Notas iniciais
Kurt conta seus novos planos a Rachel. Sam explica algo que intriga Blaine. Marley e Harmony parte juntos. É hora de dizer adeus.

Algum tempo passou-se desde que Rachel descobriu a gravidez. Cada vez mais ela se sentia mãe. Seu corpo mudava constantemente, ela sentia seu útero crescer e sua barriga aumentando aos poucos. Estava mais sensível e também sentia ainda mais desejos. Também notou um pequeno inchaço em seus seios e sentiu-se feliz, pois o pedacinho de Finn que ainda restava no mundo extrairia dali seu alimento e daria a Rach uma das maiores alegria que uma mulher poderia sentir, a de ser mãe.

Era uma manhã meio nublada, da janela dava para ver que choveria mais tarde. Rachel e seu quase cunhado, Kurt, estavam de férias. O amigo havia saído para fazer algumas compras e a garota estava limpando alguns cômodos da casa. Ela nunca entrava no quarto de Kurt, mas decidiu fazer isso porque estava bem disposta, então queria gastar um pouco de sua energia em algo bom. Limpar o quarto do seu melhor amigo seria uma boa. Rach entrou.

Dentro do cômodo ela notou a presença de uma mala enorme. Ela estava deitada em cima da cama. A garota sentou-se, desnorteado. Pensou no que aquilo significava, mas não entendia bem. Correu até a cozinha, pegou um copo e encheu de água. Tomou-a rapidamente, fios do liquido escorriam pelos cantos de sua boca e desciam pela garganta. Ela pousou o copo em uma bancada e respirou fundo. Só então viu que estava ofegante. Seu coração estava apertado e em sua mente só se passava uma coisa: Kurt deixando-a. Mas por quê?

– Rachel, tudo bem? – Perguntou Kurt que chegou a cozinha sem fazer nenhum barulho. Rachel pulou. Ele correu até ela e segurou a sua mão, viu que a amiga estava tremendo. – Hey, o que aconteceu?

– Por que vai me deixar? Você também... Eu não aguento isso, Kurt. Por quê?

– Quem te disse isso?

– A mala, eu vi.

Kurt respirou fundo. Era hora de falar tudo para Rachel, mas ele não sabia como aquilo a atingiria.

– Tudo bem, é hora de saber da verdade, Rachel. – Ele pegou na mão da amiga e conduziu-a até a sala, onde sentaram no sofá – Você sabe bem que eu o Adam continuamos mantendo contato. Então... Ele me convidou para ir morar no Canadá. Para vivermos juntos. Isso faz um tempo já.

– E você aceitou, é isso? – Rachel parecia enfurecida. Não queria crer que aquilo era verdade. Não depois de tudo que Adam havia feito.

– Hey! Isso agora? Você sabe bem que eu gosto dele, e de verdade... – Falou isso de um modo sofrido, como se não quisesse – Eu não ia, não agora... Iria esperar seu bebê nascer. Mas aí surgiu uma grande oportunidade. Eu consegui transferência para uma grande universidade lá, Rachel. E o melhor, um estágio. Vou poder trabalhar e estudar! Vou me manter, sem ter que depender do Adam. Só por isso eu vou. – Kurt viu a tristeza no olhar da amiga. Ela ia chorar. – Não fica assim, vai. – Disse e abraçou.

– É tão difícil dizer adeus as pessoas que amamos, não? Primeiro a Quinn, depois o Finn... E agora, você.

– É diferente, Rachel. Eles se foram para nunca mais... Eu não, estarei sempre ao seu lado quando puder. Eu prometo.

Rachel encarou o amigo. Pensou um pouco e ficou feliz por ele. Em Nova Iorque, Kurt parecia viver a sombra dela. Sempre seguindo seus passos. Agora não, ele trilharia seu próprio caminho. Seria feliz. Isso era o que importava. Ela tinha que apoiá-lo.

