Notas iniciais
Hellouuuuuu amorecos, turupommmm? Espero que sim. Boa leitura!

Ele quase se engasgara quando ela gritou em seu rosto que sabia que haviam sido os seus pais que transformaram sua vida em um inferno. — Você escondeu isso de mim… Você está sempre escondendo algo de mim. — Acusara.

Ele não sabia o que dizer. O medo ameaçando queimar suas entranhas enquanto a olhava sem se mover. Não seria prudente se aproximar dela naquele estado. Ela não deixaria.

— Eu estive esperando – Sakura continuou. — Eu estive esperando você me dizer que foram os seus pais que pediram a ele para me perseguir. Foram eles que o mandaram fazer da minha vida um inferno! — Gritara.

Sasuke sustentou o olhar dela enquanto o encarava. Como se o desafiasse a negar.

Ela simplesmente não conseguia mais segurar. Não conseguia conviver mais com a dúvida que a acompanhava vinte e quatro horas por dia. Ela tentara. Sim, ela tentara com tanto afinco agir como se nada estivesse acontecendo. Como se um milhão de dúvidas e medos não lhe arrancasse o ar durante cada segundo do dia.

Mas, ali, de frente para ele, ela estava quase arrependida de o ter confrontado. Aquele expressão de arrependimento no rosto dele a fazia sentir que estava sendo apunhalada várias vezes. — Você sabia… — Ela sussurrou. — Sasuke-Kun, você sabia que eles haviam feito isso e ainda assim você permitiu que eles se aproximassem de mim e de Kenshin...

— Eu não sabia – ele quase gritara quando percebeu a que conclusão ela chegara.

— Não se aproxime de mim! — Ele parou quando ela gritou. — Você não pode… Deus! — A Voz dela soou tão quebrada e ferida aos seu ouvidos que Sasuke quase chorara. -Você sabia o que eles fizeram e mesmo assim me deixou tentar aproxima-los de Kenshin… Deixou que eles entrassem na nossa casa e…

— Eu não sabia naquela época – Sasuke a cortou. — Eu juro a você que eu…

— Não ouse – Sakura praticamente rosnara. A dor sendo substituída pela raiva. — Se você mentir de novo eu não irei te perdoar.

— É a verdade – Sasuke insistiu. — Sakura, eu nunca os deixaria chegar perto de nós se soubesse o que eles haviam feito.

— Então porque escondeu de mim?, Porque não me contou no hospital? Quando eu voltei para casa com você?, — Você teve várias chances, então, porquê?!

— Eu estava com medo! — Confessou. — Eu estava com medo da sua reação, de você me odiar e…

— Eu odeio! — A voz dela o cortou o fazendo olha-la assustado.

— Sakura...

— Eu odeio você — Sakura repetiu. — Eu odeio ter te conhecido, odeio ter me apaixonado por você, eu odeio os seus pais. Eu os odeio tanto, eu odeio toda a sua maldita família! — Gritou o olhando nos olhos como se assim ele pudesse sentir o tanto de dor que eles causaram a ela. — Eu quero que eles sofram, que eles passem o resto da miserável vida deles sofrendo. Que eles paguem pelo que fizeram a mim e a Kenshin eu… — Ela se calou de repente, abaixando a cabeça para esconder seu olhar de Sasuke . Lágrimas deslizaram em abundância pelo seu rosto e ela as limpara quase que inconscientemente. — Mas eles não vão… — Sussurrou. — Eles não vão não é mesmo? — Ela o olhou nos olhos novamente — Eles nunca irão por que eles não se importam, não é verdade?

Ela o estava olhando tão ferida que Sasuke quase se esquecera de como respirar. A dor no olhar dela era quase palpável, tanto poderia a sentir fisicamente. — Eles irão… — Disse, tentando consola-la sem se aproximar. Seu coração batia tão rápido dentro do peito que era como se ele tivesse corrido em uma maratona.

— Eu sou… — Sakura continuou sem o ouvir. — Tão insignificante perto de você... eles me viam tão menos que um verme que precisaram fazer isto para me castigar por te amar...

Sasuke não se moveu e nem disse nada. Ele não sabia o que fazer. Abraça-la e dizer que ela valia mais do que toda a sua família não iria adiantar. Deixa-la colocar tudo para fora era só o que poderia fazer por ela naquele momento. Mesmo que levasse toda sua força não a puxar para os seus braços e prometer que tudo ficaria bem.

~0~

Ela não sabia por quanto tempo estava olhando para si mesma em frente ao espelho. Seu reflexo em um espelho quebrado, um espelho que se encontrava um pouco mais inteiro que sua alma.

