Destino Das Fadas

35 Capitulo 35 — O passado no passado


Notas iniciais
Oi amorecos, como estão?
Acharam que eu não viria né? HSUIAHUISHAUIS Pois bem, aqui estou. É que já comecei a escrever a fanfic que vai substituir essa, e meio que me empolguei. Mas acho que antes tenho que terminar esta daqui né? HSUAIHSUIAHSUIA. Bom amores, mais um vez obrigada a cada um que deixou um tempinho para me deixar uma review ♥ Sério, isso sempre me incentiva sempre mais!
Desculpem a demora e o atraso com os comentários também.
Esse capitulo está bem triste :/, não matem a leitora, onegai!
Boa leitura ♥

Capitulo 35 — O passado no passado


Natsu


Assim que organizamos tudo, peguei minhas coisas, esperei Yukino, e fomos embora. Muita informação para um dia só. Muita emoção para um dia só. Sinto que minha cabeça vai explodir!

— Está tudo bem, Natsu? — Yukino perguntou preocupada. Só então percebi que estava à uma velocidade elevada. Reduzi na hora.

— Ah, está sim, desculpe se te assustei — falei olhando para ela rapidamente.

— Não assustou — disse com um sorriso — Aconteceu algo que te chateou?

Com certeza aconteceu. Mas não sei se me chateou, se me magoou, ou se apenas acabou com todas minhas ilusões.

Flashback on

— É, parece que sim — respondeu convicta.

Realmente não entendo porque ela aceitou um pedido ridículo desses. Madrinha do meu casamento? Onde ela está com a cabeça? Ela não pode estar falando sério.

— Porque, qual o problema? — continuou a me provocar.

Olhei para ela incrédulo. Aproximei-me e peguei em seu pulso.

— Você sabe muito bem qual é o problema, Lucy — falei num tom indignado.

Ela puxou seu braço de volta e limpou sua roupa. Depois me olhou com um sorriso de lado. Que é incrivelmente sexy, diga-se de passagem, mas agora isso não vem ao caso.

— Eu sei? — se fez de inocente — Eu sou sua amiga não sou? E agora sou amiga da Yukino também, não é normal eu ser a madrinha de casamento?

Cara, aonde ela quer chegar? Talvez eu esteja exagerando também. Na verdade ela tá certa, seria bem normal ela ser minha madrinha de casamento. Seria mesmo... se não fosse por ela ser a mulher por quem sou apaixonado de verdade. Ela sabe disso, então porque tá fazendo algo como isso? Para deixar a situação pior?

— Lucy... não faz isso — murmurei.

Eu sei que ela entendeu. Sei por que seu olhar de raiva passou e deu espaço para um olhar triste e meigo. Nessa minha frase pude colocar todos meus sentimentos e a súplica para que a gente não sofresse mais do que já estávamos sofrendo. Ficamos nos olhando por segundos que em nossa dimensão se tornam horas e horas de conversa.

— Desculpe, mas eu já aceitei — disse com a voz fraca — A Yukino é uma boa pessoa, com certeza será uma ótima esposa — ela olhava para o chão. Eu sei que ela não queria falar isso. Mas ouvir isso dela doía. Imagino o quanto deve doer para ela falar isso.

— O que você aceitou? — perguntei com a cabeça baixa e depois a encarei — Aceitou que não vamos mais ficar juntos ou aceitou ser a madrinha do meu casamento para me deixar pior?

Os minutos após minha pergunta pareceram eternos. Um clima de tensão se formou entre nós. De verdade, eu temia sua resposta. Temia o verdadeiro fim. Temia qualquer palavra assemelhada ao Adeus. Temia até mesmo o “Obrigada” dela. Porém dentro de mim eu já esperava o pior. Sempre tive medo de perdê-la. Mas agora penso que a questão não é perder ou não. Tenho que deixá-la livre. EU tenho que aceitar que acabou. Estava disposto a falar tudo isso quando ela se pronunciou primeiro.

— Que pergunta é essa? — disse irritada. Hã? — Você é algum tipo de idiota?

Como é que é? Eu estava disposto a dizer o quanto esperava que ela fosse feliz para seguirmos adiante como dois adultos maduros e ela fala isso?

— Existe tipo de idiota agora? Você é o que então? O tipo 1? — revidei sentindo os nervos a flor da pele.

Ela praticamente me amaldiçoou com os olhos. Não sei se é a convivência com a Erza, mas a Lucy estava ficando boa em parecer completamente zangada. Ah, espera aí. Ela está completamente zangada.

— Você está me chamando do que? Sua purpurina ambulante! — retrucou aumentando seu tom de voz.

— Pelo jeito seu caso é sério mesmo né? Nem ouvir consegue mais! — Falei me aproximando até ficarmos de cara a cara no outro — Aliás, nunca ouviu!

— E você é um ótimo ouvinte não é mesmo? Nem ao menos escutou o meu “Não vá” quando você foi embora! — gritou.

— Como é que é? Você não disse porra nenhuma! — repliquei.

— Ah é mesmo? Vai que você se diz um bom ouvinte, achei que poderia ouvir pensamentos também! Retardado!

