Destinos Marcados Com Sangue
6 Capítulo 6 - Nossas vidas
Notas iniciais
Nem vou dizer porque não postei ontem... porque né? U-U Até as 15 hrs não consegui escrever 5 linhas da fanfic direito, não sei porque, dai tirei uma soneca de tarde e agora, 19 hrs, depois de um banho relaxante disse para mim mesma parar de ser preguiçosa e escrever de uma vez. Rsrs' Só que só terminei hoje de manha mesmo... Mas o que importa é que saiu! õ/
Eu tentei caprichar neste capítulo por causa de minha falta, mas só tentei mesmo rs. Espero que gostem!
E obrigado aos reviews que tive no último capítulo! Foram apenas 3, mas fiquei muito feliz, adoro receber a opinião dos leitores. *-*
~ Atualidade – Período de guerra ~
A chuva caia sem dó molhando a tudo o que encontrava, o sangue no chão ficava escorregadio com a água e fazia com que os passos corridos da jovem fossem mais cuidadosos. Ela praguejava de raiva, onde diabos aquele demônio repugnante havia se enfiado? Seguia os rastros de sangue no chão, mas quanto mais chovia mais difícil a procura ficava. A ruiva rezava para que Gray estivesse lidando bem com o jovem demônio que deixou para ele derrotar, ela na verdade queria ele ali do seu lado, mas sabia que apenas ela poderia matar Kevin Nimbus, 3º comandante do exercito de Zeref e um dos comandantes que participaram do massacre de sua cidade, Rosemy.
Erza se jogou no chão sujo e barrento poucos segundos antes de uma pedra gigante passar por onde estava sua cabeça. Ela não esperou muito, se levantou em seguida, desembaiou suas espadas e correu em direção de onde a pedra veio, seguindo o som dos passos pesados de quem tentara a acertar.
– Diabos! – Ela ouviu uma voz grossa a sua frente e logo percebeu o vulto de um homem duas vezes o seu tamanho e tão machucado quanto ela. O homem agora parado se virou e ficou em posição de defesa. Seus olhos vermelhos competiam com os selvagens de Erza. – Você realmente sabe no que esta se metendo mulher?– Ele falou debochado e cuspindo sangue para a ruiva.
– Sei muito bem Kevin, esperei três anos para te achar. – Ela sorriu e não esperou mais, avançou fazendo um arco com sua espada não acertando o braço esquerdo do homem por segundos. Então ela sentiu um chute em suas costas a jogando de cara no chão, sua espada escorregou de sua mão para longe e ela xingava descaradamente o homem ali, ele estava se recuperando muito mais rápido do que ela imaginava.
– Hahaha. Querida, não acredito que eles te chamam da esperança dos humanos, a humana com sangue de demônio na pele... Você parece uma lesma para uma lebre como eu. – Ele debochava de Erza enquanto pisava forte em suas costas esmagando seus ossos. Ela gritava e xingava, tinha certeza que teria quebrado alguma costela ali ou machucado algum órgão interno.
– Não me subestime. – Ela conseguiu dizer. Gritou quando ele deixou um pé nas suas costas se apoiando completamente nele, a forçando no chão, e puxou seu longo cabelo para trás quase o arrancando, as gotas de chuva agora caiam em seu rosto cheio de lama e sangue. Ela segurava para não deixar uma lágrima de ódio sair de seus olhos.
– Eu adoraria te usar...– Ele falou próximo dos ouvidos dela – Mas acho que você seria muito difícil de domar... Encontre meus amigos no inferno Erza.– Ele mordeu o pescoço dela começando a sugar seu sangue, a endorfina que devia vir não veio a deixando sentir uma dor aterrorizante. Ela gritou, mas ainda tinha forças e se esticava ao máximo tentando pegar sua espada, infelizmente esta havia caído alguns centímetros a mais do que a ruiva conseguia alcançar. Já estava quase desistindo, deixando seu corpo perder todo aquele sangue e aceitando o monstro acima dela ter uma vitória.
Lembrava agora da briga que tivera com Laxus, ele dizendo que aceitava eu ter matado 10 demônios que estavam em Rosemy, mas que os últimos três eu não devia enfrentar, que era bobeira ainda estar ligada aquele acontecimento antigo. Ela gritará com ele, dizendo que ele não mandava nela, o que não era uma mentira. Estava inconformada de ter conseguido achar um dos três generais que procurava a tanto tempo e não poderia caça-lo. Agora estava ali prestes a morrer.
