Destino Das Fadas
8 Capítulo 08 — Dupla?
Notas iniciais
Capitulo 08 — Dupla?
Gray
— Se conformar com o que? — Lyon aparece, deixando a situação estranha.
— Hm... — Juvia murmura, olhando para ele sem palavras. Seu corpo parece tremer.
Começo a maquinar uma mentira qualquer para tirar ela dessa.
— Com as notas dela — intrometo-me — da faculdade — completo.
Os dois me olham como se eu fosse louco.
O que eu mais faço na vida é mentir para a mulherada, alguma hora essa habilidade teria que servir. Lyon arqueia as sobrancelhas e se senta ao lado de Juvia, passando seu braço pelo ombro dela.
— Você nunca teve problemas com notas — suspeitou com um tom magoado.
Eu tentei. Ele provavelmente está pensando porque ela diria algo assim para mim, o cara que ela mais deve odiar no universo e não para ele, o namorado perfeito dela.
— A verdade é que — Juvia começa e olho de forma desconfiada para ela — Não sei se estou gostando do curso, então não tenho estudado muito — pega no embalo de minha mentira, abrindo um sorriso doce.
Lyon ainda parecia confuso, mas aceitou, dizendo que ela devia mudar de curso caso não esteja gostando. Ufa. Juvia me olha agradecida e eu apena dou um sorriso de leve para Lyon não reparar nada. Não quero ficar entre eles, então me levanto e saio dali.
Essa história do pai da Juvia me intriga. Da forma como as coisas estão se encaminhando, algo pode acontecer com ela e a qualquer momento. Não sei porque ela insiste em não conta a ninguém, é a segurança dela! Que droga Juvia, o que está pensando?
—♥—
Lucy
Belisco alguns aperitivos aqui e ali, enquanto meus olhos não deixam de vigiar certo rosado. Ver ele tão perto me deixa mal. Nunca imaginei que um dia voltaríamos para a estaca de nos ignorarmos. Teria algo que eu pudesse fazer para ter mudado esse final idiota?
Sento em um canto, pensativa. Sinto que realmente o perdi dessa vez, e fico ainda pior por saber que a culpa é minha. Vejo-o conversando animadamente com Jenny, o que me fazia ficar inconformada. Ele odiava a forma como ela se jogava nele na escola. E agora ela está ali se insinuando para ele, e ele está correspondendo. Ela nunca nem ligou para a existência dele!
Que raiva! Não entendo essa droga de cena.
— Lu-chan? Você está bem? — Levy se aproxima e se agacha ao meu lado — Está saindo fogo de seus olhos — brinca e eu olho para ela mortalmente.
Suspiro emburrada ainda sem dizer nada e ela segue o rastro do meu olhar até solta uma risada sarcástica.
— Entendo.
— Entende o que? — pergunto, olhando para o chão.
— O que houve? — questiona calmamente, acomodando-se ao meu lado — E não adianta esconder, você sabe que será pior quando eu tentar descobrir sozinha.
Olho para ela, sabendo que sua frase é verdadeira. Ela sempre tenta descobrir. A espiã dentro dela sempre grita mais alto.
— Nada — suspiro — Só acho que nunca ficaremos juntos.
Abaixo minha cabeça e sinto uma tristeza me invadir com as minhas próprias palavras. Nunca imaginei que doeria aceitar isso, mas nossa, é realmente doloroso. Levy fica em silêncio estranhamente, me obrigando a olhá-la.
— Sem nenhum lixo filosófica, conselhos inúteis ou frases de efeito?
Ela ri e me olha.
— Desculpe Lu-chan — pede com um olhar triste.
Não entendo o que houve nesse meio tempo que a deixou deprimida.
— Pelo o que? — digo, inconformada.
— Eu queria ver vocês juntos de novo, e por isso te arrastei para a balada sábado — Vou dizer algo para ela não se culpar e como isso é ridículo, mas ela levanta a mão para que continue — Eu sempre senti que você o esperava, Lu-chan. Esperava por Natsu e que ele sempre foi o único que você amou de verdade. Você não ama Loki, sabe disso. Eu só não queria... — fala com um suspiro — Eu também não queria te ver sofrer de novo.
