Destinos Cruzados
3 Capítulo 3 - Acontecimento Inesperado
Notas iniciais
– E então papai, falou com o senhor Clarke? — perguntei enquanto colocava a xícara de café no pires.
– Sim Lilly, só falta o filho dele aceitar, Caspian não será tão idiota à ponto de recusar um casamento com a moça mais bela de Londres — respondeu sorrindo.
Sorrir levando a xícara aos lábios, em seguida repousando-a no pires.
– É tão ruim depender de um grande sacrifício– lamentei — Se não fosse à essas contas absurdas, empréstimos e o caminho da quase falência da nossa parte da empresa, eu jamais iria querer me unir a quem não faço tanta questão– completei desanimada.
– Eu sei minha filha, nem desviando dinheiro das fundações de caridades para as nossas contas, paga o que devemos. — disse ele.
– James Clarke só liga para aparência, status, fama. Isso nos favorece, me favorece, meu casamento com Caspian, será a notícia do ano, nos jornais, revistas. Como eu conheço o Caspian, ele não irá aceitar assim fácil, vai reclamar, vai protestar, porém como o pai dele só vê o lado da reputação, irá nos ajudar, pobre coitado, mau sabe que estará nos estendendo de mão beijada a parte deles da empresa — falei sorrindo maldosa.
POV. Pedro
– Uoou, quer dizer que você se sentiu atraído por ela? — perguntou-me Caspian.
– Não foi o que eu disse — contei a ele o ocorrido de ontem, arrependendo-me depois.
– Aah Pedro, não é o que a sua cara diz — exclamou
– É mesmo?, Ta tão na cara assim? — pensei alto, droga.
Caspian gargalhou.
– Viu?, se entregou, Pedro Pevensie, O Galã, esta caidinho pela Turner! — zoou.
– Há Há Há muito engraçado — fingi uma risada sarcástica.
– Silêncio! — ouvimos a velha May do balcão da biblioteca chamar a nossa atenção.
– Vou ali pegar uns livros, preciso terminar esse trabalho de Cálculos — sussurrou.
Assenti.
Segundos depois, Caspian volta com uma pilha de livros, encarei-o tipo "Você vai comer esses livros?" , ele rolou os olhos e falou.
– Tô com dificuldade nessa matéria.
– Isso qualquer um percebe — recutrei.
– Falou o sabichão — ironizou — E sua família, irá para a festa da Lúcia? — perguntou mudando de assunto.
– Sim — respondi — Susana quem diga, ficou surpresa no começo, afinal, ela não conhece vocês, mas acabou gostando do convite — completei.
– Fico feliz que ela tenha gostado — disse-me.
POV. Caspian
– Sim — respondeu — Susana quem diga, ficou surpresa no começo, afinal, ela não conhece vocês, mas acabou gostando do convite. — completou.
– Fico feliz que ela tenha gostado — disse a ele.
Pedro assentiu.
– Tenho aula agora, nos falamos mais tarde — falei ja me levantando da cadeira, já que concluí o trabalho.
– Eu também, nos vemos por ae — levantou em seguida.
–--------> Quebra-Tempo <---------
– Coloquem os trabalhos em cima de suas mesas, vou passar recolhendo — avisou o professor de Cálculos III. Fizemos o que nos foi pedido.
Faço faculdade na Universidade NIF, diferente de Pedro que faz Direito, estou cursando Engenharia Naval, não só porque gosto, mas também por que os negócios e as questões da nossa empresa se baseiam nesse ramo. Jaybow Clark's é a maior empresa de todas as questões marítimas e etc, de Londres, no caso, a nossa, Joseph Ramandú e meu pai são sócios de amba, de todos que trabalham na nela, pelo que parece, eu sou o mais eficaz nela, na maioria das vezes, grande parte dos negócios da empresa são elaborados, executados e resolvidos por mim.
– Hey Caspian, ta afim de curtir na praia nesse final de semana?, pode chamar o Pedro também! — meu colega Erick, tirou-me dos meus devaneios.
