Destinos Ligados

18 3.18 - Anderson & Evans


Notas iniciais
Novos convidados chegam. Marley tem uma conversa importante com um velho amigo. Rachel ouve conselhos de Carole. Blaine e Sam se tornam, enfim, uma família.

Faltava somente um dia para o casamento. Logo, Blaine e Sam para sempre teriam seus destinos ligados, seriam um só. Um teria o nome do outro e faria parte da vida do outro de uma forma especial. Marley e Ryder já haviam chegado, agora era vez de alguns outros amigos.

Blaine estava junto de Má no quarto de hotel que a moça havia alugado para ficar com Ryder, eles esperavam por dois velhos conhecidos enquanto conversavam.

– Como você acha que vai ficar quando vir o Jake de novo? – Perguntou o solista.

Os dois dividiam um saco de pipoca e um refrigerante grande enquanto viam algo na TV.

– Normal. – Respondeu Má – Eu acho que já evolui o bastante para poder conviver com um ex. – Ela deu um risinho singelo – Cantamos sobre nunca esquecer o amor que vivemos, da última vez. Eu o culpava bastante. Agora tenho outras coisas a dizer a ele. – Ela sorriu.

– Nossa... – B. balançou a cabeça. Ele ainda se surpreendia ao ver como a nova Marley havia amadurecido, e como ela podia ser profunda – Mal posso esperar por esse encontro. – Eles riram.

A campainha tocou.

– Acho que talvez não demore muito. – Brincou Má. Ela correu até a porta e abriu. Jake e Kitty estavam lá – Oi. – Disse sorrindo e puxou Jake para um abraço, depois a loira.

– Nossa... Marley. – O Puckerman entrou e olhou a moça dos pés as cabeças – Você...

– Mudei um pouco. É, eu sei. – Ela falou e riu – Ossos do ofício!

– Que trabalho esse, hein? – Kitty também a olhava surpresa.

– Vocês ainda não viram nada... – Falou B.

– Já chega, pessoal! – Marley começava a ficar corada – Também não mudei tanto assim, continuo sendo a mesma por dentro. – Todos riram.

– Mas e aí, vocês ainda estão juntos? – Blaine perguntou.

– Nunca estivemos, eu acho. – Disse Kitty – Somos grandes amigos. Bebemos juntos, saímos juntos, fazemos sexo casual, é verdade. Mas coisa de amigos. Nunca passou disso. – Kitty piscou.

– Ela está com o meu irmão, na verdade. – Disse Jake.

– Kitty e... Puck? – Blaine perguntou e depois olhou para Má. Ela estava tão abismada quanto o solista.

Jake e Kitty riram.

– Relaxa, pessoal. Está tudo bem entre nós. Continuamos amigos como sempre. Até mais do que antes. – Explicou Jake.

– Isso mesmo. – A loira piscou para ele – Nos apaixonamos naquela época, é fato. Mas era coisa de momento. Na verdade, eu já havia ficado com o Puck antes... E agora que ele voltou, ficamos de novo. E estamos ficando, vamos ver no que vai dar.

– Você gosta de um Puckerman, não é, amiga? – Brincou Marley, a duas garotas riram.

– Venham, vamos sentar e comer pipoca. Preciso saber de tudo que está se passando por Lima! – Disse B. Todos foram sentar com ele.

Na casa de Rachel, a moça colocava a filha para dormir. Ela cantava uma canção de ninar para a pequena Victoria, que estava em seu berço. Olhava com um sorriso de orelha a orelha para a filha. Carole entrou de mansinho ali e ficou observando-a.

– Você realmente mudou desde o nascimento da Vick. – Disse ao se aproximar, Rachel deu um pulinho, meio assustada. – Calma. – Carole riu um pouco.

– Você me assustou. – Rach riu também – E sim, minha filha deu um novo propósito a minha vida. – Ela olhou para Vick, levou a mão ao seu pequeno e delicado rosto e a acariciou. – Ela me lembra o Finn de uma forma feliz, vejo traços dele nela e fico os admirando. É como se ele estivesse de volta.

Carole andou um pouco, aproximou-se mais e abraçou a amiga.

– Fico tão feliz ao ouvir isso! – Disse – Mas será que é só isso mesmo a cauda de sua alegria? Tem saído bastante com o tal de Paolo. Será que...

– Não, Carol. Pare, por favor. – Rachel corou – Eu e o Paolo não temos nada. Apenas relações de trabalho.

