Destinos Ligados
6 3.06 - Moldes do Destino
Notas iniciais
Era noite e Blaine, Sam, Marley e Ryder estavam na casa do loiro bocudo. Para variar, os quatros estavam em mais um daqueles programas para casais que eles não se cansavam de realizar quando estavam juntos. Desde que Blaine voltou a Ohio, os dois casais já haviam saído inúmeras vezes. Bares, cinemas, compras, restaurantes. Sempre que dava, eles reforçavam seus laços de amizade. Sam ficava muito contente com isso, pois, desde que B. partiu para NY, ele nunca esteve tão próxima de sua irmã de coração.
Eles comiam pipoca com refringente. Sam e Blaine estavam deitados em um sofá, o moreno com a cabeça no ombro do loiro; enquanto Marley e Ryder estavam em outro, só que sentados mesmo e de mãos dadas.
– O namoro de vocês parece aqueles à moda antiga, não é? Sempre de mãos dadas, poucos beijos e nenhuma saliência. – Brincou Sam.
Ryder e Marley ficaram visivelmente constrangidos com o comentário.
– Para, seu idiota! – Blaine jogou deu um soco no ombro do loiro – Não vê que é muito cedo para eles ainda? – Falou repreendendo o bocudo.
– Desculpa. – Disse o loiro sem jeito – Não foi minha intenção.
– Tudo bem, rapazes. Eu sei que só querem o meu bem – Ela sorriu – E sei que o Sam é um idiota mesmo! – Disse piscando para Blaine.
– Aí não! Os dois não dá. – Todos riram
– Está chegando a hora, Marley. – Falou B. – Vocês vão embora no começo de Janeiro, não é?
– Sim. – Ela olhou para o namorado e soltou um beijo – Vamos formar uma incrível dupla e sair pelo mundo cantando!
– E amando. – Completou Ryder, sorrindo para a garota.
– E felizes. – Ela o beijou.
– Chega! – Falou Sam rindo – Parou! Vamos comer mais, pois tanta melosidade me deixou com o estômago vazio. – Brincou.
– Cuidado, se engordar, não consegue emprego nem de dançarino em Nova Iorque! – Disse B. rindo.
– Seu viado filho da puta! É assim, é? – Ele saiu correndo atrás de Blaine, que subiu as escadas gargalhando.
– Será que, um dia, seremos assim? – Perguntou Ryder a Marley.
– Assim como? – Ela olhou-o confusa.
– Cúmplices. Apaixonados... Verdadeiros amantes. – Falou o rapaz meio triste.
Marley o encarou. Ryder sabia que Má não nutri por ele o mesmo sentimento que ele mesmo nutria por ela. A garota sentiu-se culpada, não sabia o que falar, nem como olhar para ele. O silêncio só se irrompeu quando o próprio rapaz falou.
– Hey, relaxa. – Disse levando os dedos com docilidade até o queixo da namorada – Eu não queria te deixar assim, desculpa.
– Não. Eu sei que deve ser horrível. Você tem um sentimento enorme por mim, Ryder... Sentimento que não sei quando eu...
– Pare – Ele selou os lábios da namorada – Eu não estou te cobrando. Eu te amo, Marley. – Ele sorriu, fechou os olhos e levou os lábios até os da amada. Selou-os. O gosto dos lábios de Marley era doce e morno, seu beijo não tinha um calor fervoroso, mas tinha ternura. — Você é encantadora. Por isso, te amo. Um dia seremos aqueles amantes lendários que prometi certa vez, lembra? Enquanto não, eu esperarei. – Disse cheio de compreensão.
– Você é perfeito, sabia? – Falou Marley e o beijou de novo.
– Obrigado. – Ele riu levemente depois. – Isso rende uma música, sabia?
– Ótimo! Então, por favor, cante para mim, rapaz.
Ryder a olhou, sorriu e começou.
I'm waitin' on the day
When my thoughts are my own
When this house is my home
And plans are made
When you'll be there for me babe
When you'll love me all the way
When you take my side in every little firefight
When you hang your things and stay
I'm waitin' on the day
When my life on the run
Bleaches out in the sun and
Shows my age
I'm waitin' on the day
When that voice comes to say
That it's not wrong what you did
For just a kid
When you'll be there for me babe
When you'll love me all the way
When you take my side in every little firefight
When you hang your things and stay
I'm waitin' on the day
Waitin' on the day
When these words are in stone
When the kids are all grown
And we go dancing
Oh can you do it babe?