– Eu sei que estará. – Abraçou-o forte – Temos uma ligação indestrutível. Sempre melhores amigos! Sempre o destino nos unirá, pode apostar.

Kurt sentiu-se orgulhoso. A velha Rachel, egoísta que pensava somente em si, havia sumido e dado lugar a uma mulher madura e sensata. Essa Nova Rachel era bem melhor.

– Só temo por você aqui, sozinha. Não vou poder te ajudar com o bebê.

– Quanto a isso, pode ficar relaxado. A Carole, ela está vindo para aqui. Resolveu que queria participar da criação do neto.

Aquilo realmente pegou Kurt de surpresa. Carole Hudson era esposa de seu pai, que era político e tinha obrigações que não podiam ser cumpridas em Nova Iorque. Sendo assim, como ela iria morar lá?

– Relaxa. Seu pai virá sempre que puder também. E a Carole vai fazer ponte entra cá e lá. – Explicou Rachel – Não ficará sempre aqui. Irá pagar uma babá para me ajudar com a criança também.

– Ufa! – Kurt respirou mais aliviado – Sendo assim, você vai ficar bem. – Abraçou a amiga e segurou-a por um bom tempo. Fechou os olhos e lembrou-se dos momentos bons, e ruins, vividos ao lado de Rachel Berry. Eles realmente teriam muita coisa para contar para esse bebê que estava para vi quando fossem mais velhos e gagás. – Eu te amo, Rachel. Nunca se esqueça disso.

– Eu também, meu irmão. Vai e se cuida. Depois volta, pois eu preciso de você também.

– Voltarei. Eu prometo.

Rachel abraçou-o e beijo-o. Deitou em seu colo e chorou um pouco. Depois os dois riram juntos e viram o quanto evoluíram ao longo do tempo, juntos também. Por mais que quisessem, nunca se separariam. Seus destinos estavam ligados para todo o sempre.

– Adeus. – Disse a garota judia.

– Adeus. – Falou Kurt e beijou-a na testa.

Em Lima, Blaine e Sam faziam compras em uma loja masculina. O loiro já segurava algumas várias sacolas, enquanto B. mal havia escolhido três peças de roupas. Blaine notou algo diferente no noive, uma espécie de preocupação.

Quando terminaram, Sam já havia comprado mais do que Blaine, para que isso acontecesse passaram algumas horas na loja. Passaram no caixa. Depois Sam pediu que entregassem, também comprou uma mala enorme para leva-las.

– Por que tanta coisa? – Perguntou Blaine depois que saíram.

– Precaução. Vai que eu precise, não é? – Respondeu. Mas o solista não engoliu bem.

Saíram juntos até um parque e foram tomar sorvete. O loiro parecia triste agora, aflito com algo.

– Sam, o que está acontecendo? Conta, eu sei que não está bem. Conheço você muito bem e estou preocupado.

– Não é nada, B. Relaxa, cara. – Ele disse o beijou – Estou bem.

– Não, não está. Primeiro, aquele monte de coisas. Depois essa tristeza repentina... Isso tem a ver com o fato de seus pais não terem vindo visita-lo em momento alguma durante essas férias?

Ao falar nos pais, B. abriu uma ferida profunda do loiro. Sammy apenas abraçou o noivo e chorou. Blaine conduziu-o até um banco, onde o loiro pousou a cabeça sobre o colo do solista e chorou alto, enquanto tinha seus berros abafados pelo pano. Após algum tempo, ele parou, embora soluçasse muito. Limpou os olhos e olhou para Blaine.

– Então, melhor? – Perguntou B.

– Você tinha razão, B. A questão era com meus pais sim.

– Você quer me conta sobre?

Sam fez que sim com a cabeça. Então respirou fundo.

