Destino Das Fadas

43 Capitulo 41 — Casamento alheio


Notas iniciais
Oiiiii amados! Tudo bem com vocês? *000*
Primeiro quero pedir desculpas por não ter postado ontem, odeio não cumprir com o que falo :/ Mas ontem tive meu exame para tirar carteira de motorista! EU PASSEI GENTE! UHUL o/ KKKKKKKKK. Detalhe: Nunca fiquei tão, mas tão nervosa na minha vida. Sim, foram as piores 1h20 da minha vida inteira. Mas tudo deu certo, espero que me compreendam.
Quero agradecer IMENSAMENTE por todos os reviews ♥ Quero dar boas vindas aos novos leitores ♥
e... Dizer um MUITO obrigada para a Misaki, minha linda, que deixou sua recomendação para DDF ♥ Fiquei super feliz! Amei demais a recomendação, me emocionou ♥ Obrigada por suas palavras!
Um dia muito feliz para mim, capitulo dedicado à vocês, meus queridos, que me incentivam, me acompanham e me deixam feliz ♥
Ps. tem link de música

Capitulo 41 — Casamento alheio

Deus sabe que nada vou poder fazer
Se um dia eu perco todo esse amor
Vem ficar comigo quando escurecer
Eu quero estar contigo seja onde for

A noite estava silenciosa e serena. Não se podia nem ouvir o canto de passarinhos ou o menor movimento possível de algum inseto por perto. Mesmo assim ela se encontrava calorosa e confortável. Não sei como vim parar em minha cama, e pouco me importa. Mas a companhia era indescritivelmente meu maior consolo. Suas mãos acariciavam meu rosto de maneira lenta e afetuosa. Podia acabar o mundo que não me importaria. Estar ali com ele. Era o bastante para mim.

— Agora que se acalmou, quer me contar porque estava chorando? — disse com uma voz calma e gentil, enquanto retirava alguns fios de cabelo de meu rosto.

Permaneci quieta. Não queria tocar no assunto, apesar de achar necessário. Não queria me lembrar de mais nada que não fosse este momento. Porque agora percebi que não era o fato de namorá-lo, e sim estar com ele. Tudo nele me acalma. Seu olhar profundo, seus carinhos inocentes, seu calor, seu jeito preocupado e amoroso, seus sentimentos eram quase palpáveis. Constatei que temos uma ligação forte e que não seria quebrada tão fácil.

— Não vai mesmo me contar né? — insistiu um pouco desanimado.

Balancei a cabeça em negação, o que lhe deixou expressivamente frustrado. Soube disso por seu suspiro desapontado e quando ele fechou os olhos tentando aceitar suas investidas fracassadas de me fazer falar.

— Sempre me desespero quando você chora... — murmurou em meu cabelo — Deve ser a pior sensação que existe. Você costumava sorrir mais, Lucy.

— Desculpe por isso... — sussurrei de volta.

Ele se afastou e puxou meu rosto para cima, atingindo meu olhar com o seu, que no momento era intenso e indecifrável.

— Não se desculpe por algo assim, só me sinto mais culpado.

— Não se preocupe tanto comigo.

— Lucy — disse e fez uma pausa, ainda segurando meu rosto para que eu não desviasse o olhar — Se não posso ficar com você, não me impeça de querer te ver bem, por favor.

Sua voz era tão sincera e calma, que aqueceu meu coração e estremeceu meu corpo. Não soube o que responder, apenas assenti com a cabeça e ele me liberou. Aconcheguei minha cabeça em seu peito novamente. Podia sentir sua respiração em meu cabelo e ouvir seu coração disparado, exatamente como o meu. Não queria nem dormir, só para aproveitar mais o tempo com ele. Mas depois de alguns minutos, sentindo seus braços calorosos em volta de mim, adormeci,

pedindo para que o tempo parasse...

—♥—

15 dias depois...