Can you love me all the way?
Will you tie me tight in little strands of paradise?
Will you walk with me before the morning fades?
I'm waitin' on the day
Após a canção, algumas lágrimas, não de tristeza, desceram pelos olhos da garota. Ela não amava Ryder, mas sentia algo intenso e forte pelo novato. Cada dia que se passava ela constatava isso. Só não tinha coragem de falar, pois temia que ele interpretasse aquilo de forma errada e alimentasse ainda mais suas grandes expectativas. A verdade é que o futuro de Marley ao lado de Ryder era incerto, e ambos sabiam disso. Contudo, ela começava a acreditar que o destino estava começando a se moldar, e a favor do rapaz apaixonado. Talvez, no fundo, a doce garota começasse a se apaixonar pelo rapaz novato, disléxico e de voz encantadora.
– Esse dia chegará, eu garanto. – Disse Má sorrindo – Enquanto não, nós dois continuaremos juntos. Firme, fortes e consolidando essa relação. Eu posso não te amar ainda, Ryder. Mas estou a passos de alcançar esse ideal. – Ela o beijou. – Continue esperando, por favor.
– Eu esperarei por esse dia até o fim, se preciso. Até o dia da minha morte, Marley Rose, eu esperarei por esse amor! – O novato tomou a doce garota em seus braços, a rodopiou e beijou. Feliz e cheio de esperanças.
– Bravo! – Sam gritou do alto da escadaria que ligava a sala ao andar de cima. Marley e Ryder voltaram aos seus lugares, meio sem graça. O loiro ria.
– Sam! – Blaine repreendeu – Deixa de ser idiota. Não vê que eles estão sem jeito?
Sam não ligou, os dois desceram juntos e voltaram a sentar no sofá.
– Desde quando estavam ali? – Perguntou a garota.
– Ouvimos e vimos tudo, se é isso que quer saber, Marley. – Blaine sorriu. – Foi tudo muito lindo. Eu realmente torço por vocês. Acho que casal mais lindo não há.
– Inclusive, eu e o B. temos um pedido a fazer. – Completou o loiro.
– Um pedido? – Marley olhou para o namorado, confusa.
– Qual? – Perguntou Ryder.
– Vocês aceitam serem nossos padrinhos de casamento? – Sam soltou, meio sem graça.
– Só confiamos em vocês – Disse Blaine – Sempre ao nosso lado. E nós temos uma conectividade parecida.
– Você é minha irmãzinha, Má. – Falou o bocudo, sorrindo. Ele levou as mãos a da amiga e segurou-as – Diz que sim, vai!
Marley olhou para Ryder, que a olhou de volta. Ambos suspiraram, depois sorriram.
– Claro que sim! – Exclamou a garota.
– Da minha parte, sinto-me lisonjeado. Nem sei se mereço. E claro que aceito. – Disse Ryder em seguida.
Blaine e Sam levantaram-se, depois pularam e beijaram-se. Em seguida, foi a vez de Marley e Ryder receberem alguns abraços vibrantes. Após alguns momentos de euforia, eles voltaram a se sentar.
– Mas então, quando vai ser? – Indagou Má.
– Planejamos para o segundo semestre do próximo ano. Um tempo após o concurso de Musa da NYADA. – Informou o solista.
– Perfeito! – Disse Má.
– Perfeito mesmo é ter alguém tão especial ao nosso lado. – Falou o bocudo, enquanto olhava para o noivo com um sorriso apaixonado – O destino foi generoso quando moldou minha vida. Só tenho a agradecer isso. – Ele encostou o nariz no de B.
– Eu te amo. – Disse o moreno.
– Eu também te amo. – Retrucou o loiro.·.
Marley ficou feliz pelos amigos. Ryder com um pouco de inveja, pensando se um dia ele e sua garota seriam daquela forma. Blaine e Sam se amaram mais um pouco. Aquela noite rendeu muito, principalmente depois que o outro casal saiu e a casa ficou só para os dois rapazes apaixonados.
Era noite, Kitty e Jake estavam em uma rua. Mais a frente do local onde eles se encontravam estava uma boate. Novamente, os dois amigos iriam sair juntos. A noite era fresca, a rua estava iluminada. A loira estava com uma saia um tanto quanto curta e com uma blusa de mangas longas, iam até o pulso, e um pouco decotada. Jake ia normal, calça e camiseta.