Sentiu o monstro acima de si parar de sugar sangue e a largar, ele saiu de cima da ruiva e gritou com raiva olhando para os lados, como se procurasse algo. Erza meio tonta não esperou muito, alcançou sua espada e se virou, ainda deitada no chão tentando entender o que acontecia. Kevin estava quase totalmente curado, ele estava incomodado em tirar um flecha que estava presa em seu braço e nem percebeu quando outra flecha o acertou na coxa, o fazendo gritar de raiva. Erza viu o moreno sair nas sombras causadas pela noite e pela chuva.
Céus, ela devia muito a Gray, ela queria abraça-lo e beijar aquelas bochechas rosadas, mas decidiu naquele momento se concentrar em Kevin que também percebera a presença do jovem e se virava para ele com unhas e dentes a mostra. Erza se levantou silenciosa e meio abobada pela falta de sangue, mas segurou firme sua espada se preparando para o ataque final. O elemento surpresa era tão lindo.
Gray atirou mais uma flecha no peito do demônio e este uivou de raiva e começou a avançar em direção ao moreno, mas antes de qualquer movimento dos dois homem presentes ali a ruiva se moveu. Erza sempre seria entre os caçadores a mais rápida, inteligente, discreta e com toda certeza a mais mortífera na hora da luta. Ninguém sabia de onde a moça tirava suas forças, além, é claro, daquele homem em seus pensamentos. Em um piscar de olhos a cabeça de Kevin estava rolando para os pés da jovem e o corpo morto do demônio caia no chão com sangue formando uma piscina no local. Erza se abaixou e levantou a cabeça de Kevin pelos cabelos sorrindo, ela conseguiu apenas dar uma risada para Gray antes de desmaiar em meio a toda aquela bagunça.
A ruiva acordou se sentindo tonta. Ela se mecheu e logo percebeu que estava em uma cama macia e sem aquela armadura que sempre usava. Tirou o cobertor de cima de seu corpo e viu que seus machucados haviam sido limpos e enfaixado cuidadosamente, foi então que lembrou de todo o ocorrido. Ela se sentou na cama e olhou para o quarto, era bem simples, apenas com a cama, uma comoda, e uma poltrona onde Gray dormia, as bagagens dos dois estavam jogadas em um canto do quarto. Erza se levantou e cambaleando foi até Gray balançando seus ombros.
– Vamos seu vadio, acorda! – Ela gritou brincando, ele acordou assustado e quase deu um soco em Erza, mas a jovem foi mais rápida e segurou seu pulso. – QUE COISA GRAY! Quer morrer é?
– Deuses! Desculpa Erza! — Ele olhava assustado para a ruiva e puxou seu braço abraçando seu peito. A jovem suspirou e voltou a sentar em sua cama.
– Onde estamos?
– No chalé perto do lugar que acampamos ontem. — Ele se levantou e foi até as mochilas tirando um pacote de pão amassado e entregando para a ruiva que comeu devagar. — Não há ninguém nesta casa, se não foram mortos pelos demônios, fugiram.
– Verdade! Gray, o que fez com Kevin? Não se esqueceu da cabeça dele não é? - Ela perguntou com os olhos arregalados e esperançosos. O moreno riu.
– Erza, se eu esquecesse de pegar a cabeça dele era capaz de você arrancar a minha. – Erza sorriu, mas Gray tinha razão. — A cabeça esta em um saco na pia do banheiro ao lado, não queria sujar a casa de sangue. Queimei o corpo do demônio que matei e de Kevin... acho que não vão se importar com um rancho destruído né?
Agora foi a vez de Erza rir. Naquele fim de mundo ninguém se importaria com o estrago que eles fariam. Ela logo ficou séria lembrando que eles estavam bem atrasados. — Temos que ir Gray – Erza se levantou indo atrás de sua armadura que havia sido limpa pelo jovem. – Obrigado por limpar as coisas, desculpe ter desmaiado daquele jeito e te deixado na mão.
– É meu serviço Erza. — Ela fitou o moreno.