Deus, como o tempo passa rápido. Já faz duas semanas que briguei com meu pai, que fui parar no hospital e que descobri que estou grávida. Desde lá não tiveram muitos acontecimentos. Meu pai tentou entrar em casa e eu impedi. Aliás, a casa está em meu nome e tenho posse sobre ela. Ainda estou procurando por um advogado qualificado para o processo contra meu pai. Erza disse que vai me ajudar, por ela estudar na área fica mais fácil para encontrar um bom advogado. Encontrei um novo emprego. Não chega nem perto de como era trabalhar na empresa de minha mãe, mas por hora, está bom.

Sobre minha gravidez... ainda não contei à Natsu. Não sei o que estou esperando, mas não consigo simplesmente chegar nele e dizer que estou esperando um filho dele. Essa ideia ainda me assusta na verdade. Sting tem estado comigo, e me ajudado a manter minha alimentação saudável mesmo quando estou sem fome. É bom ter sua companhia, não me sinto tão sozinha. Apesar de que a Levy também não sair de cima de mim. É fofo vê-los preocupados comigo.

— Heartfilia já terminou os contratos que te passei? — Meu novo patrão apareceu. Seu nome é Sr. Ranzinza Yamashita

— Estou terminando, senhor.

Ele andou até a frente de minha mesa e pôs as mãos sobre ela. Fitou-me de seu modo de sempre, com as sobrancelhas juntas. Nunca o vi sorrir uma única vez, que anti-social.

— Não pense que por nascer em berço de ouro, eu pegarei leve com você! Você tem que trabalhar tanto quanto os outros, entendeu?

— Nunca imaginaria algo deste tipo, não se preocupe senhor.

— Ótimo, termine tudo até às 17hrs e estará dispensada.

Deu as costas e foi gritar com outra funcionária. Era sempre assim, o mesmo papo, o mesmo jeito arrogante. Em minha cabeça se formar uma boa briga: Jude x Hitoshi. Ainda assim, Jude ganha, tem o processo contra a empresa do Natsu. Isso é imperdoável. O Sr Yamashita por mais que seja chato, resmungão e grosseiro, não fez nada para estragar minha vida. Talvez me estressar no dia a dia, mas nada a mais que isso.

Continuei a remexer os contratos. Olhei para o canto da tela de meu notebook e olhei a 26/06/13. Todo dia que se passa olho para a data, vejo ela passando lentamente e cada vez mais perto do casamento de Natsu. Ele tem ido menos para a faculdade, parece que os preparativos estão dando trabalho. Natsu... Natsu...

— Lucy? Hei, planeta Terra chamando.

Olhei para frente assustada, ao me perder em pensamentos. E fico ainda mais espantada quando identifico quem é.

— Nossa, estava mesmo longe hein? — sorriu docemente.

— Yu... kino? — falei pausadamente sem acreditar ainda. O que ela tá fazendo ali?

— Oi Lucy, seu chefe me deixou falar com você — explicou ainda com um sorriso e depois se abaixou para se aproximar de mim — Mas disse que tenho só dois minutos.

Normal. Olhei para a sala dele à minha frente e ele fitava a gente. Deu algumas batidinhas na tela de seu relógio e voltou a olhar os pápeis em sua mesa.

— E acredite, perdi um minuto só tentando te acordar — brincou e eu ri fracamente, depois passei a olhá-la esperando por um motivo dela estar ali — Sabe, não conheço muitas pessoas por aqui, o casamento tá se aproximando, então pensei que talvez você pudesse me ajudar!

...

Ajudar? No casamento dela com o pai do meu filho? Não ligo de ser madrinha de casamento e ficar apenas no meu canto. Mas ter que participar de toda a preparação... Nem pensar.

[...]

— Fico tão feliz por ter uma madrinha por perto para me ajudar! — Yukino disse empolgada enquanto dirigia pelas ruas de Magnólia, depois do meu trabalho.