Fico sem palavras.
Porque é tão boba sua preocupação e tão verdadeira, me sinto tão querida. E é assim que reparo como ela conhece cada parte de mim. Queria dizer que tudo é mentira, que apenas aconteceu, mas sei que não é isso. Não consigo nem me enganar mais, não depois de tudo. Eu esperava por Natsu. Quieta e sem demonstrações. Olhando nossas fotos, escondida. Lembrando do sorriso dele toda noite. Negando para mim que isso fosse saudade.
Abraço Levy-chan, não querendo chorar.
— Obrigada — murmuro — É graças a você que pude perceber... não era para ser mesmo. Mesmo que eu tivesse o impedido da primeira vez, nada mudaria. Você é uma ótima amiga, Levy — falo com um sorriso — A melhor, sempre.
Ela ainda me olha preocupada.
— Você ainda o ama, não ama?
Tento buscar dentro de mim uma resposta adequada. Então a encontro.
— Eu... estou me conformando que não vai ser ele com quem passarei o resto da minha vida — digo, rindo — Talvez seja melhor assim. A realidade é difícil, mas verdadeira.
Levy sorri de forma fraca.
— Você ainda vai ter seu príncipe encantado — fala, me apertando ainda mais.
Dou risada de sua frase tão boba, mas que realmente me traz esperanças.
— E você tem o seu te esperando logo ali — aponto para a porta onde Gajeel olhava para nós de longe, disfarçando seu senso protetor, desviando o olhar.
Ela olha e sorri.
— Quem diria né Lu-chan? Ele ser meu príncipe encantado — fala rindo, e depois se despede para ir até ele.
Vejo a forma como ela sorri, parecendo dez vezes mais leve ao olhar para ele. Eles são fofos juntos. Brigam tanto e se amam ainda mais. Gajeel pode ter sua forma bruta, que me fez ficar com um pé atrás com a relação deles, mas é altamente protetor com Levy. Sua preocupação é o bastante para mim. Ela me contou que eles querem se casar assim que construírem a casa deles.
Casar... isso parecia tão longe.
—♥—
A festa acaba depois de muita comida e festa, e eu volto para casa, cansada. Como sempre, me jogo na cama e me perco em pensamentos. Natsu nem me olhou, nem sequer jogou conversa fora. Ficou lá conversando com diversas garotas. Não queria que isso doesse tanto, será que alguém pode controlar as emoções?
Plue pula ao meu lado na cama, e eu abro um sorriso, afagando seus pelos.
— É Plue... acho que será só nós dois por um bom tempo — digo desanimada.
Olho para a janela e começo a imaginar uma vida que eu não espere por ele a cada minuto. Que eu não fique imaginando o que aconteceria se por acaso ele voltasse para mim. Um mundo onde eu não queira ouvir sua voz dizendo que me ama todos os dias.
Eu queria apenas por um segundo, fechar os olhos e desejar ser feliz de qualquer outra maneira que não seja com Natsu. Mas até o último instante que me lembro antes de adormecer, eu pensei nele.
[...]
O trabalho foi normal, quero dizer, normal com uma montanha de papeis na minha mesa. Liguei meu modo eficiente e fiz o máximo que pude para diminuir a papelada. Logo me encontro em frente de casa e tenho que me arrumar. Tomo um banho rápido e visto um vestido rodado. Pego meu material, suspiro fundo ao me olhar no espelho e saio.
Decidida a mudar minha visão de futuro.
Passo todo o percurso pensando em como encarar Loki na faculdade. Se for pensar, toda aquela cena foi constrangedora. Eu o abandonei, sem mais nem menos, no meio da rua dizendo que tinha o dever de correr atrás de um cara que ele nunca ouviu na vida. Eu já lhe disse algumas vezes sobre um trauma amoroso, mas nunca contei quem era. Não duvido que ele tenha ligado os pontos.