Eles entraram, as horas começaram a passar. Jake começou a beber, já Kitty não. A loira parecia um pouco receosa por algo. O Puckerman bebeu uma, duas, três... Ele não parava.
– Hey, garotão. Vai com calma. – Disse a amiga quando viu que mais alguns goles poderiam derrubar o forte e másculo irmão de Puck. – Os Puckerman’s não são de ferro, tá?
– Para. Não enche! – Disse rudemente e tomou outra.
Kitty o olhou, respirou fundo e por pouco não acertou uma tapa em seu rosto. Eles eram amigos, ela não podia fazer isso. Então partiu para um plano B, que era tentar entender o que estava havendo.
– O que houve? Com o que está chateado? – Perguntou.
– Você é burra ou finge que não vê, Kitty? – Ele a olhou nos olhos – Ou será que simplesmente gosta de fugir mesmo?
Kitty respirou fundo de novo. Ambos estavam sentados em cadeiras de frente para o bar, ela levantou-se.
– Primeiro, não me ofende. Ou esquecerei que sou sua amiga e te darei a lição que dei na Bree. – Disse em um tom um pouco rude – Segundo, me dá isso. — Tomou o copo da mão do rapaz e o jogou longe – Agora, me diz. O que não vejo? Do que fujo?
– De mim. – Jake foi curto e grosso. – Sempre que saímos, ficamos, dançamos e transamos. E sempre depois você foge... E age como se nada ocorresse. Mesmo vendo que sentimos algo um pelo outro.
De repente, a loira começou a suar. Seu coração acelerou, ela engoliu em seco. Sua respiração era ofegante. Kitty desligou-se daquele local e se prendeu em algumas memórias. Lembrou-se das vezes que foi para cama com o amigo, que não foi só uma, e de como sempre fugia. Sempre que Jake tocava no assunto e tentava encontrar com ela o significado daquela conecção dos dois, a loira fugia. Contudo, ela nunca fugia de seus beijos, abraços e carícias. Nunca fugia de sair com ele para boate à noite e acordar em sua cama pela manhã. Kitty não fugia de Jake, na verdade. Ela só fugia de uma única coisa: Dela mesma e de sua realidade.
– Você não entende. – Disse quando voltou à tona. – Já namoramos uma vez, não deu certo.
– Você era uma vadia, impiedosa e sem coração, Kitty. Era diferente.
– Não, não era! Eu não mudei muito, Jake. Eu continuo sendo aquela vadia. Você pode constatar isso sempre que saímos.
– O que eu vejo é uma garota incrível que se prende numa fantasia para tentar fugir de algo. Do que, eu não sei.
– Não importa o que você vê. – Kitty levantou-se. – O que importa é o que sou. – Ela correu.
Jake ficou lá, sem entender. Depois pegou uma bebida e voltou para onde Kitty sempre o deixava, para a estaca zero.
Ryder vinha pelos corredores da escola quando Harmony o puxou bruscamente e levou-o até uma salinha onde guardavam vassouras e produtos de limpeza.
– O que há? – Perguntou ele sem entender.
– Desculpa tanta brutalidade. É que estou nervosa... – Explicou Harmy.
– Com o quê? Foi o Hunter? Ele te deu a resposta?
– Não, não deu... Na verdade, ainda nem fui vê-lo...
– Por quê? – Ryder franziu as sobrancelhas, sem entender. – Você não está com medo, não é?
Harmony caminhou um pouco pela sala, procurando as palavras e uma forma de falar o motivo.
– Harmony, é simples. Basta abrir a boca e falar. Não adianta andar. Vamos, fala. – Disse Ryder, gentilmente.
– Eu sei, mas é que... – Ela suspirou – Eu fui convidada para me unir a uma companhia teatral famosa. Ela vive viajando, fazendo peças e musicais em todas as cidades do estado. E até em outros estados.
– Sério? Que legal! – Ryder pulou alegre, até se dar conta no que aquilo implicava – Agora entendo. – Disse ele triste.
– Eu terei que escolher, de novo, Ryder. – Ela tinha os lábios trêmulos, segurava o choro – Por que o destino é tão cruel comigo? – Correu e o abraçou – Não aguento mais ter que escolher entre amar e ser bem sucedida.
