Destino Incerto De Um Casal Certo.
17 Capítulo 17
Notas iniciais
Beijos,
- Não sei o que vestir. — Abri meu guarda roupa.
- Vocês vão para o cinema ou para uma festa no palácio? — Minha mãe brincou.
Ela estava na minha cola desde manhã, sentada agora na minha cama, ela estava-me ''ajudando'' a escolher o que vestir.
Ignorei a resposta dela olhando ainda para minhas roupas penduras. Escutei um estalo na cama, ela tinha se levantado.
- Você fica bem de roxo. — Ela beijou minha testa, e saiu do quarto.
Roxo. Na mesma hora, encarei o guarda roupa de novo, e vi a minha blusa de manga roxa, era simples, só tinha uma borboleta negra no centro, com um pano aveludado, que servia para destaca-la.
Peguei a blusa. Era com essa que eu iria ir. Esse negócio de frescurice de roupa não é comigo.
Cassei minha calça jeans nas gavetas e peguei meu típico e amado all star.
Como eu já tinha acabado de sair do banho. Eu só vesti a roupa. Olhei-me no espelho e senti-me bem à vontade.
Peguei meus brincos de argolas pratas e colei.
- Não. — Sussurrei para mim mesma, já os retirando.
Meu cabelo geralmente tampava a minha orelha, para que eu usaria brincos então?
Penteei meus cabelos como sempre. Fiz uma maquiagem leve, apenas rímel, lápis de olho negro, e um batom rosinha, dando uma cor para o meu rosto pálido. Falando nisso, tenho que ir para a praia pegar uma corzinha um dia desses. O que era irônico, pois eu passei todos aqueles dias naquela ilha e esse tinha sido o resultado. É, acho que não tenho jeito.
Botei meu celular no bolso da calça, junto com a minha identidade e dinheiro, caso em precisasse ou quisesse comprar algo.
O relógio já marcava sete horas, a qualquer momento Naruto estaria aqui.
- Hinata! – Escutei minha mãe me chamar.
Desci as escadas para chegar até ela.
- Naruto! – Me deparei com ele, com um rosa vermelha na mão, ele estava com uma camiseta preta da puma, calça jeans e all star. Lindo.
Fui até ele, e o abracei, ele estava cheiroso, uma fragrância sedutora.
- Pra você. – Ele me entregou a rosa.
- Que linda Naruto. Vou botar num copo no meu quarto, já que não tenho vaso reserva. – Falei até a cozinha pegar o copo.
Minha mãe como sempre já estava pergunta coisas para o Naruto.
- Eu volto logo. – Falei para o Naruto, sem som, só mexi a boca.
Coloquei a rosa no meu criado mudo.
Dei-me uma última conferida, e olhei para os cantos para ver se eu não tinha esquecido nada.
Desci as escadas correndo, quase tropecei, mas disfarcei.
- Vamos. – Peguei a mão do Naruto, e abri a porta com a outra.
- 10 horas quero você em casa mocinha! – Minha mãe falou da porta, nós já estávamos perto do carro.
- Ok mãe. – Entrei no carro, dando tchau com a mão.
- Divirtam-se. – Ela fechou a porta.
Naruto deu partida.
- O que foi isso? – Naruto ri.
- Salvando-te de um interrogatório, e me livrando de constrangimentos futuros. – Respondi colocando o cinto de segurança.
- Eu gosto da sua mãe, as perguntas delas são legais. — Ele riu.
- Aham sei. – Sorri. – Mas mudando de assunto o que vamos ver?
- Vamos escolher na hora. – Ele parou no sinal, me encarando agora.
- Ok. – Respondi, e logo depois senti meu celular vibrar.
Tirei-o do bolso, era uma mensagem, dizendo que eu ganhei um carro. Bom, com essa já são 27 carros invisíveis que eu ganhei, que coisas mentirosas.
- O que é? – Naruto perguntou.
- Mensagens mentirosas, aquelas dos carros. – Respondi.
- Ah, sei quais são. – Ele continuou dirigindo.
Como Naruto estava prestando atenção nas ruas, eu fiquei admirando ele dirigindo, a forma que ele olhava a estrada e a maneira que seus músculos do braço viravam a cada curva que ele mexia com o volante.
Chegamos ao shopping, e fomos até o cinema de mãos dadas. Havia vários cartazes lá, mas nenhum filme me agradava, só tinha coisas sobre zumbis ou ficção científica.
- Vamos ver ‘’Eu sou a Lenda’’. – Naruto apontou para um cartaz que tinha um ator famoso, que eu conhecia só no lembrava do nome na hora, e um cachorro.
- Ok. – Respondi.
E lá fomos nós para a enorme fila para comprar os ingressos. Naruto envolveu os braços no minha cintura, me puxando para ele, eu estava de costas a ele, e prestando atenção na fila andando.
Senti seus lábios quentes pressionarem contra o meu pescoço. Arrepiei-me.
