Escutei um barulho de porta se abrindo. Desci as escadas para ver quem era.

– Cheguei! – Minha mãe falou colocando trancando a porta.

– Você viu minha mensagem? – Falei ainda com ciente que eu levaria algum esporro.

– Vi, mas você sabe que eu gosto é de ouvir sua voz para ver se você esta bem. – Ela questionou. – Sua amiga ligou perguntando se você estava bem, você passou mal, o que houve?

– Que amiga? – Perguntei sem responde sua outra pergunta.

– Tenten. Mas você ainda não me respondeu. – Ela retirou os sapatos, jogou a bolsa no sofá, e foi caminhando até a cozinha.

– Bem, eu não verdade não senti nada, foi uma desculpa... Sabe... O Kiba voltou. – Terminei.

Minha mãe que já estava esperando o filtro completar a água do seu copo olhou para a minha cara querendo saber como estava a minha reação.

– O Kiba filha? – Ela retirou o copo d’baixo do filtro e olhou para mim novamente.

– É mãe, mas esta tudo bem, não sinto mais nada e agora eu estou embarcando em outros assuntos. – Sorri.

Ela terminou seu primeiro gole.

– Que assuntos? E onde você estava já que não ficou com eles dizendo que ia vim para casa? – Ela estava curiosa.

– Então... – Me senti um pouco desconfortável em continuar, mas, de um jeito ou de outro ela ia saber, então melhor que fosse por mim. – Eu ia pegar um táxi, mas ai o Naruto apareceu e... Convidou-me para comer na casa dele, depois ele me trouxe. – Ergui as sobrancelhas esperando a resposta e a reação da minha mãe.

– Naruto... O menino da ilha? – Ela se lembrou.

– Ele mesmo. – Sorri só de lembrar a feição dele.

Minha mãe parecia ter percebido minha felicidade só de pensar nele, como dizem, mães são mães e de um jeito mágico elas acabam descobrindo nossos segredos.

– Filha... Você e esse menino estão juntos? – Ela pareceu feliz no final.

Afinal, Naruto foi o meu salvador na ilha e minha mãe ainda não tinham conhecido ele. Mas ela tinha uma ótima impressão pelo que eu contava.

– Sim mãe... – Me senti confortável agora. – Eu estou muito envolvida com ele. – Sorri de novo.

– Filha! Você esta apaixonada e nem conta para a sua mãe? – Ela aprova e reprova na mesma frase.

Sorri envergonhada e levei minhas mãos para o rosto, na tentativa de me esconder. Sentir os braços dela envolta de mim tirei a mão do rosto, ela me solto.

– Minha bebe esta apaixonada! Tenho que conhece-lo! – Ela me tratou como criança, geralmente ela não faz isso, mas estamos sozinhas em casa, relevei.

– Mãe! – Dei uma risada.

– Mas sério, quero conhece-lo! Chama-o pra jantar amanhã aqui em casa. – Ela foi até a pia para lavar o copo em que ela havia bebido água.

– Não pode ser outro dia não? – Não queria ainda apresenta-lo.

– Pode, mas por quê? – Ela questionou, agora secando o copo.

– Já marquei algo. – Menti.

Ela me deu uma leve olhada, guardou o copo no armário, e voltou a me encarar. Parecia que estava lendo a minha testa, que dizia: Não quero apressar as coisas!

– Ok então. – Ela concordou, mas eu sabia que ela notou.

– Vou tomar banho. – Desviei dos assuntos e perguntas que poderiam surgir.

Quando eu estava subindo as escadas quase nos últimos degraus minha mãe me gritou.

– Filha...

– Fala. – Virei um pouco o corpo para saber o que ela queria.

– Você é virgem? – Ela perguntou naturalmente.

– Mãe! – Falei envergonhada.

– Filha! – Ela caçoou minha reação.

Eu ri sem graça.

– Você ainda não me respondeu! – Ela levantou as sobrancelhas.

– Sou mãe! Que saco. – Falei a verdade, mas brincando.

Minha mãe viu que era verdade e fez uma cara de mãe orgulhosa e feliz. Ela afirmou a cabeça duas vezes. E saiu do final das escadas.

Balei a cabeça, me perguntando por que ela tinha perguntado isso, e terminei de subir as escadas.

(...)

Acordei mais feliz no dia seguinte. Despois que eu voltei daquela ilha, eu me senti mais viva, me senti mais eu mesma.