– Ham?... Praia?... Não, não vai dá — falei — Terei que viajar a negócios para Nova York nesse final de semana — justifiquei — Fica para a próxima.
– Ah claro... Tudo bem cara — riu sem graça.
POV. Susana
Com a claridade que invadia o meu quarto, fui despertando aos poucos, que preguiça. Levantei, fui ao banheiro, fiz minha higiene, em seguida, desci as escadas de pijama mesmo, senti um cheiro gostoso de café passado, adentrei a cozinha.
– Bom dia!
– Bom dia filha — mamãe falou, sorrir.
– Então, cadê o papai? — perguntei, me servindo de café e passando manteiga no pão.
– Seu pai foi entregar um currículo para uma empresa — respondeu- me orgulhosa. Sorrir balançando a cabeça.
– Mais tarde, vou levar aquela papelada, para dar início as minhas aulas na NIF, e saber em qual turma irei ficar — falei — Estou um pouco nervosa — confessei.
– Calma filha, vai dá tudo certo — encorajou-me.
Assenti.
– Ah... Pedro disse que quer me levar para comprarmos um celular para mim — suspirei feliz, esse meu irmão.
– Que bom meu amor! A Naty vai com vocês?
– Não sei! Talvez — respondi dando de ombros.
– Foi só eu que percebi que "rolou um sentimento" entre esses dois? – observou ela, dando ênfase e fazendo aspas nas palavras, rolou um sentimento.
Iria responder, até alguém adentrar na cozinha assustando-nos.
– Eita que meu nome é doce na boca de vocês né?, gaiatas. Não, não rolou nada, Pedro e eu acabamos de nos conhecer, somos apenas amigos. — recrutou a Naty.
Levei as mãos ao peito de susto.
– Pode entrar Natalie, afinal, não existe porta para ser batida mesmo né? — falei irônica.
– Ora, a porta estava aberta — defendeu-se — Nossa que mal humor hein Susana — falou. Rolei os olhos.
– Bom dia Naty — falou mamãe
– Bom dia tia — respondeu — Que cheiro bom, amo seu café — sorriu.
– Sirva-se querida.
POV. Naty
Acabamos de adentrar na nossa nova casa, fui direto para o meu quarto, a casa não era tão grande, porém era bastante aconchegante, joguei as coisas pelo mesmo, e deitei na cama de barriga para baixo, nem tirei o all star, super esgotada, nunca pensei que viajar seria tão cansativo. Escuto três batidas na porta, abrem-a
– Querida, você vai querer jantar? — mamãe
– Não mãe, estou sem coragem de sair da cama, amanhã como alguma coisa, dá um beijo de boa noite no papai por mim. — falei com o rosto aterrado no travesseiro.
– Ta bom, boa noite florzinha — mamãe entra e dá um beijo nos meus cabelos.
– Boa noite mãe — sai e fecha a porta.
Antes de cair no sono, pensei em quem menos esperava, Pedro Pevensie. Aqueles malditos olhos azuis, aquele sorriso encantador que faz as minhas pernas se amolecerem, Não, não, não Natalie, se controle, você acabou de conhece-lo, Lesa ! Peraí, não tenho culpa se ele foi quem ficou me encarando! , estou com sérios problemas.
Acordei com a mamãe cantarolando pela casa?, olhei no despertador que estava em cima da mesinha ao lado da cama, marcava 06:00 em ponto. Droga detesto acordar cedo, mas fazer o quê?, o sono ja tinha ido embora, levantei, fui ao banheiro, lavei o rosto, escovei os dentes, etc. Dirigi-me à cozinha.
– Eita que a noite foi boa né mãe? — falei maliciosamente.
– NATALIE TURNER! — repreendeu-me, corando em seguida. Levantei as mãos em sinal de rendição.
Estiquei meu braço para pegar uma maçã e saindo da cozinha.
– Aonde você vai?
– Vou lá na Suh, a saudade está me matando — falei fazendo drama. Mamãe rolou os olhos e balançou a cabeça sorrindo.
