Notas iniciais
Problemas e novidades!! Cap. intrigante! Se gostarem favoritem a história :D Bj grande! :*

...

Amber:

– Não podias controlar a tua namoradinha??- eu agora estava fula, e só estava lá ele. Era a única pessoa em quem podia descarregar.

– Ela não é minha namorada! E achas que eu queria que ela dissesse aquilo?- disse Ryan.

– Não quero saber seu imbecil. Aquela estúpida insensível sabe bem que eles morreram num acidente, e ainda diz aquelas porcarias?!?

Ele aproximou-se de mim, acho que furioso, e falou-me quase a rosnar:

– O meu pai também morreu nesse acidente, eu não tive culpa de a Courtney ser uma palerma desmiolada. Por isso para com isso e vai ajudar a Lucy. Sei por experiência própria, ela precisa de apoio nas próximas horas.

Ele saiu, apanhou os sapatos que estavam no chão, e também saiu a correr.

Bolas, todos gostam tanto de correr porquê? Podiam esperar por mim! Tentei ligar milhões de vezes para a Lu e ela não atendeu. Estava a ficar preocupada. Ainda faltava muito para chegar a casa dela, ela foi a correr descalça, ele com sapatilhas, e eu tenho de esperar uma hora até ao próximo autocarro chegar! Fantástico!

Lucy:

Saí logo a correr, não queria que eles me começassem a fazer perguntas e a ver-me naquele estado. Neste momento só me apetecem duas coisas: esquecer tudo isto, depois de matar a Courtney.

Afinal, havia uma terceira vontade... Estava curiosa, porque, a Amb não me agarrou porque é minha amiga, mas o Ryan também não. Ficou ali a olhar, preocupado. Se calhar ele também odeia a Courtney. Nah... Era mau se ele namorasse uma pessoa que ele odeia...

Finalmente cheguei a casa. Espreitei pela janela da cozinha, e a minha tia não estava em casa. Por precaução, também espreitei pela da sala, e também não estava lá ninguém. Entrei pela porta das traseiras (eu sempre guardei ás escondidas uma chave dessa porta, porque preciso dela muitas vezes), e corri em direção ao meu quarto. A chave dele estava em cima de uma mesinha. Peguei nela e entrei. Lembrei-me de que não tinha fechado nenhuma porta até aqui, mas não interessa, NADA INTERESSA!

Pus a música alta, e comecei a cantar "Dare You- Hardwell ft. Matthew Coma". Pois é, esqueci-me de dizer que gosto muito de cantar, mas nem a Amber sabe disso.

Estava a cantar enquanto saltava na cama, mesmo com as lágrimas a escorrer na cara. A música acabou, e eu ainda não conseguia esquecer nada: a luta, a Courtney, os pais, e o acidente.

Comecei a berrar como uma estérica para ver se afastava a raiva.

– Aaaaaaaarggh porque é que não me saem da cabeça? Desculpem lá não me ter despedido bem de vocês, mas por favor, parem de se meter na minha cabeça! Parem de meter o acidente na minha cabeça! Não percebem que quando o metem outra vez na minha memória, não consigo fazê-lo desaparecer?? Agora falo sozinha! E por que é que não paro de chorar? Parem de me fazer isto!

Atirei-me para a cama, e ouvi um barulho. Levantei-me devagarinho, ainda com lágrimas a escorrer, peguei numa faca falsa que guardava numa gaveta, e fui de bicos de pés até à porta. De repente saí com um salto.

– Quem está aí? Tenho uma faca!

– AAAAAAAaaahhh cuidado, ainda me matas!

– O que raio estavas a fazer? Porque é que me estavas a espreitar?? Aaaiii ouviste tudo? Entra para o meu quarto antes que a minha tia chegue. Vais me explicar tudinho!

– Calma! Pousa a faca, e eu vou.

– Não corta, é só para assustar!- espetei-a contra a minha barriga e ele começou a gritar, mas depois viu que era falsa.

– Quase me matavas de susto!

– Para isso é que tenho a faca...

– És maluca!

– Um pouco... Entra antes que vá buscar a faca verdadeira.

