faça nada! — Erza falou alto, só não gritou pois sabia que estava em uma posição complicada. - Ele esta se sacrificando por mim! - Ela rosnou. Não sabia que sensação era aquela dentro dela, mas ela não estava feliz com o que estava acontecendo, depois de tudo o que ouviu do velho é como se ela não estivesse servindo para nada, ela não estava feliz não fazendo nada. Então a voz do senhor soou novamente.

– Ele ficará bem menina, você só vai morrer se for lá agora, fique aqui conosco por enquanto, depois pode decidir sozinha o que vai querer fazer. Laxus, preciso que faça algo. — Erza ficou paralisada, ela se sentia inútil e desprezada até por Makarov. Tinha vontade de socar alguma coisa, seus olhos se encheram de lagrimas, mas não as deixou escorrerem.

– O que foi vovô? — Laxus saiu de perto dela e foi atender o avô, não passou muito tempo e Erza caminhava em volta do acampamento sem fazer barulho, mas também não indo muito longe de onde tinha segurança.

Erza apenas estava tentando entender toda a situação, ela estava com muito medo, mas aquele medo parecia se transformar em outra coisa dentro dela. Sentia raiva também, raiva por não poder fazer nada por quem a ajudou. Não sabia como ajudar Jellal, como ajudar Laxus e Makarov que a acolheram ou como ajudar seus pais... seus pais! Erza pulou onde estava e correu para o acampamento.

– Laxus! Laxus! — Era a única pessoa que ela conhecia ali além de Makarov, e com certeza Laxus estava em melhores condições que o velho. — Preciso da sua ajuda! - Ela agarrou o sobretudo do jovem o puxando.

– O que foi Erza, pelo amor dos Deuses, será que não pode se acalmar?

– Não, não posso me acalmar! Deixei meus pais para trás e quero ver como eles estão, não sei o caminho pela floresta, alem de que devem estar me procurando...

– Calma, não podemos sair andando por ai e logo meu grupo vai sair para a viagem. - Erza olhou com raiva para ele e pela primeira vez ela viu nos olhos do jovem um raio de surpresa.

– Se você não vai comigo eu vou sozinha! — Erza deu meia volta e caminhou para a mata decidida. Ela logo sorriu ao ouvir o loiro as suas costas a seguindo e praguejando alguns palavrões baixinho.

Hora ou outra Laxus a puxava para outra direção, provavelmente se não fosse por ele Erza chegaria no sul do pais antes daquele grupo, mas nunca chegaria direito a sua casa. Os dois pouco falavam um com o outro e se conversavam era apenas para decidir em qual direção iriam ou alguma coisa simples sobre seus passados. Qualquer barulho que ouviam além do deles Laxus logo puxava Erza e a escondia por entre as árvores, em um momento qualquer ele contará para ela que pertencia ao exercito e que por causa de seu avô tinha muito contato com a família real, Erza percebeu que ele devia estar sendo procurado até mais do que ela.

Pararam no começo da floresta e Laxus teve que tampar a boca da ruiva novamente para que esta não gritasse, desta vez Erza não continha as lagrimas. Ela se apoiou no homem ao seu lado enquanto via chamas altas queimando sua antiga casa, ela conseguia ver ao longe a casa de seus vizinhos, também brilhando pelas chamas. Quando recobrou um pouco a consciência já estava correndo em direção a sua casa, sem se importar se seria vista ou não, a única coisa que queria naquele momento era encontrar aqueles que amava.

Seu coração parou de bater por um momento, era isto que ela achava por ver aquela imagem, suas lagrimas secaram e ela tremia com força. “Porque, porque!?” era sua única pergunta naquele momento de dor. Erza se ajoelhou ao lado do corpo da mãe, uma estaca perfurava o coração da mulher, a menina voltou a chorar e nada conseguia segurar seus gritos de dor, ela puxava o vestido sujo de sangue de sua mãe morta procurando conforto, mas não achou nenhum, apenas conseguiu achar o corpo de seu pai a alguns metros, só que este quase irreconhecível de tantos cortes que possuía.

Ela queria morrer também, desmaiar ali e ficar esperando o deus da morte para levá-la, não sabia o que sentia, as pessoas que mais amava estavam mortas na sua frente e por sua culpa, ela começara a soluçar.

– Erza, Erza! Precisamos ir! — Laxus a puxava pelo ombro, mas ela não saia do lugar.