Ela tá louca? Que história é essa de ler pensamentos? Vou é internar essa garota no hospício! Ela tá é precisando de uns remédios bem fortes.

— Enlouqueceu loirinha? Tá achando o que? Que faço parte dos x-man? — a provoquei.

Lucy apenas bufou irritada.

— Mas sabe, você não entenderia nada disso também, é só uma garota mimada que sempre desiste de tudo! — Peguei pesado. Mas sabe como que é, de cabeça quente a gente nunca pensa no que fala e nem nas conseqüências.

— Cala a boca! — gritou enquanto algumas lágrimas caíam de seus olhos. Isso com certeza me assustou — EU NUNCA DISSE QUE DESISTI DE VOCÊ SEU IDIOTA!

Isso foi o bastante para eu calar a boca de verdade. Foi como levar um chute certeiro no coração. Meu coração acelerou feito louco. Não sei se eu estava com cara do maior bobo do mundo na frente dela. Não sei nem se estava respirando direito. Só sei que tudo parou. Nunca desistiu de mim? Não sabia o que fazer, mas suas lágrimas caíam.

— Lucy... me desculpa por gritar com você, não chora por favor — pedi.

Eu não deveria fazer isso. Sei que não. Mas às vezes o corpo reage mais rápido do que controlamos e num impulso inconsciente a abracei. Abracei com todas minhas forças e não queria largá-la nunca mais. Pude ver que ela se assustou, mas depois me abraçou também. Era assim que deveria ser. Esse é o lugar dela. Nos meus braços, comigo, sempre.

Ainda que comum quando estou com ela, é tão estranho todas as sensações que sentimos quando estamos juntos com a pessoa que amamos. Com ela aqui comigo, nada mais importava. Não existia casamento arranjado, não existia empresa falindo, não existia nada. Lucy era o meu mundo. Preenchia um mundo por completo. Só ela. Tendo ela nos meus braços, me faz pensar como eu gostaria de jogar tudo para o alto. Mas então me lembro de meu pai, me lembro de Wendy e me lembro que qualquer um poderia nos ver ali, incluindo Yukino.

Afastei-a de maneira relutante. Com a parte do meu coração não querendo soltá-la nunca mais e com a minha razão dizendo o quanto isso era errado. Tudo bem, foi só um abraço. Ela me olhou nos olhos, reparei o quanto ainda era enfeitiçado por aqueles olhos de cor chocolate. Reparei também no quanto que meu coração estava disparado por esse ato tão inocente.

— Desculpa, acho que me deixei levar... — sussurrei sem graça.

— Eu também... — murmurou baixinho. Pude ver suas bochechas levemente coradas. Assim como seus olhos avermelhados por causa do choro. Nada disso tirava sua beleza. Só me deixava ainda mais com vontade de abraçá-la de novo. Mas eu não iria. Talvez nunca mais iria.

Flashback off

— Natsu? Natsu? — ouvi a voz de Yukino me chamando repetidas vezes. Olhei para ela confuso.

— Oi?

— Eu te perguntei se aconteceu algo e você foi para outro mundo — brincou dando uma risada suave.

Cacete, viajei mesmo. Comecei a relembrar tudo o que havia acontecido. Ainda podia sentir o cheiro da Lucy em mim. Pergunto-me como ela deve estar agora. E se foi certo eu ter dito aquilo para ela.

— Desculpa, estou um pouco distraído hoje — respondi com um sorriso — Prestarei mais atenção agora, prometo que te entrego viva em casa — brinquei a fazendo rir.

— E o que estaria te distraindo tanto? — Seria estranho dizer que senti como se ela soubesse exatamente do porque eu estar assim.

Não teria como ela saber né? Eu não contaria isso para ela. Pode ser errado esconder um passado amoroso como esse, mas não sinto que eu consiga contar sobre isso para ela. Porque eu estaria aceitando que a Lucy é apenas passado. E não é. Ela é quase tão presente que posso senti-la o tempo todo. Isso é uma droga.

— Nada de importante — respondi rapidamente — Se divertiu hoje?

Ela arqueou as sobrancelhas sabendo que eu escondia algo, mas depois respirou fundo, deixando para lá.

— Foi muito divertido, seus amigos são super legais — começou a contar animada — A Erza mesmo tinha várias revistas de casamentos e me mostrou cada uma, ela é super simpática, nem parece com o que você me contou.

Pobre coitada, não sabe de nada. Sorte a dela.

— O Gray também é bem divertido, mas como você disse que a namorada dele é ciumenta nem falei tanto com ele — explicou sorrindo — A Lucy também, foi super doce comigo.

Só a citação do nome dela parecia me afetar. Mas não podia demonstrar isso, apenas continuei sorrindo com a animação dela.

— Fiquei muito feliz quando ela aceitou em ser nossa madrinha. É bom porque vocês são bem amigos né? — disse empolgada.

— É, é sim... — respondi.

Na verdade isso era a pior parte. Lucy ser minha madrinha de casamento? Em que universo paralelo isso poderia acontecer? Quero dizer, em qualquer mundo que eu me conheça eu estaria casando com ela e não a tornando minha madrinha de casamento. Porém agora é a hora de eu começar a mudar meus planos. Depois do que eu disse, devo deixá-la em paz.