Como vim parar aqui? Não sei também. Mas ela tem um poder de convencimento horrível. Daquele tipo que ou você vai ou você sente que irá pro inferno por não ajudar. E assim, depois do meu trabalho, deixei o carro em casa e aqui estou. Ajudando a acabar com a minha própria vida!

— Que bom que posso ajudar, não garanto que serei útil — respondi a sua animação de maneira bem modesta.

— Tenho certeza que irá, você deve conhecer o Natsu tão bem quanto eu, não é? — perguntou inocentemente, me lançando um sorriso amigável.

Você não faz ideia do quanto.

— Talvez — me limitei a dizer.

Sempre fico em dúvida se Natsu disse algo sobre a gente ou não. Para não causar problemas maiores, é melhor eu ficar na minha e agir como uma boa madrinha de casamento. Ou tentar.

Andamos por várias ruas, de vez em quando trocávamos algumas palavras rápidas. O certo é que eu não me sinto muito a vontade com ela. Seria mentira dizer que não tenho nada contra ela. Às vezes penso que não é algo contra ela, pessoa. Que por sinal é uma garota incrível, fofa e doce. Mas sim pelo fato dela ter entrado na vida de Natsu. Quero dizer, não queria que ele ficasse sozinho pelo resto da vida ou que nunca encontrasse ninguém. Ou queria? Quão egoístas são meus pensamentos? Será que é assim tão difícil aceitar toda essa situação?

Então vejo que não é apenas uma situação. Lucy, acorde! Tem um filho dele crescendo dentro de você. Não é uma situação, é algo muito maior do que isto. E ainda assim, fico sem saber o que fazer. Conversando com a Yukino vejo como ele se tornou importante para ela também, é claro que o fato de eu estar grávida dele, o faz muito mais importante para mim. Mas ela está tão entusiasmada com o casamento, tudo está quase pronto. Eu seria capaz de estragar seu sonho só por não conseguir viver o meu?

Senti o carro parar, olhei para o lado e vi que estávamos na frente de uma loja sofisticada de enfeites de casamentos, arranjos e etc. A loja era linda, pelo menos de fora, e do carro.

— Chegamos, estou louca para escolher a decoração! — disse enquanto puxava o freio de mão e desligava o carro.

— Vai ser divertido — tentei me animar também.

E talvez realmente seja se eu me esforçar. Adoro decoração, e tudo que envolve casamento é sempre tão lindo e delicado. Vou tentar pensar que não é para o casamento de Natsu e sim o casamento de uma amiga.

Saí do carro assim como ela e entramos na loja, conversando sobre tudo que ainda tinha que ser arrumado. Olhava-a enquanto sorria exageradamente mostrando sua alegria em falar de cores, flores e doces. Passamos pela porta.

— Então Lucy, acho que eu prefiro uma cor mais neutra sabe? — continuou a falar até se virar para frente e alargar o sorriso.

Olhei na mesma direção que ela. Ok. Talvez não seja assim tão fácil. Natsu estava ali. E eu paralisei. Pelo menos não fui a única, porque assim que ele me viu entrar na loja, também ficou petrificado, me encarando. E seu olhar me mandava a seguinte mensagem: “o-que-você-tá-fazendo-aqui,sua-drogada-?”. E com muito esforço tentei mandar um recado também, que seria: “sua-noiva-pirada-com-olhos-do-gato-do-shrek-me-arrastou-idiota”. Ele arqueou a sobrancelha. Se, entendeu ou não, não sei. Mas Yukino pulou em seus braços e o beijou. Meu estomago revirou e desviei o olhar para não olhar aquela cena trágica.

— Olha quem eu trouxe comigo amor! Nossa madrinha de casamento! — disse me puxando para mais perto.

Tentei sorrir de uma maneira menos falsa que ele sorria.

— Como vai Lucy? — cumprimentou de maneira um pouco formal, e duro.

— Muito bem, obrigada e você Natsu? — devolvi no mesmo tom e formalidade.

— Tudo certo.

