Destino Das Fadas

42 Capitulo 40 — Em seus braços


Notas iniciais
Olá leitores queridos! ♥
Como passaram o fim de semana? *00*
É o seguinte meus amores, chegamos aos 900 reviews! *--* E isso me deixa super feliz, me faz ver quanto de vocês deixam um tempinho para me escrever algo, e eu adoro poder me comunicar com vocês! Sério, vocês são lindos demais ♥
Esse capitulo está meio parado ~ Mas já digo que o de quinta fará vocês enlouquecerem. Não sei se no bom sentindo, mas não estará tão parado! hUHUSIHAUISHAUIHSA.
Boa leitura ♥

Capitulo 40 — Em seus braços

Natsu

Ela sorriu se virando de costas, e as mostrando nua. O vestido tinha um mega decote atrás. Ela virou a cabeça apenas o suficiente para me olhar.

— Quer tirar?

Puta que pariu. Estou ferrado. Quando digo ferrado, é no sentido de que minha noiva está se insinuando para mim, e todo o efeito que causa em mim é... nada. Talvez desespero por não saber o que fazer. Mas atração e desejo? Está muito longe disso.

— Yuki, você tá bêbada? — perguntei sem nenhum indício de ser brincadeira.

— Você preferiria que eu estivesse? — disse com um sorriso.

Talvez. Daí teria um motivo para você estar fazendo tal coisa.

— Ahnn... não... sei — gaguejei sem saber o que dizer.

Fiquei parado por um tempo ainda a olhando de costas. O que eu deveria fazer? Arrancar o vestido e dane-se o resto? Ou ficar parado, exatamente como estou agora, e não saber o que fazer? Se fosse antes, mais precisamente antes de Lucy, eu não pensaria duas vezes. Mas acho que quando sabemos a real sensação dos sentimentos, tudo muda.

Ela se virou novamente para mim, vendo o quão paralisado eu estava. E começou a vir em minha direção.

— Vo-você não quer? — perguntou com uma expressão triste. Droga. Odeio ver garotas tristes. Ainda mais quando sei que é por minha causa.

— Yuki... a verdade é que...

Que...? Pensa Natsu, pensa! Ela me olhava esperando a continuação. Um desespero profundo começou a me invadir.

— Eu prometi que iria esperar o casamento, é isso — falei sem achar alternativa. Ela arqueou as sobrancelhas — Sabe como que é, tá na bíblia — tentei parecer sério.

— Você é virgem? — perguntou desconfiada.

— Sou.

E com essa, eu vou pro inferno.

Seu rosto avermelhou. Ela voltou seu corpo de frente para mim. Sinto que até ela mesma está desconfortável. Então porque diabos ela está fazendo isso? Seu olhar mostrava confusão.

— E-eu... hm... — disse trêmula — Desculpe, acho que... hm... — parecia nervosa com a situação. Quem não ficaria?

Respirei fundo mais aliviado, depois dela ter tentado me surpreender do nada. Deixei minha mochila em cima do sofá e voltei a olhá-la.

— O que está acontecendo? — perguntei com uma voz mais calma que pude, tentando tranqüilizar seu corpo que tremia.

Ela suspirou e se sentou em minha cama. Fitando suas próprias mãos, envergonhada. Há um minuto, podia jurar que era uma mulher completamente diferente ali me esperando, mas pelo que vejo, continua sendo ela mesma.

— Eu queria... te surpreender — disse com a voz baixa, quase num sussurro.

Andei em sua direção e me sentei ao seu lado, tocando sua mão de leve.

— Por quê? Não precisa fazer algo deste tipo.

Por favor, não faça mais algo deste tipo. Essa seria meu pensamento original. Era um pouco perturbador e frustrante. Digo, Yuki é linda. Tem um corpo bonito, em outras palavras, de maneira mais grotesca. Ela é gostosa. Além de sua personalidade ser doce, simpática. Mas não consigo. Talvez seja falta de tentar. E eu realmente queria tentar me aproximar mais dela. Então uma barreira enorme chamada de “sentimentos pela Lucy” aparece. E todo meu plano, de tentar criar intimidade com a minha noiva, vai por água abaixo.

— É que às vezes eu sinto você tão distante... e eu tenho mesmo tentado fazer de tudo para que a gente não seja um casal chato que apenas se casou por obrigação — murmurou com a voz de choro. Parabéns Natsu. Fez outra garota chorar — E-eu amo você...