– Não vai tomar café?
– Como por lá — disse a ela, caminhei até à frente dela e repousei um beijo na maçã do seu rosto.
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Iria tocar a campanhia, porém a porta estava entreaberta, sorrir, sou da família mesmo, pensei. Entrei, escuto vozes vindo da cozinha, e reconheço-as, Suh e tia Helena. Escuto falarem de mim, paro e fico prestando atenção na conversa, Gaiata né? , sou mesmo !
– A Naty vai com vocês? — tia Helena.
– Não sei! Talvez — Susana
– Foi só eu que percebi que rolou um sentimento entre esses dois? — arregalei os olhos e logo entendi que ambas estavam falando de mim e Pedro. Antes que a Susana respondesse, entrei na cozinha assustando-as e falando.
– Eita que meu nome é doce na boca de vocês né? gaiatas. Não, não rolou nada, Pedro e eu acabamos de nos conhecer, somos apenas amigos.
Susana no susto, levou as mãos ao peito, se eu não estivesse falando sério, teria morrido de rir da cara hilária que ela fez.
– Pode entrar Natalie, afinal, não existe porta para ser batida mesmo né? — Odeio quando ela fala irônica.
– Ora, a porta estava aberta — defendi-me fingindo estar ofendida — Nossa que mal humor hein Susana — disse por fim. Ela em resposta, só rolou os olhos.
– Bom dia Naty — tia Helena
– Bom dia tia — respondi — Que cheiro bom, amo o seu café — sorrir.
– Sirva-se querida.
POV. Lilliandil
Acabei de estacionar o meu carro na garagem da empresa. Jaybow Clark's é a melhor empresa daqui de Londres, também é conhecida por fora. Na verdade, só estou nela para fazer pose, e meu pai e James Clarke são sócios, então tenho parte na empresa, porém a pessoa que da alma e espírito por ela é o Caspian, sempre toma à frente dos negócios, cada vez mais fica mais difícil esconder que estamos falindo, e se ele descobrir que desviamos dinheiro para as nossas contas, não pensará duas vezes antes de nos mandar para a cadeia, então, só nos resta uma alternativa, casar-me com Caspian, olhando por outro lado, será bom ter o rapaz mais cobiçado daqui só para mim.
Acho injusto a empresa ter apenas o sobrenome dos "Clarkes", porém entendo.
Jaybow Clark's foi fundada há muito tempo pelos Clarkes anteriores, tipo aquele negócio de pai para filho sabe?, mas com o tempo, ela foi ficando esquecida, então meu pai e James resolveram ressurgi-la novamente, porém continuou com o mesmo nome. Bom, tanto faz.
Sinto meu celular vibrar dentro da bolsa. Pego e atendo-o:
– Alô?
– Lilly?, onde você está? precisamos resolver uma viagem sua. — falou meu pai.
– Estou subindo — avisei
– Ok — desliguei
Viagem minha? Que Ótimo – suspirei de mal humor.
–---------> Quebra-Tempo <---------
Estava me olhando no espelho do elevador, ajeitei o meu cabelo, penteando-o com as unhas, sorrir ao olhar meu reflexo no espelho, é realmente sou muito linda, Caspian terá muita sorte de me ter como sua mulher. A porta do elevador abri e saio do mesmo. Estava vestida como uma boa executiva, cabelos soltos, saia até o joelho colada, blusa de seda por baixo de um blazer preto, saltos beges, batom rosa e óculos escuros. Um empregado que trabalha servindo café para os outros, olhou-me de cima embaixo, babando, sorrir, sei da capacidade da minha beleza, o mesmo sai andando ainda olhando-me com a bandeja de café para frente, até que ele esbarrou na faxineira, e a mesma o chama a atenção.
– Presta atenção idiota.
– Desculpe Desculpe — fala ele
Caminhei direto para a sala de reuniões sorrindo da cena. É Lilliandil, você chama bastante atenção, pensei. Abro a porta da sala e cumprimento os presentes.
– Bom dia!
