Destinos Marcados Com Sangue
2 Capítulo 2 - Tratos e Segredos
Notas iniciais
Eu decidi hoje que meus capítulos terão mais que 2000 palavras, então se eu fizer menos podem me espancar >.<!
Para mim este capítulo ficou meio chatinho, mas ele é importante, eu não queria fazer muitos capítulos com eles pequenos, mas como esta fase é o importante para o estopim da guerra e para onde eu quero chegar na história eu tenho que escreve-los, espero fazer só mais um da infância deles, no máximo mais dois capítulos.
Não vou mais atrapalha-los, tenham uma boa leitura!
Jellal abriu os olhos encontrado raios de sol avermelhados cortado o céu azul. Ele estava com uma sensação estranha, como se tudo estivesse mais lindos, mais mágico, como se a felicidade estivesse impregnada nele. "Será que Zeref conseguiu me matar?" Pensou o jovem cansado, apoiou seus cotovelos no chão para se levantar quando sentiu um peso sobre a sua barriga.
"Com certeza eu morri e fui para o céu" Uma garota se encontrava deitada sobre seu peito dormindo, o rosto com face de anjo e seus cabelos escarlates da cor do céu naquele fim de tarde espalhados. "Tão linda" Não aguentou a vontade e afastou o cabelo arrumando-o atras da orelha da menina. Foi quando percebeu o pulso da mesma que estava coberto pelo cabelo. Sangue seco grudava o local, mas uma marca de mordida cicatrizada estava bem a mostra.
- Droga — Ele conseguiu falar. Foi aí que percebeu que estava mais vivo que nunca e isto tudo por causa da ruiva que agora se mexia em seu peito. Ele tocou seu próprio rosto e não sentiu nenhuma dor, estranhou também a falta desta na barriga onde, ele lembrava muito bem, um tronco atravessará. Engoliu em seco e sentiu o gosto e sangue. - Não acredito que eu fiz isto. — Olhou para a garota e se assustou com olhos castanho avermelhados o fitando.
- Olá. — Jellal disse com um meio sorriso. Ela arregalou os olhos. "Droga, será que fiz algo pior com ela?" Logo o rosto suavizou.
- É... Oi. — Ela disse com uma voz falha. Tentou se levantar, mas caiu de novo no peito do garoto praguejando baixinho.
- Meu nome é Jellal. Qual seu nome? Poderia me dizer como cheguei nesta situação? — Ela agora conseguira se sentar e ele fez o mesmo sem problema algum, o sangue da garota tinha o fortalecido como nunca imaginará.
- Bem... Meu nome é Erza... E sabe... Eu o encontrei preso naquele tronco e você estava morrendo, eu tive que tira-lo dali, mas você não estava melhorando então tive que te dar um pouco de sangue e foi isto que deu. — Ela disse com uma velocidade assustadora, mas ele conseguiu acompanhar ficando cada segundo mais assustado.
- V-você sabe o que eu sou?
- Mas é claro que eu sei, qualquer um saberia ao ver esta marca. — Ela fez menção de tocar a marca de Jellal, mas logo afastou sua mão, ele sentiu necessidade daquele toque.
- Fui eu que te mordi?
- S-Sim. — Disse baixinho corando.
Naquele momento a raiva de Jellal começava a aumentar, se perguntava como podia ter deito aquilo com a jovem, começou a se xingar mentalmente das piores coisas, até que sentiu o toque da jovem em seu braço.
- Não fique bravo. — Ela estava tocando sua testa com sua outra mão, foi aí que ele percebeu: agora tinham uma conexão.
- COMO VOCÊ QUER QUE EU NÃO FIQUE BRAVO! — Gritou, se xingando um pouco mais. - O que eu fiz foi estúpido! Como eu pude deixar com que você pagasse por meus problemas!? Agora você vai ter que sofrer esta maldita conexão para sempre! E tinha que ser logo comigo!? — Ele segurou forte os ombros da jovem e chacoalhava seu corpo, só foi parar quando ela bateu em seus braços fazendo ela se soltar dele.
- EU NÃO SABIA QUE ERA TÃO INÚTIL PRA VOCÊ SEU IDIOTA! — Disse se levantando com lagrimas escorrendo a face. - EU NÃO ESTAVA PENSANDO NESTA MALDITA CONEXÃO, só estava tentando salvar a sua vida.