Depois disso um silêncio incomodante se formou. Natsu me olhava, olhava para a Yukino e depois para o chão, não sabendo onde colocar a direção dos olhos. Comecei a fitar minha mão que tremia excessivamente. E Yukino olhava toda a cena em dúvida.

— Bom... — ela quebrou o silêncio — Acho que a Lucy vai ser de grande ajuda amor, porque você sempre diz para eu escolher o que mais me agrada e nunca me dá sua opinião, então trouxe alguém que te conhece a mais tempo para me ajudar! Não é uma grande ideia?

— É... — respondeu com imprecisão — Mas ela tem faculdade, Yuki.

— Ela disse que não liga de faltar hoje para me ajudar não é Lucy? — olhou-me com um sorriso. Natsu também me olhou. Nem me sinto pressionada, imagina.

— Sim... não vai ter nada importante hoje na aula — completei com certo receio.

— Tem certeza? O professor não ia passar trabalho hoje? — Natsu replicou. Ele realmente não quer que eu continue aqui, o que torna tudo mais divertido.

— Não, esqueceu que é vista de prova só? — sorri ironicamente.

— Se você for mal, não tem como recorrer nota hem?

— Sou inteligente, está sobrando nota.

— Não vá se arrepender no segundo semestre.

— Não acha que é você quem deveria estar preocupado? Que eu saiba suas notas não estão muito altas.

— Como é? Minhas notas estão ótimas! Você é o que? Uma stalker de notas alheias?

Encaramos-nos mais um pouco. Sentia meu coração disparado por nossa briga casual. Nada fora do normal. Eu e Natsu juntos é igual a implicância e discussão. Nós estávamos acostumados, mas certa albina ali no meio parecia bem perdida com toda essa cena. Ao perceber isso, tanto eu quanto ele, voltamos a nossa postura inicial e fingimos que nada aconteceu.

— Vamos começar? — sugeri para Yukino com um sorriso.

— Va-vamos... — disse hesitante.

Logo tudo foi esquecido. Uma atendente super sorridente de simpática apareceu mostrando diversos catálogos com tipos, cores, formatos de decoração. Dava para se perder no meio de tantos modelos. A diversidade era tanta que era impossível se apaixonar apenas por um. Ficamos os três sentados em algumas poltronas, folheando as páginas.

— Olha que perfeito esse Lucy! — Yukino se aproximou com uma página da revista aberta.

Na página estava a foto de um casamento. O enfeite era simples e bonito. Orquídeas brancas arranjadas sobre as mesas, velas, cadeiras em madeira clara. Delicado, mas não era algo que eu escolheria para o meu casamento. Para mim, casamento é uma vez só, pelo menos espero que seja. E tudo tem que ser perfeito.

— Bonito Yukino, mas olha esse daqui — mostrei uma página que eu havia marcado com o dedo por ter gostado bastante.

Misturavam-se flores rosas e brancas. Uma combinação maravilhosa. Dava um ar de sofisticado e simples ao mesmo tempo. Elegante e delicado. Era tudo um contraste em perfeita harmonia. Os arranjos tinham também um pouco de verde que dava vida ao local. Os doces eram devidamente arrumados na mesa em bandejas prateadas. A mesa de doce era de vidro quanto as dos convidados tinha uma toalha branca com bordados em rosa. Taças de vidro. Tudo muito composto.

Yukino olhou a página e seus olhos brilharam também. Natsu se aproximou pelo outro lado, olhando para a página.

— Não quero um casamento rosa.

Estraga-prazeres.

— Deixa de ser chato Natsu, essa decoração é PER-FEI-TA! — falei apontando para a revista, convicta.

— Não estou sendo chato, mas sério, rosa? — disse mostrando sua indignidade.

— Você é muito machista! Que cor seria então? — repliquei, o encarando.

— Sei lá... azul?

— Enfeites em azul? Tá achando que é festinha de aniversário?

Olhou-me irritado.

— Rosa? Tá achando que é casamento da Barbie?

— Estou é achando que você tem um gosto terrível para enfeites.