– Bom dia Lilly — papai sorrindo
– Bom dia Lilliandil — James Clarke e o restante das pessoas.
Assenti, sentei no meu lugar na mesa.
– Então... Que viagem é essa que irei fazer? — Perguntei curiosa
– Bom, você não fará ela sozinha, Caspian também irá, na verdade, você irá acompanha-lo, ele irá me representar em Nova York, acho justo você ir e representar seu pai. — falou — E também, vocês aproveitam para conversarem e acabar de vez com essas más aparências que ambos têm um do outro, será 1 ou 2 semanas no máximo. — completou. Sorrir entendendo tudo, papai e James planejaram essa viagem de repente , apenas para que eu e o Caspian possamos passar um tempo juntos e sozinhos. Não é uma má ideia, pensei.
– Ele já sabe disso? — perguntei
– Ainda não, mas logo ele saberá, não se preocupe, ele entenderá — respondeu
Assenti.
POV. Susana
Depois do café da manhã, subi para o meu quarto para me trocar, e Naty veio comigo relatando sobre o ocorrido da casa dela.
– Sério que você falou isso para a tia Laura? — perguntei imaginando a cara de brava dela.
– Aham — deu de ombros — Você devia ter visto o olhar dela para mim.
– Imagino, você é doida! — gargalhei — É tão estranho né, não que eles sejam velhos , mas sei lá, é... ah você entendeu — falei
– Falou a experiente do assunto — zoou
Joguei- a um travesseiro.
– Claro que não lesa, você sabe que eu ainda sou... — corei — Agora você? tenho as minhas sérias dúvidas — sorrir maliciosa. Naty olhou e jogou-me o mesmo travesseiro que eu tinha outrora lhe acertado.
– Lesa — falou, gargalhei
Dirigi-me ao guarda-roupa, escolhi uma calça jeans azul e uma blusa regata branca escrito London, repousei-as na cama.
– Vai sair?
– Uhum, com o Pedro — lancei-lhe aquele olhar ao falar do Pedro, Naty revirou os olhos — Vamos comprar um celular para mim — disse por fim
– Ata, que legal Suh.
– Quer ir conosco?
– Não obrigada, bem que eu queria, mas ontem assim que sair daqui , concordei em ir fazer compras com a mamãe — lamentou
– Poxa, que chato, mas tudo bem — falei
– Falando nisso, deixa eu ir lá me arrumar, sabe que eu demoro um século me arrumando — rolei os olhos, só eu sei o quão é a demora dela se arrumando — andou até mim, me abraçou e antes de sai do quarto, disse-me:
– Bom passeio
– Obrigada, boas compras — baguncei, ela odeia fazer compras, Naty lançou-me um olhar do tipo "Isso é sério? " ou " Cala a boca Susana " , comecei a rir, e em seguida saiu.
–------------> Quebra-Tempo <----------
Estava sentada no sofá da sala, esperando que o Pedro ligasse para o telefone convencional daqui de casa, finalmente, compramos um. Lá nos Estados Unidos, as coisas não estavam tão boas, por isso só conversávamos através de cartas. Escuto o telefone tocar em cima da estante, ao lado da televisão. Levanto e vou atendê-lo.
– Alô?
– Susana? — reconheci a voz do Pedro — Vou chegar ae dentro de 1 hora, se você quiser ir se arrumando logo, não tem problema — falou
– Tudo bem, até depois — respondo
– Até.
Desligo
Subo as escadas correndo, assim como a Naty, também demoro um século me arrumando. Tomo um banho "rápido" .
–---------> Quebra-Tempo <----------
Já estava arrumada, maquiagem básica, uma trança repousada no ombro esquerdo, com apenas duas mechas soltas, uma de cada lado do meu rosto, e sapatilha vermelha.
– Susana? — Escuto Pedro me chamar lá de baixo
– Ja estou indo — respondo daqui de cima, pego uma bolsinha, guardo uns documentos dentro dela, em seguida pego um envelope que contém uns papeis para resolver as minhas coisas na faculdade, desço as escadas.