Principalmente depois de Natsu me largar no meio da rua, gritando e chorando. Suspiro. Que ironia é a vida.
Chego na faculdade e vou a passos curtos até a sala. Não sinto vontade de estudar, queria apenas me esconder em algum lugar e nunca mais aparecer. Ando distraída quando sinto alguém tocar em meu pulso e me viro assustada.
— Oi Lucy — Loki aparece com um olhar triste — Será que podemos conversar?
Olho para ele, sentindo minhas pernas tremerem. Hora de aguentar as consequências de suas escolhas, Lucy. Pelo jeito não poderei prolongar isso. Passei a semana passada toda, fugindo.
— Claro — falo com a voz fraca.
Andamos até “nosso lugar”, se ainda posso chama-lo assim. Sinto certas intenções por parte dele ao me trazer justo aqui para conversar, mas tento não me desesperar. Sentamos no banco que sempre passávamos os intervalos e ficamos em silêncio olhando para as árvores a frente.
— Você... — ele começa a falar — está namorando aquele cara? — pergunta diretamente.
O que posso dizer? Bom, meu plano não deu muito certo aquele dia, então não estamos mais juntos. Na verdade, nunca namoramos, e ele também é o cara que me traumatizou a alguns anos atrás.
— Ah... não — respondo, sentindo minhas mãos suarem.
Ele me olha com... esperança?
— Lucy, eu te amo e você sabe disso — fala com convicção — Ele não vai te fazer feliz, mas eu estou empenhado em fazer isso acontecer. Só... me dê uma chance. Sei que deveria ser melhor com você, mas prometo melhorar.
Começo a sentir um mal estar se formar dentro de mim. Ele pensa que não é bom o bastante para mim, mas na verdade é o contrário. Fico sem palavras pela forma como ele me valoriza. Ah Loki... por que você escolheu justo a mim?
— Loki, eu... — murmuro, mas ele me corta.
— Não precisa me responder agora, mas pense nisso, por favor. Esperei muito tempo por você e posso esperar ainda mais — disse cabisbaixo mas com determinação.
Ele me ama. De verdade. Nunca imaginei que isso pudesse ser assustador, mas é. Depois de tudo, ele ainda me quer? Ele não pode estar falando sério. Sua frase me lembra tantas coisas.
“Pode escrever, você pode tentar me tirar da sua vida quantas vezes quiser, eu vou continuar no mesmo lugar, te esperando.”
Lembrar disso agora, não ajuda em nada. Suspiro. Ele não está no mesmo lugar.
— Tudo bem... — concordo em um sussurro — Vamos para a aula, senão chegaremos atrasados — tento dizer numa voz calma.
Ele sorri ao ver que ao menos vou pensar no assunto. E mesmo que seja tentador ter alguém disposto a me fazer feliz, sinto que a resposta já está definida há muito tempo.
Vamos até a sala de aula e logo sentamos em nossos lugares. Tiro meu material, vendo o olhar de Loki ainda fixo em mim de sua carteira. Não sei se aguentarei essa pressão. Alguém me chama do outro lado e me viro, vendo Millianna com seu olhar preocupado.
— Você está bem, Lu-chan? — pergunta ao ver meu olhar.
Contei por cima que havia “brigado” com Loki e por isso não estava passando os intervalos com ele. Será que me tornei uma mentirosa? Ou apenas estou ocultando uma parte de mim que não quero mostrar para as pessoas que não a conhecem?
— Estou — respondo com um sorriso, fazendo ela desconfiar ainda mais.
Sem tempo para mais perguntas, o professor da primeira aula entrou na sala. Não sinto a mínima vontade de estudar, mas acho que será o melhor para manter meus pensamentos longe das confusões. Suspiro fundo, abrindo o caderno na matéria certa, quando olho para frente e travo. Minha respiração para, assim como tudo a minha volta.
Natsu.
Não, não, não, não, definitivamente isso não pode estar acontecendo.