– Ir pra onde Laxus, tudo o que eu tinha esta acabado agora. - Ela olhou com os olhos manchados e tristes para o jovem a suas costas, ele estava visivelmente triste também, percebia que ele não gostava nada do que estava vendo e por incrível que pareça ela sentia que ele a entendia.

– Não fale assim. — Disse ele sério para ela. - A sua cidade esta em chamas, você não sabe quantos devem ter morrido ai, mas o que você tinha não esta acabado. Estas pessoas não se sacrificaram por nada Erza! - Laxus segurou seus ombros e balançou com força fazendo ela acordar de seu transe. - Erza! A guerra sempre vai matar as pessoas, seus pais são heróis por conseguirem fazer você sobreviver! Você não sabe o quanto você é importante agora neste jogo do rei! - Ele a abraçou. Erza chorou em seu peito. - Não ache que é única que sofre.

– E-e-estou c-com medo. O-o q-q-que v-v-você e-entende-e disto Lax-xus?

– O medo é bom Erza, ele faz com que crescemos em nossas atitudes, ele trás força. Você e nem eu queremos que mais pessoas que amamos morram não é? - Ele a puxou fazendo que ela olhasse nos seus olhos. — Venha com a gente e eu lhe conto sobre mim, prometo que vou te ensinar o que quiser, tive bons estudos junto ao rei e nós podemos mudar esta guerra juntos.

Aquele homem era muito estranho, mas ela sentia uma confiança muito grande por ele. Sua dor e medo não mudavam, ela estava quebrada por dentro, mas ouvindo aquelas palavras ela sentia que podia fazer algo por eles, por todos que ela conhecia ali naquela cidade, não deixaria suas mortes em vão. Ela respirou fundo.

– Laxus. Me ensine a lutar como você, me faça forte como você. Sei que é errado, mas vingarei a todos que machucaram a minha cidade e eu acharei Jellal, a única pessoa que me resta agora. Eu quero acabar com este inferno. - Laxus lhe deu um sorriso triste, se levantou e a puxou para que esta se levantasse também.

– Vamos juntos acabar com estas dores menina. — Ele bagunçou os cabelos ruivos dela. — Eu prometo que lhe ajudarei como possível.

Laxus a ajudou a sair daquele inferno, a vida dela mudaria completamente depois daquele dia. Seu coração doía e ela usava suas ultimas forças para seguir em frente, mas ela jurou para si mesma que não deixariam as coisas como estavam. Zeref já tinha um lugar marcado por ela no inferno.


[…]


Zeref estava sentado no trono encabulado com o que acontecer. “Eu te odeio!” Aquelas palavras não saiam de sua cabeça. Midnight estava tagarelando ao seu lado falando sobre a situação das coisas, de como o povo reagiu sobre a morte de seu pai e sobre o que eles queriam sobre o próximo rei, também mencionava sobre as pessoas que estavam do seu lado que também queriam que os humanos se submetessem aos demônios. Os pensamentos de Zeref foram interrompidos quando seu segundo general entrou na safa com um sorriso maroto.

– Vossa majestade. — Ele se curvou. - Meus homens acabaram de terminar com a cidade de Rosemy. — Zeref se ajeitou na cadeira.

– E a menina? - Perguntou esperançoso. O homem a sua frente começou a olhar para todos os lugares menos para o rei.

– Não a encontramos senhor, ela sumiu do mapa. — Um som estrondoso soou pela sala na hora que Zeref bateu com toda a força no encosto do trono.

– Mas que droga! Não conseguem nem encontrar uma menininha!

– Nos desculpe senhor... Mas ela não é tão importante assim, é só uma menina. — Zeref rosnou, mas o homem tinha razão, o que aquela garota poderia fazer.

– Obrigado Dyhno, saia agora. — Zeref esperou o homem sair e se voltou para Midnight – O que acha, preciso me preocupar?

– Não acho não senhor, ela é apenas uma criança.

– Tsn... e sobre Makarov, já acharam aquele velho?

– Não senhor, ele também desapareceu, como seu neto Laxus, meu pessoal está procurando-os, mas eles são muito espertos, duvido que os encontraremos.

A conversa dos dois foi parada com uma risada vindo das portas, só agora eles haviam visto que mais alguém ouvia a conversa. A mulher ali caminhava decidida até próximo dos dois.