Lembrou da primeira vez que o viu, chegando todo ensanguentado na guilda e gritando que queria ser um caçador. Ele era um ano mais novo que Erza, não conhecera o pai e a mãe havia sido capturada para servir de alimento para os soldados de Zeref. Laxus um dia obrigou Gray ir junto com Erza para uma missão suicida tentando fazer com que a garota desistisse do serviço, mas o que acabou acontecendo é que Gray e Erza entendiam tão bem as dores um do outro que depois de completarem a missão viraram companheiros de equipe. Além de Laxus e Makarov, Gray era o único que sabia que Erza foi mordida por Jellal e a apoiava em tentar encontra-lo e acabar com esta guerra.
– Não fale assim Gray, somos uma equipe, devo minha vida a você. - Erza começou a se vestir e Gray a ajudou a prender sua armadura nas costas. — Encontrou algo útil no rancho?
– Para falar a verdade encontrei algo bem útil. Desta vez não precisaremos voltar para a guilda andando, os moradores daqui deixaram para trás uma carroça e dois cavalos... Isto me faz acreditar que tenham sido mortos. – Erza bufou triste. Odiava saber que pessoas de sua raça estavam morrendo na mão de demônios. Duas raças que podiam muito bem conviver juntas, se não fosse pelo maldito Zeref.
– Isto é muita sorte mesmo, ainda me sinto cansada da caçada... Alias, não conte nada do que aconteceu, até porque você se feriu tanto quando eu. — Ela riu e ouviu o garoto reclamar enquanto ela descia as escadas com a sua bagagem.
– Não fui eu que quase morri! – Ele corria para alcançar a ruiva e mostrar a ela onde deixou a carroça.
Erza parou a carruagem em frente ao portão da guilda chamando atenção de todos que passavam por perto. Gray ajudou a jovem a descer do automóvel e lhe entregou o saco com a cabeça de Kevin, ele entrou atrás da ruiva na guilda carregando todos os materiais pesados da viagem. A jovem logo foi parada por Lucy que estava arrastando Natsu pela gola da camisa, todos ali tinham dó do garoto de cabelos rosados, mas infelizmente ele era perdidamente apaixonado pela loirinha.
– Voltou tarde ruivinha, o que aconteceu? — Ela olhou com deboche para Erza – Eu e Natsu conseguimos terminar duas missões e dois demônios neste tempo. Pelo jeito você só trouxe uma cabeça? – Erza passou reto por ela, mas a respondeu enquanto andava.
– Não sentimos necessidade de trazer outras cabeças queridinha... — Erza parou séria em frente a Laxus que a olhava relaxado, como se tivesse tirado um peso das costas. A ruiva tirou a cabeça de Kevin do saco e mostrou para a guilda. – Acho que o terceiro comandante real de Zeref não irá nos incomodar mais. — Ela entregou a cabeça para Laxus e se virou para ver o rosto de Lucy. Esta estava quieta agora com uma careta no rosto.
– Espere Erza, nós ainda iremos te superar. – Lucy saiu da guilda batendo o pé e arrastando Natsu tentando não demonstrar a sua raiva. Erza se virou novamente para Laxus o vendo levar a cabeça de Kevin para a fogueira que existia no meio da guilda.
– Laxus! Nós trazemos um prêmio assim e você o queima?
– Erza! – Ele falou ríspido e olhou para ela com raiva, não havia mais aquele olhar carinhoso de antes. – Eu falei para você não ir! É claro que é um prêmio, mas odeio quando me trazem estas cabeças tentando me mostrar o quanto são bons. Eu gostaria é de saber o que aconteceu com os dois. – Ele apontou tanto para Erza quanto para Gray. – Demoraram uma semana para voltarem e ainda estão enfaixados da cabeça aos pés!
Erza ouviu Gray debochando de Laxus e se afastando não querendo ouvir mais nada, ela não o culpava, ele não deve ter descansado um minuto depois que ela desmaiou. Erza olhou para Laxus e mostrou a língua para ele, logo se apressou para subir as escadas, mas ela não esperava por aquela sensação surreal e inevitável bem ali em frente a todos.
