Destinos Ligados
11 3.11 - Verdadeiro Eu
Notas iniciais
Era manhã cedo quando Puck acordou para trabalhar. O rapaz foi até a sala e viu, pela sua visão ainda um pouco embaçada, que algumas malas estavam ali. Levou as mãos ao rosto e esfregou os olhos, depois os abriu bem, para constatar se a visão era verdadeira. Sim, as malas estavam realmente lá. Foi caminhando pelo cômodo, desnorteado ainda pelo despertar e confuso pelo que via.
– É exatamente isso que vê, Puck. – Disse uma voz atrás dele, o Puckerman virou-se, era Santana – Eu estou me mudando. – Falou com uma expressão triste.
Puck respirou fundo, havia um sofá atrás dele, o rapaz apenas caiu sentando.
– Mas por quê? – Perguntou. As palavras saiam com dificuldade por sua boca. – Eu fiz algo errado?
– Não é nada com você. Eu só preciso de um tempo de reclusão. – Falou sem olhar direto nos olhos dele – Desculpe-me. Tem sido muito bom esse tempo com você. Crescemos muito juntos. Mas, como você mesmo notou, eu estou diferente. – Explicou com os lábios trêmulos – Eu estou perdida, Puck. Não sei quem eu sou, ou o que quero. Vim a Nova Iorque fugindo de um sofrimento enorme e acabei perdida no meio do caminho. – Ela caminhou um pouco, levou uma mão até uma de suas malas e pousou-a lá – Eu preciso começar tudo de novo, “resetar” o jogo e apertar novamente o “start”. Para isso, estou me mudando daqui. Falei com minha Abuela, ela concorda com todas as minhas decisões.
– E quais são suas decisões, Santana? – O rapaz temia pelo o que iria ouvir.
– Primeiro, vou me mudar. Vou conseguir um emprego e vou continuar com a faculdade só até esse semestre, somente para concluir minhas obrigações com a Tibideaux. Depois vou sair da NYADA também. Começarei tudo de novo e, aos poucos, vou encontrar meu lugar no mundo.
– Isso é loucura, Santana! – Esbravejou o namorado. – Você está se deixando levar pelo momento. Só está confusa, não pode jogar sua vida fora.
– Posso sim. – Rebateu ela – E mais... – Dessa vez, ela virou o rosto, não quis nem olhar para o horizonte fingindo mirar nos olhos do rapaz – Acabou...
– Acabou? – Puck franziu a testa.
– Isso mesmo. Nosso relacionamento tem sido ótimo, nossa química é inquestionável. Juntos somos imbatíveis, mas nunca o amei de verdade. Era apenas tesão, nosso lance era sexual. – Explicou. – Isso não tem força para me prender a você.
Puck levantou-se de cabeça baixa e nada falou. Seguiu caminhando, até chegar a porta do quarto, então se virou e encarou a garota. Lágrimas desciam de seus olhos. Ele então suspirou e sorriu.
– Vai na paz. Desejo a você tudo de bom. – Falou, por fim, e entrou no quarto. Bateu a porta e trancou.
Santana pareceu querer desmaiar, a tensão do momento a deixou desequilibrada. Ela sabia que seria difícil recomeçar a vida do zero, mas tentaria. A moça adorava desafios e nunca fugia do seu destino. Para começar, iria trabalhar em uma lanchonete, dividindo seu tempo entre trabalho e faculdade. Seria difícil, mas necessário para encontrar seu verdadeiro eu, quem realmente ela era.
Enquanto isso, no apartamento de Blaine e Sam, ainda na mesma manhã, B. saiu correndo do quarto desesperado ao ouvir gritos do loiro bocudo vindo da cozinha. Seu coração palpitava e suas pernas estavam bambas quando ele chegou ao local e viu o noivo sentado no chão com um gatinho branco nos braços gritando e chorando. Ele aproximou-se.
– O que houve? – Perguntou o solista e ajoelhou-se perto do loiro. Ele segurava o gato em seus braços e ao lado de ambos havia uma tijelinha com leite.
