Notas iniciais
Hellouuuu amadasss!!! Como estão? Todo mundo se cuidando o máximo possível? Espero que sim!

Engatilhar, e puxar o gatilho nunca foi difícil para Sasuke. Mas ali, olhando para Sasori ele pensou que talvez não devesse fazer isto. Ainda não.

Deixe-o sofrer mais...

O torture mais...

Vê-lo quebrado, desfigurado e quase cego não aplacara o ódio que ainda sentia correr em suas veias.

— Não vai puxar o gatilho? — Suigtesu perguntou impaciente. A verdade era que não suportava mais ficar preso cuidando do lixo. — Vamos cara — Insistiu. — É só puxar o gatilho, esse lixo não consegue nem falar mais.

Sasuke desviou sua atenção do homem ajoelhado a sua frente para olhar para Suigetsu. — Cala a porra da boca! — Xingou. — Me deixe sozinho.

— Que merda, cara! — O ouviu reclamar enquanto saia.

Voltando a atenção para Sasori ele se sentou. Observando o que fizera ao outro. O rosto extremamente inchado, hematomas roxos em volta dos olhos que mal se abriam. Os braços quebrados em ângulos não naturais.

E ele ainda sentia que era pouco.

Tão pouco. Céus!

Ele nunca ficaria satisfeito. Nunca sentiria que o havia feito pagar o suficiente pelo que fizera a Sakura. E era só por isto que estava se obrigando a terminar com a vida dele. Se obrigando a terminar essa vingança.

Um tiro. Apenas um, e tudo se acaba. Pensou.

— Inferno! — Praguejou , e jogou a arma longe.

Com as mãos machucadas devido a surra que empreendera momento antes, ele arrastou o corpo quebrado de Sasori em direção a outro recinto.

— O que pensa em fazer? — A voz que lhe inquirira era amena. Não exaltada. Sasuke olhou para Juugo.

— Queimá-lo — Respondeu sem o fitar. — Preciso das correntes.

— Não vai matá-lo antes?

Um sorriso sem humor enfeitou suas feições. — Qual motivo eu teria para ser misericordioso? — Perguntou. — Me traga as correntes. — Ordenou.

Silenciosamente Juugo se afastou para buscar o que Sasuke havia exigido.

~0~

—Acha que ele enlouqueceu? — Suigetsu perguntou a Juugo. De onde estavam, podiam ver Sasuke prendendo Sasori há uma haste de ferro.

— Não — Juugo respondeu. — Ele ainda não enlouqueceu.

— Queimar uma pessoa viva — Murmurou. — Nem mesmo eu faria isto.

— Talvez com a motivação certa. — Karin falou ao se aproximar, assustando Suigetsu.

— Hey, não me assuste! — Falou olhando-a. — E por quê está aqui?

— Estava passando.

— E resolveu vir visitar a sua amada besta? — Perguntou fazendo alusão a Sasuke.

— E se for? — Provocou. — Você não tem nada a ver com isto!

— Bom... — Juugo falou. — Vou sair. Vocês ficam?

— Nem mais um minuto — Suigetsu o seguiu, sendo acompanhado por Karin — Não vai aguardar o seu amado? — Perguntou.

— Cale a boca, e me leve para jantar — Karin gritou, e saiu na frente dele.

— Por que eu faria isto? — Perguntou fitando as costas dela.

— Apenas leve-a para jantar. — Juugo disse calmo. — Só faça isso.

~0~

— Como se sente? — Perguntou sabendo que não obteria resposta. O último som que Sasori fizera fora cinco minutos atrás, quando lhe quebrara as pernas com o bastão. — Sabendo que finalmente irá morrer. — Sorriu ao ver o medo nos olhos do outro.

— O medo é uma coisa interessante — Disse. — Você quase não consegue abrir os olhos, mas eu posso vê-lo em você mesmo assim.

Pegando o galão de gasolina começou a molhá-lo. — Eu vou matá-lo e voltar para a minha mulher e meu filho. — Disse. — Vou apagar todas lembranças que ela tem de você, assim como o fogo fará com sua carne amaldiçoada.