A ruiva se apoiou no corrimão da escada dando um grito baixo, mas perceptível para os ali presentes. Com uma das mão apertava sua cabeça. Sensações e sentimentos apareciam a todo momento em sua mente, ela e Jellal tinham o costume de se comunicar sempre que podiam para dizer que estavam bem, mas aquelas imagens eram totalmente de outro nível e eram raras de aparecerem. Ela sabia que era Jellal que mandava aquilo e sabia que devia ser difícil para ele, já que as energias dela também eram gastas no processo.
Desta vez uma série de imagens apareciam, um jardim todo coberto de neve, com uma forte branca no centro, sem água alguma. Havia uma porta de vidro assegurada por dois guardas, a porta dava para o interior aconchegante de algum lugar. O que ela mais prestava atenção era a vista para onde o jardim dava, um vista linda, aparentemente o jardim era em uma parte alta, pois havia um cercado pequeno e alem do cercado, alguns metros abaixo, pinheiros pontudos e branquinhos formavam uma floresta gigantesca.
Quando Erza voltou ao normal Laxus já estava ao seu lado na escada a olhando assustado. Ela estava sentindo raiva, não contará para nenhuma das três pessoas ali que sabiam de sua telepatia sobre as visões que estava tendo, porque logo agora Jellal decidirá aparecer? Aquilo estragaria tudo. Normalmente ele lhe mandava imagens durante a noite sendo mais fácil de esconder as novidades que descobria. A ruiva empurrou Laxus o afastando e correu escada acima se trancando em seu quarto, ela faria o que sempre fazia quando tinha este tipo de visão: Desenhar em seu caderno de desenho o que vira e depois descrever o local com um texto. Sim, ela é uma assassina de demônios que sabe desenhar.
Erza ouvia as batidas na porta e palavras enfurecidas de Laxus para ela, mas não o deixaria entrar, não até ter o desenho finalizado e sua mente mais relaxada. Ela sabia que teria um interrogatório depois de abrir aquela porta.
[...]
Jellal caminhava impaciente de um lado para o outro no espaçoso quarto, aquilo era uma tortura para ele, poder sentir sua Erza lutando, caindo e se levantando e não podia fazer nada por ela, ficava apenas vadiando naquele castelo chato. Mas hoje era ainda pior, ele realmente achou que iria perde-la aquela tarde, ele entregava todas as suas forças para ela, mas mesmo assim ele sentia que ela estava em seu último... Por algum motivo ela conseguiu se recuperar e isto o deixava feliz, mas preocupado. Ele parou e procurou outra coisa para fazer, ainda demoraria para as meninas irem para o quarto e lhe contarem as novidades. Sentou na escrivaninha e pegou um livro que estava lendo.
Um livro quente, e bota quente nisto, que Ultear trouxe para ele. Podia até ser um livro romântico para mulheres que sentiam falta de homem, mas valia muito ali para ele que estava na seca. Ele não agarraria a pequena Meredy, até porque a considerava como uma irmãzinha, e tinha tanto respeito por Ultear que mesmo quando ela saia com as roupas chamativas para o seu “trabalho” ele não conseguia querer usa-la para se satisfazer, a única pessoa que ele conseguia pensar e querer em sua cama era aquela ruiva, e ele nem sabia o porque sentia isto por ela, já que fazia anos que não a via. Ele até se considerava um pedófilo porque a ultima vez que a viu foi quando ela era pequena, apenas uma criança, não fazia ideia de como ela estava agora, ele apenas imaginava, criava a sua Erza.
O azulado foi tirado de seus devaneios quando a menina alegre entra saltitando e trazendo um carrinho de mão com algumas armas, Jellal arregala os olhos e vai até a jovem a ajudando a carregar aquele material perigoso.
– Meredy, esta planejando matar a mim ou a Ultear durante a noite? Porque trouxe isto para o quarto!? – A menina riu e pegou duas adagas.
– Não Jelly, isto é o que pedi para Levy e Gajeel, para nós três, lembra?