– Eu não sei, não entendo... – Falou o bocudo com o animalzinho nos braços – Eu acordei e fui lá fora, encontrei esse gatinho. – Mostrou a bola de pelos brancos a B. Não havia sinal de vida ali – Ele parecia faminto, então o trouxe para cá. Pensei que poderíamos cria-lo. – Blaine o olhava com dó, havia sofrimento na voz do loiro. Era como se a primeira tentativa de família dele tivesse sido frustrada — Eu o trouxe para dentro, coloquei um pouco de leite na tigela e o dei. Ele parecia tão feliz ao se alimentar, B... – O bocudo suspirou – Então... – Sam voltou a chorar e soluçava.
Blaine estava boquiaberto com a cena. Não entendia como leite podia fazer mal a um filhote de gato. Isso não era normal, até pensar um pouco e ligar os fatos.
– Leite. – Pensou o solista em voz alta. Blaine levantou-se. O rapaz engoliu em seco – Foi a Tina, Sam. – Falou como se doesse proferir aquelas palavras.
– Tina?! – Sam levantou-se rapidamente – Mas como?
– Ontem, ela me dopou antes daquela tentativa de abuso. Com certeza, deve ter colocado algo nesse leite para você... – Blaine virou a cara, não queria nem pensar no que podia ter acontecido caso o noivo tivesse tomado a bebida.
– Mas como ela saberia que era para mim? Como poderia ter certeza de que você não tomaria? Ela pode ser louca, mas ama você.
– Simples, eu disse a ela sobre minha intolerância.
Dessa vez foi Sam engoliu em seco e olhou para o gatinho que estava debruçado no chão.
– Vadia! – Gritou e esmurrou a parede – Eu vou acabar com ela. – E saiu correndo.
– Espera! Sam! – Blaine foi atrás.
O rapaz loiro entrava em um táxi quando Blaine o segurou pelo braço.
– Espera! – Pediu o solista – Aonde você vai? Não vai fazer nenhuma besteira, não é?
– Se for preciso. – Sam respondeu.
De repente, Blaine lembrou-se do velho Sam, aquele que fazia inúmeras loucuras. Primeiro, ele o separou de Kurt, depois o traiu em troca de que seu comparsa mantivesse em segredo suas trapaças. Por fim, um de seus piores atos, aliou-se a Tina e tentou tirar Finn de sua vida. Esse Sam, que Blaine temesse que um dia voltasse, estava estampado no rosto do bocudo.
– Eu vou com você. – Disse o solista e entrou no táxi junto.
Blaine não deixaria que aquele velho Sam voltasse, era tudo que Tina queria, pois só aquilo seria capaz de separá-los. B. não gostava do passado sujo do loiro, mas ainda sim o amava, e incondicionalmente. Contudo, amor nenhum suportaria aquelas sujeiras e trapaças de volta. Tornar a cometer um ato vil poderia leva-lo a cometer outros, e outros, e outros... E assim, voltar ao que era antes. Pelo menos, era assim que o solista pensava.
O taxi parou. Ambos desceram.
– Prometa-me uma coisa. – Pediu Blaine.
– Tudo que quiser, meu amor. – Falou Sam, que fitava a porta da casa da asiática.
– Não faz nada que possa se arrepender depois... Nada que se remeta aos nossos problemas do passado, sim? – Blaine possuía temor em seu olhar.
Sam sorriu e abraçou forte o noivo. Depois o beijou na testa e deu a mão a ele. Blaine a segurou.
– Vamos fazer juntos, sim? – Ele sorriu – Assim, se tivermos de nos arrepender, nos arrependeremos juntos.
– Claro. – Blaine sorriu, aliviado. Os dois entraram.
A casa de Tina cheirava mal, parecia não ser limpa há algum tempo. Algumas garrafas de bebida também estavam no chão juntos com alguns pacotes abertos de biscoitos e salgadinhos sobre uma mesa.
– Tina! – Gritou Sam – Onde está você, sua vadia? – Gritou mais alto.
Ela apareceu, estava descabelada e só de roupa de baixo. Suas feições estavam estranhas. Ele parecia realmente louca.
– Que barulho é esse? – Chegou perguntando — Sam. – Tina engoliu em seco.