Virei minha cabeça para ele, a fim de beija-lo logo, mas acabei só sorrindo. Tinha muita gente na fila e eu fiquei com vergonha.
As atendentes foram rápidas, logo nós dois já estávamos com os ingressos na mão, só que, o filme começava em 20 minutos e a fila da pipoca estava monstruosa.
- Ai que droga, olha essa fila. – Naruto reclamou.
- Você esta com fome? Porque eu não estou. Posso ir sem pipoca na boa, vamos comprar só um refrigerante. – O puxei para a fila do refrigerante, que era separada, e estava curta.
Eu peguei meu dinheiro no bolso, e senti a mão do Naruto sobre a minha.
- Eu pago. – Ele afirmou.
- Não Naruto, não precisa. – Respondi, não queria gastar o dinheiro dele.
A atendente chamou o próximo, éramos nós, ele foi à frente de iniciativa.
- Duas cocas, por favor. – Ele pediu.
- Aqui senhor. – Ela entregou os refrigerantes e o Naruto o dinheiro.
- Aqui o seu. – Ele me entregou a lata junto com um canudo.
- Obrigada. – Abri e coloquei o canudo dentro dela.
Entramos na sala escura, com a enorme tela passando trailers, como sempre de um típico cinema. Sentamos na última fileira, as poltronas eram tão confortáveis, e o braço da cadeira ainda podia empurra-lo para trás para você ficar perto da pessoa.
Ficamos conversando sobre os trailers e sobre como as pessoas que estavam na nossa frente estavam carentes. O casalzinho estava se pegando ferozmente.
Quando o filme começou, encostei a cabeça no ombro do Naruto, que segurou minha cintura com o braço, o que deixava ambos confortáveis.
O filme começou, o que eu pensava que seria chato, superou minhas expectativas.
Ficamos o filme todo assim, só mudamos a posição algumas para regular a coluna, mas depois acabávamos voltando.
Não rolou nenhum beijo no cinema, ambos estávamos concentrados no filme, e tristes com a morte do cachorrinho.
- Nossa adorei. — Falei assim que soltou os créditos.
As luzes se acenderam para que pudéssemos sair. Saímos de mãos dadas, e jogamos as latas foras, assim que passamos pela enorme lixeira da saída.
Já eram 9:30, e o para chegarmos até a minha casa iria levar esses minutos, então era hora de ir embora.
- Já são 9:30, você tem que me levar para casa. — Falei desanimada.
- Não, não mesmo. Nós nem comemos.
- Naruto, minha mãe vai falar muito, é melhor nós irmos. — Respondi.
- Mas Hinata, você não ta com fome? — Ele insistiu.
- Faz o seguinte, janta la em casa, agente lancha algo lá. — Propus.
- Ok, então vamos. — Ele concordou.
Entramos no Jeep, e antes dele dar partida e sair do estacionamento ele ficou me olhando.
- O que foi? — Perguntei.
Ele balançou a cabeça no sentido negativo, dizendo que não havia sido nada.
Não sei se ele sentia isso quando olhava para mim, mas, quando ele me olhou, eu só consegui lembrar dos seus lábios pressionando em meu pescoço, eu não queria que fosse ali, queria eles nos meus lábios do mesmo jeito de hoje mais cedo.
Cedi a minha vontade e passei sobre a marcha e subi em seu colo, encostei as mãos no peitoral dele, ele parecia estar curtindo aquilo, seus braços foram parar na minha cintura, prendendo-me, o que fez nosso corpos ficarem ainda mais perto. Eu o beijei lentamente, saboreando o gosto prazeroso que era te-lo para mim.
Sua boca percorreu ao meu pescoço, isso fez meu corpo alterar a temperatura para: fervendo. Meu coração estava quase saindo pela boca.
Mas, eu não queria os lábios dele no meu pescoço, queria junto ao meu. Fui busca-lo, virando minha cabeça, e posicionando a dele com as mãos para que pudesse leva-lo até mim. O beijei com mais fervor.
Por causa da falta de fôlego, descolei nosso lábios.
- Nossa. — Ele falou ofegante, e deu um sorriso torto.
Quando eu estava saindo de cima dele, ele me puxou.
- Não! — Fez uma carinha de pena. — Ta tão bom.
- Você tem que me levar para casa. — Senti em dizer isso, mas eu estava ciente que perdi minutos preciosos ali. Bem, na verdade eu não perdi nada.
- Hinata. — Ele não queria concordar.
- Naruto. — Sorri e sai de cima dele.
- Ok, vamos. — Ele colocou a chave, e deu partida. — Eu vou aproveitar e falar com a sua mãe para estender seu horário de chegar em casa para 11 horas. — Ele sorriu.
- Boa Sorte. — Caçoei dele, eu conhecia muito bem a minha mãe, e sabia que ela não deixaria, ela sabe muito bem o que pode acontecer com um casal em 3 minutos. Imagina se ela ia dar mais 1 hora.
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