– Uoooou, quem é você? E o que fez com a minha irmã moça? — rolei os olhos — Está linda Suh, também só podia ser minha irmã — diz orgulhoso. Sorrio e balanço a cabeça negativamente.
– Obrigada Pedro
– E esse envelope?
– Depois que compramos o celular, irei resolver o que falta na faculdade — respondi
– Ah sim, nervosa?
– Um pouco — respondi
– Bom... vamos?
– Vamos — sorrir de leve
–---------> Quebra-Tempo <--------
– Conclui que é muito ruim sair com você — Pedro falou aborrecido
– Por quê? — perguntei sem entende-lo
– Você chama muita atenção Susana — brincou ele, gargalhamos
– Digo o mesmo sobre você — entrei na brincadeira
Adentramos numa loja, havia vários tipos de celular, vários modelos.
– Então Susana, gostou de algum?
– Huum... Esse aqui — indiquei hipnotizada pelo celular. Pedro sorriu, até que apareceu uma atendente ruiva à nosso encontro.
– Olá! Posso ajuda-los? — sorriu simpática
– Oi, pode sim, pegue esse modelo do celular para darmos uma olhada! — disse a ela
Depois de alguns minutos, a atendente volta com um modelo do celular.
– Aqui está!
O celular era um S5, com várias funções. Simplesmente amei ele, logo que pus os olhos nele.
– Gostou Suh?
–Amei Pedro! — exclamei animada
– Vamos levar um desse — disse ele a ela.
– Só um momento, ja volto — disse a moça
Segundos depois, ela volta com um embrulho na mão.
– Aqui está!
– Obrigada!
– Mais alguma coisa?
– Sim — Pedro falou — Qual o seu número de celular? — perguntou. A moça ficou constrangida com tal pergunta. Encarei-o o puxado para a fila de pagamento, pagamos e saímos da loja.
– Qual é Susana, cortou o meu barato — reclamou. Ignorei os seus protestos de querer voltar à loja e perturbar a pobre atendente.
– Então... quer dá uma volta antes de ir lá na faculdade?
– Aham!
–---------> Quebra-Tempo <----------
– E ali é onde eu costumo ficar com as moças — Estávamos passeando pela praça, tomando sorvete, Pedro aproveitou o tempo para conversarmos e me contou várias de suas aventuras que aconteceu no decorrer da sua vida.
– Nossa, sempre aqui? — perguntei
– As vezes – debruçamos numa coluna de frente para um lago — — Eu e Caspian vínhamos para cá paquerar as meninas — sorriu lembrando de algo.
– Você e ele são muito amigos não é? — perguntei sorrindo
– Sim, Caspian é um dos meus melhores amigos, o único na verdade.
– Hum
Fez-se silêncio pela primeira vez, até que lembrei do assunto em que queria chegar.
– Er... Pedro?, não só eu como a mamãe também, percebemos que você e a Na... — fui interrompida pelo celular dele tocando.
– Só um minuto Suh- atendeu o celular
– Fala? — fiquei apenas o observando
– Não acredito! Sério mesmo Logan? ... Tudo bem Tudo bem, estou indo prae agora mesmo, falô, tchau!
– O que foi Pedro? aconteceu alguma coisa? — perguntei preocupada
– Não Susana, não é algo que deva se preocupar, é apenas um projeto da faculdade que eu e minha equipe teremos que refazer — lamentou — teremos que nos reunir na casa do meu colega para começarmos de novo, estão todos lá me esperando — completou — tem problema se você for sozinha lá na NIF? — perguntou preocupado
– Não Pedro, pode ir lá resolver o seu projeto, da NIF vou para casa.
Pegamos um táxi, Pedro me deixou no ponto de táxi perto da faculdade e foi direto para a casa do colega dele.
–-------> Quebra-Tempo <--------
– Nome?
– Susana Pevensie — Respondi ao rapaz da recepção
– Trouxe os documentos necessários?
–Sim, estão aqui- entreguei-os a ele
– Medicina?