– Surpresa em me ver? – Ele perguntou cheio de fúria, Blaine apenas observava até então. – Pensou que me veria morto em um caixão da próxima vez, não é? – Entre Sam e Tina havia o sofá da sala, o loiro correu e pulou-o, apertando suas mãos com força ao pescoço de Tina – Diz, vadia! Confesse, você tentou me matar, não? – Ele apertava, Tina ficava vermelha e sem fôlego.
E ele prosseguiu esperando alguma resposta. Tina puxava o ar, mas nada vinha. Sam a sufocava cada vez mais. Ela olhou para Blaine, o solista estava ali, ao lado, em choque com o que via. Os olhos da garota já estavam esbugalhados, suas mãos mexiam freneticamente. O loiro não via nada além de sua raiva, seu ódio por quem um dia foi uma de suas melhores amigas.
– Chega! – Blaine gritou. – Largue-a, Sam. Ou eu o deixo! – Gritou.
Sam, ao ouvir aquilo, tirou suas mãos dali. Tina levantou-se, tossindo muito e ofegante.
– Blaine... – Disse o loiro com um semblante triste. Ele levantou-se e olhou para o noivo, B. chorava. O solista correu e o abraçou. Então ele compreendeu. – Desculpe-me. – Disse por fim.
– Se a matasse, ela iria nos separar, não entende? Iria para a cadeia. – Disse B. e voltou o olhar para Tina – Sua vadia... Nunca mais, está me ouvindo? Nunca mais se atreva a se meter entre nós! – Ele foi aproximando-se dela lentamente – Pois, da próxima vez que fizer isso, eu juro, eu mesmo acabarei com você! – Disse cheio de fúria.
– Mas B... – Tina não acreditava no que ouvia, mas, ao olhar nos olhos de Blaine, compreendeu que era tudo verdade. Sem se dar conta, ela havia passado de todos os limites. – Desculpe-me, é só o que posso dizer. E agradecer por o pior não ter acontecido. — Algo atingiu seu rosto, ela levou sua mão até lá, era saliva. Olhou para o lado, Sam estava ali. Ela então voltou ao seu quarto, trancou a porta e ficou lá.
Sam e Blaine foram embora e pegaram outro táxi.
– E pensar que eu ia a chamar para ser nossa madrinha naquele bendito almoço. – Queixou-se B.
– Vai ficar tudo bem agora. – Sam o abraçou e eles foram para casa naquele carro. – Se ela se meter em nosso caminho, da próxima, ela quem morre. Isso eu garanto. – Prometeu o loiro a si mesmo.
Algum tempo depois do acontecido, alguém bateu na porta de Tina. A garota, que já estava vestida e recomposta, estava deitada ao lado do sofá e ainda destroçada devido a tudo que aconteceu. Ela se apoiou no móvel e levantou-se. Foi até a porta e abriu, era Artie. Abaixou-se, ajoelhou-se e o abraçou forte, chorando e soluçando. Depois o levou para dentro e contou tudo que aconteceu. Ele ouviu calado. Ela passou mais um tempo chorando, ele ainda calado.
– Você não vai falar nada? – Perguntou a asiática.
Ele sorriu, depois guiou a cadeira pela sala, vendo o estado da casa.
– Vê isso, Tina? – Perguntou mostrando a sala que estava desarrumada e suja. – Isso é o reflexo de como você está.
– Suja? – Perguntou ela, olhando para todo o cômodo.
– Também. Mas não só suja, confusa. – Ele aproximou-se da amiga e levou uma mão até seu rosto, depois limpou uma lágrima. A asiática via a dó que ele sentia por ela expressa em seus olhos – Eu não vim para cá à toa, Tina. Não só pela morte do Finn, não entende? Eu sempre tentei me aproximar de você, mas nunca deixou.
– Como assim? – Perguntou Tina mais confusa ainda com a história. Artie sorriu.