— Este é o novo aluno transferido, Natsu Dragneel — o professor o apresenta para a sala — Por favor, o tratem bem.
Ele me olha e depois desvia como se nem tivesse me visto. Tem como a vida ser ainda mais irônica? Esqueci completamente que ele também fazia Administração.
— Pode se sentar atrás da senhorita Heartfilia por enquanto — disse o professor, apontando para a carteira atrás de mim.
Porcaria de vida. Penso, passando a mão pela cara.
Natsu passa por mim com indiferença, enquanto vejo Loki o olhar enfurecido. Atrás de mim. Fala sério. Como vou prestar atenção nas aulas? Droga, isso me lembra o Ensino Médio. Nada que me lembre essa época e Natsu me atrai. Não pode ser verdade.
As aulas passam tediosamente, enquanto eu tento não me sentir pressionada por seu olhar. Ele fez amizade fácil com a maioria da sala no intervalo. Todos perguntando sobre a universidade de Crocus e sobre sua vida lá. Natsu é espontâneo e gentil, claro que isso aconteceria. Loki estava todo enciumado, perguntando o que ele fazia ali. Como se eu soubesse a resposta. Isso por nem aceitei a namorar ele.
As meninas ficaram elogiando Natsu para mim, dizendo o quanto ele era bonito e carismático. Apenas entrei na onde, balançando a cabeça e não dando opinião alguma. Isso é um pesadelo.
A última aula começou, e a professora entra dizendo que irá passar um trabalho para nós. Mal entra na sala e já começa com essa recepção. Primeiro pede para que todos escrevam seus nomes em papeis, dobrassem e levassem na mesa dela. Depois os põe em um copo e nos olha.
— Boa noite alunos. Como mencionado passarei um trabalho para vocês hoje. Vocês devem ter percebido a essa altura do curso, que como administradores vocês terão que passar por diversas situações. Então eu conversei com algumas empresas, e quero que vocês pesquisem sobre elas, façam um bom diagnóstico organizacional e me entreguem.
Isso parece muito chato. Já tenho trabalho demais para fazer na empresa de meu pai, e isso parece levar muito tempo.
— Com os papeis que me entregaram, eu sortearei as duplas! — a professora afirma, sorridente.
Todos começam a contestar, mas a professora não parece nada abalada.
— Vocês terão que lidar com todo tipo de pessoa na vida profissional de vocês. E é por isso que eu irei escolher as duplas e neste outro copo tem os lugares — aponta para o outro copo ao lado.
Suspiro fundo. Acho que isso não será o problema, me dou bem com toda a sala, e acho que será divertido trocar um pouco o padrão. Mas se pudesse escolher, seria com a Milli-chan. Os sorteios começam e todos parecem tensos. Alguns ficam felizes e comemoram, enquanto outros apenas aceitam. Nada do meu nome ainda. O nome de Millianna sai, mas nada do meu. Horrível essa espera.
— Lucy Heartfilia — a professora finalmente lê e puxa outro papel do copo — e... Natsu Dragneel.
— O QUE? — gritamos juntos, fazendo todos nos olharem e nós nos olharmos.
A professora arqueia a sobrancelha para nós. Milli-chan me olha, desconfiada de minha ação.
— Professora, moramos muito longe — Natsu mente — Não pode mudar minha dupla?
— Fico feliz que já saiba onde sua parceira mora, Natsu, porque não irei mudar — responde com um sorriso sarcástico que fez todos os outros darem risada.
Que merda de frase, Natsu.
— Mas é que... — começo a inventar algo novo, mas sou cortada.
— Não, já foi decidido. Parem de chorar.
Só pode ser brincadeira. Fazer trabalho justo com... ele? Esqueci desse detalhe, nem ao menos pude torcer para não cair com ele. Tento me acalmar. É só uma entrevista, nada demais. É só acabarmos logo com isso que ninguém se machucará. De novo.
— Você irão entrevistar... — fala, pegando um papel do outro copo — o Motel Lust.
Engasgo com minha própria saliva.