– Tudo bem, eu paro... Mas confesse, ele não te atrai? – A mulher piscou, Rach riu.

– Sim, eu confesso... Ele é interessante, mais velho e experiente. Eu acho que fui obrigada a crescer e amadurecer mais do que as garotas da minha idade, devido a tudo que aconteceu comigo. Por isso, creio que estou criando novos gostos... Ele me atrai. Contudo, por outro lado tem o fantasma do Finn ainda me rondando, então...

– Então nada! – Carole a olhou com repreensão – Não se lembra do sonho com o Finn? Se de alguma forma ele se comunicou contigo, ele queria que você fosse feliz. Sua filha precisa de um pai, Rachel. – Ela sorriu para a ex-nora – Paolo pode ser esse homem. Dê uma chance a ele, se dê uma chance.

Rachel sorriu e respirou fundo. Carole ficou a olhando, a espera de uma resposta. A moça assentiu com a cabeça, as duas riram.

– Vou ao casamento do Blaine e do Sam amanhã. Ele também vai comigo. – Disse à mulher.

– É sua chance! Divirta-se, eu cuidarei da minha neta, pode deixar.

Rachel balançou a cabeça olhando para ela, depois sorriu.

– Você é a melhor sogra do mundo, sabia? Posso até casar de novo um dia, mas não aceito que ninguém substitua você! – E abraçou a mulher.

Elas continuaram conversando por um tempo e apreciando Victoria. Rachel pensava sobre o que poderia ocorrer em sua vida daqui para frente. Carole só desejava a felicidade da amiga e da neta. Ela também sabia que Finn desejaria e aprovaria isso.

Era noite, no fim da tarde do dia seguinte seria o casamento. Blaine e Sam estavam deitados no sofá da sala do apartamento, estavam vendo séries. O loiro estava deitado próximo ao braço do sofá, encostado nele. O solista, por sua vez, estava deitado também e com a cabeça no peitoral do noivo. Eles viam TV e conversavam sobre os personagens e história. Após o fim do programa, Blaine ficou observando o loiro. Ele o olhava sorrindo, Sam percebeu aquilo.

– O que houve? – Perguntou e riu.

– Nada. – Ele sorriu – Só estava olhando o que é meu, por quê? Não posso? – E sorriu de forma sacana.

– Olha... Não brinca com isso! Não sorri assim para mim... Vai que eu vá tomar o que é meu por direito antes do casamento? – E riu – Talvez amanhã não te deixe em condições de casar... – E piscou.

Blaine gargalhou.

– Bobo! – Puxou o noivo e o beijou forte, mordendo seu lábio inferior — Já parou para pensar que depois de amanhã...

– Nós seremos uma família de fato? Sim. – Sam suspirou – É sobre o que mais tenho pensado ao longo desses meses. – O loiro levou o nariz até os cabelos encaracolados do noivo e os cheirou, fazendo carinho – Anderson & Evans. – Disse e sorriu.

Anderson & Evans – B. repetiu. Seus olhos brilhavam – Gosto como soa.

– Será esse nosso sobrenome a partir de amanhã para todo sempre. – Disse o bocudo.

Sam levou a mão até a de B. e a segurou, entrelaçando os dedos. Depois ficou fungando no pescoço do solista, enquanto Blaine fechou os olhos e ficou sentindo os carinhos vindos do loiro.

– Espera que sua mãe venha? – Perguntou B.

– Sim. Ela, meu pai e irmãos. Espero que ela consiga trazê-lo. Senão, terei que ir para o plano B. – Respondeu.

– Que seria...?

– Uma pausa em Lima antes de irmos para nossa lua de mel. – Ele piscou.

– Já que falou em nossa lua de mel... Você não disse aonde íamos. — B. olhou o noivo com curiosidade – O que pretende.

– Surpresa – O bocudo piscou – Na festa de casamento eu falo tudo. Tenha paciência.

– Tudo bem. – Blaine riu – O senhor é quem manda...

– Mando mesmo? – Perguntou o loiro com um sorriso.

– Você já sabe a resposta. – Blaine piscou.

– Viado! – Sam riu.

– Bocudo! – Blaine retrucou, os dois riram juntos.

Após isso, viram mais um pouco de TV e foram dormir. O outro dia seria o grande dia, ambos estavam muito ansiosos e cheios de expectativas. Tudo teria que dar certo.