– Eu estava perdido, confuso. Vim para NY, para estudar cinema. Só que deu tudo errado, não consegui me adaptar a faculdade, as pessoas, a cidade. Eu também não queria pedir ajuda a vocês, eu me sentia um derrotado. Coisa que eu sempre fui fora do mundo do Glee Club. – Artie suspirou — Santana me encontrou em meio a todo o caos que eu vivia. Ela me pediu que voltasse para perto de vocês, pois assim eu ficaria melhor e poderia superar todos os meus obstáculos com ajuda dos meus velhos amigos. E, de quebra, eu ainda poderia ajuda-la.
– Ajudar a ela? – Tina olhava para Artie em busca de resposta.
– Não, a você. – O rapaz sorriu – Parece que ela gosta muito de você. Ela previu que tudo isso poderia acontecer e que talvez não pudesse te ajudar. Mas não por não querer e sim por falta de sua cooperação. Então me pediu para vir e te ajudar, já que no passado eu e você fomos muito mais próximos que você e ela. E eu vim e esperei até que você precisasse de mim. E aqui estou.
– Artie... – Tina não conseguia olhar para ele, envergonhada – Eu nunca pensei...
– Tudo bem. – Ele a interrompeu de forma gentil – Você só estava perdida. Agora tem que achar quem realmente. Seu verdadeiro eu.
– Você não devia ter me ajudado, não precisava.
– Precisava sim. Seu destino e o meu estão ligados. Mesmo que eu não quisesse, ele daria um jeito de me trazer aqui para te ajudar. Eu sei, você sabe. – Ambos riram.
– Destino esse que se chama Santana. – A asiática sorriu lembrando-se da amiga – Ela é uma boa pessoa. Uma mulher admirável.
Eles ficaram um tempo parados e calados, refletindo sobre tudo que estava acontecendo.
– Você sabe que passou de todos os limites, não é? E que o Blaine e o Sam têm todo direito de não quererem nunca mais olhar para sua cara. Ou pior, te denunciar.
– Sei sim. Eu vou pagar o preço por isso. Meu pior castigo não será ser presa, mas sim ficar longe do B. – Ela suspirou, depois engoliu em seco – Ele sabe disso. Eles não me denunciarão.
– Você precisa buscar novas metas para sua vida, Tina. E o Blaine não pode ser uma delas, está entendendo? – Falou o cadeirante, havia um pouco de repreensão em sua voz.
– Sim. Eu vou me concentrar no concurso de Musa da NYADA desse ano. Acho que é o que me resta.
´- Ótimo, vou ficar feliz em te ajudar. – Disse uma voz à porta. Tina e Artie olharam e lá estava Santana com algumas malas.
– Santana! – A asiática correu e abraçou a amiga – Obrigada, de verdade. Eu te amo. – Disse entre um soluço e outro.
– Calma, garotona! – Santie ria. – Eu também te adoro, Tina. – Disse e abraçou a amiga forte – Que bom que você, enfim, se encontrou.
– E graças a vocês. – Disse ela sorrindo – Venha – Levou Santie até o sofá – E essas malas?
– É que... – Santie estava um pouco envergonhada em pedir – Queria saber se não podia dividir a casa contigo. É que sai lá do Puck. Estou sem onde morar.
– Mas claro que pode! – Exclamou a moça de olhos apertados de forma bem alegre. Seria ótimo ter sua melhor amiga por perto.
– Quem, no primeiro ano de Glee Club, diria que Tina e Santana seriam amigas? – Brincou Artie. E todos riram.
Eles ficaram mais um pouco conversando, depois almoçaram juntos, os três. Artie e Santana iriam se empenhar para ajudar Tina, pois a amavam muito. E os três, aos poucos e juntos, iam descobrindo seus verdadeiros eu.
– O que acham de cantarmos um pouco? – Sugeriu Tina.
– Adoraria. – Disse Santie – Você e Artie primeiro.
– É para já! Tenho até a música certa. – Ela sorriu para o amigo e começaram.
