Notas iniciais
Olá pessoas! Eu e a SapphireWolf começamos essa história ha alguns dias e aqui ela está! Espero que gostem! ^-^ Boa Leitura

A mais anos do que se pode contar, Corey McCalister era o filho único de um casal de lobisomens, que moravam em Londres e eram membros da alta elite da cidade. Tinham muitos amigos poderosos e mais ainda tinham inimigos, tão perigosos que, durante uma viagem, a família foi atacada e os pais de Corey morreram. Depois disso, Corey passou a viver sozinho, apenas junto com seu Dimon*, Caio, vagando pelas cidades daquela região.

Um dia, quando estava em Cambridge, um casal de vampiros o encontrou enquanto ele fugia de um guarda, após roubar uma fruta de uma banca e, mesmo sabendo que era um lobisomem, ofereceram-se para cuidar dele, o qual ele aceitou. Com o passar do tempo, Corey descobriu tudo e um pouco mais sobre os lobisomens e, quando fez 25 anos junto aos seus pais adotivos, estes decidiram transforma-lo em vampiro e assim fizeram. Corey passou dias agonizando por efeito do veneno e passado uma semana, ele havia completado a transformação. No começo acreditou que sua licantropia, a doença que cada lobisomem carrega consigo, havia desaparecido e ele evitava sair de dia, como todo vampiro, até que a primeira lua cheia depois da transformação vampírica chegou. Ele sabia que era lua cheia, um instinto natural dos lobisomens, mas não ligou para isso. Mas quando a lua atingiu seu ponto máximo no céu, ele se transformou em um lobo, como aconteceu durante toda a sua vida e ele percebeu que conservara seus poderes de lobisomem.

Então começou a fazer testes em si mesmo, testando se poderia sair ao sol sem se queimar e conseguiu! Sua fraqueza vampírica não era mais uma fraqueza; depois tentou a prata, a maior fraqueza dos lobisomens, triturando-a e a jogando em sua mão, sem dó nem piedade, mas não teve efeito algum. Nenhuma fraqueza vampírica ou de lobisomem poderia matá-lo. Nem mesmo o tempo lhe fez efeito;

200 anos se passaram e ele era professor na Grande Academia de Atenas. Então ele teve uma ideia: Por que não criar uma Academia na minha terra natal? Após falar com os Grandes Mestres do Conselho, eles aceitaram seu pedido e Corey voltou para Londres onde, com a ajuda de seus velhos amigos, montou uma Academia tão grande quanto à de Atenas (que era a principal). Lá ficou dando aulas e sendo diretor da escola, seguindo os mesmos costumes da Academia de Atenas e, com o passar dos anos, sua Academia se tornou a 2ª mais poderosa de toda a Terra.

Certo ano, uma poderosa feiticeira iniciante chamada Hera entrou na Academia. Depois de observa-la de perto durante todo o curso da jovem, Corey a chamou para dar aula na Academia. Logo que ela assumiu o cargo, Corey descobriu que os poderes dela eram maiores do que imaginavam: ela podia ver o futuro, do jeito exato que ele aconteceria e, numa de suas visões, ela viu que uma grande vampira entraria na Academia de Londres e poderia trazer a sua decadência causando uma guerra entre as raças.

Vampiros e fadas contra lobisomens e bruxos. Cada híbrido terá de escolher seu lugar. Apenas onde as gêmeas lideram, o amor poderá reinar

Corey entendeu a profecia e logo esperou por essa vampira. Com o passar do tempo, Hera viu seu futuro e decidiu se afastar da Academia junto com seu marido Damon, então Corey continuou mantendo a Academia a salvo. A cada nova vampira que entrava ele a acompanhava, mas nenhuma delas demonstrava a grandeza esperada para completar a Profecia. Até agora...

Boston, Massachusets, U.S.A., 200 anos depois.