Ela limpou seu rosto no braço e foi cambaleando até uma cesta, continuando a caminhar descompassada para fora da floresta com um cachorrinho a seguindo. Ele não pensou duas vezes. Se levantou rapidamente e abraçou a garota por trás.
- Você não vai sair assim. Não vai fugir.
- Me deixe ir pra casa! Minha mãe já deve estar me procurando.
- Você não vai para a sua casa, vai para a minha. — Sentiu o corpo da jovem endurecer em seus braços, logo ela tentava se afastar dele batendo de um lado para o outro.
- ME DEIXE IR SEU DEMÔNIO SEQUESTRADOR PERVERTIDO! — Ela se debatia, mas ele a levantou sem problemas e a jogou em seu ombro.
- Agora estamos conectados, você não tem escolha.
- NÃO! POR FAVOR NÃO! - Ela gritava e chorava - POR FAVOR, POR FAVOR! — Ele apenas suspirou "Ela é pesada" - Já sei! — Ela disse mais calma. - Vamos fazer um trato!
Ele parou tentando memorizar o que ela disse. "Trato?" A colocou no chão, puxou seu queixo fazendo que ela olhasse bem fundo em seus olhos.
- Que tipo de trato?
- Eu tenho família e amigos, não quero perde-los. Se eu sou sua alimentados eu posso fazer isto. Podemos nos encontrar de tempo em tempo...
- Duas eles por semana. — Ele a cortou.
- Uma vez por semana, sei que pode ficar bem sem meu sangue por este tempo. Todo sábado, neste mesmo local. Por favor.
Ele parou e pensou, não sabia quanto tempo havia passado, estava calculando o que ela disse. "Ela tem razão, não posso simplesmente tira-lá de sua vida, até porque ela me salvou, devo uma a ela".
- Ok. Aceito sua proposta. — Ele sorriu para ela e a viu ruborizar. - Bem, se você quer ficar com a sua família temos que tomar cuidado, ninguém pode saber que você foi mordida. Muito menos por mim.
- Ok. — Disse ela tocando seu pulso ainda vermelho com sangue. Então aqueles olhos o fitaram novamente o fazendo suspirar. — Mas porque você disse muito menos você?
Ele sorriu. - Te conto sábado. Agora temos que selar o contrato.
- Como assim... — Ela não teve tempo para responder, os lábios do garoto já encostavam nos seus dando um selinho demorado.
- Assim. - Sorriu malicioso vendo ela com seu rosto da cor de seus cabelos. - Agora acho melhor a gente ir, já esta escurecendo.
- S-sim. - Disse ela ainda abalada, sem reação ao beijo. Deu meia volta e foi caminhando cambaleando.
- EI! NÃO SE ESQUEÇA QUE VOCÊ É MINHA AGORA. — Ele não sabia porque disse aquilo, sua face também ruborizou lembrando do que fez, ficou observando a garota caminhar até que a perdeu de vista, então deu meia volta e começou a andar para a sua casa meio abobado.
[…]
Zeref estava no salão de entrada da mansão vendo seu quadro favorito, um retrato seu com roupas tão chamativas quanto as que seu pai usava, quando foi interrompido de seus devaneios pela segunda vez no dia.
- Zeref! Pare com estes seus pensamentos diabólicos e me diga logo onde você deixou seu irmão, já faz 5 horas que voltou e nada dele chegar. — Desta vez era Mavis que descia a escada principal e o hipnotizava, aquela loirinha com um corpo escultural, mesmo sendo tão jovem, era a única que o fazia ter desejos sensuais.
- Porque esta preocupação com meu irmão, minha linda? - Caminhou até ela a puxando pelo pulso e colando seus corpos. Um sorriso maroto apareceu em seus lábios.
- Primeiro porque seu pai esta preocupado e segundo porque eu sei que você fez algo, assim dando razão aos devaneios do rei. — Ela se ajeitou em frente a Zeref e levantou seus braços deixando um rastro no peito do homem até pousar suas mãos no rosto do mesmo - Me diga o que fez com Jellal.
Ele urrou baixinho fingindo que não ouvia, se aproximou mais e começou a beijar a bochecha de Mavis descendo devagar para o seu pescoço.
- Zeref... Não me faça... — Ele não a deixou terminar de falar, empurrou Mavis até uma parede a prensando enquanto depositava beijos em seu pescoço.