– Vossa majestade ainda esta sendo carregado por seu próprio subordinado? Daqui a pouco Midnight é quem estará mandando no senhor. - O coração de Zeref parecia falhar, desde a noite passada Mavis não falava com ele e quando ela o olhava seus olhos estavam cheios de ódio e dor e tinha uma sensação de morte.

– Quem você acha que é para falar assim de mim? — Midnight ia para cima dela raivoso enquanto ela sem medo continuava caminhando em direção ao rei.

– Pare Midnight! — Gritou o rei para o homem. - Nos deixe sozinhos. — Rosnando de raiva Midnight assentiu e saiu da sala fitando Mavis. Ela apenas lançava um olhar indiferente para o homem. Quando as portas foram fechadas o demônio e sua alimentadora se encararam e um silêncio sem fim permaneceu na sala, até o rei o cortar.

– Não deveria falar assim comigo ou com Midnight, Mavis. Isto pode te trazer sérios problemas. — A mulher riu da cara do rei.

– Mais problemas que o senhor já me colocou Zeref? Impossível, até se eu morrer estarei melhor que agora.

– Não fale assim Mavis. — Ele não sabia mais como se portar com aquela mulher. Além de ela simplesmente não o aceitar mais como seu dono ela deixara bem claro que o odiava. Mavis o tratava como qualquer um e era a única pessoa que ele já não conseguia controlar dentro daquela mansão. Ele não podia fazer nada, pois qualquer coisa que mandasse ser feito com ela, ela dava um jeito de mandar as dores em seus pensamentos que o atrapalhavam da pior maneira.

– Só falo a verdade Zeref. E saiba de uma coisa, esta garota o trará tantos problemas quanto eu trago.

– Não com meu irmão em minhas mãos, ela sentirá ele morrendo e nunca mais se meterá comigo. - Ele sorriu maligno para a mulher tentando assustá-la, mas ela apenas moveu os ombros sem se importar.

– Burro.

– O que diste!? - Ele se levantou da cadeira indo em direção a ela.

– Disse que é burro. Antes de me bater pense se não tenho razão Zeref, o que seu povo pensará se você matar seu irmão? - Zeref parou a centímetros de Mavis, mas não fez nada, ele realmente pensava nas palavras dela. - Seu povo te odiará, ninguém mais estará ao seu lado se matar o querido e amado pricipezinho. Você era tão inteligente Zeref, o que aconteceu? Esta com medo? - Mavis sorriu com deboche e se distanciou dele caminhando pela sala calmamente, olhando os artefatos em exposição ali. Zeref rosnou com a veracidade das palavras dela.

– E o que eu deveria fazer então?

– Se seu irmão ficar aqui só irá o atrapalhar com seus planos, isto é fato. Então porque não o manda para estudar junto de sua “prima” — Ela enfatizou o 'prima' fazendo aspas com os dedos. - A irmã de sua madrinha não esta estudando no Castelo de Neve? Mande Jellal e seu bando para lá também, é um lugar extremamente protegido e Mirajane não se sentiria mal se você colocasse mais guardas no castelo dela.

Agora era a vez de Zeref caminhar de um lado para o outro. Ele sabia que ela estava do lado de seu irmão, mas suas palavras eram tão verdadeiras que talvez fosse a única opção que ele teria, alem de matar seu irmão é claro, mas se fizesse isto o ódio entre o seu pessoal seria muito maior. Ele olhou desconfiado para ela e se aproximou da mulher, a puxou para perto apertando as bochechas de sua querida.

– Se você estiver tramando contra mim Mavis... — Ela se soltou dele com um tapa em seu braço.

– Fará o que Zeref? Faça como desejar, já lhe falei o que acho. — Mavis deu as costas para o rei, sem medo, e saiu da sala o deixando sozinho com seus pensamentos.

– Mulher louca! — Mas na verdade o louco era ele, ficaria louco durante os anos só por causa dela. - LOSTY! JOHN! — Gritou alto chamando seus guardas que apareceram correndo na sala. - Mandem prepararem uma carruagem... E também mande duas criadas arrumarem uma mala para Jellal, Meredy e Ultear. - Os dois saíram apressados vendo a raiva de seu senhor. Zeref chamou Midnight que já o esperava na porta no aposento. - Midnight, preciso de quatro homens para acompanharem meus irmão e suas duas damas para o Castelo de Neve.