Pela manhã, Marley foi ao quarto em que Jake ficou hospedado. Ele e Kitty estavam em quartos diferentes, o que seria melhor. A moça tinha pendências com ex. Ela chegou e bateu na porta, logo o Puckerman apareceu.

– Oi – A recebeu com sorriso – Não esperava vê-la por aqui. Quer entrar?

– Sim, se não for incomodo, claro. – Disse Marley.

Jake apontou para dentro, ela entrou. Depois ele fez sinal para que a moça sentasse, foi o que Má fez.

– O que quer? Confesso que estou surpreso com a visita. – O moreno olhou para a amiga dos pés a cabeça – O Ryder é um cara sortudo. Mais do que eu fui um dia, porque olha... Você melhorou muito.

Marley deu um risinho singelo.

– Ele não namora comigo por causa do meu corpo, ou pelo que um dia eu possa me tornar. Ele me ama. Só por isso estamos juntos. – Disse ela, Jake ficou meio sem jeito – Não se envergonhe, Jake. É apenas seu sangue Puckerman fazendo valer seu sobrenome.

– Também não precisa esculachar, por favor. Não sou esse vadio que você pensa...

– O que você é não importa. Não vim aqui para discutir sobre isso. – Marley levantou-se – Vim aqui para deixar claro que não há ressentimentos entre nós. Muito pelo contrário, você me ajudou bastante em meu processo de amadurecimento. Se hoje sou o que sou, devo parte disso a você. E, sobre nosso fim e a forma como terminamos, sei que você saiu como culpado, mas também fiz coisas erradas. Então, queria cantar com você, topa? Queria aliviar um pouco minha culpa.

– Hum... Tudo bem. – O moreno riu meio sem graça – Marley, o que aconteceu com você? Está tão segura de si. De verdade, parece que trocaram sua essência e só seu corpo está aí. E ainda sim, muito mudado.

– Bobo. – Ela riu – Eu só mudei. Isso é normal, todos passam por mudanças ao longo da vida. – Ela piscou – Então, vamos cantar?

– Claro. Se foi para isso que veio aqui.

Marley pegou um papel na bolsa, era a letra da música. Ela jogou para Jake.

– Talvez já a conheça – Disse para o amigo – Mas vai que precise de um apoio. – Pegou um aparelho de som, também em sua bolsa, e ligou – Acompanhe-me. – E começou a canção.

Marley:

Is Mercury in retrograde

Or is that the excuse that I've always made?

'Cause I wanna blame you

But I can only blame myself

Jake:

Yeah, it’s easy to throw you under the bus

Or call you crazy while I’m filling my cup

I say these things to hurt you

But I only hurt myself

Marley:

Oh, I can only take responsability for me

It takes two

Two sides to every story

Not just you

I can't keep ignoring

I admit half of it

I'm not that innocent

Jake:

It takes two

Two sides to every story

Not just me

You can't keep ignoring

But let me be first, baby

To say "I'm sorry"

I'm sorry

Marley:

I'll face my demons — yeah, I paid my dues

I had to grow up; I wish you could too

I wanted to save you

But I can only save myself

Marley e Jake:

Oh, I can only be the change you want to see

Yeah, to see

It takes two

Two sides to every story

Not just you

I can't keep ignoring

I admit half of it

I'm not that innocent

It takes two

Two sides to every story

Not just me

You can't keep ignoring

But let me be first, baby

To say "I'm sorry"

I'm sorry

Marley:

I point my finger but it does me no good

I look in the mirror and it tells me the truth, yeah

Why all these lessons lways learned the hard way?

Is it too late to change?

Jake

It takes two

Two sides to every story

Not just you

I can't keep ignoring

I admit half of it

I'm not that innocent

It takes two

Two sides to every story

Not just me

You can't keep ignoring

But let me be first, baby

To say "I'm sorry"

I'm sorry

Ao fim, o moreno ficou calado, não disse nada. Má também demorou um pouco a falar.

– Então, entendeu o recado? – Perguntou a moça.

– Que eu errei com você e que tenho que me desculpar?

Ela riu.

– Não, bobo. A culpa não foi só sua. Como eu disse na música, eu não era tão inocente assim. Nós dois éramos culpados em parte. Com meus erros eu aprendi e evolui, mas você, Jake... – Má suspirou – Tenho medo que sua vida não tome um rumo, sabe? Que você fique igual ao seu irmão, desnorteado.