Jellal teve que pensar muito, já que ele ainda voava no mundo da lua, mas logo se lembrou do plano que havia sido formado pelos três. Levy tinha sangue de demônio e é uma das comandantes do castelo de gelo, ela conhecia Jellal há muito tempo e simpatizava muito com ele. Gajeel é o alimentador de Levy. Eles formam uma dupla interessante, principalmente por terem os papeis trocados, Levy era muito inteligente em batalha, a mais inteligente naquele castelo, mas era pequena e desprotegida, já Gajeel era três vezes maior que Levy e poderia se passar facilmente por um monstro, ele basicamente protegia a baixinha de tudo. Os dois davam aulas, as escondidas, de luta para Ultear, Meredy e Jellal, faziam isto porque os dois se amavam e odiavam esta guerra que faziam os demônios e humanos se separarem.
Jellal observava Meredy afiando suas adagas, ele odiava que a pequena se metesse nesta luta, mas ela era tão chata neste ponto que ninguém conseguia tirar a ideia que ela devia lutar da cabeça da criança. Ele olhou para as armas no carrinho e encontrou a sua, uma espada grande e pesada, mas para ele isto não atrapalhava em nada, seu corpo de demônio o ajudava muito no quesito força e a espada parecia uma pena em suas mãos. O azulado se sentou ao lado da rosada e junto com ela começou a afiar sua arma, ficaram conversando sobre como havia sito o dia da jovem, Jellal queria esperar Ultear chegar para contar qualquer novidade sobre o que ele virá.
Uma hora depois, com até mesmo as duas espadas curtas de Ultear amoladas e bem afiadas, a jovem de cabelos negros adentrou no quarto com um sobretudo sobre as roupas pequenas e chamativas. Jellal observava a amiga trocar seus sapatos de salto por pantufas de coelhinho e se aproximar deles. Ele odiava este “trabalho” que Ultear tinha arranjado e ela sempre o contrariava dizendo que era o melhor modo de conseguir informações, como não precisavam de dinheiro ali dentro ela trocava seu corpo por segredos, dos mais variados e sempre os mais interessantes para ela, Jellal achava incrível como ela sabia as presas que iria atacar durante a noite.
– Boa tarde queridos – Ela deu um beijo na bochecha de Meredy e a abraçou.– Vejo que vocês já trouxeram nossas armas para o quarto.
– Sim! — Meredy parecia uma pequena psicopata quando se referiam a armas – Aqui mamá, já afiei suas espadas. – A pequena entregou as armas para Ultear e Jellal pode ver ela fazendo uma careta ao ver a felicidade da criança com aquelas adagas perigosas.
– Bem, como foi a tarde de vocês? Eu tenho novidades! – Ultear colocou suas espadas de novo no carrinho de mão e se sentou entre Jellal e Meredy na cama, esperando uma resposta.
– Eu fui com o tio Gajeel até o arsenal e peguei nossas armas, trouxe elas escondidas para cá. – A menina sorriu e os dois mais velhos se olharam, a pergunta em suas cabeças era a mesma: como ela trouxera as armas em um carrinho de mão sem ser vista!? Mas antes de perguntarem em voz alta Jellal se pronunciou.
– Além de eu ficar enfurnado neste quarto? Erza lutou com um demônio, e pelo que senti era alguém bem forte, aquela idiota quer se matar, isto sim! – Jellal passou a mão pelos cabelos bagunçados tentando se acalmar. – Aparentemente agora ela esta bem.
– Hey Jelly, não fica assim. – Ultear lhe deu uma cotovelada – É a Erza, agora ela é temida em todo o país, se não em todo o continente! Ela ficará bem.– Ultear forçou um sorriso, mas percebendo que não ajudaria em nada, suspirou e contou o que descobriu. — Bem, parece que a rainha de nosso pais vizinho, a vossa excelência Mirajane... – Ultear enfatizou o vossa excelência como um deboche. — Esta com problemas em seu reino e irá tirar um dos batalhões que ficam aqui no castelo. Isto ajudará bastante a gente não?
– Como descobriu isto? – Meredy perguntou e Jellal não queria saber a resposta.
– Com um amiguinho da mamãe Meredy. – A mulher bagunçou os cabelos da menina. — Agora vá para o banho querida que você esta toda suja. — Meredy fez uma cara de emburrada, mas logo obedeceu Ultear indo para o banheiro. — Jellal... Encontrei Lisanna no caminho para cá, ela disse que quer conversar com você no jardim do norte amanha de manhã.
– Não vou... Ai.– Ele levou um soco no braço por Ultear.