— Ah é? Olha esse daqui então. — disse abrindo a revista em uma página marcada também.

Olhei para página. Não era tão ruim. Para ser sincera era bonito sim. Mas eu nunca diria isso. Tudo o que eu tinha que fazer agora é encontrar algum defeito para acabar com seu jeito convencido. Analisei melhor e apontei para um dos arranjos.

— Viu? Tem rosa! — falei com um sorriso.

— É vermelho!

— Rosa!

— Vermelho!

— Deixa de ser daltônico Natsu! — eu tenho certeza que é rosa.

— Agora eu sou daltônico? Tenho certeza que é vermelho!

— O que você tem contra rosa? Seu cabelo é rosa!

— São coisas completamente diferentes.

— Não tem nada de diferente! — confrontei pasma.

Fizemos de novo. Ele limpou a garganta de modo singelo e se endireitou na poltrona. Só então percebi que ele estava inclinado ao máximo no braço da poltrona e eu também. Fiz o mesmo me ajeitando e respirando fundo.

— Então, acho que rosa fica legal o que você acha Yukino?

Ela me olhou, olhou para Natsu que passou a folhear as páginas novamente. Tudo parecendo bem confusa e sem saber como reagir.

— Achei bonito também... — murmurou parecendo ter medo dos dois monstros à sua frente.

Talvez Natsu realmente goste mais da companhia dela do que a minha. Não imagino Yukino brigando com ele por coisas tão banais como isso. Já comigo, nada, nada combina. Somos o exemplo perfeito de contrariedade. Yukino é gentil, simpática e seu modo é tão delicado que seus movimentos parecem leves. Não quero falar como eu sou, ficaria deprimida.

Passado mais algum tempo, a atendente voltou.

— Gostaram de algum? Os modelos das revistas são apenas exemplos, podemos montar de acordo com sua vontade. Ou mesclar modelos, como você quiser.

— E se mesclássemos os dois modelos amor? — Yukino disse incerta.

— O que você quiser, querida — colocou a revista na mesa à frente e se levantou.

Fiz o mesmo. Yukino ficou lá com a decoradora discutindo gostos, cores e texturas. Enquanto isso, fiquei rodeando a loja. Dentro dela havia vários “ambientes” montados como modelos. Eram lindos. Casamentos são lindos. Não importa a cor da decoração, a elegância, ou o dinheiro investido. Casamentos são sempre perfeitos. Os sentimentos contidos em cada detalhe, escolha e gesto, era o que fazia tudo ser extraordinário.

Passei por algumas mesas enfeitadas, tocando tudo com o maior cuidado para não estragar, quebrar ou derrubar. Do jeito que sou estabanada, tudo pode acontecer. Uma sensação de angustia começou a tomar conta de mim. Parei para pensar e me pergunto por que estava ali. Ajudando a concretizar o casamento que não é meu e que tão pouco desejo. Não faz sentido... Faltam menos de duas semanas para Natsu casar... e esse pensamento me consome a cada segundo.

— Como você veio parar aqui? — a voz de Natsu me despertou. Olhei para ele um pouco ansiosa.

— Meu olhar não foi esclarecedor? — repliquei. Ele suspirou.

— Ela te arrastou né?

— Sim.

O silêncio veio a tona novamente. Mas ali ele se tornava ainda mais incomodo. Apenas nós dois, sem saber o que falar, se devemos falar. Ter ele ali tão perto me faz lembrar daquele dia que dormi em seus braços. Foi tão bom, e eu sei que não vai acontecer de novo. Nem deve.

— O casamento vai ser em um Buffet numa ilha com praia — puxou assunto. Um assunto ruim, mas ele tentou.

— Legal — respondi sem entusiasmo. Quem é que se casa numa ilha?

— Foi ideia da Yuki. Vão poucos convidados, então ela pensou em ficarmos lá alguns dias antes do casamento, irá ter quartos para todos. Segundo ela é como um agradecimento...

— Hm...