– Você não tem nada a ver com isso, Marley. A sua não tem rumo certo também. – Disse meio aborrecido com o comentário da amiga.

– Não tem ainda, é verdade. – Marley pegou um folheto na bolsa – Aqui. – Entregou-o a Jake – Você vai terminar esse ano o ensino médioo. Sei que gosta de dançar e aí tem a indicação de uma universidade ótima. Inscreva-se. – Ela piscou – É em Vegas, como a gente prometeu que ia um dia, lembra? – Marley sorriu – Podemos manter a promessa, embora que de outra forma.

O moreno pegou o folheto e leu. Depois olhou para a amiga, um pouco envergonhado por ter sido rude há pouco.

– Obrigado. – Disse e sorriu – Fico feliz em saber que ainda se importa comigo.

– Eu sempre vou me importar. – Falou ela de um jeito meigo, da forma que a velha Marley falava – Você significa muito para mim. É um dos meus melhores amigos. Nós estamos ligados pelo destino de alguma forma, eu sei. – Ela aproximou-se do rapaz e o abraçou. – É isso, preciso ir. Mais tarde é o casamento, quero ver você cantando com a Kitty para animar a festa!

– Pode deixar. – Disse Jake. Os dois riram.

Marley se foi. Em poucas horas, Blaine e Sam se casariam.

A tarde chegou, o loiro estava em um taxi. Tudo fazia parte de um plano maior. Tinha a barba por fazer, de uma forma que não o deixava com cara de desleixado, mas sexy. Vestia um terno branco e uma gravata borboleta preta era o detalhe mais visível da roupa. Seus cabelos amarelos estavam bem aparados, Sam parecia um príncipe. Ele pegou o celular, precisava ligar para alguém.

– Então, ele já chegou? – Perguntou à outra pessoa na linha.

– Sim. – Respondeu Marley de forma doce – O pessoal do som já está avisado da sua entrada também. Só falta você mesmo.

– Obrigado. – Falou o loiro com um sorriso de orgulho – E minha mãe, você a viu?´

Um silêncio pairou no outro lado da linha.

– O que houve, Má? Ela não veio? – Perguntou o loiro meio triste.

– Ainda não, Sam. – A moça respondeu – Mas há tempo. Venha, já está tudo pronto. Hoje é seu dia. – Falou de forma doce – Nada pode estraga-lo.

– Você tem razão. Já, já eu chego aí. – Ele desligou o celular. – Ela deve estar a caminho. – Pensou. Depois bateu no ombro do motorista – Velocidade máxima! – Disse.

O cerimonial estava todo pronto. O lugar está arrumado de forma impecável, cheio de detalhes em preto e branco. Era um salão enorme, de um lado era a ala para a festa, do outro estavam um monte de cadeiras organizadas em fileiras com um caminho no meio. Esse caminho levava até o local onde estava o juiz que faria a união civil dos dois. Quase todos já haviam chegado. Esperavam apenas por Sam. O loiro havia pedido para que B. chegasse antes, ele tinha uma surpresa. O solista estava perto de Rachel, a espera do bocudo.

– Calma. – Disse Rachel. Blaine suava e batia o pé, parecia impaciente – Ele logo chegará. – Disse sorrindo. Ela olhou para o lado, viu Paolo – Tenho que ir ali, tudo bem? Depois nos falamos. Vai dá tudo certo. – Piscou e saiu.

Blaine ficou só, o salão estava cheio. O juiz estava em uma espécie de alto improvisado, à espera dos noivos. B. caminhou de um canto para outro, fez isso por uns cinco minutos.

– Calma, ele não vai te abandonar no altar. – Disse Má e riu de forma singela – A propósito, o Sam já está vindo. Vá até o altar, para junto do juiz. Logo os padrinhos acompanharão você. – Ela piscou.

Blaine saiu e foi para o local indicado. Ele já estava mais calmo, exprimia até um sorriso no canto da boca. Seu loiro estava vindo. Ele quis pular, gritar, cantar, mas teve que esperar.

As luzes se apagaram, Blaine ouviu gritos abafados, talvez pela surpresa. Olhou para um canto e para o outro, até que tudo ficou aceso de novo. O solista olhou para frente, lá estava seu loiro, lindo e brilhante em sue terno branco que contrastava ao terno preto com gravata borboleta branca que ele mesmo usava.