– Vai sim criatura! Você ainda não teve contato com o jardim do norte, ele pertence só a Lisanna, vai ser importante ter ele no mapa. Trate de escolher uma roupa limpa e se preparar para amanha e não faça burrada! — Ele soltou um suspiro e se levantou indo para o seu banheiro - Tenho certeza que será importante mostrar o local para a sua ruivinha! Além de que dizem que a vista é bem bonita – Ele parou por um segundo na porta e então entrou para se banhar. Ultear sempre tinha uma carta na manga para convence-lo.
Jellal estava todo ajeitado, mas com uma roupa simples, o sobretudo escondia quase tudo, mas o deixava quente na manha gelada, aquele lugar sempre era gelado. Esperava no fim da escada por Lisanna, estava ficando impaciente pela demora da garota, ela havia marcado um horário e já estava 30 minutos atrasada.
Logo viu a branquela andando rápido pelo corredor e chegar em sua frente, ela se ajeitou toda e ergueu o queixo tentando se mostrar a melhor. Jellal desprezava aquilo, a pessoa tinha que ser a melhor por seus méritos e não pelo seu sangue, por isto ele não pensava em ser rei, odiava que seu irmão estivesse fazendo aquelas coisas terríveis, mas ele não podia negar, Zeref era extremamente inteligente e merecia estar naquele lugar, é claro que só devia estar fazendo um trabalho mais bondoso.
– Vamos?– Ela perguntou e tentou puxar o braço de Jellal que se afastou.
– Vamos princesa.– Ele fez uma reverencia se mostrando mais baixo que ela, assim para não precisar ficar enlaçada com a jovem pelo braço, ele sabia muito bem como Lisanna era e queria pouco contato com ela.
A jovem parecia um pouco emburrada com a reação do azulado, mas virou-se e começou a seguir em direção as portas de vidro de seu jardim, o único grande o suficiente que dava para fora do castelo. Jellal caminhava atrás dela. Os guardas que cuidavam das portas reverenciaram aos dois e abriram caminho para o belo local.
Jellal parou no começo do jardim, Ultear tinha razão, o local era lindo e ele sentiu a necessidade de mostrar a Erza. Ele normalmente mostrava imagens do castelo para ela durante a noite, esperava não a atrapalhar neste momento da manha, mas provavelmente seria o único momento em que ele teria permissão de entrar naquele local e não podia perder a oportunidade de mostrar para a ruivinha, isto poderia ser importante para o plano.
O azulado se concentrou em tudo o que via, na porta de vidro e nos guardas, na neve cobrindo seus pés, no chafariz central e nas gramíneas cobertas de gelo, ele parou na imagem da baixa sacada onde o horizonte podia ser visto, a luz do sol subindo entre as arvores pontudas cobertas de gelo, uma imagem adorável.
– Jellal, em Jellal, o que ouve? — Jellal fugiu de seus devaneios ao sentir Lisanna o segurando, só naquele momento ele perceberá que estava suando frio e estava tonto a ponto de quase cair.
– Não se preocupe, foi apenas uma tontura, mudança de temperatura. – Ele sorriu fraco para a jovem, não queria que ela desconfiasse de nada e nem que continuasse a perguntar sobre o ocorrido.
– Há sim, entendo, você pouco sai do castelo né? Lá dentro é bem mais quente. – Ela caminhou com Jellal até um banco de madeira que estava com neve, ele não queria sentar, mas aparentemente a albina não sentia nenhum problema com o frio, ela tentava esconder, mas tinha um coração de gelo como o da irmã. – Então Jellal, o que acha daqui?
– Sinceramente? Este jardim é lindo e o castelo também, mas tudo aqui é frio, chato e me sinto vigiado a todo momento. — Ela riu dele.
– Vocês são todos iguais, mas é a primeira vez que dizem com tanta sinceridade e falam que o castelo é lindo. — Ela apoiou a mão em cima da do homem e infelizmente ele não teve tempo de tirar, ela brincava com os dedos dele. — Jellal, eu estava pensando, o que acha de ficarmos juntos aqui?
– Ficarmos juntos de que maneira? De certo modo já estávamos juntos. – Ele não estava gostando do rumo da história.