– O castelo de neve senhor!? - Midnight se surpreendeu. - Tem certeza? Mirajane ficará uma fera?

– Vai de uma vez Midnight, com minha madrinha eu me cuido. - Midnight saiu atras de seus homens para escolher quem acompanharia o príncipe.

Mirajane era rainha do país vizinho e era madrinha de Zeref, ela era tão má quanto ele e o aconselhava por cartas sobre as atitudes à tomar com seu território, ela com certeza não se importaria em trancar Jellal em seu castelo de férias, até porque não o veria, já que estaria em seu país. A albina tinha seus problemas por lá e em pensar que Jellal teria que aguentar a sua prima e irmã de Mirajane já ficava com um sorriso no rosto. Agora Zeref só poderia continuar com sua guerra, queria todos sobre seu comando.


[...]


Muitos pensamentos corriam pela cabeça de Jellal, ele estava encostado na parede fria de sua cela e massageava sua cabeça. Ele conseguia sentir tudo de Erza, raiva, medo, ansiedade, decisão e principalmente tristeza, uma tristeza terrível que o deixava com vontade de chorar. Mas o que mais incomodava Jellal não era aquilo, mas a felicidade que ela sentia, mesmo que minima, por estar ao lado daquele loirinho. Ele jurou pra si mesmo que daria um soco em Laxus a próxima vez que o visse.

– Que cara de desprezo é esta Jellal? - Ultear perguntou de sua cela o olhando com um riso, ela provavelmente estava entendendo que o garoto estava sentindo algo de Erza.

– Que coisa! Não é nada Ultear, só preciso socar algo. - A jovem riu com gosto naquele momento. Eles podiam estar em uma prisão, mas depois que Mavis havia os visitado eles conversaram mais e voltaram a se entender, o clima ali não era mais de tristeza, mas sim de esperança.

– Sei... Você deveria era estar feliz que ela esta bem.

– Tem razão. — O garoto disse fazendo uma careta, a fazendo rir mais.

Logo o sorriso dos dois foi quebrado com a porta do calabouço abrindo e os dois brutamontes de Zeref entrando. Eles mandaram os dois se levantarem, abriram a porta das grades e prendeu seus pulsos com cordas.

– Para onde estão nos levando? — Jellal perguntou frio.

– Fique quieto moleque, o rei logo falará com você e espero que tenha bons modos. — Jellal rosnou, mas ele e Ultear seguiram os dois até fora da mansão. Lá encontraram Meredy dentro de uma carruagem, quatro guardas, Mavis, Midnight e Zeref os esperando.

– O que é isto Zeref? — Os brutamontes soltaram suas amarras e Ultear que estava ao lado de Jellal correu para abraçar Meredy, que agora chorava de felicidade.

– Vocês iram fazer uma viagem para o Castelo de Neve irmão. Ficaram por lá... para sempre eu acho. - Jellal pode ver um sorriso maligno saindo no rosto do homem.

Mavis que estava mais afastada de todos se aproximou de Jellal, o abraçou e falou no seu ouvido. - Boa sorte meu jovem, está por conta própria a a partir daqui.

– Obrigado. - Sussurrou para Mavis. A mulher lhe beijou a bochecha e entrou na mansão sem fazer menção alguma ao rei. Jellal tinha medo do que poderia acontecer a ela, mas sabia que ela era a mais forte ali, seria a ultima a cair por causa de Zeref.

– Vamos logo com isto. — Zeref disse com raiva. Seus guardas colocaram os três para dentro da carruagem onde três mochilas bem preparadas se encontravam os esperando. - Não tente fugir irmão. Estes homem estão esperando por isto para matar vocês três. — O rei apontou para os guardas que seguiriam viagem com eles e provavelmente ficariam no castelo também.

Mais nada foi dito, a carruagem começou a se afastar da casa de Jellal o deixando com um coração partido. Ele já não teria mais uma infância, tudo aquilo acabara no momento que eu pai morrera, agora tinha que cuidar de si e daquelas duas mulheres com ele. Ultear o olhou com piedade.

– Não se preocupe Jellal, nós daremos um jeito, estamos juntos agora. - Meredy assentiu mais feliz agora, pegando as mão do príncipe.

– Nós vamos descobrir um jeito de sairmos desta, nem que demore para isto, somos um trio agora! - Jellal riu.