Sam sorriu ao ver o noivo, suspirou de alegria. Olhou para o lado, Marley estava lá. Ele fez sinal com a cabeça, ela apertou um botão. Uma música começou, todos que faziam parte do Glee saíram das cadeiras e se dirigiram ao caminho que levava ao altar. Rachel, Santana, Tina, Artie, Marley, Ryder, Jake e Kitty se posicionaram. O loiro começou a cantar.

I can't let go of control

I can't let go and not know

Don't know the way ahead of me

One day at a time is all I need

There was a time without trust

There was a time without love

But it took you to show me

I could handover the keys

I'll let you lead the way now

'Cause I want you to take the wheel

I've never been a passenger though

I never knew how good it could feel

The road will twist and turn but

I know that I am in good hands

I've never been a passenger, no

But we'll see more without a map

Without a map

Without a map

Without a map

So let's talk a walk and get lost

Let's take a chance on finding us

I wanna see the world with you

Every step feels so brand new

It's hard to jump with no net

But I've jumped and got no regret

My co-pilot, yeah, that's right

Now I can just enjoy the ride

I'll let you lead the way now

'Cause I want you to take the wheel

I've never been a passenger though

I never knew how good it could feel

The road will twist and turn but

I know that I am in good hands

I've never been a passenger, no

But we'll see more without a map

Without a map

Without a map

Without a map

And now we're finally falling

'Cause I was giving you half now I'm all in

My hands in the air while you're driving

This is living!

This is living!

This is living!

Yeah!

I'll let you lead the way now

'Cause I want you to take the wheel

I've never been a passenger though

I never knew how good it could feel

The road will twist and turn but

I know that I am in good hands

I've never been a passenger, no

But we'll see more without a map

Without a map

Without a map

Without a map

Os oitos integrantes do Glee se dividiram em dois grupos, que ficaram entre o caminho que o bocudo percorreria, e dançaram enquanto o loiro performou junto. Sam cantou, dançou junto dos colegas e distribuiu sorrisos para o noivo, que observou tudo de cima do altar. No fim, Marley o entregou uma caixinha. Ele a pegou e subiu no altar.

– Tome, é seu. Achei meio antiquado dar-lhe rosas vermelhas, então... – Entregou-o.

B. abriu a caixinha, era uma gravata borboleta na vermelha. Ele beijou o noivo na boca.

Ambos se posicionaram de frente para o juiz, os padrinhos ficaram ao lado. O loiro deu uma última olhada para os convidados, sua felicidade estava completa, sua mãe estava lá, na primeira fileira. Ela sorriu para ele, o bocudo retribuiu o gesto com uma lágrima descendo por um dos olhos. Era o dia mais feliz de sua vida.

– Estamos aqui. Você está pronto? Depois de hoje não tem mais volta. – Perguntou B.

– Sempre estive. Ainda mais depois de hoje, depois de ver tudo que esse dia e momento significam para mim. – Respondeu o bocudo.

O juiz começou, falou algumas coisas, até que chegou na hora em que tanto esperaram.

– Então, Sam Evans – Disse se dirigindo ao loiro – Aceita Blaine Anderson como seu esposo, para amá-lo e respeitá-lo na saúde e na doença, na alegria e na tristeza, na riqueza e na pobreza, até que a morte os separe?

O bocudo olhou para o solista, sorriu e piscou.

– Aceito. – Disse.

– E você, Blaine Anderson? Aceita Sam Evans como seu esposo, para amá-lo e respeitá-lo na saúde e na doença, na alegria e na tristeza, na riqueza e na pobreza, até que a morte os separe?

– Creio que sim, seu juiz. – Falou e piscou, depois riu baixinho para Sam. O loiro balançou a cabeça e riu também.

– Sendo assim, eu os declaro casados! Assinem aqui junto com os padrinhos. – Levou um papel até uma espécie de bancada que havia entre ele e os noivos.

Blaine Anderson & Evans. – Disse Sam.

Sam Anderson & Evans – Falou B.

A plateia bateu palmas, os dois trocaram olhares. Depois Sam puxou B. e o beijou. Foi um beijo apaixonado, cheio de carinho também. Impuseram nele toda sua felicidade. Finalmente, o bocudo e o solista tinham um só sobrenome.

Eles se abraçaram.

– Já podem trocar as alianças. – Disse o juiz.

Sam tateou os bolsos, mas não encontrou nada. Arregalou os olhos e dirigiu-se a B.

– Eu pensei que elas estivessem...

O solista riu e assobiou.