— Ela pensou em fazer uma cerimônia também, um dia antes do casamento. Como se fosse um noivado mais formal...

Apenas balancei a cabeça para mostrar que estava escutando. Ele remexeu no bolso e de lá tirou algumas passagens.

— Tome. Vamos sair dia cinco de julho — me esticou duas passagens — A outra é para o seu acompanhante. Você pode escolher... eu não consegui.

Olhei para ele, surpresa. Mas ele não disse mais nada. Apenas se virou de costas e voltou até onde Yukino estava. Fiquei olhando para suas costas se afastando e depois para as passagens em minha mão. É mesmo real... ele vai se casar...

—♥—

Depois de lá, fomos à um restaurante. Ao que se parecia, Yukino queria contratar os cozinheiros dali. Era um lugar elegante... ou seja, caro. Nunca havia entrado lá, apenas passado na frente. Esperei afastada que ela conversasse com o gerente do local e logo ela apareceu com alguns exemplos de cardápios.

Sentamos em algumas mesas e passamos a olhar as opções. Parecia tudo delicioso.

— Amor, o que acha esse com risoto? — disse lhe mostrando um dos cardápios. Natsu olhou, remexeu a boca.

— Parece bom — respondeu, não parecendo muito animado.

Voltei a olhar os cardápios a minha frente. Um me chamou a atenção. Tinha a mesa de frios, uma mesa com comida simples, porém que parecia maravilhosa, além de sobremesa e aperitivos durante a noite. Não era tão caro comparado aos outros e parecia muito agradável.

— Olha esse — falei. Mas percebi que não falei sozinha. Eu e Natsu nos olhamos. Olhei para o cardápio que ele segurava e ele olhou para o meu. Era o mesmo. Incrivelmente.

— Nossa, se vocês dois gostaram, deve ser muito bom mesmo — Yukino disse radiante, pegando o cardápio da mão de Natsu.

Ele me olhou por mais alguns instantes.

— Só para constar eu vi primeiro.

Sabia que ele não ficaria sem implicar.

— Não importa, eu comecei a falar o “Olha” antes de você, pude ouvir bem meu “o” soar antes.

— Desde quando você tem esse poder de percepção?

— Desde quando você tem bom gosto.

[...]

No final brigamos de novo. Mas Yukino acabou escolhendo aquele cardápio mesmo. Sabia que era o melhor. Então o pior aconteceu. Ela disse para o Natsu me levar, porque era caminho para ele e estava tarde. Tentei relutar, mas foi tudo em vão. Agora estava em seu carro, numa mudez sem igual. Porém uma frase da Yukino não saiu de minha cabeça por todo percurso. Quando ela foi se despedir ela disse “Foi bom você ter vindo, com você parece que o Natsu se solta mais e acaba dando a opinião dele. Antes era só “Pode ser; Legal; Você quem sabe; Também achei bonito”. Tentei não ficar feliz com isso. Acho que ele só gosta mesmo é de implicar comigo.

— Porque você é tão implicante? — quebrou o silêncio enquanto contornava as ruas desertas de Magnólia vagarosamente.

— Eu chamo isso de dom, por acaso você tem também — tentei soar um pouco mais natural.

A pressão era bem menor sem Yukino por perto. Sinto que podia ser eu mesma ali. Ele riu baixinho para meu alívio.

— Ah é? Eu chamaria de talento então. Sou bem mais talentoso que você.

Tive que rir.

— Só na próxima vida Natsu — falei baixinho, ainda rindo.

— É... só na próxima vida... — murmurou de volta.

E naquele momento, só nós dois poderíamos entender a quantidade de significados que havia nessa pequena e inocente frase...

Notas finais
Natsu e Lucy, uma contrariedade em perfeita harmonia. haha ♥
Mereço reviews? *000*
Amo vocês ♥
Ps. Vou manter o tamanho do capitulo pelo bem da minha vida (:
HSUIAHSUIHAUIHSASUIA ♥