Ele entrou assustado e só me apeteceu começar a gozar, mas sei como é horrível ser gozada, por isso contive-me.

– Olha, isto vai ser assim, eu faço as perguntas, tu respondes e vais embora.

– Ok.

– Primeiro, tem calma, não te vou matar- disse para acalmá-lo- Por enquanto...- sussurrei.- O que viste desde que entraste em minha casa?

– Eu vi-te a entrar e fui atrás de ti, e vi-te a cantar e a chorar, e a falar sozinha, e...

– Ai não acredito! Porque é que vieste?

– Eu vim para saber se estavas bem. Fiquei preocupado.

– Só isso? Viste-me a fazer estas figuras só para veres se eu estava bem? Eu sei bem o que tu vais fazer! Chegas à escola e dizes à tua namoradinha o que me viste a fazer. Já sou gozada por tua causa, agora não sei o que vai ser de mim, mas olha tu...

Ele tapou-me a boca com a manga da camisola, e começou a falar.

– Olha, primeiro, eu não sou namorado da Courtney, eu nem sou amigo dela... Ela é que pensa que sim. Segundo, estás com ciúmes? Porque a mim parece-me que sim... aaaaaauuuuu!!! Porque é que me mordeste??

– Para aprenderes a não me tocar!

– Está bem, mas deixa-me acabar...

– Despacha-te!

– Olha também vim aqui para te devolver os sapatos que deixaste no chão.

– Não são meus, podias ter deixado lá.

– Roubaste-os?

– Claro que não seu idiota! São da Amber!

– Tem calma... Olha, eu ouvi o que disseste, e fiquei a pensar. Como é que te lembras do que aconteceu no acidente? É que contaram o que se passou mas ninguém viu nada...

– Eu... eu vi tudo...- desta vez já não estava na defensiva, estava agora com a cabeça na almofada, tentando não ter de falar mais.

– Hhm eu não sabia, oh meu Deus tenho-te feito tanto mal! Porque é que nunca contaste a ninguém?

– Eu contei à Amber, a única pessoa que fala comigo sem gozar...

– Como... como é que... aconteceu?

– O teu pai chocou com um carro, e os meus pais ao tentarem desviar-se, não conseguiram travar a tempo, bateram e o carro voou e capotou.- comecei a chorar outra vez, bolas!- eu vou à casa de banho, por favor, deixa-me sozinha.

– Como assim? Não te vou deixar aqui sozinha.

– DESAPARECE!- gritei com voz de choro, enquanto lavava a cara na casa de banho. Ele entrou na casa de banho e ficou a olhar para mim, com a cabeça na porta.- Já nem aqui posso ter privacidade? Sai! Desaparece!

Tive de lavar outra vez a cara, e dessa vez ele segurou-me o cabelo.

– Não me toques!

– Estou só a segurar o cabelo, não te estou a tocar. Tem calma, sou teu amigo.- Nãooo ele não disse o que eu acabei de ouvir pois não??

– Ouve lá seu idiota! Tu nunca foste meu amigo, por tua causa todos me odeiam na escola! Não és meu amigo! Só estás com pena de mim, porque também ficaste afetado com o que a Courtney disse! E queres ficar meu amiguinho para eu te consolar, mas esquece! Isso não vai acontecer!- eu ia andando para a frente e ele para trás, até que ele bateu com as costas e ficou preso entre mim e a parede. Visto assim, não admirava que ele fosse dos mais bonitos da turma. O cabelo dele também era cor de caramelo, mas a pele dele era um pouco mais morena do que a minha. Os olhos cinzentos olhavam os meus olhos verdes, e eu não conseguia olhar para eles, de modo a ameaçá-lo, aaaaahhh que nervos!- Desaparece, antes que te faça o mesmo que fiz à Courtney!- disse isto sempre com os olhos fechados.

Ainda não conseguia abrir os olhos, e ele começou a afastar-me o cabelo da cara.

– Porque não abres os olhos?- perguntou ele baixinho. Acho que o tom de voz dele começou a acalmar-me um pouco.

– Porque não consigo...

– Não consegues o quê?

