Destinos Ligados
12 3.12 - Pedidos
Notas iniciais
– Dois milk-shakes médios, por favor. – Pediu uma senhora que estava acompanhada de uma criança na mesa 05.
– Claro. E para acompanhar, vai querer algo? – Perguntou Santie enquanto anotava o pedido.
– Não. Só isso basta. – Disse a mulher enquanto tentava impedir que a criança atirasse na parede um recipiente com canudos e guardanapos que havia na mesa.
Santana saiu e foi entregar o pedido. No balcão, encontrou sua mais nova amiga. Danielle era seu nome, mais conhecida como Dani. As duas trabalhavam juntas naquele estabelecimento que era uma mistura de lanchonete com bar. Dani e Santie, mesmo se conhecendo há poucas semanas, já partilhavam de uma grande química e amizade.
– Senhoras com crianças. – Falou Dani sorrindo – Sempre pedem pouco por estarem apressadas. Temem que seu filho seja o pivô de algum desastre no estabelecimento. – Ela riu.
– Crianças daquela idade são desastradas, isso é fato consumado. – Santana riu também.
Danielle era um pouco mais baixa que Santana, mais gorda também. Seus cabelos eram um mistura indistinguível de loiro tingido e preto.
Algumas semanas se passaram desde o acontecido entre Blaine, Sam e Tina. Após aquilo, Santana mudou-se para casa da asiática e Artie nunca mais deixou que Tina fizesse besteira. Sam continuava trabalhando em sua loja de instrumentos e Blaine de vento em polpa na NYADA. A barriga de Rachel crescia cada vez mais, logo, logo o bebê nasceria. Carole a ajudava no que podia e Brody também estava sempre por perto.
Era fim de tarde quando Blaine apareceu no local que Santana trabalhava. Ele vinha com uma roupa preta de frio e um gorro azul escuro. Também usava óculos. Chegou e sentou-se, depois chamou Santie.
– Blaine? – Ela estava surpresa — E aí, o que vai querer hoje? – Perguntou a latina.
– Primeiro, queria te dar um abraço e te agradecer. – Disse o rapaz. Santie não entendeu nada. – Posso? – Perguntou ele e riu.
– Claro. – Ela riu junto. B. levantou-se e a abraçou.
– Pronto. Agora, anota aí. Um sorvete dos grandes de chocolate com muita cobertura, por favor.
– Prontinho. – Disse a morena enquanto terminava de anotar – Só isso?
– Sim. Agora, senta aí que quero te contar algo.
Santana franziu a testa, não entendia nada do que se passava. Contudo, sentou-se e esperou atentamente pela resposta.
– Eu consegui. – Disse B. bem feliz.
– Que bom. Mas o quê? – Santie já estava impaciente.
– A mãe do Sam! Ela virá aqui, vamos nos ver. Fiz como pediu, eu a adicionei em uma rede social e comecei a conhece-la. Depois, marquei o encontro.
– Ótimo! – Santana agora entendia tudo. Ficou feliz pelo amigo – Pelo Facebook? Ela vai ao casamento?
– Calma, calma... – Falou B., meio apreensivo – Ela não aceitou meu convite no Facebook a princípio... De certo, já devia me conhecer por foto. Então fiz um fake. Só posso te falar até aqui, desculpa. Ah, e ela não sabe quem eu sou. Não ainda. – Explicou o solista.
– Entendo. – Santana não gostou muito da história – Enfim, vou trazer o pedido, tudo bem? Boa sorte para você, de verdade. – Disse sorrindo – Espero que dê tudo certo. – Piscou para o solista e depois saiu.
Blaine ficou e esperou. Seu pedido chegou e ele começou a tomar o sorvete. Cerca de dez minutos depois, quem ele esperava chegou. A mulher vinha de roupa de frio também, só que vermelha. Usava um chapéu e uns óculos combinando com seu cachecol. B. a olhou e sorriu.
– Sr. Silver? – Perguntou ela e sentou-se no outro lado da mesa. Olhava para o rosto de B. como se tivesse reconhecendo algo.
– Sra. Evans. – Blaine sorriu – Não sou quem pensa, não é? – Perguntou.
Ela o olhou com cara de pânico.