– O fato é que meus pais e eu tínhamos uma boa relação no começo de nosso namoro. Eu contei para eles, que não gostaram muito, mas também não me recriminaram, nem me julgaram. Só que, ultimamente, eu descobri o porquê. – Sam olhou para o lado, como se tivesse vergonha de encarar o noivo – Eles pensavam que eu era apenas um “hétero comedor de viado” e que logo isso entre nós passaria. Até que acabamos da primeira vez e depois voltamos. Eles viram o quanto eu sofri e começaram a se preocupar. Ali viram que não era apenas um caso sexual.

– Quer dizer então que eles pensavam que você e eu apenas transávamos e logo você iria me deixar para ir ficar com uma garota, que não havia amor entre nós?

Sam assentiu com a cabeça.

– Voltamos, meu pai já não gostou. Depois acabamos de novo. E voltamos. Eles conversaram comigo, tentando me convencer a acabar de vez.

– Por isso que nunca estão lá quando estou? Porque não gostam de mim... E você aguentou isso o tempo todo só. – Blaine sentiu vontade de chorar também – Eu que pensei que eles aceitavam bem... – Respirou fundo – Eu sinto muito.

– Eu também pensava assim, B. Era o que eles davam a entender... Quer dizer, meu pai não aceita. Minha mãe não passa de um fantoche dele. Quando noivamos foi a gota d’água.

As lembranças começaram a tomar conta de Sam, ele começou a descrever a cena ao noivo.

– Você não pode estar falando sério! – Berrou o Sr. Evans. – Como você pode querer casar com outro homem? Isso deve ser até ilegal! – Gritou.

– Não, não é, pai. Já foi aprovado. E eu vou casar com o Blaine. Eu amo ele! – Disse o loiro.

– Querido, você está confuso. – Disse a mãe de Sam aproximando-se do filho. Levou as mãos aos ombros dele e o beijou no rosto – Você quis apenas experimentar algo diferente. Sei que vai encontrar uma boa moça para te fazer feliz.

– Mas eu não quero moça alguma. Eu amo um cara, mãe. – Insistiu o noivo de Blaine.

– Trate de deixar de amar. – Rebateu o pai de forma ríspida – Não criei um filho para isso. Sabia que você naquele clubinho só podia ia dar nisso. Você se tornar igual a eles.

Aquele clubinho, pai, nos ajudou quando passamos por momentos difíceis, ou já esqueceu?

– Não. – O Sr. Evans parecia envergonhado. A mãe de Sam observava tudo calada – Mas não precisamos mais deles. E você não precisa mais comer aquele viado.

– Já passou pela sua cabeça que “aquele viado” pode me comer também? – Sam começava a ficar furioso com a forma como se referiam a Blaine.

– Sam! – Repreendeu a mãe – Isso é coisa que se diga a seu pai?

– Chega! – Berrou o Sr. Evans – Você vai acabar com ele e de vez, Sam. É uma ordem.

– Não vou. – Disse o bocudo – Eu vou para Nova Iorque com ele assim que eu concluir o ensino médio. Vou me casar com ele e constituir uma família. Ser feliz ao lado da pessoa que amo.

– Muito bem, pois insista nisso e sofra as consequências. – Disse o homem que parecia querer fulminar o filho com os olhos.

Querido... – A mãe parecia assustada.

– Quais seriam “as consequências”? – Perguntou Sam.

– Se sair por essa porta e for morar em NY com esse outro... rapaz, deixará tudo para trás. – Sam e a mãe se olharam, pareciam não entender bem – É isso mesmo. Vai ter que se virar por conta própria. Essa casa, meus bens, minha família, nada mais será compartilhado com você. Terá que dizer adeus a nós, Sam.

Blaine ouviu o noivo descrever cada detalhe da conversa calado. Então, ao fim, o abraçou de novo. Agora os dois choravam.

– Comigo foi difícil também, Sammy. Eles vão entender. – Disse. B.

– Eu nunca quis decepcioná-los... – O loiro soluçava – Eu só queria ser feliz e que eles me apoiassem. Eles me tratam como se, de repente, tivesse mudado e deixado de ser o filho deles como era. Mas eu sempre fui assim. – Abraçou o noivo forte – Sabe, B... Disse a você que era o único homem que eu queria. E de fato é. Mas, quando mais novo, por volta dos doze anos, eu me apaixonei por outro cara.