– Sim — sorrir
Fez-se silêncio enquanto ele digitava, passou uns minutos, que para mim foram uma eternidade.
– Ok Susana, você está matriculada no horário da manhã, turma C, piso B, sala 345, começa na semana que vem. Bom, bem-vinda a NIF.
– Obrigada — sorrir feliz
Caminhei até a praça de alimentação e comprei um copo de suco.
– Desculpe... Nunca à vi por aqui — um rapaz alto, cabelos castanhos claro e olhos verdes veio falar comigo — Novata?
– Sim — respondi simpática
– Poxa que bom, quer dizer, bem-vinda — cumprimentou-me
– Obrigada!
– Você é a...? — tentou advinhar
– Susana e você?
– Rabadash Wood, mas pode me chamar só de Dash — falou sorrindo
– Ta bom Dash — falei
– Ta bom então Susana, não quero tomar muito o seu tempo, nos vemos por ae? — perguntou
–Bom, começo a estudar só semana que vem, então!
– Até semana que vem então — sorriu
– Até — falei
– Foi um prazer conhecê-la!
– Igualmente! — Nos despedimos
POV. Caspian
Estacionei o meu carro na garagem da empresa. Adentrei na mesma, e dirigi-me ao elevador. Depois de uns segundos andando, entrei na sala de reuniões.
– Boa Tarde!
– Boa Tarde — responderam os presentes
– Caspian, e sua viagem? ja está tudo resolvido? — Joseph Ramandú
– Falta apenas eu passar na faculdade para assinar uns documentos para ocultar a minha ausência, fora isso, está tudo resolvido sim — respondi
– Bom Lilliandil irá com você, vai representar o Ramandú em Nova York — Encarei-o
– Mas não precisa, para representar a empresa basta apenas eu — rebati — E aliás, em todas as minhas viagens, eu as faço sozinho — recrutei
– Ir acompanhado uma vez na vida, não vai te matar Caspian — encarou-me
– Não, tudo bem, se você quer ir sozinho Caspian, não vou contraria-lo — foi a vez de Lilliandil falar, seu tom de voz parecia desapontado e triste.
Ok uma vez só não faz mal né? , pensei.
Respirei fundo, passei as mãos em meus cabelos, bufei e por fim falei :
– Se você faz questão de ir comigo, tudo bem Lilliandil — desistir de protestar. Observei os sorrisos crescendo no rosto de cada um, principalmente em Lilliandil.
–-------> Quebra-Tempo <--------
Droga, não tem nenhuma vaga para estacionar o carro aqui na faculdade, vou ter que procurar um lugar e voltar andando.
Segundos depois de estacionar o carro, dirigi-me a rua da faculdade, virando a esquina, sinto um impacto do meu corpo se chocando com outro e vejo papeis caindo pelo chão e um copo de suco sendo derramado. Meu primeiro impulso foi ajoelhar-me e ajudar a pessoa a ajuntar os papeis. Até que escuto uma voz doce se pronunciar nervosamente :
– Desculpa moço! Sou muito desastrada — falou ajudando-me a recolher os papeis.
– Desculpe — falo em seguida — A culpa foi mi... — levantei meu olhar, que antes estavam focados nos papeis pelo chão, para encara-la até que minha voz sumiu, ao deparar-me com seu rosto de pele alva, um par de lindos olhos azuis e uma boca de lábios cheios e rosados, tudo isso emoldurado por um longo cabelo trançado repousado do lado esquerdo do seu ombro, castanho-escuro. Ela parecia nervosa, ela riu um pouco, e seu sorriso fez meu coração disparar. Não sei ao certo quanto tempo se passou enquanto nos encarávamos, até que percebi a tensão que se formou entre nós e desviei os olhos dos dela, voltando a olhar para os papeis pelo chão. Nos pusemos de pé.
– Er... Obrigada — disse ela, quando entreguei as últimas folhas a ela. A garota colocou as mesmas dentro de um envelope amarelo e abraçou contra o peito.