– Mas que palhaçada é essa?! – Esbravejou. – Quem é você?
– Eu que gostaria de fazer algumas perguntas aqui. Primeiro, com quantos homens a senhora já traiu seu marido? E mais, por que simplesmente não o deixa, já que não o ama mais? – A mulher engoliu em seco.
Toda essa história começou quando B. seguiu o conselho de Santie e foi tentar fazer amizade com a mãe de Sam. A princípio, ela não aceitou o convite de amizade do rapaz, não até ele criar uma conta falsa na rede social e adicioná-la. Com foto falsa, nome falso e um caráter falso, B. se tornou amigo dela. Aos poucos foi descobrindo coisas sobre a mulher, como o fato dela realmente não ligar para o filho ser gay e que só apoiou o marido por depender dele financeiramente. E o pior, que ela não o amava e traia sempre que podia, para de alguma forma se vingar dele. A Sra. Evans começou a dar em cima de B., sem saber que ele era gay, então o rapaz apenas deixou que rolasse e, certo dia, ela disse que teria que ir a NY para resolver uns probleminhas e, de quebra, iria vê-lo. Blaine concordou, era a chance que tanto esperou. Ele queria conhece-la melhor para ajudar seu noivo, e agora estava diante da mulher.
– Você não sabe como é viver com aquele homem. – Rebateu ela – Ele expulsou meu filho de casa e cria os outros dois de forma imunda. Tudo para que não se tornem igual ao Sam.
– Mas o Sam não “se tornou” o que é, ele nasceu assim, caso se refira a sexualidade dele. Depois, seu problema é simples de se resolver. Basta pedir o divórcio.
– O que quer de mim, rapaz? – Ela o encarou bem – Por que esse circo? Por que essa palhaçada? Você não tem nada a ver com minha vida.
– Tem razão. – Blaine sorriu – Eu só queria ajudar o Sam. Ele ficou muito triste por ter sido abandonado por vocês. O pior, por você. Ele a julgava diferente do pai, acha que só se deixou levar por ele e que não queria fazer o que fez.
– E o que eu fiz?
– Apoiou o homem que abandonou se filho, o homem que o gerou junto com você. – Disse Blaine de forma seca e crua.
– Para você é fácil falar. Não é casado com ele, não teve filhos com ele. E mais, eu amo meu Sammy e muito. Contudo, não é fácil de uma hora para outra ver seus filhos cometendo erros e ter que apoiá-lo. Isso que vocês fazem a noite antes de dormir é pecaminoso. É imundo. – Ela começava a ficar nervosa e dava indícios de que iria se exaltar.
Blaine ouviu aquilo e sentiu algo ruim. Percebeu que Sam talvez estivesse iludido com relação à mãe. Ela e o pai eram farinha do mesmo saco. Ele levantou-se calmamente e a olhou bem, queria ver a reação dela ao que iria falar.
– O que eu e o Sam fazemos a noite antes de dormir é amor. – Falou olhando-a com nojo – Imunda é você. Sujos são você e seu marido. Pecaminosos são vocês dois que abandaram um filho ao invés de dar amor e ajuda-lo a superar obstáculos que a vida e a sociedade os impuseram. Vocês não merecem o filho que têm. – Ela ouvia tudo calada – E mais, não faço isso por vocês, mas por ele. Infelizmente, Sammy os ama muito, apesar de tudo. Então, quero que dê um jeito de vir ao casamento. Se não com seu marido, venha só.
– E se eu não vier? – Perguntou o fulminando com os olhos.
– Pagará as consequências. – Disse Blaine com um sorriso no canto da boca.
A mulher sentiu um frio na espinha. B. podia sentir suas pernas bambas chacoalhando a mesa.
– Ele nunca me deixará vir. – Disse apreensiva.
– Isso não é problema meu. – Falou e solista e saiu.
Blaine caminhou até Santana.
– Posso cantar? – Perguntou – Preciso para concluir meu plano – Disse ele. O solista tremia. Era difícil para ele ser tão sujo e baixo, mas necessário. Se quisesse vencer a Sra. Evans teria que jogar o jogo dela.
– Manda a ver. – Santie piscou.