Ai. Já teve a sensação de algo te perfurar o peito? Eu nunca tive, mas deve ser algo parecido com o que senti agora. Me ama? O que? Como? A gente se conhece a apenas algumas semanas. Quero dizer, não que eu ache que se precise de tempo para amar alguém, porque, diga-se de passagem... eu me apaixonei pela Lucy no mesmo instante que a vi. Isso sim foi uma surpresa.

Ela começou a chorar. E então me senti o pior cara do mundo. Primeiro eu fiz a Lucy sofrer. E agora a Yuki também. Não posso continuar assim. Não quero machucar mais ninguém. Tomei uma decisão. Eu iria tentar. Tentar de verdade. Talvez assim, a Lucy se liberte também... pode ser que eu nunca ame a Yuki como amei a Lucy, mas eu só tenho que gostar da companhia dela. Apenas isso...

Levei minha mão até seu rosto úmido pelas lágrimas. E puxei seu rosto para olhá-lo. Passei o dedo carinhosamente por sua face para afastar as lágrimas. Ela me olhava de um jeito novo. Era quase do mesmo jeito que Lucy me olha. Um jeito carinhoso e terno. A única diferença, é que no olhar da Lucy se encontra a intensidade também. Deve ser porque eu a olho do mesmo jeito, e nossos olhares de conectam. Chega de Lucy! Droga.

Em um ato rápido e desesperado para tirar Lucy de meus pensamentos, puxei Yuki contra meu corpo e a beijei. Dessa vez um beijo de verdade, do qual nunca havia acontecido entre nós. Pude sentir que a peguei de surpresa. Mas ela aceitou. Apesar de parecer meio tímida no começo, sua língua se encontrou com a minha. Estranho. A última vez que beijei alguém assim foi... quando... transei com a Lucy. Nem devo dizer transar. É clichê, mas é fazer amor. Porque todo aquele turbilhão de sensações quando sinto o corpo dela, não se pode titular com algo tão banal como “transar”. E porque estou pensando nela de novo?

Deitei sobre a Yuki, sem tirar meus lábios dos dela. Ela parecia gostar de me beijar. Porque sua boca pedia a minha interminavelmente. Tenho que relaxar. Pensar em sacanagem e já era. Eu consigo. Tenho que conseguir. É com ela que vou passar o resto da minha vida... Mas aqui, enquanto a beijo, e sinto seu corpo abaixo do meu... só consigo me lembrar de Lucy. Dos seus lábios doces sobre os meus. Sua pele macia e cheirosa. Sua mão sobre meu peito. Seus gemidos de prazer e...

— N-natsu? — Yuki despertou-me depois de nos afastarmos do beijo.

— O que foi? — perguntei a vendo, um tanto quanto, constrangida.

— E-eu... nunca fiz nada assim... também — confessou com as faces avermelhadas.

Ok. Ela é virgem. E eu estou sendo um completo idiota de novo. Sai de cima dela e fui para o lado, a olhando. Lembre-se Natsu: Teoricamente, aqui, você é virgem também. Nada de agarrar futuras esposas que acreditam nisso, na cama.

— Desculpa, acho que... — me perdi pensando em outra mulher. Eu, com certeza, não poderia falar isso — é melhor eu te levar embora.

— Eu realmente achei que você não fosse mais virgem... — murmurou.

Deve ser porque eu não sou.

— Porque diz isso? — perguntei a olhando. Ficamos deitados um do lado do outro. Ela ficou sem jeito, desviando seu olhar de mim — Ei, pode me falar, não precisa ficar envergonhada — passei confiança.

— É que... não sei... você tem um jeito conquistador — confessou corada — Parece ser exatamente como aqueles garotos populares da escola que tem todas as garotas ao seus pés.

Isso foi surpresa. Apesar da teoria estar errada. No colégio nunca fui nenhum garanhão ou coisa do tipo, isso era com o Gray, não comigo. Lá eu apenas fiquei com algumas garotas por bobeira, e depois que conheci a Lucy. Eu só passei a pensar o quanto eu queria ficar com ela. E mais ninguém. Dei uma risada baixa.

— Bobagem — falei sorrindo — É só uma ilusão criada por eu ser bonito — brinquei, fazendo ela rir. Bem melhor. Sem lágrimas!

— É um ilusão bem real, na minha opinião — disse com um sorriso.

