Destinos

6 Buscando respostas.


Notas iniciais
Oi gente, voltei!

Cada detalhe daquele lugar era algo surpreendente, mesmo abandonada aquela mansão estava conservada. A sala era enorme havia moveis, porem empoeirados, uma grande escada que dava ao segundo andar, Cande expandia um olhar de curiosidade, saiu andando para outro cômodo enquanto fiquei analisando alguns quatros que estavam na parede. Não parecia ser quatros normais de pinturas de qualquer coisa, eram como se fosse algo pessoal.

Aproximei um pouco mais e em um gesto limpei com o dedo retirando a poeira que impedia ler o que estava escrito no canto do quatro. "Dedicado a Família Castelone. Robert Parker 1896". Aquele quatro tinha 120 anos, agora imagina aquela mansão!

— Cande? Essa mansão tem mais de 120 anos! — disse em um tom mais que o normal para que a mesma pudesse me ouvir de onde estivesse.

— Eu não duvido nada, corre aqui em cima tem mais coisas. — subi as escadas indo até ela.

— Olha esse álbum de fotos. — ela me entregou. Abri e fui observando, claro as fotos estavam um pouco mofadas, mas ainda sim dava para olhar um pouco.

— Parece as mesmas pessoas do quatro que esta na sala.

— Essa mansão tem muito historia, gostei. Podemos fazer dela nosso esconderijo. — ela riu.

— Sempre que podermos, iremos vir aqui Cande. — A ideia era boa, a mansão estava abandona ou seja sem donos para impedir que a gente viesse aqui, acho que seria um bom lugar para escapar as vezes.

Observei o cômodo que estávamos era o quarto principal, tinha moveis também, as janelas estavam fechadas, Cande tentou abri-las mas estavam travadas devia ser porque estavam bem velhas.

— Joy, olha esse baú antigo. — ela estava em um quartinho que tinha ali, talvez fosse um closet ou já havia sido e hoje seja apenas um quartinho empoeirado.

— Parece está fechado. — disse na tentativa de abri-lo.

— Tem coisas dentro, está pesado não consigo empurra-lo. — Ela o soltou desistindo.

— Talvez o que esteja ai seja ouro. — rimos.

— Seja o que for, a pessoa não quer que ninguém veja, pois está... — Ela imediatamente parou de falar, como se tivesse dado conta que falaria algo que não pudesse.

— Está o que Cande? — falei curiosa, ela estava um pouco agitada e preocupada.

— Bobagem, melhor irmos está ficando tarde.

Realmente ela tinha razão, ficamos a tarde toda ali e não vimos o tempo passar, o por do sol já estava se pondo. O caminho de volta Cande não disse mais nada, também fiz o mesmo.

Quando cheguei em casa, logo vi meu pai na sala mexendo em seu Notebook. O comprometei e subi para meu quarto, tomei um banho e me troquei. Avistei o diário que tinha encontrado no porão peguei e deitei na cama.

"Querido Diário

Hoje não foi um dia comum, coisas estranhas andam acontecendo talvez eles estejam voltando, novos acontecimentos na cidade, nossa família corre perigo. Não quero mais viver fugindo, depois do acidente, da grande maldição que perturba nossa família esse pesadelo não parece acabar nunca."

A dona do diário contava coisas pela metade, deixando muitas duvidas. Talvez fosse uma louca com o consciente perturbado. Eu tinha que saber de quem eram aquelas coisas no porão, pensei que fossem da minha mãe, mas não parecia ser dela, pelo menos o diário não. Decidi falar com meu pai, ele nunca falou muito da minha mãe, eu tinha o direito de saber mais sobre a vida dela. Desci as escadas e meu pai ainda se encontrava na sala, não estava mais mexendo no Notebook, agora assistia ao noticiário.

— Pai, preciso te contar uma coisa. — falei me sentando ao seu lado.

— Pode contar minha filha.

— Vi uma vez você dando ordens a Mary em relação ao porão, pedindo para que ela limpasse-o e entregasse ao senhor a chave depois, e parecia que o senhor não queria que ninguém mais entrasse lá. — ele me ouvia atento e serio, era como se ele analisasse cada palavra que eu falava.

— São coisas bobas minha filha, moveis quebrados. O porão está vazio praticamente. — ele mentiu, porque ele mentiria para mim?

— Certeza? — Dei a ele a chance de dizer a verdade. Ele afirmou com um gesto de "sim" e mais um vez ele mentiu. — Está mentindo! — Ele me olhou surpreso.

— Como pode duvidar de seu pai minha filha?

— Porque eu entrei lá papai — ele baixou a cabeça e me levantei continuando. — Aquele porão está cheio de caixas com coisas antigas, não tem nada de vazio e muito menos moveis quebrados. Porque mentiu?

— Filha, tem coisas que são melhor você não procurar saber, faço tudo pro seu bem. — Ele me olhou, seu olhar transmitia tristeza, e um pedido de desculpas por ter mentido.

— O senhor vive querendo me proteger, esconde coisas de mim, vivemos assim, como se estivéssemos fugindo de algo. Não conta sobre minha mãe, sempre mudando de assunto. — desabafei.

— O que quer saber da sua mãe?

— Quer falar dela finalmente? — ele fez sinal para que eu voltasse a me sentar ao seu lado e assim fiz.

— Sim, não posso fingir que sua mãe nunca existiu. — sorri agradecida, esperei tanto para realmente saber coisas sobre ela.

Notas finais
Podemos ver que Cande esconde algo, o que será? O misterioso baú pode trazer muitas supressas, AGUARDEM!!!! Finalmente Joy vai saber tudo sobre a mãe dela.