— COMO É QUE É? — gritamos novamente.
Toda a sala começa a fazer sons de insinuação. Fazendo meu rosto avermelhar. Jogo-me contra a carteira, escondendo meu rosto.
— É só para fazer a entrevista hein?
— Que inveja.
— HMMMMM...
Quero morrer. Quero mesmo morrer.
Por que essa “sorte” nos persegue?
—♥—
Natsu
Saio da aula e vou direto para o bar que combinei de encontrar Gray. Tenho vontade de bater o carro por aí para não ter que passar por essa merda toda, mas tenho amor demais ao carro, e a mim. Estaciono o carro e ando até onde vejo Gray sentado no balcão, já com um copo de alguma coisa em mãos. Nos cumprimentamos, já percebendo em milhares de olhares femininos em nossa direção.
— O lugar está lotado hoje, se é que me entende — Gray fala, direcionando seu olhar para as mulheres dançando na pista.
Dou risada de sua maneira nada discreta de viver.
— Se a minha vida já não estivesse uma merda tão grande, acho que eu aceitaria o desafio — digo, pedindo uma cerveja.
— O que aconteceu?
[...]
— Sério cara, um motel — repito, inconformado.
Gray começa a gargalhar novamente, já não muito sóbrio.
— Você é mesmo sortudo — diz com seu jeito sarcástico, batendo em minhas costas.
— Você nem está me escutando — suspiro, desistindo de fazer ele entender — Não tem mais nada entre eu e a Lucy. Já era, de verdade.
Ele me olha de forma, desconfiada e põe uma mão em meu ombro, enquanto viro a terceira garrafa.
— Cara, você é meu amigo há tipo muito tempo, para de tentar me enganar.
— Enganar? — pergunto sem entender.
Gray revira os olhos, pedindo outra dose.
— Você não parou de pensar na Lucy desde que foi embora e voltou ainda pensando nela. E agora vem com essa história de estar triste de ir para o motel com ela? Pff — debocha.
— É um trabalho — corrigi — Além disso... — murmuro, olhando para nada em especial — Tem aquele meu outro problema — Apoio o queixo na mão.
Ele balança a cabeça em concordância.
— Verdade, você está mesmo ferrado.
— Cala a boca — digo, rindo de sua sinceridade — Falando nisso, você ainda não me contou o que te fez levar um tiro e quase morrer.
Olho para ele curioso. Gray é mulherengo, não idiota. Não o imagino entrando em uma briga de rua por nada. Ou fazendo qualquer outra merda. Ele olha para o próprio copo, pensativo.
— Para de tentar achar alguma mentira para me contar — disparo, vendo sua expressão.
Ele ri, provavelmente por eu ter acertado em cheio.
— Você é meu melhor amigo, Natsu. E eu não posso te contar — diz, sério.
Gray, sério? Que porra tá acontecendo? Procuro avaliar a situação antes de lhe lançar um sermão.
— Tem a ver com a Juvia, não tem? — pergunto e ele assente de leve.
Eu sabia. Ela estava agindo estranho o tempo todo enquanto ele estava no hospital. E todos disseram que foi ela quem o encontrou. Mas não acho que tenha sido o caso, tenho quase certeza que ela estava com ele. Lucy me disse que ela parecia se culpar. Para ele não querer contar a ninguém e ainda mentir para metade dos seus amigos, deve ser importante.
— Tudo bem, não conte — desisto sem insistência — Você deveria deixar de ser orgulhoso — digo, também olhando para meu copo vazio.
— Hã? — questiona, confuso.
Dou risada de sua lerdeza.
— Fica aí com dor de cotovelo toda vez que vê a Juvia com o Lyon ao invés de ir logo atrás dela — falo desanimado, pedindo uma água dessa vez.
Gray me olha, parecendo furioso.
— Cala a boca — fala com um suspiro — Não quero ficar que nem você — soa de maneira seca e ridículo como sempre é.
— Gray?
— Que?
— Morra.
Fale com o autor