— É que eu sou muuito bonito, entende? — continuei a brincar.

Rimos por mais alguns instantes. Depois ficamos apenas nos olhando. Vendo ela aqui do meu lado, com seu jeito mais natural e descontraído, penso que talvez não seja difícil amá-la. Se eu tentasse. Mas é realmente difícil. Às vezes me pergunto qual o meu problema.

— Desculpe por hoje... acho que te peguei desprevenido — desculpou-se sem graça.

— Desprevenido? — fingi surpresa — Aquilo foi muito mais que desprevenido! — falei rindo. Ela riu também.

— Eu estava me sentindo tão... desesperada — admitiu olhando para suas próprias mãos — Sabe... me pergunto se um dia você vai me amar...

Foi um choque ouvir isso da maneira como ela disse. Em um tom sincero e triste. Direcionei meu olhar para a janela. E como um filme vários momentos vividos com a Lucy se passaram em minha mente. Também me questiono, se um dia vou conseguir deixar tudo realmente no passado...

Peguei na mão de Yuki e voltei a olhá-la.

— Seja apenas um pouco mais paciente, tá bom? — falei com uma voz calma, e também sincera — Eu... vou tentar te surpreender também.

Ela alargou o sorriso e assentiu. Será que consigo cumprir essa promessa? Primeiro tenho que ver Lucy e ver como ela está. Não consigo nem me controlar assim. Tenho que vê-la e saber que ela está bem e feliz. Conversamos por mais algum tempo e depois a levei para casa.

—♥—

Lucy

— Boas notícias. Adivinha o que é? — Sting passou pela porta sorridente. Logo atrás dele o Doutor Fukuda apareceu, carregando uma prancheta com uma folha presa, uma caneta, e uma bandeja com esparadrapos, gases, e curativos em geral.

Olhei para eles e sorri.

— O que seria? — perguntei animada.

— Você terá alta, senhorita Heartfilia — O médico logo me respondeu, vindo ao meu lado.

Sting sentou-se ao meu lado. O doutor começou a tirar o tubo que me transferia soro. Tentei nem olhar como aquilo iria sair da minha pele. Com toda certeza, eu não sirvo para essas coisas.

— Feliz de não ter que ficar olhando para o teto ou para mim? — Sting brincou. Ri com ela, batendo de leve em seu ombro.

— Não seja bobo. A felicidade é apenas de não ter que olhar para você! — brinquei também.

Senti as mãos do médico na minha, uma ardência fraca e depois algo sendo enrolado em minha mão. Provavelmente um curativo.

— Pronto Lucy — o médico disse terminando o serviço — Tudo certo para você voltar, só lembre de tomar os cuidados que eu já recomendei, tudo bem?

— Não se preocupe doutor, se depender de mim, essa daí vai ficar na linha de agora em diante — Sting disse e depois sorriu para mim.

Era estranha essa nossa proximidade repentina. Mas estaria mentindo se eu dissesse que não estou gostando. Sting tem sido um amor comigo, carinhoso, atencioso, ficou comigo o tempo todo. Também seria mentira se eu dissesse que não penso em Natsu. Não tem nem maneira de fazer isso. Agora há uma parte dele comigo. E toda vez que passo a mão em minha barriga, posso senti-lo perto de mim.

— Obrigada por seus cuidados até agora, Dr. Fukuda — Sorri, me sentando na cama. Minhas costas doem de ficar tanto tempo deitada.

O médico apenas balançou a cabeça em sinal do meu agradecimento e se retirou. Olhamos ele fechar a porta e depois nos olhamos. Sting segurou minha mão, sorrindo para mim e depositando um beijo de leve em minha testa.

— Está se sentindo melhor? — perguntou preocupado.

— Estou ótima, se eu continuasse aqui iria endoidar — falei aceitando sua mão e me levantando.

Quando acostumamos com camas enormes e confortáveis é difícil acostumar com camas estreitas e duras.

— Não se passou nem um dia, Lucy — disse de maneira divertida.

— Passei a tarde e a noite inteira presa aqui, não é o bastante? — falei indo até a minha bolsa e recolhendo minhas coisas.

— Não se você ainda não estiver bem. Estou começando a achar que você está me dobrando para cair fora daqui — veio ao meu lado, jogando minha bolsa pelos ombros e segurando em minha mão — Mas já cansei daqui também, então vamos embora.