Aquilo chocou Blaine. De repente, ele começou a conhecer um Sam Evans que nunca havia visto. Vulnerável e cheio de novidades.

– Vocês ficaram? – Perguntou o solista.

– Não. Nunca tive coragem. Depois só fiquei com garotas. Namorei sempre as mais belas. Até conhecer você... E me apaixonar. Meus pais nunca souberam desse cara. – Sam já estava mais calmo – Disseram que o Glee me fez gostar de garotos, mas a verdade é que sempre gostei... Sempre fui bi. E sempre soube, só fugia disso. Ser bi é bem mais fácil. Poderia me esconder facilmente, ficar com um monte de garotas por aí a vista dos meus pais e, por baixo do pano, ficar com caras. Mas o Glee me ensinou a não me esconder e a me aceitar.

– Eu fico feliz, Sammy. Você me orgulha, meu amor. – Blaine sorriu.

– Eu também te amo, B. E escolho não esconder isso de ninguém. Meus pais terão que aceitar.

– Eles vão. Só será difícil.

– Eu queria tanto vê-los em nosso casamento... – Nesse momento, Sam voltou a chorar – Vai ser um dos momentos mais importantes da minha vida... – Queixou-se.

Blaine suspirou. Sabia que aceitariam, mas também sabia que dificilmente iriam ao casamento, já que o baque ainda era muito recente e próximo da data.

– Hey, não fica assim. Olha para mim. – Levou a mão até o queixo do noivo e levantou seu rosto – Eu te amo, a Marley também. Nós estamos com você. Relaxa e dá tempo a eles. Logo virão e falarão com você, acredite em mim. – Beijou o namorado – Eles são seus pais. Há laços mais fortes que os preconceitos deles entre vocês.

– Eu te amo. – Abraçou o solista forte. Sam não queria mais soltar o noivo. Em seus braços, sentia-se seguro.

– Eu também amo muito você, Sam Evans. Lutaremos essa batalha juntos e venceremos, pode ter certeza. – Beijou o bocudo.

O dia se passou e logo a hora chegou. Na casa dos Rose, a mãe de Marley dava uma festinha de despedida. A filha iria embora, em busca de seus sonhos, no outro dia cedo. A mulher servia-se de suco enquanto tentava esconder as lágrimas. Blaine a avistou e foi vê-la.

– A senhora vai superar. – Disse e levou a mão ao ombro da mulher.

– Eu sei. – Ela sorriu – Não choro de tristeza, mas de orgulho. Meu bebê cresceu e agora irá trilhar seu próprio caminho.

– Graças a você. – Falou o solista e sorriu para a mulher – Graças a sua criação, ao seu exemplo. Você é uma grande mulher, Sra. Rose. Com certeza, Marley, um dia, será também.

A mulher nada falou. Apenas sorriu e abraçou Blaine, que retribuiu o gesto.

Em outro local, Harmony tomava um refrigerante quando Ryder a interrompeu.

– Então, falou com o Hunter? – Perguntou o rapaz bem direto.

– Oi também. – Ela riu. O novato ficou sem jeito ao ver a gafe que cometeu – Relaxa, bobão. Tudo bem. E sim, eu falei com ele. Estamos namorando.

– O quê?! – Ryder não entendia nada.

– É isso mesmo. Não me julga, por favor. Eu só não podia deixa-lo e tenho meus motivos. – Explicou – Eu o amo, mas também quero seguir meus sonhos. Então decidi que teria os dois.

– Como? – Ryder cada vez mais achava que Harmony estava louca.

– Eu também irei embora amanhã, Ryder. E não avisarei o Hunter. Hoje dormirei com ele e o darei a melhor noite de amor do mundo. – Disse e suspirou – Se eu o deixasse, iria me arrepender eternamente.