Jogou o galão para longe ao terminar.

— Gostaria de dizer algo antes do fim? — Perguntou, o olhando se retorcer.

Os sons que ele fazia era uma mistura de dor e desespero, e Sasuke quase sorriu pela pouca satisfação. — Acho que não... — Olhou o diretamente, na pequena linha que os olhos inchados permitiam ver. — Te vejo no inferno então...

Não existia uma real satisfação vê-lo queimar. Sasuke pensou. A expectativa da vingança, a alegria ou contentamento ao vê-lo sofrer não foi ao menos um terço do que esperava.

Mas o sofrimento que ele percebia em Sakura era real, tangível e o desesperava.

O desesperava por não saber como ajudá-la.


Terapia uma vez por semana.

Voltar aos estudos, nada daquilo parecia fazê-la menos triste.

E por Deus! Ele sabia que ela estava tentando. Ela tentava sorrir, mesmo que o sorriso não chegasse aos olhos.

Ela iria para qualquer programa de jogos, filmes, passeios no parque que ele e Kenshin propusessem, e ainda assim, ele sentia... Via que era só uma tentativa. Mais uma entre tantas outras que ela fazia por eles.

— Eu não sei como ajudá-la — Ele havia confidenciado à Naruto um dia entre os muitos que passou sem ter a mínima do ideia do que fazer.

— Só fique — Naruto havia dito. — Só esteja lá por ela.

E ele ficou. Por que nada no mundo o faria deixá-la novamente.

~0~

Uma semana depois...

— Eu não preciso ir — Kenshin falou pela terceira vez. — Eu não gosto tanto assim de Fórmula Um.

— Você gosta sim — Sakura o corrigiu. — Por quê está negando?

— Desculpe... — Pediu. — Mas não quero que você fique sozinha.

— Eu devo ter feito algo de muito bom na outra vida — Brincou o olhando. — Para ter um filho tão perfeito como você. — Disse se sentando ao lado dele na cama.

— Mamãe?

— Eu ficarei bem — Sakura disse. — Prometo que ficarei muito bem aturando seu pai. — Brincou quando Sasuke entrou no quarto. — E seu tio Gaara, ao contrário de Itachi e Naruto nunca saiu com você. Então, não podemos deixá-lo se sentir menos querido por isso.

— Ele não liga para essas besteiras — Kenshin se defendeu. — Ele sabe que é o melhor.

— O que disse? — Sasuke perguntou fazendo um beicinho, o que levou Kenshin a gargalhar, e Sakura sorrir divertida.

— Estou só brincando, papai.

— Sabe que se seus tios ouvirem isso eles ficaram muito competitivos, não é?— Sasuke o advertiu suavemente. — Não queremos uma guerra entre tios nesta família. Itachi iria mimá-lo mais do que o normal.

— Eu não sou mimado.

— Claro que não — Sakura concordou, e bagunçou os cabelos rebeldes. — Mas agora que já terminamos a sua mala. — Falou. — Que tal pedirmos pizza, e assistirmos algum filme?

— Não pode ser romance — Sasuke e Kenshin disseram ao mesmo tempo fazendo Saskura rir.

— Eu moro com dois corações de pedra. — Disse, revirando os olhos dramaticamente.

~0~

Dois dias depois...

— Você não acha que está calor? — Sakura perguntou sem o olhar.

— Não acho... —Sasuke respondeu ainda a mantendo em seus braços. Dois dias que Kenshin havia viajado com Gaara, e eles tinham a cobertura só para eles. — O ar condicionado está no quinze. — Falou — Não há como você estar sentindo calor Sakura. — Pontuou.

— Mas

— E você não está febril — Disse tocando a testa dela com as mãos. — Qual é o problema? — Perguntou a fazendo encará-lo. — Não quer que eu a abrace?

— Não é isso — Sakura disse mantendo a expressão neutra. — É só que...