– O que acham de os três mosqueteiros? — O garoto perguntou.

– Nem pensar! Não vou usar um nome tão ruim assim! - Brincou Ultear.

– Eu já sei, já sei! - A menininha disse feliz pulando na carruagem, deixando os dois com medo que ela caísse. — Nós vamos deter o crime né? Então que tal Crime Sorcière!? — Ultear e Jellal olharam assustados para a menina, ela era mais inteligente do que eles achavam.

– Gostei. — Disse Jellal – Crime Sorcière soa bem. — Os três se olharam e naquele momento faziam uma promessa silenciosa de que estariam juntos até o fim.

O tempo parecia que não passava. Ultear e Meredy cochilavam no banco da frente de Jellal e o garoto olhava para o nascer do sol do segundo dia de viagem. Ele tentava entrar na mente de Erza as vezes só para saber se ela estava bem, ele percebia que ela também estava viajando, mas para um lugar mais quente que o dele, com certeza. O tempo já começava a mudar, agora uma chuva congelada caia do céu e ele logo sabia que a neve deixaria a viagem mais lenta. Jellal abriu sua mochila e pegou dois casacos bem grandes, colocando um deles e o outro jogando como um cobertor no corpo das garotas, seria terrível se elas pegassem um resfriado.

A primeira coisa que todos ali perceberam quando chegaram no castelo era que sua dona era muito cuidadosa com tudo. O castelo em si era maravilhoso, parecia sair de um filme, tudo estava coberto de neve e quando o sol batia cores de arco-iris saiam para alegrar o dia, infelizmente os três ali estavam para serem presos naquele local e a felicidade deles podia mudar rapidamente para raiva, principalmente para Jellal, quando viu o ser mais chato que já conhecerá sair das portas do local para dar as boas vindas.

– Oi! Jellal! A quanto tempo! Nunca mais veio me ver!

– Oi Lisanna. - Ele disse desanimado e ajudou as meninas a tirarem suas malas de dentro da carruagem.

– Nossa, que lugar grande. — Disse Meredy grudada em Ultear.

– Lisanna, poderia nos mostrar nossos quartos? — Pediu Jellal para a jovem que agora olhava emburrada para as duas ali.

– Quem são elas? — Jellal e Ultear a fitaram com raiva. Jellal iria responder, mas logo sentiu alguém o abraçar por trás e morder a sua orelha, ele imediatamente ficou vermelho como um tomate e ouviu Ultear responder por ele.

– Querida, este daqui é o nosso dono, sou sua alimentadora... Agora, por favor, estamos muito cansados e queríamos aproveitar o resto do nosso dia – Ela piscou para a garota. — Se me entende bem...

Lisanna estava mais vermelha que Jellal, ela se virou com raiva e gritou de dentro do castelo. — Matilda! Mostre para os convidados seus quartos! — A menina não apareceu mais e Ultear saiu das costas de Jellal.

– Desculpe. – Disse Ultear agora com um fraco rubor no rosto. Jellal riu da situação e Meredy só olhava brava com os dois por não ter entrado na brincadeira.

– Eu que tenho que dizer obrigado. Teremos problemas com Lisanna, então se preparem. — Os três sorriram e seguiram Matilda que mostraria o gigante quarto que os três dividiriam. Era muito parecido com a mansão, uma parede com uma passagem em arco era a única coisa que dividia os quartos, em cada quarto tinha um banheiro grande com banheira, um grande armário e uma cama de casal, Ultear e Meredy logo se apossaram da maior parte, mas Jellal não se incomodava, elas seriam a família dele agora, tudo seria diferente daqui para frente e ele prometerá pra si mesmo que faria de tudo para cuidar das duas e encontrar Erza de novo, nem que isto demorasse a vida inteira.


Notas finais
Eu particularmente achei fofinho este capítulo... rsrs'
Vocês devem estar com muitas duvidas, até eu fiquei com duvidas neste capítulo. Rsrs Se não for um spoiler muito grande pode me perguntar que eu respondo no comentário.
Há, tenho que agradecer os comentários que recebi! *-* Independente se foi grande ou pequeno, cada comentário me deixa com mais vontade de escrever!
Bem, o que acharam do capítulo?
Deixo vocês com este fim da vida infantil e no próximo capítulo estaremos na fase adulta e na guerra, espero que gostem!
Bejos! * 3 *