Ashley estava atrasada quando entrou no carro de seu pai. Ligou o rádio e não prestou atenção na musica que tocava enquanto se aproximava da rua da escola. Depois de estacionar, desceu do carro e mandou uma mensagem para o seu pai:

“To com o carro, desculpa estava atrasada”.

Ele respondeu:

“De novo? Tudo bem, já vou busca-lo”.

“Eu pedi um carro de presente. Beijo”.

“Eu sei. Te amo”

Ela riu enquanto ia para o seu armário e pegava os livros, mas o sinal bateu naquele exato instante. Soltou um xingamento baixinho, trancou porta e saiu desfilando para a sala de Geometria.

Ashley se sentou no lugar de sempre e viu a aula passar voando. Na troca de aula, Charlote, ou Lottie, chegou ao seu lado, já que elas teriam a próxima aula juntas.

– Ei, vai ir à excursão do colégio? – disse Lottie enquanto caminhavam recebendo olhares de todos os garotos por onde passavam.

– Claro quem vai?

– Ah, sei lá. Vão as turmas de inglês e talvez as de artes – comenta Lottie pegando o celular.

– Mal posso esperar – disse Ashley chegando à sala e jogando a bolsa ao lado da cadeira.

As aulas foram passando e quando Ashley percebeu estava indo para a sala de artes, a última do dia. Passou em seu armário e trocou o material. De repente a porta ao lado do seu armário se fechou com um forte estrondo. Ela se virou para a pessoa e notou que era Erik, seu ex-namorado que vivia pegando no seu pé. A historia deles foi bonita enquanto durou, mas virou um pesadelo quando acabou. Ashley revirou os olhos e seguiu para a sala de artes. Ele a seguiu e a segurou pelo braço. Ele sempre fora tão carinhoso e cuidadoso com ela, mas nos últimos tempos estava frio e distante. Esse foi um dos motivos para que o relacionamento de dois anos deles acabasse com uma terrível discussão em uma festa.

– Ei me larga. – disse Ashley se livrando do aperto dele – O que você quer?

– Fiquei sabendo que você vai à excursão. – disse ele com um olhar sério – Não quero que você vá.

– Ainda bem que você não tem nada haver com isso. – disse ela maldosa – Aliás, faz três meses, não é? Então me deixa em paz!

Dizendo isso ela voltou a andar para a sala de artes. O professor deu algumas informações sobre a viagem e informou que a turma de artes também iria a Londres. Faltava um pouco mais de uma semana para a viagem à Boston.

Nove longos e demorados dias depois, era o dia da viagem. Ashley estava ansiosa checando as suas coisas pela terceira vez, quando seu pai lhe chamou. Ele estava lá fora e ela foi correndo em sua direção, levando as malas.

– Está pronta?

– Sim, estou. – ela pegou as malas e colocou no porta-malas.

– Meu Deus! Vai se mudar pra lá? – pergunta seu pai notando a mala tamanho gigante que ela tentava colocar no pequeno porta-malas da Eco-sport verde que seus pais tinham e as duas maletinhas que já estavam lá dentro.

– AAAAAAAASHI – gritou Zack, irmãozinho mais novo de Ashley, que vinha correndo de dentro da casa para abraçá-la.

– Oi bebê. – disse ela, enquanto carinhosamente pegava-o no colo.

– Eu não sou mais bebê! – disse Zack, fazendo cara feia.

– Você é o meu bebê e sempre vai ser. – ela o apertou com mais força.

– Aiiii! – reclamou Zack; ela o soltou um pouco – Eu não quero que você vá.

– Ei – falou ela. Ela olhou em seus olhos castanhos que estavam quase transbordando lágrimas – Eu vou voltar, prometo.

Ele a abraçou mais uma vez então ela o colocou no chão e ele correu de volta para dentro da casa, fingindo que era um avião, enquanto ela limpava uma lágrima que havia escorrido por seu rosto. Sua mãe saiu da casa e foi para o carro, trazendo Zack no colo e colocando-o na cadeirinha. Ashley entrou no carro ao lado dele e prendeu o cinto. Pegou seu celular na bolsa e tirou uma foto dela junto com Zack e postou no Twitter com a legenda:

“Indo para o aeroporto #partiu #Londres.”