Sasuke não perdeu modo como o olhar verde escureceu para logo após clarear novamente. — Não é nada. — A ouviu dizer e colar os lábios nos seu em um rápido selinho. — Você tem certeza que isso não é um filme de terror?

— Foi você quem escolheu — A lembrou, sorrindo com ela lhe mostrara a língua.

— Mas não li a sinopse.

Trinta minutos mais tarde ela escapara dos seus braços com a desculpa de precisar tomar um banho.

O quarto do dia, Sasuke contou. Tentou não se ater ao fato de que ainda não eram nem três da tarde.

A necessidade de banho dela aumentara claramente, às vezes ela tomaria sete por dia, outros seis, ou cinco.

— Dê o espaço que ela precisa — Disse a si mesmo. — Deixe-a respirar sem você. — Insistiu consigo mesmo em uma tentativa de não ir atrás dela no banheiro.

Vinte minutos depois ela voltou. Cabelos molhados, pele do rosto avermelhada pela água quente, e vestida com moletons.

— Perdi muita coisa?

— Não... — Sasuke a olhou abrindo espaço para que ela se aconchegasse junto a ele. — Eu pausei o filme para você.

— Não fez mais pipoca?

— Mas tão mimada essa garota — Ele sorriu. — Mais algum pedido? — Beijou a testa dela suavemente.

— Brigadeiro.

— Eu posso fazer os dois, mas levará mais tempo.

— Onde está o homem mil e uma utilidade com o qual me casei?

— Sendo explorado de todas as formas possíveis — Sussurrou. — Por uma tirana com belos cabelos cor de rosa. — A olhou, e levou as mãos aos cabelos úmidos. — Já é o quarto banho que você tomou hoje... — Disse, levando um mecha ao nariz para inspirar o cheiro do xampu.

— Eu gosto de banhos — Sakura não desviou o olhar. — Não reclame —Tentou brincar, não permitindo escapar seus verdadeiros sentimentos. — Isso quer dizer que estou extremamente limpa e cheirosa para você. Como isso pode ser ruim?

— Não... — Sasuke fechou os olhos ao senti-la deslizar o dedo no lado direito de seu rosto. — Mas você sempre cheirou bem. Abriu os olhos escuros e profundos para olhá-la. — O que realmente está te incomodando? — Perguntou.

— Sasuke-kun... — Ela escondeu o rosto no peito dele. — Você pode ser um pouco menos consciente, ou pelo menos fingir?

— Se tratando de você não. — Falou, apoiando o queixo no topo da cabeça dela. — Você quer falar sobre isto?

— Não... Não agora. Inclinou a cabeça para o olhar — Mas ainda quero minha pipoca e brigadeiro.

— A suas ordens, madame.

~0~

Não foi até as duas da manhã que ele acordara sentindo a falta dela na cama.

Ele sabia onde ela estava. Mesmo se a pouca luz que escapava do banheiro não fosse um aviso claro.

Mais de dez banhos desde que ela acordara no dia anterior.

Um recorde ele podia dizer. Preocupado era eufemismo para o que sentia, mas ela não queria falar sobre. E ele não iria forçá-la.

Sasuke já havia entrando em acordo em não pressionar as respostas que ela não estava disposta a dar. Foi um conselho da psicóloga com a qual Sakura fazia terapia.

“Quando ela estiver pronta falará com você”

Mas ainda assim, era difícil não pedir que ela confiasse nele.

~0~

Ele tentou.

Segurando todo seu instinto e vontade, ele tentou não ir atrás dela, Mas após trinta minutos não suportara mais.

Foi automático seus pés tocarem o chão frio, e ele se mover em direção ao banheiro.

Abriu a porta, devagar, evitando fazer barulho. Dependendo do que visse ele apenas a fecharia novamente e voltaria, dando a entender que nunca saíra da cama para começar.

Foi recebido pelo calor do vapor.

Ele quase podia dizer que estava em uma sauna.

Entrou... Deixando a porta aberta para que o vapor se dissipasse.

Ela estava na banheira.