Blaine subiu a um pequeno palco que havia no estabelecimento e ligou um aparelho de som. Em seguida, começou a canção.
I'm not a slut I just love love
Tell me somethin' new
Cause I've heard this
"Okay I'll fuck you"
A little taste test
You'll be my little friend
You'll be my little friend
You'll be my little friend
And they think we fall in love
But that's not it
Just want to get some
Ain't that some shit
You'll be my little friend
You'll be my little friend
You'll be my little friend
Yeaaaah, yeah, yeah, yeah
I got a little piece of you-hoo
And it's just like woo-hoo
Wham, bam, thank you ma'am
Boo-hoo
I'm a slut like you
You say you're lookin' for a foo-ool
And I'm just like "me too"
I'm gonna let ya know the truth
I'm a slut like you
Sitting with my friends
And we're picking who we might let in
Them boys are starving
They're just our little friend
They're just our little friend
They're just our little friend
You think you call the shots
I just bought you some
Drink up your ride's gone
This might be fun
You're now my little friend
You're now my little friend
You're now my little friend
Yeaaaah, yeah, yeah, yeah
I got a little piece of you-hoo
And it's just like woo-hoo
Wham, bam, thank you ma'am
Boo-hoo
I'm a slut like you
You say you're looking for a foo-ool
And I'm just like "me too"
I'm gonna let ya know the truth
I'm a slut like you
You don't win a prize with your googly eyes
I'm not a cracker jack
You can't go inside
Unless I let you Jack... Or Sam
Fuck what's your name again?
You male come now
You caveman sit down
You shh don't ruin it, wow
Check please!
I, I've got a little piece of you
And it's just like woo-hoo
Wham, bam, thank you ma'am
Boo-hoo
I'm a slut like you
Woo-hoo
Looks like the joke's on you-hoo
So go home and cry like boo-hoo
I'm a slut like you
I got a little piece of you-hoo
And it's just like woo-hoo
Wham, bam, thank you ma'am
Boo-hoo
I'm a slut like you
You say you're lookin' for a foo-ool
And I'm just like "me too"
I'm gonna let ya know the truth
I'm a slut like you, I'm a slut like you
Cantou tudo e desceu de lá. Durante toda música, ela encarou a mulher que o observava ainda da mesa. Ficou claro que era para ela, todos do local inclusive viram. Santana começava a temer cada vez mais isso.
Blaine voltou à mesa e deixou dinheiro lá.
– É isso, se não quer me ajudar por bem, serei sujo como você. Jogarei seu jogo, mas não deixarei que o Sam fique mal por causa dos preconceitos de seu marido. – E foi.
Em outra hora, Dani e Santana estavam limpando o balcão quando um casal chegou. Uma moça vinha trazendo um rapaz em uma cadeira de rodas.
– Acho que é para você. – Disse Dani apontando para lá com a cabeça.
– Deixe-me ir ver o que é. – Santana sorriu para a garota e saiu.
Ela foi até lá e foi recebida com um caloroso abraço vindo de Tina. Sentaram-se os três na mesa.
– Vão almoçar aqui? – Perguntou.
– Sim. Eu e Artie, na verdade, estamos planejando algo. Viemos mais para discutir sobre isso mesmo. E também para te ver. – Falou Tina.
– Sério? Do que se trata? – Santie se mostrou curiosa.
– Algo grande, isso eu posso afirmar. – Falou o rapaz. Elas riram.
– Eu só quero ajuda-lo. Ele tem sido muito atencioso comigo com relação a aquela questão, você sabe... – Tina olhou para baixo, envergonhada ao lembrar-se de tudo que fez a Blaine e Sam – Artie merece se dar bem. Eu tenho um plano. E ele também está me ajudando muito nos ensaios para o concurso. Acho que podemos treinar juntos. – Disse a asiática e piscou em seguida para o rapaz. Todos riram.
Depois fizeram seus pedidos e almoçaram. Artie chamou Santana e pediu a conta. Na hora que ela a entregou, o rapaz olhou fixamente para frente, parecia assustado.
– O que foi, Artie. Algum problema? – Perguntou Santana.