Depois de muita conversa, risos, cócegas e nervosismo, eles chegaram ao aeroporto. Logo Ashley avistou sua turma e se despediu de seus pais. Lottie e as outras meninas não paravam de dar risada e conversar, logo Ashley estava tão histérica quanto elas. Após fazer o check-in e entrar no avião, todos se ajeitaram e esperaram a decolagem.

Depois de algumas horas de voo, eles chegaram à tão movimentada e famosa Londres. Pegaram as malas e foram para um hotel, onde ficaram em trio nos quartos. Ashley ficou com Lottie e uma garota que ela não conhecia direito, chamada Cely. No 1º dia eles foram até um Museu de Artes e eles explicaram que eles teriam aula numa parte preparada para a excursão das 8:30 a.m. até a 1:00 p.m. e depois disso estariam livres para fazer o que quisessem. E assim passaram-se os dias, subindo no London Eye, visitando o Big Ben, comendo várias vezes nos Starbucks e, no final, se divertiram muito.

No dia anterior à volta, eles foram comemorar em uma balada. Ashley estava dançando tranquila na pista de dança, quando alguém chegou por trás dela, silenciosamente, e a abraçou. Ela se virou para ver quem era e se deparou com Erik, que a beijou com violência, apesar dela não corresponder; pelo contrário, ela mordeu o lábio inferior dele, fazendo-o se afastar, sangrando. Ela correu até o banheiro, pensando apenas em sair de perto dele, mas ao andar por um corredor pouco movimentado, percebeu que ele estava seguindo-a.

Ele se aproximou rapidamente e agarrou o braço e beijou-a novamente, segurando-a com tanta força que ela não conseguiu sair de seus braços. Os lábios dele desciam por seu pescoço e de repente ela sentiu os dentes dele lhe perfurarem a pele e a carne, enquanto ele sentia o gosto delicioso do sangue dela invadir sua boca, um gosto doce e muito marcante. Ela tentava gritar desesperadamente, mas a forte mão dele lhe tampava a boca, deixando-a muda e fraca aos poucos, enquanto se debatia. Quando os movimentos dela pararam, Erik retirou a mão de seu rosto e ela caiu em seus braços, inconsciente.

Acreditando que ela estava morta, ele a deixou ali, encostada em frente à porta do banheiro, imóvel e sem uma mancha de sangue sequer, parecendo até que havia bebido demais. A boate foi se esvaziando e Ashley continuou lá, sem que ninguém percebesse.

Quando a manhã surgiu, entrou na boate uma mulher, sorrateiramente, e o barman, que estava a limpar toda a sujeira da madrugada anterior, não a viu. Ela andou tranquilamente até achar a humana passando pela transformação vampírica, imóvel onde Erik a deixou.

Melissa se aproximou e checou o pulso e a respiração da jovem; ela estava gelada, provavelmente o veneno já estava fazendo efeito. A mulher então invocou o fogo, seu elemento de afinidade, e aqueceu a garota. Pegando-a no colo, a carregou para um lugar calmo e tranquilo, onde ela estaria a salvo. Guardou a carta no bolso dela e seguiu, rumo a Academia de Iniciação de Londres, onde seres sobrenaturais aprendiam seus poderes e se preparavam para qualquer que fosse seu destino.

Notas finais
*Dimon/ dimons são criaturas mágicas, que acompanham um Sobrenatural (fada, vampiro, lobisomem ou feiticeiro) durante toda a sua vida, mas só podem ser vistos por aqueles que também possuem um dimon - é o mesmo dimon do filme A Bússola de Ouro - Espero que tenham gostado, bom esperamos hehe comentem e me digam o que acharam. Beijinhooos ~ Melissa Velarc