– Elas estão a caminho. – Disse.

Jon logo apareceu. O cão, que já tinha quase o tamanho de um adulto de porte médio, veio balançando o rabo com uma caixinha na boca. Chegou ao altar, B. estendeu a mão, ele entregou. O solista alisou sua cabeça e depois e beijou lá. Marley chamou Jon e foi para o lugar dos convidados junto dos outros. Sam chorava.

– O que foi? – Perguntou B., que sorria de forma boba ao ver a reação do bocudo.

– Quando eu penso que você não pode me surpreender... – Disse suspirando.

– É nosso filhote, não poderia ficar de fora do dia de hoje, concorda? – B. riu. Depois pegou a mão esquerda do loiro – Sam Anderson & Evans, aceita ser meu, somente meu e apenas meu pelo resto da vida? Meu homem, meu companheiro, meu marido, meu amigo, meu amor? – E colocou a aliança no dedo anelar do marido.

Suspiros vieram dos convidados, todos estavam emocionados, assim como Sam.

– Aceito. – Disse ele e pegou logo uma aliança também, em seguida pegou a mão do marido – E você, Blaine Anderson & Evans? – Sorriu – Me aceita pelo resto de sua vida? Deixa-me te amar, te ver e ficar ao seu lado da hora em que eu acordar até a que formos dormir, juntos? Aceita ser meu número um e meu único homem? Aceita ligar seu destino ao meu para sempre? – E colocou o anel.

– Sim. – O solista respondeu e beijou o marido – Nossos destinos são um só agora. Nosso futuro é ficar juntos e daqui para frente será sempre assim.

Todos aplaudiram. Eles viraram e olharam para os convidados. Alguns sorriam, outros choraram, mas todos comungavam de sua felicidade.

– Agora é hora de você usar aquilo. – Falou o loiro.

Blaine pegou a gravata vermelha e mirou na plateia, beijou-a e jogou. Todos ficaram sem saber o que fazer, até que ela caiu nas mãos de Ryder. B. e Sam riram.

– Isso era nossa espécie de buquê. Acho que vocês são os próximos – Disse o solista e piscou.

Marley e Ryder se olharam, sorriram e se beijaram.

– Que a festa comece! – Gritou Sam.

Havia um pequeno palco reservado no outro lado do salão, Blaine se dirigiu para lá.

– Antes de a animação começar, eu gostaria de cantar para vocês. – Falou o solista. Ele olhou para o bocudo – Pensou que era o único que tinha uma música especial hoje? – Riu – Sabe, nosso relacionamento começou de um jeito torto e errado, lembra? – Um filme passava pela cabeça de B. Sam suspirou no meio dos outros e assentiu – Pois é. Mas você, mesmo do seu jeito errado e inconsequente, fazendo coisas ruins e justificando esses atos com o seu amor por mim, ganhou-me. Eu me apaixonei perdidamente por você, Sam. Marley é testemunha disso. – Olhou para amiga, que assentiu – Tanto que é nossa madrinha. Nós nos separamos e voltamos. Separamos de novo, e voltamos de novo. A cada momento tenso desse nosso relacionamento meu coração ficava apertado. Eu ficava em dúvidas, mas depois cheio de certezas. – B. suspirou – E hoje a maior certeza que tenho é que amo você, Sam Anderson & Evans. Conheço seu interior, para mim você é como água cristalina. Eu também errei ao longo desse caminho, mas nosso amor incondicional sempre conseguiu superar tudo. Você hoje é meu tesouro, a coisa mais preciosa que tenho. É meu arco-íris duplo desde que você entrou em minha vida. Desde que eu te amo, nunca mais fui o mesmo. Eu realmente quero viver cada momento da minha vida ao seu lado, eu realmente quero te amar, Sammy. – B. estava emocionado, sua voz embargava — Meu homem, meu amor, meu marido, meu tudo, meu sonho adolescente. – B. sorriu olhando para o marido — Essa é para você.