Tina:
I feel like I'm losing my mind
Banging my head up against the wall
Staring at nothing cos I can't sleep at night
Can't make it stop, yeah, I think too much
What do I do? I'm falling apart
I need a shock straight to my heart
No-one would want to be in my shoes right now
Ambos:
I don't reach for the bottle of whisky
(Straight on the rocks)
You won't see my popping the pills
(Pop-pop-poppin' the pills)
Cos if I want the pain to go away
In a second make, it fade
You're the only thing that will
You're my medicine
Ma-ma-ma-ma medicine
Ma-ma-ma-ma medicine
Artie:
You know you're an expert at complicating things
That's how I'm wired believe me it's no fun
You make a war seem like such an easy game
Keeps me and my arguments coming undone
Down in the trenches, you with a white flag
Make me surrender, I want you so bad
Baby don't stop what you started
Don't ever be done
Ambos:
I don’t reach for the bottle of whisky
(Straight on the rocks)
You won’t see my popping the pills
(Pop-pop-poppin’ the pills)
Cos if I want the pain to go away
In a second make, it fade
You’re the only thing that will
You’re my medicine
Ma-ma-ma-ma medicine
Ma-ma-ma-ma medicine
Tina:
You make it all better, better
You make me feel whole
You make it all better, better
You make me feel whole
Ambos:
I don't reach for the bottle of whisky
(Straight on the rocks)
You won't see my popping the pills
(Pop-pop-poppin' the pills)
Cos if I want the pain to go away
In a second make, it fade
You're the only thing that will
You're my medicine
Ma-ma-ma-ma medicine
Ma-ma-ma-ma medicine
You make it all better, better
You make me feel whole
You make it all better, better
You make me feel whole
Ao fim da canção, Tina pulou nos braços de Artie, chorando e agradecendo-o por tudo.
– Não precisa se martirizar mais, Tina. Nós somos o que somos e somos frutos de nossas escolhas, certas ou erradas. Eu também não tenho um passado que eu possa me orgulhar, mas estou aqui, de bem comigo e com meus amigos, tentando buscar meus objetivos da forma mais honesta com os outros e comigo mesma. – Ela sorriu – Vou cantar agora. Espero que me ajudem e que se sinta melhor com essa canção.
Santie posicionou-se e começou.
Todos em coro:
OOhh
Oohh
Are we all we are
Are we all we are
Santana:
Cut to now, holy wow
When did everything become such a hell of a mess?
Maybe now, maybe now
Can somebody come and take this off my chest?
I know you think it’s not your problem
I know you think that God will solve them
But if your shit is not together
It’ll never be you and me, plant the seed
Open up and let it be
Todos em coro:
We are the people that you’ll never get the esto f
Not forget the esto f, esto f
Oohh
We’ve had our fill, we’ve had enough, we’ve had it up to here
Are we all we are
Are we all we are
We are the people that you’ll never get the esto f
Not forget the esto f, esto f
Oohh
Just sing it loud until the kids will sing it right back
Are we all we are
Are we all we are
Oohh
Oohh
Are we all we are
Are we all we are
Santana:
Seven seconds, seven seconds
That is all the time you got to make your point
My attention, my attention's
Like an infant tryin' to crawl around this joint
I know we're better than the masses
But we're all followin' our asses
And if our shit is not together
It'll never be you and me, plant the seed
Open up and let it be
Todos em coro:
We are the people that you’ll never get the esto f
Not forget the esto f, esto f
Oohh
We’ve had our fill, we’ve had enough, we’ve had it up to here
Are we all we are
Are we all we are
We are the people that you’ll never get the esto f
Not forget the esto f, esto f
Oohh
Just sing it loud until the kids will sing it right back
Are we all we are
Are we all we are
Santana:
Four, that's how many years it took me to get through the lesson
That I had to do it all on my own
Three, that's how many Hail Marys they would pray for me
Thinkin' I was gonna end up all alone
Two for the second chances that you've given me
Can it be, lucky me, lucky me, now let's go
One it's what we are, it's what we are
Are we all we are
Are we all we are
Todos:
We are the people that you'll never get the best of
Not forget the rest of, rest of
OOhh
We've had our fill, we've had enough, we've had it up to here
Are we all we are
Are we all we are
We are the people that you'll never get the best of
Not forget the rest of, rest of
OOhh
Just sing it loud until the kids will sing it right back
Are we all we are
Are we all we are
We are the people that you'll never get the best of
Not forget the rest of, rest of
OOhh
We've had our fill, we've had enough, we've had it up to here
Are we all we are
Are we all we are
We are the people that you'll never get the best of
Not forget the rest of, rest of
OOhh
Cut to the future, sing it loud and take the power back
Are we all we are
Are we all we are
Era noite, Blaine e Sam estavam deitados em sua cama após o cansativo e decepcionante dia. Ambos ainda em estado de choque e tremendo só de pensar no que poderia ter acontecido caso aquele gatinho não tivesse aparecido.