- Shii. Esta me deixando irritado. — Disse ele a fazendo parar e falar. Quando ela fez menção de abrir os lábios ele mordeu o pescoço da jovem sugando seu sangue, ela gemeu com a felicidade que começou a passar em seus pensamentos, ele aproveitou o momento para passar suas mão no corpo da moça.
A porta foi escancarada fazendo um barulho que ecoou na mansão, Jellal entrou bufando de raiva e quando viu o irmão quis espanca-lo na hora, só não o fez por conta de Mavis ali.
- Será que você pode parar de comer a Mavis bem na entrada de casa!? — Ele gritou chamando a atenção dos dois que só haviam percebido naquele momento quem havia aparecido.
Zeref bufou de raiva soltando a jovem que já desgrudava dele e limpava o sangue. - Mavis saia. — Disse rude.
- Ok. Mas agora que Jellal chegou não demorem mais para irem jantar. — Ela se afastou ruborizada subindo as escadas. Quando ela não estava mais a vista ele se virou para o irmão menor e se aproximou.
- Que bom que você esta bem irmãozinho, até parece mais saudável. O que aconteceu? - Zeref disse desconfiado.
- Milagres acontecem Zeref, logo que você me deixou para morrer eu consegui sair do tronco e fiquei lá até agora para me recompor. - Os dois estavam frente a frente com uma distancia considerável para não começarem a brigar. - Pena que seu plano falhou.
Zeref rosnou, mas estava muito intrigado com a falta de cicatrizes onde o tronco havia perfurado o jovem a sua frente, sabia que o irmão não contava tudo e duvidava sobre o que era. Ele se aproximou pensando apenas que iria sufoca-lo até mata-lo.
- Ah! Aí estão você! Cof, cof. Estava procurando-os já faz um tempo! — O pai dos meninos apareceu descendo lentamente as escadas, fazendo Zeref recuar. - Nossa Jellal, o que aconteceu? Estava te esperando! Porque sua blusa esta toda rasgada? - O mais velho fuzilou o irmão com o olhar dizendo mentalmente "Se você disser alguma coisa para me incriminar acabo com você agora mesmo".
Jellal sorriu para o pai, fechou os olhos por um tempo e logo voltou a sorrir mais feliz ainda. "Ai tem..." - Não se preocupe velho, eu estou bem, só cai feio na floresta, mas já melhorei, vou subir para me trocar e encontro os dois na sala de jantar. — E foi isto que Jellal fez, esperou o irmão sair de cena para ajudar o pai a caminhar até a sala de jantar.
— Você esta ficando cada vez pior pai. — Disse com uma face triste, mas em seus pensamentos um sorriso maldoso aparecia. - Devia descansar mais.
- Pare de bombeiras Zeref! Estou bem, só estou com fome! Me ajude! — Ajudou o pai a ir até a sala de jantar e sentou-se ao seu lado esperando seu irmão chegar, tinha um plano em mente e precisava que ele chegasse para colocar em pratica.
Cinco minutos depois Jellal chegou com roupas novas e sentou-se ao outro lado vago do pai, não perdeu a oportunidade, pegou o copo com sangue e foi bebericando enquanto falava.
- Sabe pai, estava pensando... Acho que Jellal já esta grandinho para ter um alimentador, depois de hoje que ele sumiu durante cinco horas seria bom alguém para cuidar dele. — Percebeu que seu irmão congelou e depois os dois se fuzilaram.
- Hmm... Cof. Seu irmão tem razão Jellal. — Este suspirou.
- O que acha daquela garota... Meredy não é? Vai ser ela. — Jellal continuou quieto e o fitando.
- Não Zeref. Não é justo com seu irmão, você pôde escolher Mavis, ele também vai poder escolher seu alimentador.
- Ok. — Disse Jellal pouco entusiasmado. - Amanha eu irei até o centro de alimentadores e escolherei alguém. - Jellal se levantou e sem comer nada saiu silencioso da sala.
- Ele esta estranho não é pai? — "Guardando algum segredo... Ah, e eu vou descobrir... Ah se vou."
- É coisa de jovem, você também era assim. Cof, Cof.
[…]
'Não se esqueça que você é minha... Não se esqueça que você é minha' Esta frase não saia de sua cabeça. Erza já conseguia se equilibrar parando o enjoo que sentia, provavelmente pela falta de sangue, e do susto que levará um tempo atras. Caminhava normalmente pela praça da cidade, ela havia parado em um riacho e limpado o sangue do pulso, o deixava sempre virado para o vestido escondendo a marca de mordida. As vezes colocava sua outra mão em sua cabeça sentindo uma raiva conhecida, só podia ser de Jellal. "Mas porque ele esta com raiva?"