— Vamos! — empolguei-me.

Passamos pela recepção e fomos ao estacionamento, onde o carro de Sting estava. Entramos no carro e fomos em direção à minha casa. Ouvimos música, cantamos, brincamos, conversamos. E eu percebi como ele tentava ao máximo me descontrair para me esquecer de todos os problemas, que por sinal são muitos.

Ainda assim eu iria procurar um advogado assim que possível. Tenho que fazer jus à minha ameaça. Mostrar ao meu pai que não sou mais aquela criancinha que abaixa a cabeça de medo. Sei que não devo me estressar e ficar longe de emoções muito fortes, mas como fazer isso com tudo que estou vivendo? Quero dizer, estar grávida por si só, já é uma grande emoção.

Um filho... nunca me imaginei mãe. E esperava ser só quando terminasse a faculdade e casada. Já com uma casa e um marido do lado para me ajudar. Esses pensamentos me machucam. Começo a imaginar como seria, estar casada com Natsu, e com nosso filho crescendo ali perto de nós. Sei que não vai ser assim. E tento não ficar triste com isso, aliás, Sting está aqui comigo. E está disposto a me ajudar. Isso me deixa relutante, mas não tenho tantas escolhas...

O carro parou e percebi que estávamos na frente de casa.

— Você está mesmo bem? Ficou em silêncio por um tempo — chamou-me a atenção, olhando para mim com seu jeito preocupado de ultimamente.

— Já disse que estou bem — falei me fazendo de forte — É que... são muitas coisas para serem pensadas, sabe?

— Por exemplo, a gente? — foi direto.

— Sim, tipo a gente — respondi sem delongas. Ele tem sido sincero comigo o tempo todo, não iria ficar mentindo.

Ele levou sua mão até meu rosto, me acariciando com as costas da mão.

— Não se sinta pressionada por mim, tudo bem? — me olhou de maneira carinhosa — Sei que está cheia de problemas e dúvidas, não quero me tornar mais um problema para você. Não importa o que você decidir, vou continuar me preocupando e te ajudando, tá bom?

— Tá bom... obrigada por ter ficado comigo — sorri. Ele pegou minha mão e a beijou.

— Fiz isso por mim também, acredite. Qualquer coisa, me liga tá?

— Certo... Até então — me despedi um pouco sem graça com seu jeito atencioso.

Aproximei dele para lhe dar um beijo na bochecha. Ele se virou, pressionando seus lábios contra os meus. Afastei-me rapidamente, confusa. Ele me beijou? Sting alargou o sorriso.

— Boa noite.

Apenas mexi a cabeça e sai do carro. Ele acenou e logo seu carro se foi. É muita informação para um dia só... Respirei fundo e olhei para o lado. Natsu. Natsu estava me olhando na frente de sua casa. Minha respiração falhou. Assim como as batidas do meu coração. É fácil esquecê-lo em mente. Mas vê-lo ali diante de mim, tornava tudo tão mais... difícil. E por um momento senti uma vontade imensa de me jogar em seus braços e dizer “Estou esperando um filho seu”. Controlei-me.

Ele deu alguns passos lentos em minha direção com a boca semi aberta. Parecia querer dizer algo, mas não dizia. Continuei parada. Eu iria explodir. Sinto que o culpo por não ter estado comigo quando mais precisei. Então me lembro que o evitei ao máximo. E agora? O que eu poderia fazer se ele está aqui? Ele parou à uns dois metros de mim.

— Lucy... — sussurrou, sem tirar os olhos de mim.

Não respondi nada. Não consegui responder nada. Minhas forças foram tiradas de mim, e consumidas por seu olhar. Isso me faz lembrar, tudo o que sinto por ele, tudo o que passamos, e tudo o que não vamos mais passar. Ele deu mais um passo em minha direção, parecia hesitante. Provavelmente com medo de eu sair correndo.

— Você está bem? Me deixou preocupado... — murmurou. Pude ver a sinceridade com que suas palavras eram ditas.

— Estou — falei com a voz fraca — Desculpe por isso.

Meu jeito soou frio. Não era a intenção, mas eu sei que... se continuarmos a conversar dessa maneira tão casual, vou desabar. E toda essa minha pose e força de seguir em frente e ter uma vida nova, já era.

— Bom... boa noite — apressei-me em sair dali. Dei-lhe as costas e andei até o portão.

— Espera Lucy.