– Eu digo de ficarmos juntos para sempre, como príncipe e princesa. — Ela aproximava o rosto dele e ele se afastava. — Um dia herdaremos tudo isto daqui e então seremos rei e rainha. Seu irmão não sobreviverá por muito tempo com o que anda fazendo e minha irmã não iria atrapalhar com meus planos. — Ela parou, levou a mão que antes estava enlaçada na dele e segurou firme o queixo de Jellal o trazendo para perto, mas antes que ela conseguisse dar o bote ele se levantou do banco a deixando desnorteada.
– Você sabia que é ridícula? Este seu jeitinho manhoso de achar que tem tudo e pode ter tudo me irrita. — Ele ajeitou as suas vestes e se virou indo em direção a porta. – Eu não gosto de você Lisanna, espero que entenda. Tenha uma boa tarde. – Ele saiu do aposento sem se reverenciar, odiava aquelas formalidades e a única coisa que queria era fugir daquele momento que o deixava com arrepios.
[…]
A raiva de Lisanna não conseguiria ser comparada a nada, como aquele homem tinha a coragem de fazer aquilo com ela? Ela caminhava rápido pelo castelo indo em direção ao seu quarto, ela estava inconformada, aquilo não iria ficar daquele jeito, não iria mesmo. Ela foi direto para o banheiro, queria tomar um banho quente e tentar entender o que acontecerá, precisava pensar.
“Você sabia que é ridícula? Este seu jeitinho manhoso de achar que tem tudo e pode ter tudo me irrita. Eu não gosto de você Lisanna, espero que entenda.” Ela queria gritar e quebrar tudo o que encontrava pela frente. Ela tinha certeza que depois de três anos juntos ele se apaixonaria por ela, que ele perceberia que era ela que mandava ali e que ele seria dela de qualquer maneira.
“Eu não gosto de você Lisanna” Será que ele já gostava de alguém? Ultear talvez? Mas ela duvidava, eles sempre estavam grudados, mas Ultear saia todas as noites para satisfazer seus desejos com outros homens, ele não seria tão burro de gostar de alguém assim.
Ela se enrolou na toalha e caminhou pelo quarto tentando pensar no que faria, olhou para a escrivaninha e logo teve a ideia mais inteligente da sua vida. Pegou uma papel bem desenhado e começou a escrever.
“Querida irmã,
Desculpe incomoda-la com meus problemas, mas quero fazer um pedido, sei que mereço fazer isto pelos anos de esforço para o bem de nossa família.
Eu e Jellal estamos perdidamente apaixonados e queria que pedisse permissão para Zeref para nos casarmos, a senhoria tem melhor contato com o rei do país que estou e Jellal não pode se casar sem o consentimento do irmão.
Eu tenho certeza que esta junção só trará benefícios para a família e logo que eu tiver um filho ele será herdeiro de todo este pais, já que o rei Zeref não tem tempo para pensar em ter uma esposa o sangue esta garantido para o nosso nome.
Eu agradeço de coração por ajudar a nós dois com o nosso destino.
Com muito carinho, de sua irmã
Lisanna.”
A jovem dobrou com todo cuidado a carta e colocou no envelope mais bonito que tinha, um azul bebe todo florido. Não perdeu tempo, se trocou o mais rápido possível e saiu correndo para encontrar com um dos guardas responsáveis pela correspondência, ela obrigou o jovem a entregar ainda hoje a mensagem, ela não se importava se ele teria que cruzar o país em um dia, a única coisa que ela queria era Jellal para si.
Notas finais
Acabei de ter meus sentimentos feridos U-U Com uma mensagem de um amigo de que nunca acontecerá um beijo da Erza com o Jellal no mangá e anime... Ç.Ç Acho que é por isto que escrevo fanfic rsrsrs' Para ver se meu sonho se realiza... E ai, vocês ainda acreditam que vai ter um beijinho Jerza no mangá do nosso troll Hiro?
Amanha(01/10) é meu aniversário e estou tão feliz! *o* Eu vou poder comprar os livros de GOT que eu tanto quero ler!!! Dai sim eu vou aprender direitinho em como colocar mais sangue nesta fic! HUSAHUSHUSAH'
Eu aceito reviews de presente de niver... sabe? HSUAHSUAHSUAH'
Até semana que vem seus lindos! ;*
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