– Disponha... Er... — reparei novamente o suco derramado pela calçada — Posso pagar um suco para você se quiser, já que o seu derramou todo — argumentei
– Não não, já estava acabando mesmo, mas obrigada — sorriu gentil
– Tudo bem então — passei a mão nos cabelos, totalmente desconcertado, ela sorriu
– Com licença — falou e tomou o rumo do caminho que estava indo antes do acidente. Eu fiquei parado no mesmo lugar recapitulando a cena que acabou de acontecer, até que um brilho vindo do chão, chamou minha atenção, o mesmo estava onde segundos antes aquela moça estava, ajoelho-me novamente e percebo que esse brilho é nada mais e nada menos uma pulseira dourada, então concluo que esta seja daquela garota.
Levantei e olhei na direção em que ela tomou, fui atrás dela para devolver seu pertence, porém, missão fracassada, ela sumiu naquela multidão de pessoas, infelizmente não a encontrei, e a única alternativa foi guardar a pulseira no meu bolso e seguir o meu caminho, só Deus sabe quando a verei de novo e devolverei a sua pulseira.
POV. Susana
Acabei de sair da Universidade, o ponto de táxi não estava tão longe, então fui caminhando. Depois de uns minutos, sinto a minha pulseira se afrouxar no meu pulso, passei tudo para o braço esquerdo, coloco o envelope meio desajeitado entre meu braço e o corpo, o copo com suco também, e pus-me a ajeitar a pulseira, com os olhos fixos somente nela, até que sinto meu corpo se chocar em alguém. Infelizmente, os papeis que antes estavam dentro do envelope, voaram e caíram espalhados pela calçada, e o suco derramou todo, antes no chão do que na pessoa.
– Desculpa moço! — comentei nervosa — Sou muito desastrada — Ajoelhei-me e ajuntei uns papeis que estavam ao meu lado, o rapaz ajoelhou-se também e me ajudou a recolhê-los.
–Desculpe -pronunciou-se — A culpa foi mi... — levantei os olhos para encara-lo enquanto ele falava, até que ele se calou de repente. Então olhei fixamente para seus olhos, e inacreditávelmente, me perdi neles, olhos tão negros, que eu pude enxergar meu reflexo neles, sorrir de leve. Não sei quanto tempo se passou, era como se nós dois estivéssemos em estado de hipnose, não consegui mover um músculo se quer, ele tinha os cabelos na altura do pescoço, o mesmo tem a cor dos seus olhos, pele meio parda, do estado de hipnose, ele despertou primeiro, desviou seus olhos dos meus e encarou novamente os papeis pelo chão, nos pusemos de pé.
–Er... Obrigada — falei e peguei os restantes dos papeis das mãos dele. Coloquei os mesmos dentro do envelope e o abracei contra o peito.
– Disponha... Er... — disse-me o rapaz, ele usava uma calça social preta, uma blusa também social de mangas compridas branca.
Ele olhou para o chão e viu o suco derramado — Posso pagar um suco para você se quiser, já que o seu derramou todo — disse-me educadamente, ele tinha algo na voz que fazia meu coração descompassar todas as vezes que falava.
– Não não, ja estava acabando mesmo, mas obrigada — sorrir gentil.
– Tudo bem então — passou a mão nos cabelos, percebi seu nervosismo, sorrir novamente
– Com licença — peço e retomei o rumo em que ia. Segundos depois avistei um táxi, estendi o braço para ele parar, o mesmo parou e adentrei, falei o local para ele seguir.
Todo o percurso até em casa foi silencioso, fiquei lembrando do ocorrido minutos antes, o olhar daquele rapaz encarando o meu, sua voz, tenho que admitir que foi horrível a maneira como aconteceu, mas, estaria mentindo se falasse que não gostei, afinal, não é toda vez que esbarro em alguém como ele, a sensação foi ótima, simplesmente inexplicável.
Ao sair do táxi e caminhar em direção a escada da varanda de casa, levo minha mão esquerda a mão direita, massageando-a, desço até meu pulso e só agora percebo a ausência de algo
– A minha pulseira
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