– São Blaine e Sam, eles estão vindo ali. – Falou ele baixo e sem mover muito os lábios temendo que Tina que percebesse do que se tratava.
Contudo, era tarde. A asiática, que estava entretida no celular, ao ver o amigo olhando daquela forma para aquela direção, olhou também.
– Oh, meu Deus! – Disse e levou o cardápio ao rosto, tentando cobri-lo – Precisa nos tirar daqui, Santana. E sem que eles nos vejam. Rápido. – Falou puxando o avental de trabalho da amiga.
– Mas por quê? Qual o problema em eles te verem? – Santie não compreendia aquela reação em Tina. O pior já passou, eles não a denunciaram, não havia mais o que se fazer.
– Se o Sam me vir, vai fazer barraco e a raiva no Blaine vai florescer de novo, não entende? – Perguntou enquanto se levantava, ainda com o cardápio cobrindo o rosto e se escondendo atrás da amiga.
– Sinceramente? Não. – A morena riu. – E tenho medo do que essa “fuga” possa significar.
– Não tente, Santana. São as loucuras da Tina. Vamos, é melhor sairmos pelos fundos. – Disse Artie, que se segurava para não rir. Os três saíram.
Blaine e Sam viam conversando e rindo um pouco, a conversa parecia muito boa mesmo. Talvez, ao ver Tina ali, as coisas não permanecessem desse modo. Eles chegaram e sentaram, depois chamaram por Dani.
– Então, o que vão querer? – Perguntou ela de forma simpática e receptiva.
– Eu quero um milk-shake grande. – Disse Sam.
– E eu um sorvete, por favor. – Continuou Blaine. Ele olhou para o lado enquanto Dani anotava, parecia procurar algo – E Santana, onde está?
– Ela estava aqui há pouco, atendendo alguns clientes. – A moça olhou para os lados também – Acho que deve ter ido ao banheiro, não sei. Mais alguma coisa?
– Por hora só isso mesmo. Logo, logo outra amiga chegará e pedirá algo para ela. – Respondeu Sam.
– Acho que ela já chegou. – Disse Blaine olhando em direção à porta e acenando – Rachel! Aqui!
Assim que Rach os avistou foi até a mesa e fez seu pedido também.
– Então é aqui que Santana trabalha? – Perguntou enquanto analisava o ambiente. — Bem legal, tem até um palco. – Falou apontando.
– Sim, sim. – Sam olhava para a barriga da amiga, estava enorme – Terá logo, não é?
– Acho que algumas semanas depois do concurso na NYADA. Nem sei bem como participar. – Brincou a garota.
– Ainda sonha com isso? Eu lembro que foi boicotada ano passado. – Disse Blaine.
– Exatamente. Kitty... – Disse Rach – Mas não quero lembrar mais disso. Então, por que me chamaram aqui? – Ela foi direto ao ponto.
– Bem direta! – Sam riu – Tudo bem. Deixa eu te contar algo. Acho que ainda não sabe. – E o loiro contou o ocorrido entre ele, o noivo e Tina.
Rachel ouviu tudo. Fazendo caras e bocas à medida que as palavras fluíam. Parecia baqueado, aquela não era a Tina que conheceu no Glee.
– O que houve com a Tina, por que ela ficou tão insana? – Perguntou ainda em estado de choque.
– Pois é, Rachel. Eu também não sei. E o pior, eu ia chama-la para... – B. suspirou – Para ser nossa madrinha. Só que agora não rola mais.
– Eu e o B., nós pensamos que... Talvez... Você... – Sam parecia sem jeito em fazer o pedido.
– Que você fosse nossa madrinha. – Concluiu o solista.
– Uau. – Ela riu – Nossa, rapazes... Sinto-me honrada, de verdade. – Ela parecia não esperar por aquele pedido – Eu nem sei o que dizer.
– Só aceite. – Blaine sorriu – Junte-se a Marley e ao Ryder no altar conosco.
– Você nos ajudou muito, esqueceu? Se não tivesse me dado aquela força quando vim a Nova Iorque tentar conseguir a confiança do B. de novo, eu nunca teria conseguido.