– Já pensou em como ele vai ficar?

– Já. Vai ficar mal, mas vai passar. Eu ficarei também. – Ela virou a cara, sentiu uma lágrima escorrer pelo rosto. Não queria que o amigo a visse chorar – Você não entende, irá embora junto da mulher que o ama.

Mas não era assim. Marley não o amava, não ainda. Ryder se viu triste também.

– Amanhã eu irei. – Continuou Harmony – Eu não direi adeus ao Hunter. Quero que se lembre dos momentos bons que passamos juntos, sem despedidas, sem choro, sem remorsos.

– Entendo, minha amiga. – O novato abraçou Harmy – Desejo a você toda sorte do mundo. Cuida-se.

A garota sorriu. Era bom poder contar com Ryder. Sentiu um pouco de inveja de Marley, depois riu e saiu. Os dois voltaram a beber.

A dona da festa estava sentada, descansando um pouco, quando também recebeu uma visita.

– Má? – Falou Unique ao se aproximar.

A garota levantou de um pulo e abraçou a amiga.

– Por onde esteve? – Perguntou entre abraços e beijos cheios de euforia – Desde que o Glee acabou, você sumiu.

– Meus pais, eles me mudaram de escola. Fomos morar do outro lado da cidade. Desculpa.

– Tudo bem, Unique. – Disse Marley com o velho sorriso doce no rosto. Aquilo deixou o garoto com peitos feliz – Veio me dizer adeus, isso é o que importa!

– Ah, minha amiga. – Abraçou Marley forte – Onde encontrarei outra pessoa como você? Outro lugar como o Glee? Onde poderei ser eu novamente sem ter que me esconder?

Marley sorriu e pegou a mão de Unique. Levou-a até uma cadeira e sentou ao lado.

– Unique, a luta você começou lá. Mas é algo que tem que levar para a vida. Nunca deixe que as pessoas ditem o certo e o errado para você. Sua vida é sua, você quem dita às regras. – E sorriu de novo – Será que o Glee não a ensinou nada? – Perguntou de forma doce.

Unique sorriu de volta e suspirou.

– Senti falta de seus conselhos, sabia? – E abraçou Má de novo – Vai e se cuida. Seja feliz e obtenha sucesso! – Disse.

– Assim farei. – Falou Má sorridente.

Elas conversaram mais um pouco, até que Jake e Kitty chegaram.

– Vocês? – Perguntou Unique em um tom nada amistoso.

– Baixa a guarda, garotão. Queremos falar com a Marley. – Disse Kitty.

Má assentiu com a cabeça e Unique saiu.

– Posso sentar? – Perguntou Jake. A garota confirmou com um gesto. Ele beijou Kitty, que saiu em seguida.

– Vocês estão juntos? – Perguntou Marley.

– Acho que sim. – Falou Jake e riu, lembrando-se de sua situação com a loira. – Bem, mas eu não vim aqui para falar de mim. Apenas para dizer que te desejo, de todo o coração, Marley, que seja feliz. De verdade.

– Obrigada. – Falou garota meio sem jeito.

– Passamos por tantas coisas juntos... Posso te abraçar?

Ela levantou-se, sem jeito, e recebeu o abraço do ex.

– Seja feliz, garota, você merece. – Falou o Puckerman, por fim.

– Você também. – Disse ela sorrindo – Espero que cantemos juntos de novo algum dia.

– Cantaremos, pode apostar. – Falou ele, sorrindo também, feliz, pois percebeu, com aquele sorriso, que finalmente havia sido perdoado.

Mais algum tempo se passou, a festa já estava quase no fim, Marley então resolveu reunir todos para falar algo.