Nas mãos uma esponja, que ela olhava como se fosse algo de outro mundo. Os cabelos caiam em ambos os lados do rosto não o deixando ver sua expressão.

Silencioso como sempre, Sasuke se aproximou.

— Sakura.

A cabeça dela se inclinou e ela o olhou, mas pareceu não o ver.

Sasuke se agachou próximo a borda da banheira. A água a ponto de transbordar.

Ele fingiu não perceber o quanto a pele do ombro e pescoço estavam avermelhadas. Vermelhidão esta, que ele tinha certeza que foram causadas pela esponja nas mãos dela.

— Qual o problema? — Perguntou e levou a mão em direção a ela.

Como se saísse do torpor, Sakura se afastou, e o encarou como se somente naquele momento se desse conta que ele estava ali.

— Sasuke –Kun... — Sussurrou

Sasuke a encarou de volta. Lendo a frustração, receio, medo e angustia nos olhos verdes. — Vamos para cama? — Perguntou, desistindo de tocá-la.

— Eu não posso... — Desviou o olhar.

— Por que não? — Perguntou o mais suavemente que pôde. — O que está errado?

— Eu não consigo... — Ela falou tão baixinho, que, se fosse outra pessoa não teria escutado.

— O que você não consegue? — Insistiu. O tom de voz o mais controlado e suave que pode.

Ele a viu morder os lábios. Nervosa ou envergonhada ele não sabia. O aperto em seu coração não permitiu que a lesse corretamente.

Viu olhos verdes lacrimejarem, e se esforçou para não puxá-la em seus braços e prometer que ficaria tudo bem.

Céus! Ela estava indo tão bem. Tirando a última semana em que ela mais tomara banho do que comera, ela estava bem na medida do possível.

— Eu não consigo, Sasuke-Kun — Ela repetiu, e mordeu o lábio com mais força como se assim impedisse que as lágrimas descessem por seus olhos.

Não suportando mais, Sasuke estendeu a mão em direção ao rosto dela, mas ela se afastou alarmada.

— Sakura, o que foi?

—Não toque em mim — Ela o cortou. As lágrimas que tentara com tanto afinco segurar desceram pelo rosto como finas cascatas — Estou suja — Sussurrou. — Eu não consigo me limpar. — Falou como se confessasse algo extremamente sujo e vergonhoso.

Sasuke estava paralisado. Sentindo o coração quebrar mais uma vez enquanto a fitava desamparado.

— Não importa quantos banhos eu tome — Ela continuou. — Não sai... — Soluçou em meio ao choro. — Não sai, Sasuke-Kun... Eu esfreguei e esfreguei, mas ainda está aqui... — Ela mordeu os lábios com força quase a ponto de fazê-los sangrar. . — Eu estou suja... Tão imunda. — Sussurrou.

Sasuke sentia na garganta um caroço que ele poderia jurar ser maior que uma noz. Sua voz não conseguia sair. Ele desejou poder voltar o tempo e matar Sasori mais uma vez. Queimá-lo vivo, até que as próprias cinzas se desfizessem.

Ele se levantou e se aproximou mais da banheira. — Sakura. — Chamou , para que ela o olhasse. — Deixe-me...

Sem retirar a calça do pijama que vestia ele se sentou por trás dela na banheira.

— Sasuke-kun? — Ela sussurrou sentindo o peitoral dele nas suas costas.

— Está tudo bem... — Sussurrou baixo para a acalmar.

Deslizou as mãos pelos braços em direção as mãos que ainda seguravam a esponja.

— O que esta fazendo? — Sakura perguntou quando ele retirou a esponja de suas mãos, e a jogou para um canto qualquer do banheiro.

Uma das mãos dele deslizou pelas costas do pescoço alvo. Juntou as mechas rosadas e as colocou de lado.

— O que está...

— Eu vou... — Sussurrou na orelha dela —Apagar qualquer vestígio dele do seu corpo — Disse pegando o sabonete.

A sentiu estremecer ao deslizar o sabonete pela pele do braço em direção as mãos.