Por todo o caminho se pegou pensando em Jellal e naquele beijo, a deixando com as bochechas vermelhas. Ela também não parava de pensar em como esconderia a mordida, era uma menina inteligente e observava os jovens da cidade para ver o estilo de roupas usadas para que ela não saísse do normal.
Descartou as faixas curativas no pulso pois sua mãe desconfiaria, também não iria usar luvas ou blusa comprida naquele calor, foi então que passou na frente da loja que sua mãe sempre a levava para comprar roupas , entrou lembrando do que virá um tempo atras e tinha vontade de adquirir.
- Olá, seja bem vinda! Ah, oi Erza. Como você esta? Veio aqui por algo em especial? — Mostrei um sorriso para a vendedora já conhecida.
- Lissa, estou bem. Vocês ainda tem aquelas munhequeiras que eu queria mês passado?
- Temos sim, me siga. — Ela me levou para o fim da loja me mostrando uma cesta cheia de munhequeiras e luvas. - Fique a vontade querida, vou atender a outra cliente.
Quando a vendedora sumiu de vista Erza rapidamente começou a procurar as munhequeiras que ela queria, não foi difícil de encontrar, não aquela cor forte, um azul escuro da cor do cabelo do menino.
Animada ela colocou uma em cada pulso escondendo direitinho a marca de mordida e foi falar com Lissa.
- Oi, Lissa, vou levar estas duas, você marca na conta da minha mãe?
- Marco sim... Este azul ficou bonito em você, deu um destaque com seu cabelo. — As duas sorriram, só que Erza um pouco ruborizada.
- Obrigado! Já vou indo antes que fique tarde. Boa noite! — Erza saiu rápido da loja correndo o mais rápido que sua cesta de frutas deixada, sempre sendo seguida por Lupy que não fazia nada esquisito desde que ela acordará no colo de Jellal.
- Viu amiguinho? Agora posso esconder estas marcas e ainda me lembrar dele todos os dias. — Ela sorriu super feliz para o cachorro, mais feliz do que imaginava.
Chegando em casa ela deixou a cesta de frutas na mesa da cozinha e foi se lavar antes que sua mãe a chamasse para o jantar. Depois de colocar um pijama curtindo e as munhequeiras foi se encontrar com a família na mesa já servida.
- Erza, porque esta usando munhequeiras com pijama!? — Perguntou o pai, que tinha um porte físico forte, cabelo um dia ruivo agora grisalho e os olhos castanho claro. — Pode tira-las.
- Não pai, não quero tira-las. — Disse triste e ruborizada.
- O que foi filha? — Perguntou sua linda mãe, seu cabelo escuro e liso estava amarrado em um rabo de cavalo e seus olhos verde escuro brilhavam. - Porque esta tristeza?
- É que conheci um garoto hoje mãe. — Erza já conhecia seus pais e sabia que não adiantava mentir, mas omitir era algo totalmente diferente. - E eu gostei tanto dele que queria comprar algo que o lembrasse - Ela ficou com o rosto da cor de seu cabelo. - É igualzinho a cor do cabelo dele. Só poderei o ver no fim de semana que vem e não queria esquece-lo. — Seus pais ficaram quietos, até que sua mãe deu um pulo abraçando a filha toda feliz.
- Aí, minha filha está apaixonada! Que coisa linda! Quero conhecer o garoto! Como ele é? - O pai ficou quieto o tempo todo com uma cara carrancuda.
- Ah mãe, ele é bem bonitinho e um dia quem sabe eu o mostre pra você, ele é uma boa pessoa... — Erza contava coisas simples que não comprometeriam o relacionamento com o garoto e com os pais, passaram o jantar conversando sobre o assunto e quando terminado ela foi para o seu quarto descansar.
Deitada na cama simples, de um quarto mais simples ainda, onde tinha apenas uma cama, um espelho e um armário, ela sonhava com o garoto demônio de cabelo azul, uma marca esquisita no rosto e olhos verdes brilhante, sorrindo quando se lembrava do pequeno carinho trocado.
Notas finais
O fim ficou meio ruim porque estava perdendo minha imaginação rsrsrs'
Me digam o que acharam e não me matem por algo que não gostaram ><!
Espero vocês no próximo capitulo!
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