– Primeiramente, queria agradecer a todos pela presença e por tudo de bom que me desejaram. – Disse a garota educadamente – Agora, eu queria agradecer a ela. – Pegou na mão da mãe e puxou-a – A mulher que sempre confiou em mim. Depositou seus maiores desejos e é meu exemplo de vida. – Beijou-a – Eu te amo, mãe. Obrigada por tudo. Prometo não decepcioná-la dessa vez. – A mulher retribuiu o beijo e abraçou a filha.

– Você que é meu orgulho. – Disse a Sr. Rose e depois piscou para Blaine.

Eles então pediram espaço aos convidados e se reuniu em um lugar com Ryder e Sam. Marley apenas observou.

– Agora é hora de a gente prestar uma última homenagem a você, Má. – Disse o solista – Uma música que a resume.

– Espere que gostem e dancem. É uma música animada e que tem a ver com a nova fase da Má. – Continuou Sam.

– Porque, garota, seu sorriso é lindo. Você nasceu para brilhar e ser uma grande estrela! – Falou Ryder e a música começou.

Blaine:

Flowers in her hair, she don’t care

Peach-pink lips, yeah, everybody stares

You think you’ve seen her in a magazine

It’s like she walked right out of your dreams

Sam:

Black ray-bans, you know she's with the band

Passport stamps, she's cosmopolitan

Yeah, she runs the place like Penny Lane

Yeah, you're lucky if you're on her plane

Ryder:

From Tokyo to Mexico to Rio!

Todos:

That girl’s a trip

A one way ticket

Takes you miles high, so high

‘Cause she’s got that one international smile

Catch her if you can

Yeah, she’s so in demand

Takes you miles high, so high

‘Cause she’s got that one international smile

She’s got that, “je ne sais quoi”, you know it

So “rês chic,” yeah, she’s a classic

But she’s footloose and so fancy free

Yeah, she dances to her own beat

Ryder:

'Cause she's the muse and the artist

Always leaves a trail of stardust

'Cause she's a little bit a "yoko"

And she's a little bit of "oh no"

From LA, Miami to New York City!

Todos:

That girl’s a trip

A one way ticket

Takes you miles high, so high

‘Cause she’s got that one international smile

Catch her if you can

Yeah, she’s so in demand

Takes you miles high, so high

‘Cause she’s got that one international smile

Blaine:

Please fasten your seatbelts

And make sure your champagne glasses are empty

We are now approaching the runway

So get ready for take-off

Todos:

That girl’s a trip

A one way ticket

Takes you miles high, so high

'Cause she’s got that one international smile

Catch her if you can

Yeah, she's so in demand

Takes you miles high, so high

'Cause she’s got that one international smile

Eles cantaram, dançaram e animaram todos. Após o fim, Ryder foi até onde estava a namorada e a beijou. Depois eles saíram, Marley puxou o rapaz até fora da casa.

– O que é isso, por que me puxou? – Perguntou Ryder entre gargalhadas. Os dois saíram correndo e rindo.

– Porque queria te contar algo, bobo. – E beijou o namorado.

– Uau! – Ryder riu – Você está tão...

– Alegre? – Perguntou interrompendo – Sim, estou. E sabe por quê? Porque descobri uma coisa, Ryder.

– O quê? – Ele estava muito curioso e Marley misteriosa.

– Que eu posso ser feliz de novo e graças a você. Que eu posso amar de novo, e que eu amo você.

Ryder, a princípio, ficou sem reação. Olhava-a, mas não dizia nada. Por muito tempo esperou ouvir aquilo, mas suas esperanças sempre eram frustradas. Marley apenas aproximou-se e beijou-o. O baque passou.

– Eu também te amo. – Disse – E prometo fazer de você a mulher mais feliz do mundo! E retribuir todo esse amor. – Beijou-a de novo. – Eu amo a Marley Rose! – Gritou alto.

– Louco! – Marley ria. – Enfim, vamos voltar?

– Não. Antes, eu quero te falar algo também.

– Tudo bem, pode dizer.

– Eu não pretendo cantar contigo, Má. Você vai fazer carreira solo.