Ele não sabia o que estava fazendo. Por Deus! Sasuke não tinha a mínima noção do que poderia fazer para acalmá-la, mas ele precisa tentar.

Qualquer coisa que a fizesse parar de sofrer. Parar de se machucar.

— Ensaboarei todo o seu corpo — Disse baixo — Todos os lugares onde ele tocou você. Cada canto, cada poro. Tudo. — Sussurrou. — Não vou deixar nenhum lugar. — Disse enquanto as mãos fortes massageavam a pele macia e quente. — Tudo bem por você?

Ela estava quieta. Tensa. Mas, ele não pararia. Só se ela pedisse.

— Sakura. — Insistiu. Falando próximo ao lóbulo da orelha delicada. Ela se sobressaltou, mas não se afastou. — Eu posso?

Sakura não respondeu, mas confirmou timidamente com a cabeça.

— Ele nunca mais irá tocar em você — Sasuke continuou sua exploração ao corpo feminino, enquanto deslizava o sabonete por toda a pele macia. — Ele está morto. O queimei até as cinzas.

Aqueles olhos nunca mais irão te olhar. — Sussurrou ao ensaboar os ombros, deslizando o sabonete em direção ao pescoço e clavícula. Porque eles não enxergam mais.

— Aquelas mãos nunca mais irão senti-la. Envolveu os seios redondos com espuma, os massageando lentamente. — Porque eu as quebrei. Cada dedo. Um por um.

Deslizou as mãos fortes pela barriga, lentamente. Deixando-a sentir a espuma envolvê-la.

Atento, estava atento a cada respiração. A cada suspiro que ela soltava, ou respiração que prendia ao ensaboá-la.

Muito lentamente levou as mãos as coxas torneadas. Parando o movimento quando a sentiu tremer e prender a respiração.

— Sakura — Sussurrou no ouvido direito. — Diga o meu nome... — Pediu. — Só diga o meu nome, por favor...

— S-Sasuke...

— Isso... — Deslizou a mão lentamente pela extensão cremosa — Quem está aqui... — Perguntou. — Tocando em você?

— S-Sa... Sasuke-Kun...

— Sim, sou eu — Confirmou. As mãos se movimentando em um ritmo lento sobre a virilha, na intimidade e onde mais conseguissem alcançar. — Só eu tocarei em você. — Fechou os olhos escuros para intensificar a sensação da pele dela em suas mãos.

Ele não queria ficar excitado. Não era para ser erótico ou sexy. Tratava-se dela. Somente dela, não ele. Não o filho deles, e sim ela. Só ela.

Ela

Ela e, ela.

Só Sakura.

A mulher de sua vida.

O amor de sua vida.

Sua própria vida.

Porque não existia vida sem ela... Não para ele.

— São minhas mãos em você — Falou, inspirando o cheiro suave no pescoço dela. — São meus dedos — Insistiu quando a ouviu suspirar. — Meus lábios. — Falou, beijando-a suavemente na nuca. Deslizando os lábios em uma suave caricia até a altura dos ombros.

— Sasuke-Kun...

— Ninguém mais Sakura — Disse a virando para si. Para que ela o olhasse nos olhos. — Só eu, e você...

O dia clareava quando ele a levou para a cama. Enrolada em uma toalha felpuda e macia a fez se sentar na beirada.

Sasuke enxugou-lhe as plantas dos pés. Deslizando a toalha em direção a panturrilha e coxas.

Os olhos escuros presos nos verdes. Em uma confissão sem palavras.

Uma confissão que gritava amor e adoração.

Talvez não fosse saudável amar tanto. Depender tanto de uma única pessoa para ser feliz, para se sentir humano e digno de viver uma vida, mas ele não se importava.

Sasuke não se importava, tudo era tão pequeno em relação aos seus sentimentos por ela.

Os olhos escuros não se desviaram dos dela quando subiu a panturrilha na altura de seus lábios.

Seus lábios acariciaram a pele suavemente a fazendo arfar surpresa.

Ele sugou, e depois deslizou a língua molhada fazendo um caminho de saliva, não perdendo o modo como as pálpebras dela se fecharam com a sensação.

