Destinos

7 Buscando respostas II


Notas iniciais
Ai vai mais um capitulo para compensar os dias que sumi rsrs Comentem, quero saber o que estão achando.

Meu pai me contava cada detalhe, descobri que minha mãe morou aqui em Address Florest, quando ainda estava na faculdade. Ela era uma mulher fascinada por coisas sobrenaturais.

— Ela vivia fazendo pesquisas sobre essas coisas, ninguém levava a serio. Ela cresceu aqui, e desde então dizia que as florestas guardavam grandes segredos. Que a cidade não era como as outras. As coisas que você viu no porão, não são dela e sim suas pesquisas.

— De onde ela tirou aquelas coisas?

— Pertencia a uma família muita antiga, a primeira família que veio morar aqui na cidade. Sua mãe ouvia historias de seus avós, conhecidas como lendas que passavam por gerações na família dela. Essas coisas deixaram sua mãe cada vez mais curiosa, e despertou um lado dela que ela não conhecia.

— Você sabe o nome dessa tal família que morou aqui? — eu estava começando a suspeitar de algumas coisas.

— Não lembro, mas venha comigo- ele se levantou e pego a chave do porão. — Vamos olhar as pesquisas da sua mãe.

— Pai, porque agora está me contando tudo isso?

— Não quero mais esconder nada de você minha filha!

Entramos no porão, meu pai pegou uma caixa e assim fiz o mesmo. Eu procurava saber o nome da tal família, meus pai olhava alguns álbuns. Havia muitas anotações, li algumas mais não tinha nada de tão importante, continuei procurando.

— Olha essa fotográfica é da tal família. — meu pai me entregou. Eles pareciam tão familiar, era uma família de duas crianças, dois adultos supostamente o pai e a mãe, e dois adolescentes, provavelmente eram os filhos, assim como as duas crianças que eram gêmeas por sinal. Deixei a fotografia de lado e fui ler as pesquisas de mamãe. Um nome me chamou atenção, as coisas estavam começando a fazer sentido, claro, "Família Castelone" esse era o que eu mais temia, mamãe sem duvidas pegou essas coisas da mansão, a fotografia era a mesma do quadro que encontrei na parede quando fui na mansão, obvio que não percebi antes porque o quadro estava sujo de poeira e a fotografia está bem visível.

— Pai já ouvi falar sobre essa família, alias existe uma trilha que dá direto a mansão onde moraram, mamãe só pode te tirado essas coisas de lá.

— Sua mãe me contava algumas coisas, essa família parecia procurar por algo, um alguém, mas nunca conseguiram achar. Bom, vou deixar você ai, hoje farei plantão. — Ele me deu um beijo e saiu, continuei lendo as anotações.

"Ataques em Address Florest causam pânico nos moradores, crianças sumidas."

"Vitima é encontrada no meio da mata desacordada com sinais no pescoço e diz não se lembrar de nada".

Estava lendo aquelas informações de um jornal antigo de 1912, eram acontecimentos reais que ocorriam na cidade naquela época. Minha mãe tinha guardado todos os noticiários daqueles tempos em uma pasta, falava de ataques de animais, mas nunca souberam se eram de animais realmente.

"Moradores acusam Castelones pelos supostos ataques, apedrejaram a mansão e ameaçarão queima-la caso os mesmos não fossem embora da cidade."

Um dos noticiários falavam dos Castelones, diziam que os mesmos foram alvos de ameaças por anos, não suportando mais deixaram a cidade três anos depois.

Deixei um pouco tudo aquilo de lado e fui comer algo, peguei meu cereal e o leite na geladeira e despejei na tigela. Ouvi a porta sendo fechado, Mary acabara de entrar na cozinha com algumas sacolas em mãos.

— Oi menina — sorriu. — Comprei algumas coisas que faltavam! — depositou as coisas no balcão.

— Oi Mary, papai está no plantão.

— Sim, ele me disse. Alias ele me ligou pedindo que eu viesse logo que você estava sozinha. — sorriu- Seu pai é tão protetor.

— Oh demais até -rimos.

Logo fui deitar, tinha aula e muitas coisas para contar a Cande, ela precisava saber o que descobri.

Acordei com o despertador no pé do meu ouvido, levantei ainda sonolenta e fui tomar um banho. Vesti meu uniforme e desci para tomar café, Mary parecia não dormi, ela acordava tão cedo.

— Bom dia Mary — falei entrando na cozinha.

— Bom dia menina — sorriu.- Sente-se, o café esta quase pronto.

Alguns minutos e a mesa já estava pronta, claro fiz ela se sentar e tomar café comigo.

— Saco vazio não para em pé viu Senhorita! -disse me divertindo com Mary. Eu e papai não víamos Mary como uma simples empregada e sim como alguém da família, ela não fazia suas refeições dividida de nós e sim junto a nós.

— Sabe o porque do porão ter ficado aberto essa noite? — ela disse parecendo preocupada. Ela não sabia que eu já tinha descoberto sobre ele.

— Ah sim, não se preocupe papai me mostrou ele, na verdade, eu já tinha entrado bem antes. — ela me olhou espantada. — Você bobeou com a chave um certo dia e eu a peguei. — pisquei para ela.

— Ai meu Deus, seu pai vai me matar!

— Calma não disse a ele como entrei na primeira vez — sorri a tranquilizando. — Agora não precisa esconder as chaves, papai disse que posso ir lá sempre que quiser. — Mary apenas concordou.

Peguei minha mochila me despedi de Mary e fui para o colégio. Ao chegar vi Cande como sempre em frente a entrada conversando com o Tyler... Tyler? Aquilo era estranho pelo que sei eles se odeiam. Ao me verem Tyler saiu entrando no colégio e Cande veio até a mim.

— É serio aquilo? vocês dois conversando como irmãos normais? — rir da careta que ela fez.

— A cala a boca — ela riu- Estamos nos entendendo por motivos de força maior.

— E quais seriam? — ri.

— Nem queira saber, agora vamos para a sala.

Durante as aulas Cande e eu não nos falamos, ela estava muito quieta desde que saímos da mansão. Já era intervalo e fomos para o pátio sentarmos no banco que sempre sentávamos.

— Descobri algumas coisas sobre os Castelones, no porão da minha casa tem varias pesquisas sobre, eram da minha mãe. Cande? esta me ouvindo? — Ela estava parada olhando o nada, segui seu olhar...

— Quem são? — Do outro lado do pátio estava a diretora acompanhada de dois rapazes. Parecia esta mostrando o colégio a eles, que nem prestavam atenção nela.

— Parece que você não foi a única que descobriu algo. — Cande finalmente falou algo- Sabe quem são aqueles? os irmãos Castelones! — Oi? Como assim? Um membro da família Castelone na cidade? quer dizer um não, dois.

— Como pode ser? e como você sabe?

— Como eu sei não vem ao caso agora, Chegaram a cidade ontem a noite, pelo que soube só á eles, ninguém mais ...

Notas finais
Eita, Irmãos Castelones? Achei que a família Castelones não existia mais, e seria apenas uma "lenda" para essas meninas. hahaha
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.