Fui até o primeiro andar da minha casa para ver o que tinha no café da manhã. Eu estava com uma camisola de oncinha, não exatamente curta, mas ela era acima do joelho, um pouco mais do que eu costumava usar, de alças, ela deixava meus ombros a mostra.

A mesa estava arrumada, tinha pães, geleia, nutella, bolo, chá.

– Estamos recebendo a rainha da Inglaterra hoje mãe? – Bocejei.

– Oi Hinata. – Naruto falou levando as xícaras da mesa.

Eu tinha bocejado, esticando o corpo, e a minha camisola que já não era grande subiu mais ainda. Que vergonha!

Eu estava surpresa com a presença do Naruto o que ele estava fazendo na minha casa uma hora dessas?

Minha mãe veio logo atrás com uma jarra de leite.

– Bom dia filha. – Ela sorriu, mas depois analisou minhas roupas me olhando com um olhar reprovador.

Eu mandei outro olhar para ela, querendo dizer: Porque meu ‘’namorado’’ esta aqui?

– Eu o convidei para um café da manhã já que vocês têm planos para mais tarde. – Ela colou a jarra na mesa.

– É verdade, planos... – Ele me lançou um olhar cumplicie.

Sorri, impossível não me encantar com aqueles olhos.

– Eu vou lá encima de trocar e já desço. – Sai andando acelerado.

Cheguei no meu quarto, e procurei meu celular, ele não estava lá. Agora descobri como ela ligou pro Naruto.

Mães.

Escovei os dentes e lavei o rosto. Meu cabelo estava todo bagunçado, eu não liguei muito, pois Naruto já viu muito eu acordando quando estávamos naquela ilha. Penteei-os. Coloquei um vestido de florzinha, bem menina comportada, ele era de alças e marcava a cintura. Coloquei meus chinelos e desci.

– Oh! Que triste, meus pêsames. – Escutei minha mãe no meio do assunto com o Naruto.

– Esta tudo bem, guardo eles no meu coração. – Ele falou demonstrando força.

Minha mãe estava fazendo um interrogatório, e perguntou dos pais dele, tadinho, não acredito nisso.

– Mãe, para de fazer interrogatórios. – Falei sem graça sentando ao lado do Naruto.

Peguei na mão dele debaixo da mesa e olhei para os seus olhos. Queria mostrar que eu estava com ele.

Ele pareceu gostar.

– Esta linda. – Ele me elogiou.

– Obrigada. – Coloquei uma mecha de cabelo atrás da orelha.

– Agora vejo de onde herdou essa beleza. – Ele olhou para minha mãe.

O menino era bom com as palavras!

– A que gentil. – Minha mãe tomou um gole de café;

E assim foi minha manhã. O que salvou as perguntas nada discretas da minha mãe foi as respostas fofas do Naruto.

– Foi muito bom te conhecer! — Minha mãe disse pegando as xícaras.

– Obrigado senhora, igualmente! Quer ajuda? — Ele apontou para as xícaras.

– Não querido eu dou conta sozinha. Obrigada. — Ela foi para a cozinha.

Levei o Naruto até a porta principal e fechei.

– Desculpa pelas perguntas. — Sussurrei.

Ele me envolveu em um abraço.

– Tudo bem, eu gostei da sua mãe, bem legal. — Ele beijou minha bochecha. — O que vamos fazer mais tarde em? — Ele sorriu em frente ao meu rosto.

Perto demais, minha vontade era de beija-lo ali mesmo. Sem me importar que alguém visse.

– Cinema? — Perguntei.

– Às Sete? — Ele queria ver se estava bom.

– Estarei esperando. — Respondi.

Não aguentei, e cedi a vontade dos meus lábios. Nós estávamos envolvidos em frente a minha porta, minhas mãos nos seus cabelos e puxando para mim.

Minha mãe abriu a porta, paramos o beijo, meio sem graças. E nos afastamos.

– Te vejo mais tarde. — Ele foi andando de costas para o seu quarto.

– Okay. — Falei sorrindo e já entrando para dentro de casa.

Naruto entrou no carro, e deu partida. Minha mãe fechou a porta.

– Te vejo mais tarde. — Ela tirou onda com a minha cara.

Eu era uma bobinha apaixonada agora.

Sorri, e fui até a mesa para ajuda-la a arrumar.

Notas finais
Até o próximo! *-*
Beijos,