– Eu não quero nem pensar o que seria de mim se perdesse você. – Falou o solista enquanto se aninhava no peito do noivo. – E ainda não acredito que Tina fez tudo que fez.
– Ela é louca, precisa de tratamento. Mas isso também não nos diz respeito mais, amor. Esqueça. – Sam beijou a cabeça do moreno – O que importa é nós. O que importa é que nos amamos e escolhemos um ao outro para passarmos o resto da vida, um ao lado do outro. – O loiro sorriu. – Eu te amo, sabia?
– Aham. Você me diz isso todos os dias. – Os dois riram. Blaine beijou a boca de Sam. – O que acha de cantarmos um pouco antes de dormir?
– Acho que é a melhor ideia que já teve hoje. Já que mais cedo me impediu de matar a Tina – E sorriu, Blaine pareceu não gostar muito da piada.
Depois o loiro pegou um violão e ambos sentaram na cama, Blaine ao lado de Sam, que começou a tocar.
Blaine:
Let the bough break, let it come down crashing
Let the sun fade out to a dark sky
I can’t say I’d even notice it was absent
Cause I could live by the light in your eyes
I’ll unfold before you
Would have strung together
The very first words
Of a lifelong love letter
Os dois:
Tell the world that we finally got it all right
I choose you
I will become yours and you will become mine
I choose you
I choose you
(Yeah)
Sam:
There was a time when I would have believed them
If they told me that you could not come true
Just love's illusion
But then you found me and everything changed
And I believe in something again
My whole heart
Will be yours forever
This is a beautiful start
To a lifelong love letter
Ambos:
Tell the world that we finally got it all right
I choose you
I will become yours and you will become mine
I choose you
I choose you
Blaine:
We are not perfect
We'll learn from our mistakes
And as long as it takes
I will prove my love to you
Sam:
I am not scared of the elements
I am underprepared, but I am willing
And even better
I get to be the other half of you
Ambos:
Tell the world that we finally got it all right
I choose you
I will become yours and you will become mine
I choose you
I choose you
Após isso, deitaram e dormiram, tentando esquecer todos os ocorridos do dia.
Pela manhã, Blaine acordou e, para sua surpresa e desespero, novamente com os gritos de Sam.
– Blaine, venha cá! Rápido! – Gritava.
– Já vou! – Gritou Blaine do quarto. – O que será dessa vez? Tina? – Perguntou-se.
Saiu correndo e, ao chegar à sala, deparou-se com uma cena inusitada e linda.
Sam estava sentando no chão e em seus braços havia um filhotinho de cachorro de cor branca. Ele o aninhava. Blaine aproximou-se devagar, o pequeno animal parecia dormir.
– Eu o encontrei lá fora, estava na porta do prédio. Parecia ter sido abandonado. – Explicou o loiro. Ele falava baixo para não acordar o cachorro.
Blaine o olhou mais de perto, era muito pequeno, caberia em suas duas mãos tranquilamente. Era branco e tinha o pelo ralo. Suas patinhas eram minúsculas, suas orelhas também e cheirava a filhote.
– É lindo. – Disse B. e sorriu.
– E é nosso. – Falou Sam – É um sinal do destino, não percebe? É o primeiro passo para uma família. E um aviso de que não devemos desistir e que nada pode nos impedir. – Ele beijou o solista e o filhotinho grunhiu em seus braços. – Acho que está com fome. – Disse Sam.
– Tem leite no armário, comprei caixas novas. – Falou B.
– Um nome? – Perguntou Sam sem se importar com o que o noivo havia dito antes.
Blaine pensou um pouco.
– Jon. – Falou e aproximou o rosto do filhotinho, dando um beijo em sua cabeça.
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