– É, eu lembro. – Rachel suspirou – Eu e o Blaine cantamos para você e o Finn. – Seus lábios tremeram, Blaine e Sam se olharam pensando que talvez tivesse falado alguma besteira – Eu aceito. – Ela disse. – Vai ser um prazer, rapazes.
Eles suspiraram de alívio. E depois pularam de suas cadeiras e foram até Rachel, dar um grande abraço e beijo na amiga, e mais nova madrinha, do casal.
Lá fora, Santana ainda questionava Tina sobre o acontecido.
– Eu não gostei nada, nada daquela cena. – Disse a morena – Espero que não esteja armando, nada, está me ouvindo? – Falava em tom de repreensão – Dessa vez eu te amarro, mas você não faz nenhuma besteira! Nenhuma.
Tina não olhava diretamente para a amiga. Artie sabia que falar sobre o acontecido a deixava mal.
– Tudo bem, Santana. Vou leva-la para casa, ok? – Disse o rapaz.
– Leve-a. E vê se tenta descobrir o que é dessa vez. – Santie disse e saiu.
Ela voltou para seu posto no trabalho, Dani estava lá.
– Seus amigos parecem bem felizes. Já pediram outra rodada de bebidas. – Falou indicando a mesa de Sam, Blaine e Rachel com a cabeça.
– Deve estar comemorando algo. – Disse ela, feliz por vê-los feliz. – Queria eu estar lá também.
– Ué, não seja por isso. Se é de diversão que precisa, por que não saímos juntas esse fim de semana?
– Olha, gostei. Aceito sim o convite. – Disse Santie – Estou precisando sair, beber e me divertir. – Elas riram e alguém chamou, era algum cliente. – O dever me chama, deixe-me ir ver o que ele quer.
No outro dia, à noite, Rachel voltou novamente a aquele estabelecimento. Dessa vez, acompanhada por Brody. A garota vinha em um lindo vestido vermelho e ele vinha em um terno muito elegante. Parecia até um jantar importante.
– Oi, Rachel. – Disse Santana – Então, o que vão pedir?
– Espumante e o melhor prato que vocês tiverem, por favor. O mais caro. – Disse Brody antes que a moça falasse. Rachel o olhou meio apreensiva.
– Eu não posso beber, Brody. Ou esqueceu?
– É verdade, para a Rachel suco, por favor. De laranja, pois sei que é seu preferido. – Ele piscou, ela corou.
Santana anotou o pedido e foi.
– Soube do que a Tina aprontou? – Perguntou Rachel ao amigo.
– Não, me conta. – Falou o rapaz sorrindo. Rachel contou tudo, Brody pareceu tenso no meio da história, ela percebeu isso. – Nossa... Ousada ela, não? – Comentou o rapaz.
– Sim. E acho que ela teve ajuda de alguém para isso. Não conseguiria sozinha, concorda? – Santana chegou com a comida e Dani com a bebida. Ela parou a conversa enquanto eram servidos – Obrigada. – Disse ela sorrindo para as amigas – Continuando... Não concorda? – Questionou. Brody engoliu em seco.
– O que quer saber especificamente?
– De tudo, a principio. Ou melhor, quero que confirme o que eu já sei. Brody, eu não sou boba. Você naquele dia apareceu em minha casa com a Tina do nada. Ela nem gostava do Finn e se mostrou tão apreensiva com meu estado. Está na cara que ela só apareceu para trazer você, foi troca de favores. – Ela tomou um gole do suco – Só quero que seja sincero. Você a ajudou? E por quê?
Ele afrouxou a gola da camisa e respirou fundo.
– Tudo bem, eu ajudei sim. Você sabe que não sou nem um anjinho. Mas também não fiz nada ilegal. A droga que ela usou na bebida lá é vendida legalmente, eu só consegui para ela.
– Eu sabia. – Rachel riu de forma torta. Brody realmente não tinha jeito – Por quê?
– Para me aproximar de você, Rachel. Porque te amo e te quero de volta.
Ela suspirou, temia que essa fosse a intenção.
– Brody, eu agradeço muito, de verdade. Você tem sido um grande amigo, atencioso com meu estado, alguém realmente digno de todo meu amor, apesar de trapacear às vezes. – Disse meio sem jeito – Mas acho que, atualmente, meu coração está fechado para balanço. Não dá, entende? É muito recente, eu perdi o grande amor da minha vida meses atrás.