Sua mão me segurou. Droga, droga, droga. Não me toque! Pensava de maneira relutante. É cruel. É doloroso. Só aquele ato de sentir sua mão em meu pulso já fazia todo meu corpo estremecer. Como é possível? Depois de tudo, porque ele ainda tem esse efeito? Não o olhei. Não me atrevi a isso.

—Tem algo de errado com você. Porque não quer me dizer? — Ouvi sua voz soar atrás de mim.

São tantos os motivos para isso, que nem sei por onde começar. E o “algo errado” é só um bebê que está crescendo dentro de mim, que por acaso é seu também. Quero chorar. Desde quando sou tão sensível?

— Preciso... descansar — minha voz era pesada e carregada de dor eminente.

Ele arrastou sua mão do pulso até meus dedos, segurando a minha mão, que no momento tremia assim como todo meu corpo.

— Porque está me evitando?

— Não estou te evitando — rebati apressadamente.

— Então porque não está me olhando?

Com muita coragem me virei. O que foi uma péssima ideia. Ele estava perto, segurando a minha mão e com um olhar de derreter corações. Isso é jogo sujo Natsu! Porque você tem que aparecer e estragar tudo de novo?

— Estava no hospital até agora? — perguntou com a voz calma, vendo meu nervosismo.

Assenti a cabeça. Não poderia falar, se eu abrisse a boca, minhas lágrimas contidas iriam cair. Não entendo porque essa vontade imensa de chorar. Quero abraçá-lo. Não quero ficar longe dele nunca mais. Será que ele sente isso também? Ou sou apenas eu?

— O que o médico disse? — olhou-me preocupado.

Senti algo congelar todo meu ser. “Disse que estou grávida”. Era o que eu tinha vontade de dizer, mas ainda não sei se é o certo. Acho que demonstrei demais a minha incerteza no que dizer, pois logo ele completou:

— Não quer que eu saiba?

Balancei a cabeça negativamente. Pude ver sua expressão de tristeza, o que me partia o coração. Sua mão soltou a minha.

— Eu fiquei preocupado com você, de verdade — disse com um esboço de sorriso e sem me olhar — Acho que... se algo te acontecesse, eu não suportaria.

Suas palavras me pegam de surpresa e as lágrimas caem sem permissão. Porque é desse jeito? E porque ele tem que me falar essas coisas quando se está noivo? Ao está certo, nada está. Ele me olhou sem entender. Tentei me controlar, mas não conseguia, já podia sentir meu rosto úmido. Não sabia o que fazer. Nunca estive tão perdida quanto estou agora. Escondi meu rosto com as mãos. Não era para ele me ver assim.

Perdi-me em um mundo escuro e cruel. Então senti alguns braços em volta de mim para me puxar de volta ao mundo real. Levantei a cabeça, confusa. Sua cabeça estava ao lado da minha e seus braços me prendiam com força, uma força que não machucava, apenas acolhia. Deixei as lágrimas caírem naquele silêncio acolhedor.

—Mesmo que você não queira, vou continuar me importando com você, então não lute contra isso. Não me exclua da sua vida. Eu te disse lembra? Você é importante para mim. Sempre vai ser, não importa as circunstancias.

As lágrimas caíram ainda mais. Sua preocupação me ardia.

— Não precisa me contar, só... não chore — sussurrou perto de meu ouvido. Sua voz transmitia tranqüilidade e seu abraço, paz. Tudo o que eu precisava.

Aos poucos meu choro foi cessando. Não sei por quanto tempo ficamos abraçados, mas eu não queria que aquilo acabasse. Ele não me soltou nem por um único instante. Meu rosto estava apoiado em seu peito. Seu calor é tão bom... Era um ótimo jeito de acabar a noite... em seus braços.

Amado bebê... esse é seu pai...

Notas finais
Ai meu coração! HUSIAHUISHAUIHSAUI. Estou vendo é muitos leitores querendo pular para o lado de Stincy e isso é muito divertido HSUIAHSUIAHUISHASA. Se estou deixando vocês confusos é porque estou conseguindo transmitir o lado da Lucy, acredite, ela também está super confusa.
Espero as reviews ♥
Quinta-feira, tudo irá pegar fogo. haha
Até lá ♥
Ps. Os capitulos estão muito grandes? Estou me animando ultimamente. Se quiserem que eu diminua, me deixem suas opiniões, certo?