– Eu sei que não, minha querida amiga. Mas a vida é assim, cheia de escolhas. O nosso destino vai se moldando a partir delas. Cabe a você agora ver o que é melhor. A vida é sua, Harmy. Só você pode tomar essa decisão. O Hunter vai ter que entender seu posicionamento.
– Será? – Ela questionou não só a Ryder, mas também a si mesma – Eu tenho medo. – Apertou o amigo forte de novo – Abrace-me, é só isso que peço, Ryder. Por favor. – Falou e as lágrimas começaram a descer.
– Abraço sim. – Disse enquanto a apertava em seus braços – Só me promete que vai falar com ele o quanto antes. Hunter parece ser um cara legal, não merece nada de ruim.
– Claro, pode deixar. – Falou Harmy. Mesmo sabendo que não seria tão cedo assim.
Mais tarde, Jake foi até ao auditório, para espairecer. Ele não conseguia entender o que havia com Kitty. Era claro que ela o queria também. Os dois se davam muito bem juntos, o Puckerman queria algo sério com a garota. Kitty o ajudou de diversas formas, inclusive a esquecer-se de Marley, que era algo que parecia impossível para ele. Ele não amava a loira, mas sentia que eles estavam sintonizados de forma especial. Talvez até mais do que ele estava com antiga namorada.
Após algum tempo ali, meditando, ele decidiu ir. Entretanto, antes que cruzasse a porta de saída, alguém surgiu.
– Não vá, fique. – Disse Kitty. – Você precisa de esclarecimentos. – Ela andou e sentou-se a beira do palco. Jake sentou-se ao seu lado. – Como da outra vez. – Disse sorrindo, lembrando-se de quando decidiu por em ação a promessa que fez a Puck. – Mas sem mais delongas, você quer saber do que fujo, não? Pois bem, contarei a você algo que só contei a Marley.
E foi assim. A loira contou tudo a Jake, desde o abuso sexual sofrido ainda jovem a reação da família e o que levou a ela se tornar o que é.
– Entende agora o porquê de eu ser o que sou? Não fujo de você, só de mim. Eu me conheço, Puckerman. Sei que não poderei atender suas expectativas.
– Mas Kitty... Agora eu te entendo. E acho que todos a entenderiam melhor se a conhecessem melhor. Você é incrível, arriscaria até dizer que extraordinária. Você tem seus defeitos, mas isso é algo normal. Sinto que o destino quer nos unir. Não me importo com seu passado, nem com nada. Só quero você. – Em seus olhos, era visível a paixão. A loira começava a temer aquilo.
– Tudo bem. – Ela sorriu – Então, aqui vai minha resposta. – Kitty levantou-se, ela iria cantar pelo que Jake via.
If you want me
The cherry on top
The pick of the pack
The créme de la crop
If you want me, you better do better than that tonight
Oh, oh
If you want me
It takes more than a wink
More than a drink
More than you think
If you want me, you're gonna have to break the bank tonight
'Cause some don't have the patience
Some call me high maintenance
But you pay the bill
'Cause that's the deal
If you wanna ride
Just name your price
Don't play cheap with your heart
Don't make a bet
If you can't write the check
For me, for me
'Cause I can be bought
But you'll pay the cost
If you can afford me
If you want me
I'm not a piece of ass
A one night stand
A storage shed
I think you better walk by tonight
Oh, no
If you want me
Then stop begging
I don't put out for charity
If you want me, there's no discount price tonight
But I don't need your dollar bills
I just want something real
'Cause nothing's free
Except loving me
If you wanna ride
Just name your price
Don't play cheap with your heart
Don't make a bet
If you can't write the check
For me, for me
'Cause I can be bought
But you'll pay the cost
If you can afford me
If you want me
The cherry on top
The pick of the pack
The créme de la crop
If you wanna ride
Just name your price
Don't play cheap with your heart
Don't make a bet
If you can't write the check
For me, for me
'Cause I can be bought
But you'll pay the cost
If you can afford (me)
If you wanna ride
Just name your price
Don't play cheap with your heart
Don't make a bet
If you can't write the check
For me, for me
'Cause I can be bought
But you'll pay the cost
If you can afford me
A loira levantou-se, se posicionou, cantou e dançou. Jake riu. Depois que ela terminou, ele a puxou e a beijou.
– É claro que posso te bancar! – Disse – Não percebe? Fomos feitos um para o outro. Do mesmo material, eu até suspeito. – Brincou.