– Até quando vai viver assim? Ele morreu, você não, Rachel! Finn não iria querer que você abdicasse de sua vida, eu tenho certeza.
– Eu sei. – A tristeza começava a tomar conta do rosto da moça – Mas é que eu não consigo. Tento sorrir, tento continuar, tento ser a velha Rachel de sempre, mas é em vão. A única coisa que ainda me tira desse modo de tristeza constante é a música. Ela e meu filho me dão forças para continuar.
– Então se prenda a isso. – Ele sorriu – A música, a seu filho. E não seja mais a velha Rachel, dê abertura para uma nova Rachel. É necessário mudar e se adaptar as atuais condições de vida. – Ela levantou-se e foi até ela, ajoelhou-se ao seu lado e olhou bem nos seus olhos – Olha, eu posso até desistir de você como mulher, mas como amiga nunca. Não suporto te ver destruída. Posso te pedir uma coisa? – Perguntou.
– Claro. – Ela já começava a sorrir. Brody sabia como animá-la.
– Liberte-se disso. Seja a nova Rachel que pedi, dê uma nova chance à vida, deixe-a te mostrar como pode ser feliz. Com ou sem um novo amor. – Ele deu a mão a ela, Rachel pegou. Brody levantou-se e conduziu Rachel até o pequeno palco que havia ali – É hora de começar. Vamos, cante para mim. Deixa que a música te ajude. Deixe-me de ajudar. É o que eu te peço.
Ela assentiu. Pensou em tudo que Brody falou, pensou em seu filho, em todas as canções de amor que cantou e viveu ao lado de Finn. Era passado, morto e enterrado. Já era hora de deixar as lembranças boas a fazer sorrir e o acontecimento apenas como algo ruim que a ajudaria a se superar cada vez mais e nunca desistir. Ela havia prometido a Finn naquele sonho, ela ia cumprir. Pegou o microfone. Era tempo de voltar a viver a vida.
Party girls don't, get hurt
Can't feel anything, when will I learn
I push it down, push it down
I'm the one "for a good time call"
Phone's blowin' up, they're ringin' my doorbell
I feel the love, feel the love
One, two, three, one, two, three drink
One, two, three, one, two, three drink
One, two, three, one, two, three drink
Throw em back, till I lose count
I'm gonna swing from the chandelier, from the chandelier
I'm gonna live like tomorrow doesn't exist
Like it doesn't exist
I'm gonna fly like a bird through the night, feel my tears as they dry
I'm gonna swing from the chandelier, from the chandelier
And I'm holding on for dear life, won't look down won't open my eyes
Keep my glass full until morning light, 'cause I'm just holding on for tonight
Help me, I'm holding on for dear life, won't look down won't open my eyes
Keep my glass full until morning light, 'cause I'm just holding on for tonight
On for tonight
Sun is up, I'm a mess
Gotta get out now, gotta run from this
Here comes the shame, here comes the shame
One, two, three, one, two, three drink
One, two, three, one, two, three drink
One, two, three, one, two, three drink
Throw em back till I lose count
I'm gonna swing from the chandelier, from the chandelier
I'm gonna live like tomorrow doesn't exist
Like it doesn't exist
I'm gonna fly like a bird through the night, feel my tears as they dry
I'm gonna swing from the chandelier, from the chandelier
And I'm holding on for dear life, won't look, down won't open my eyes
Keep my glass full until morning light, 'cause I'm just holding on for tonight
Help me, I'm holding on for dear life, won't look, down won't open my eyes
Keep my glass full until morning light, 'cause I'm just holding on for tonight
On for tonight
On for tonight
'Cause I'm just holding on for tonight
'Cause I'm just holding on for tonight
On for tonight
On for tonight
'Cause I'm just holding on for tonight
'Cause I'm just holding on for tonight
'Cause I'm just holding on for tonight
On for tonight
On for tonight
Ao fim, todos sorriram para ela e ela sorriu para Brody. Iria cumprir seu pedido, o pedido que ele fez, o pedido que Finn fez. Não desistiria, era hora de uma nova Rachel entrar em ação.
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