I know your inside, you're feeling so hollow

And it’s a hard pill for you to swallow

But if I fall for you

I'll never recover

If I fall for you

I'll never be the same

I really wanna love somebody

I really wanna dance the night away

I know we're only half way there

But you can take me all the way

You can take me all the way

I really wanna touch somebody

I think about you every single day

I know we're only half way there

But you can take me all the way

You can take me all the way

You’re such a hard act for me to follow

Love me today don't leave me tomorrow, yeah

But if I fall for you

I'll never recover

If I fall for you

I'll never be the same

I really wanna love somebody

I really wanna dance the night away

I know we're only half way there

But you can take me all the way

You can take me all the way

I really wanna touch somebody

I think about you every single day

I know we're only half way there

But you can take me all the way

You can take me all the way

Ooh

Ooh

Ooh

Oh, oh, oh

I don't know where to start

I'm just a little lost

I wanna to feel like we never gonna ever stop

I don't know what to do

I'm right in front of you

Asking you to stay, you should stay

Stay with me tonight, yeah

I really wanna love somebody

I really wanna dance the night away

I know we're only half way there

But you can take me all the way

You can take me all the way

I really wanna touch somebody

I think about you every single day

I know we're only half way there

But you can take me all the way

You can take me all the way

Ooh

Ooh

Ooh

Oh, oh, oh

You can take me all the way

You can take me all the way

O solista desceu do palco e se jogou nos braços de Sam, o beijou por um longo tempo, um beijo molhado e cheio de amor.

A mãe de Sam chegou, o filho a viu e a abraçou forte.

– Obrigado – Disse ele a mulher.

– Eu que te agradeço por ser tão maravilhoso. – Disse olhando em seus olhos – Ele é nosso tesouro, Blaine. Por favor, cuide bem desse rapaz por mim. – Disse ao genro e piscou.

Blaine assentiu.

–- Seu pai não pode vir. – Disse ela – Ele pediu para eu desejar-lhe felicidades.

Sam suspirou.

– Não precisa mentir, mamãe. Eu sei porque ele não veio, não se preocupe. – Abraçou-a de novo – Você já me fez muito feliz por ter vindo, não precisa se importar com o resto.

Ela assentiu e o abraçou forte.

No palco estavam Rachel e Marley, elas pareciam ter algo para a nova família formada.

– Essa música é um dos presentes que Rachel me deu. Vai estar no álbum que gravarei, por isso, mostraremos em primeira mão para vocês. – Disse Má.

– É uma espécie de hino, um grito de liberdade para aquelas pessoas que estão nas sombras por algum motivo ruim, se sentindo tristes. Eu quero que gritem, gritem alto. Não deixem se abater por nenhuma mal, façam da sua voz maior que seu medo.

A banda começou, elas começaram também.

Rachel:

Come out of the shadow

Step into the light

This could be the moment

Are you ready to fight?

Don’t you know, you know

You’re not the only one?

Why so low, so low

What are you waiting for?

Marley:

All I ever hear are whispers

All I ever hear are whispers

But I just wanna hear your voice

Don’t be afraid

Why don’t you scream a little louder?

Turn it up, I know you can

Come on and scream a little louder

Rachel e Marley:

Oh, oh, ho, oh, ho

Why don’t you scream a little louder?

Oh, oh, ho, oh, ho

Why don’t you scream a little louder?

Rachel:

Wanna be remembered

Stand out of the crowd

Don’t choke on the fire

It’s trying to burn you out

Marley:

Why so low, so low

What are you waiting for?

Rachel:

All I ever hear are whispers

All I ever hear are whispers

But I just wanna hear your voice

Don’t be afraid

Why don’t you scream a little louder?

Turn it up, I know you can

Come on and scream a little louder

Oh, oh, ho, oh, ho

Why don’t you scream a little louder?

Oh, oh, ho, oh, ho

Why don’t you scream a little louder?

Marley:

Come out of the shadow

Step into the light

This could be the moment

It could change your life

Rachel e Marley:

All I ever hear are whispers

But I just wanna hear your voice

Don’t be afraid

Why don’t you scream a little louder?

Turn it up, I know you can

Come on and scream a little louder

Oh, oh, ho, oh, ho

Why don’t you scream a little louder?

Turn it up, I know you can

Why don’t you scream a little louder?

Oh, oh, ho, oh, ho

Why don’t you scream a little louder?

Todos aplaudiram de pé, as comemorações começaram. Blaine e Sam estavam radiantes e felizes. A festa esta apenas no início, muitas surpresas ainda seriam reveladas ao longo de seu desenrolar.

Notas finais
Músicas: It Takes Two - Katy Perry Passenger - Britney Spears Love Somebody - Maroon 5 Louder - Lea Michele É isso aí, pessoal. Tá acabando... Semana que vem tem mais! Espero que leiam, gostem e comentem. Abração e até o próximo!