Kitty, no entanto, se afastou. Ela suspirou, olhou para cima e depois o encarou.
– Você que não percebeu, Jake. Não sou uma garota fácil de bancar. É isso que venho tentando dizer. Então, não. Nós não vamos ficar juntos, pelo menos não da maneira que você quer.
– Como assim? – Perguntou o rapaz confuso.
– Somos ótimos amigos, melhores eu até diria. Não quero mudar isso e estragar. – Ela se aproximou e beijou o rapaz na boca, de forma apaixonada e demorada – Eu também te adoro. Então, topa continuar comigo, do jeito que estamos?
Jake entendeu que era aquilo ou nada. Ele até achou engraçado o fato de ficar com a melhor amiga. Riu e a beijou de novo.
– Tudo bem. – Disse a abraçou – “Amigos” – Ele riu.
– “Amigos” – Kitty repetiu ao seu ouvido. — Enfim, ele entendeu. – Pensou.
O fim do ano chegou, era o último dia de dezembro. A noite, na casa dos Rose, haveria um jantar para comemorar a chegada do novo ano que se iniciava. Ano esse que seria decisivo para Marley, ano em que ela deixaria o colégio e partiria para Vegas ao lado de Ryder em busca de seus sonhos.
A jovem Rose estava em um canto do sofá, encolhida e triste. Blaine, que resolveu fazer uma visita para ajudar Marley e a mãe a arrumar a casa para a festa da noite, chegou e não bateu, por já se sentir de casa, e deu de cara com a amiga dessa forma.
– Má? – Ele se aproximou – Você está legal? – Perguntou e sentou-se no sofá em que ela estava deitada em um pequeno espaço próximo de sua barriga.
A garota levantou-se, sentou ao lado do amigo e sorriu. Depois o abraçou e soltou. Suspirou em seguida.
– Não é nada, B. Só preocupada com a reação da minha mãe. Ela logo precisará saber... Partirei no fim da semana. – Explicou ela.
– Agora entendo. – Blaine abraçou a amiga – Eu sei que a conversa vai ser difícil, Má. Ela e você nunca se separaram, não é? – Ela fez que não com a cabeça de uma forma que deixou o coração do solista apertado – Olha, eu vou te ajudar, tudo bem?
– Sério? – Marley sorriu – Você sempre essa pessoa perfeita! Queria eu ter me apaixonado por você, Blaine Anderson. – Eles riram.
– Seria muito mal correspondido esse amor e você sabe disso! – Eles riram mais – Eu vou te ajudar, Marley. Amanhã, após o jantar e a festa da virada, nós vamos falar com ela. Eu primeiro, depois você. Pode ser?
– Vai ser. – Disse Marley – Vai ser difícil, duro para mim e para ela. Mas minha mãe precisa entender... É meu futuro.
– O futuro de você e do Ryder, Marley. – Falou o rapaz meio apreensivo – Não se esqueça de que ele vai junto... – Blaine fez uma pausa, de repente. Algo passou por sua cabeça, algo que ele temia só de imaginar.
– O que foi? – Perguntou Má ao ver as feições do solista mudarem.
– É que... Marley, você não está com o Ryder só para que ele te leve para Las Vegas, não é? Desculpa eu desconfiar de você, mas é que...
– Tudo bem. – Ela o interrompeu e sorriu de novo – Você não é a primeira pessoa que pensará assim quando todos souberem, pode ter certeza. – Ela levantou – E não, Blaine, a questão não é essa. Eu gosto dele, do meu jeito, mas gosto. Eu quero realmente ser feliz ao lado do Ryder. – Ela sorriu de novo – O nosso futuro, meu e do Ryder, assim está melhor?
– Assim está ótimo. – Disse o rapaz ao levantar também – Vocês serão felizes juntos, tenho certeza. – Abraçou a amiga em seguida.
– Se conseguirmos um terço da sua felicidade com o Sam, eu já estou satisfeita. – Brincou ela.
– Não se esqueça do quanto lutamos para estar onde estamos, e o quanto sofremos...
– Eu sei. Acompanhei tudo de perto, esqueceu? – Marley riu.
– Não. – Blaine sorriu meio sem jeito com as lembranças que vinham a tona – Então, depois do jantar?
– Sim, depois do jantar. – Confirmou Marley. – Essa será a hora decisiva e crucial para dar molde ao meu futuro, ao meu destino...
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