– Como assim? – Marley arregalou os olhos. Não esperava por aquilo. Não sabia se daria conta.

– É, serei seu empresário. Irei compor com você, cantaremos de vez em quando nos bastidores. Mas a estrela do show será somente você. Eu não conseguiria enfrentar um palco, mas você, Má, você nasceu para isso. Eu vou te ajudar em tudo, não se preocupe.

– Tudo bem, meu amor. – Ela o abraçou – Faremos tudo da forma que fique melhor para a gente. Só quero mesmo ser feliz ao seu lado. Não importa como.

Ouvir aquilo fez os olhos Ryder reluzirem mais que o próprio sol. Ele a beijou até o fôlego acabar. Depois voltaram. Ele havia conseguido, a mulher da sua vida, finalmente, o amava. Ryder era o homem mais feliz do mundo.

O outro dia chegou. Era hora, todos tinham que partir. Kurt, em Nova Iorque, levantou cedo, Rachel já estava de pé. A amiga o abraçou forte pela última vez e ele a beijou na testa. Depois ambos suspiraram e ele disse adeus.

Em Lima, Harmony havia passado a noite com o namorado. Ela levantou cedo, depois o olhou pela última vez. Lágrimas silenciosas desceram por seu rosto, ela limpou-as e depois pegou uma mochila e saiu. Na porta, parou e olhou para trás. Soltou um beijo para o homem que descobriu amar, depois disse um adeus silencioso.

Marley levantou-se um pouco antes do almoço. A mãe havia preparado um banquete. Elas comeram juntas, caladas o tempo todo. A doce garota levantou, após o fim, e foi pegar suas malas. Ryder a esperava na porta, em um taxi, para partirem juntos em busca de seus sonhos. Ela foi até a sala, sentiu a mãe atrás de si. Nada falou, suas respirações eram os únicos sons que podiam se ouvir naquele lugar. Ela virou-se e correu, abraçando a mãe o mais forte que podia. Chorou em seus braços e a beijou. A mulher levou as mãos até o rosto da filha e o encostou ao seu. Deu sua última benção e elas se despediram. Um adeus cheio de tristeza, mas também de anseios. Má e o novato, finalmente, seriam felizes.

Na casa de Sam, o loiro deu uma última olhada em tudo. Lembrou-se de tudo que o pai falou. Quis chorar, mas logo B. chegou por trás e o abraçou forte. Ele sentiu o apoio do homem que tanto amava, sentiu-se cheio de forças e não chorou mais. Era hora de deixar tudo aquilo para trás e ser feliz, passaria por cima de alguns obstáculos, mas conseguiria no final. Ele beijou Blaine e saíram. Foram para a estação de trem.

Viajaram, até que chegaram ao destino que tanto esperavam. A cidade de Nova Iorque, gigante e esplendorosa. Saíram do trem e pegaram um táxi, depois se dirigiram até o apartamento onde os dois viveriam. Era o primeiro passo de muitos que dariam juntos. Nada poderia impedi-los, eles se sentiam imbatíveis.

– Eu te amo. – Disse Sam que saiu do táxi e estava para de frente ao prédio onde iria morar.

Blaine desceu do carro e pôs ao seu lado. Pegou a mão do noivo e olhou para o prédio também.

– Eu também te amo. Pronto? – Perguntou.

– Acho que a vida toda estive pronto para isso.

– Então vamos. É hora de sermos, enfim, felizes. – Disse o solista, que beijou o loiro e entrou com ele.

Ao passar por aquela porta ambos tiveram certeza que tinham dado o passo mais importante para suas novas vidas. Morariam juntos e diriam adeus a tudo aquilo que os atrapalhou no passado. A todas as inseguranças e medos, a todos os ressentimentos. Era hora de se livrar de tudo aquilo, dizer adeus as coisas ruins e abraçar uma nova vida, uma nova época.

Notas finais
Músicas: International Smile - Katy Perry Espero que gostem! Abraços e até o próximo!