— Não feche os olhos — Falou, fazendo-a revelar as íris verdes novamente. — Quero que veja tudo que farei para você.

Subiu beijos molhados por toda a extensão da perna direita. Se demorando ao sugar moderadamente a pele da parte interna da coxa.

Os olhos escuros fixos no olhar dela. No rosto. Em cada mínima expressão.

Mudando a direção de sua atenção sugou a carne da coxa esquerda, fazendo o caminho inverso até a ponta do pé.

Sakura soltou um suspiro audível quando ele lhe beijou os dedos. Lentamente. Sem deixar de fitá-la.

Enviando descargas de desejo por todo seu corpo.

Ela estava quente.

Excitada e temerosa.

A intensidade do olhar de Sasuke sobre si a fazia trêmula.

Ela não desgrudou os olhos enquanto o via voltar.

Beijando todo pedaço de pele que encontrava, desde os dedos do pé até a intimidade entre suas pernas.

— Sasu...Ke — Gemeu quando sentiu a respiração quente em sua feminilidade.

O olhar atento dele. A maneira como ele movia a língua tão próxima, e ao mesmo tempo tão longe.

Era demais. A expectativa pelo prazer era tão grande que fechou os olhos.

— Olhe para mim — Ele ordenou e ela os abrira instantaneamente. — Quero que me veja amando você. — Disse. — Quero que me olhe e perceba o modo como eu venero seu corpo. — Falou, e mergulhou a língua na intimidade palpitante.

Ouvi-a gritar de surpresa.

Ela estava molhada. Quente.

Lambeu a abertura suave. Precipitando-se para o centro. Focando no pequeno e sensível botão de nervos que a fazia gemer e choramingar em êxtase.

Os olhos fixos nos dela. No modo como ela mordia os lábios tentando conter os gemidos de prazer.

Ele a sugou, lambeu, beijou. A provou como a mais doce fruta.

Sasu... Sasuke... — Ela gemeu, e agarrou os cabelos grossos com as mãos. Os puxando sem gentileza.

Excitado, Sasuke moveu a língua para o centro, penetrando-a com o músculo flexível.

Ela estremeceu e gemeu alto.

E ele queria ouvir mais.

O som daqueles gemidos doces e doces com que ela lhe contemplava.

As mãos dela em seus cabelos eram implacáveis, mas a dor não o incomodava. Muito ao contrário, só o fazia ser mais duro e insistente.

Tomando o broto inchado, sugou com volúpia e depois o golpeou com a língua.

Sakura arqueou o corpo em um frenesi de prazer.

Como um homem sedento ele bebeu da doçura dela.

Continua...

Notas finais
Está chegando a hora do fim, amores. E eu tô triste. Não quero dizer adeus pra essa fic. Mas sim, penúltimo capítulo. O próximo já vem com o epilogo e diremos adeus pra essa fic que quase levou uma década hshshs. Mas enquanto o fim não chega vcs podem ir comentando e dizendo o que acharam do capítulo, sim?. Tenho que dizer que escrevi o capítulo hoje e estou postando para vocês. Espero que tenham gostado. Mais uma coisa: . Me sigam nos inta: https://www.instagram.com/autoraprih/ Estou transformando essa Fic, Destinos Cruzados em uma história original, com o mesmo enredo, só que né, substituindo os nomes e rescrevendo vários acontecimentos. Será uma história muito melhorada, ( eu garanto). Já reescrevi metade dela e por isso atrasei com a entrega do capítulo. Me perdoem. Quero saber se vcs tem interesse em ler o livro quando tiver terminado, sim? Se sim, o postarei na Amazon. Já até lancei um conto lá: Intrigas do amor. por prih Rezende Dependendo da aceitação pretendo até transformar em livro físico e revender por minha conta. Não deixem de sme seguir no insta: https://www.instagram.com/autoraprih/ Lá vcs ficaram por dentro de todos meu lançamentos. Até já. E se cuidem, e cuidem de quem vcs amam!!