Abri os olhos e parei de o encurralar e atirei-me para a cama a chorar. Enrolei-me abraçada à almofada.

– Vai-te embora. Faz-me esse favor. Só te peço isso!- ele começou-me a mexer no meu cabelo.- Para!- afastei-me mais dele, e ele aproximou-se.

– Eu também sei como é mau.

Olhei para ele.

– Não consegues olhar para as pessoas? Esquece que ouviste isto. Credo, que pergunta mais estúpida...- virei-me outra vez e agarrei-me à almofada.

– Como assim? Tu olhaste para mim este tempo todo.

– Não nos olhos- disse isto tão baixo que quase nem eu ouvi.

– Foi por isso que fechaste os olhos?

– Não quero falar, quero dormir e não acordar.

– Uau! Também és poeta?

Desta vez sentei-me e falei a olhar para os meus pés.

– Porque é que ainda estás aqui?

– Então, não te posso deixar sozinha contigo assim.

– Porque é que estás a ser simpático?

– Porque sei como é perder um pai... e porque foi horrível o que aquela bruxa te disse.

Sem querer sorri. Afinal, ele também a odiava.

– Nunca te tinha visto a sorrir.

– Nunca ninguém viu, só a Amb.

– Deve ser difícil assim.

– Antes não sorrir do que sorrir falsamente- mandei-lhe uma indireta muito direta.

– Ok, eu mereci essa.

– Porque é que és mau para mim?

– O quê? Só estou a conversar. O que é que eu disse de mal?

– Quero dizer, porque é que sempre foste mau para mim?

– Eu não sei o que dizer... Eu estou super arrependido, para mim a popularidade e a aparência são muito importantes mas tu sempre te vestiste com roupas largas e a andar despenteada e assim... Ninguém sabe como és linda.

– Sempre gozaste comigo, e agora tratas-me bem... Só ando desse geito na escola, fora dela ando menos "desarranjada". E agora é que me estou a lembrar! Eu estou a ir contra os meus modos!

– Como assim? Não percebi.

– Já te explico.- fui à casa de banho trocar de roupa. Tirei as roupas bonitas, e vesti uma camisola que me chegava à coxa, e umas leggins pretas. Despenteei o cabelo todo, tanto quanto consegui. Calcei umas sapatilhas de corrida e voltei para o quarto.

– Esta sou eu, uma rapariga que acha que não vale a pena arranjar-se bem para agradar a uns falsos de meia tigela, e esse és tu, um idiota de meia tigela, que só por eu me ter penteado e vestido melhor, se começou a dar bem comigo, apesar de sempre teres gozado comigo! Agora, se não sais deste quarto agora, saio eu!- depois de eu dizer isto, ele fechou a porta à chave e meteu-a no bolso de trás das calças.

– Queres sair, anda buscar a chave, eu não te deixo sozinha.

Não acredito que caí no truque deste idiota, enervei-me e voltei a gritar.

– És tão idiota! Já sabia que era tudo para gozar comigo! E eu quase que acreditei!

– Não é is...

– Cala-te e está calado! Se achas mesmo que me consegues prender aqui, estás muito enganado! Eu estou de castigo! Hoje de manhã estava aqui trancada, e achas que fiquei aqui? Esquece! Vou-me embora, adeus! Sai quando quiseres.

Abri a janela e fui para o telhado.

– ESTÁS MALUCA?- ele agarrou-me a mão e puxou-me. Eu desequilibrei-me e caí no telhado. Comecei a escorregar até chegar à ponta e cair. Felizmente caí de pé, infelizmente magoei a perna.

Ele atirou-se do telhado e aterrou longe de mim.

– Temos de te levar ao hospital!

– Seu parvo! Saio sempre pelo telhado e desço pelo pilar! A culpa disto é tua! Não consigo mexer a perna! EU NÃO SINTO A PERNA! Eu acho que vou desmaiar.

– Calma, já chamei uma ambulância! Não! Não feches os olhos! Não adormeças, por favor...

A última coisa que vi foi um Ryan a chorar por mim, um Ryan que nunca tinha visto.

...

Notas finais
Aaaiiii leitoras escondidas! Comentem!!! :D