Talvez houvesse passado alguns segundos, minutos ou até mesmo horas mas, ainda assim, ela não possuía a real consciência de como seu corpo tremia e como as lágrimas desciam sem parar pelo seu rosto. Ela não tinha consciência de como o pedaço quebrado do espelho em sua mão afundava em sua carne manchando sua roupa e o chão.

Seus pensamentos eram como um redemoinho de imagens e ressentimento.
Era tudo demais. Muita raiva. Muita tristeza, tanto desespero que ela sentia que sua mente ia explodir em vários e minúsculos cacos que seriam impossíveis de serem restaurados.

O porque de tudo aquilo. O porque de nove anos fugindo de um inferno a fazia se sentir tão injustiçada. Tão vítima, tão indigna e insignificante que a fazia desejar morrer um milhão de vezes.

Ela só queria que a dor passasse, que ela pudesse olhar para o passado e dizer que estava bem. Eles tentaram destruir sua vida mas, ainda assim ela estava forte.

Ela deveria ser forte. Ela tinha um filho... Adorável. Ele era tão adorável, tão inteligente e amoroso. Seu presente mais perfeito.

Mas, ao contrário de antes, só isso não bastava. Pensar que ela era mãe, que havia um ser que dependia de si, do seu amor, não estava lhe dando força para seguir em frente. Não estava ajudando a enterrar as lembranças dolorosas no fundo de sua mente.

"Seja forte" ela queria gritar.
Ordenar para o seu reflexo no espelho quebrado.

"Não os deixe saber que ganharam. Não o deixe saber que ganhou.


"Você é forte... Você já sobreviveu a isso uma vez... Essa foi a última vez. Ele está morto… Morto"

~0~

— Sakura... Ele chamou. Uma, duas, três, quatro vezes e estava quase ao ponto de entrar em pânico ao ver que ela não voltava a si.

Ele inspirou o cheiro do cabelo dela tentando se acalmar. Tentando ignorar a mão dela que sangrava sobre a sua. Ele chamou o nome dela como se fosse uma oração, não se dando conta que pelo seus olhos tão escuros também vertiam lágrimas.

Ele se sentia tão triste por ela.

Céus!. Ele nunca poderia compensa-la ou se redimir pelo mal que seus pais a fizeram. Não nesta vida, nem nas próximas.

Ele nunca a vira naquele estado.

Tão triste… tão frágil.

Ele queria ter o poder de apagar todas as lembranças que a machucavam. Ele desejou tanto que as memórias nunca retornassem.

Tão egoísta como sempre.

Mas teria sido melhor, nada valia a dor que ela estava sentindo naquele momento.

O tempo naquele momento não era o importante. Até mesmo Sasuke não poderia dizer quanto tempo se passara até que ouvira a voz dela. Tão baixinha. Tão quebrada que fazia sua garganta se apertar em dor.

— Eu estou aqui — Se ouviu dizer quando ela chamara seu nome. Ele inspirava o cheiro dela como se fosse uma tábua de salvação. Por que ele também precisava de algo para mantê-lo firme, por ela, e tão egoísta como isso poderia ser, esse algo sempre seria ela.

—... tão cansada... — Ele a fitou quando seus ouvidos captaram as palavras dela. O rosto vermelho. Olhos verdes inchados e um olhar tão doído que ele quase fechou os olhos para não ter que vê-la assim. — Eu estou tão cansada, Sasuke-kun...

— Eu vou...- Ele engoliu o choro. O sentimento de impotência transbordando por seus poros — Cuidar de você. -Afirmou — Ele não sabia o que fazer. O que fazer para ajuda-la. O que fazer para parar a dor que ele não poderia sentir por ela. Tirar dela.

— Eu não quero mais ser forte.... — Os olhos dele não se desviaram dos dela apesar da dor dilacerante em seu peito. — Eu só... Não consigo mais. — Ela confessou. — Eu não posso perdoa-los, eu nunca vou... Disse baixo, sem deixar de o fitar. — Eu não posso...

— Você não precisa… Nunca os perdoe. — Disse acariciando os cabelos rosados.

Continua...

Notas finais
Bem, bem, benheeee.... eu nem sei o que colocar aqui. Mas eu espero que o capítulo tenha conseguido transmitir toda a angustia do Sasuke e o sofrimento da Sakura. Quase que eu, bem por pouco, não terminei essa fic neste capítulo.( Mas eu amo tantoooo que estou tendo dificuldades para terminar hahahaha). Em mais um ou dois, três no máximo chegaremos ao final. Espero que tenham gostado. Beijitos no ♥. Não deixem de comentar.