— Como vocês se conheceram?

Hã? Território perigoso.

— Vocês, quem? — perguntei ingenuamente.

— Você e a Lucy, oras.

Puta que pariu. Que assunto mais... Tenho que relaxar e não abrir a boca demais, apenas isso. Mas porque diabos ela quer saber disso? Esse assunto meio que em incomoda demais.

— No colégio, a gente estudava junto — respondi da maneira mais indiferente possível.

— Hmm, desde pequenos?

— Não, ela entrou no segundo ano na minha sala, não gostava de ninguém brincando de isoladinho então a puxei pro grupo.

— Nossa, que demais! — disse animada e o assunto cessou. Amém. — Ei Natsu...

— Diga? — a olhei curioso.

— Existe algo entre vocês dois?

—♥—

Lucy

Não sei o que está acontecendo comigo. Mas depois de ouvir todas aquelas palavras do Natsu, comecei a passar muito mal. Meu estomago revirou, minha cabeça dói, minhas pernas tremem. Ele não falou nada que eu já não esperasse, mas...

Flashback on

— Você sabe Lucy... — começou a falar quebrando o silêncio formado por nosso abraço repentino. Olhei para ele, mas ele olhava para os próprios pés — O que a gente viveu foi muito forte para mim, e com certeza é uma parte da minha vida que vou demorar a esquecer... eu ainda tenho medo de não conseguir deixar passar todas nossas lembranças, mas também penso que...

Ele fez uma pausa, que em minha opinião deixava o clima ainda mais tenso. Podia sentir meu coração desacelerar e a minha respiração parar, só para ouvir ainda mais atenciosamente suas palavras. Não queria que nada me atrapalhasse de escutá-lo dessa vez.

— Se ficarmos usando nossas memórias passadas como algo presente, a gente nunca vai ser feliz. Vamos continuar a sofrer e sofrer, batendo na mesma tecla. A gente errou tanto, não cuidamos do nosso amor, mas talvez possamos acertar com outra pessoa...

Engoli a seco. Eu sabia que ele tinha razão, mas não conseguia aceitar isso. Eu disse que nunca desisti dele, então porque ele está dizendo isso agora? Por quê? Isso não me fará sofrer também? Ele está simplesmente arrancando minhas últimas esperanças?

— Eu não quero vê-la chorando mais, não suporto isso Lucy — me olhou. Seus olhos carregavam sinceridade e tristeza — Não suporto te ver triste e pensar que talvez o culpado seja eu. Não quero que você sofra mais. Não quero nosso passado te condenando. Eu quero te ver feliz, ao lado de alguém que possa te fazer rir como eu jamais consegui, que te ame verdadeiramente, e que o amor de vocês seja tão forte e capaz de superar tudo quanto o nosso amor não foi.

A cada palavra, uma lágrima. Eu entendi onde ele queria chegar. Olhar em seus olhos fazia com que tudo doesse mais. Porque através deles eu podia ver que cada frase vinha do fundo de seu coração. Era tão difícil segurar as lágrimas quanto acreditar em tudo que ele falava. O que tudo isso queria dizer? Ele pegou em uma das minhas mãos e levou até seu lábio, depositando um beijo de leve e me olhou após.

— Seja feliz. Talvez eu também consiga ser, só preciso ver você sorrindo outra vez verdadeiramente, certo? — sorriu de maneira fraca e soltou a minha mão — Tchau Lucy... — disse e começou a andar vagarosamente até a porta da cozinha. Sei que estava esperando por alguma palavra minha, mas não dava. Eu não conseguia falar, pensar, ou até mesmo me mover.

Só sei que assim que ele se retirou, eu desabei a chorar. Chorei igual a uma criança abandonada. A única diferença era que minhas lágrimas caíam e escorriam pelo meu rosto lentamente e dolorosamente. Ele está pedindo para eu desistir de nós. Para esquecer tudo o que passamos e deixar no passado. Desistir da nossa história, do nosso futuro. Porque dói tanto?

— Amiga! Por Deus, o que aconteceu? — Levy apareceu na cozinha, vendo meu estado deplorável no chão. Ela não esperou uma resposta para me abraçar ternamente.

Um abraço amigável era tudo o que eu precisava para chorar ainda mais. Joguei-me em seus braços acolhedores e limpei minha alma. Ela não saiu do meu lado, fazia carinho no meu cabelo tentando me acalmar. Mas essa dor é insuportável. Eu o perdi. Perdi de verdade. Essa sensação era algo que ardia no fundo da minha alma. Era a sensação de perder um pedaço do coração.

Flashback off

—♥—

Natsu

— Existe algo entre vocês dois?

Sua pergunta causava um conflito dentro de mim. Eu não queria contar a verdade, e ter que dizer tudo o que eu e a Lucy vivemos. Mas negar? Negar o amor que senti e sinto pela Lucy era algo completamente fora de questão. É passado agora, mas um dia já foi o presente. E um presente marcante. Meu coração ainda estava despedaçado pelas palavras ditas à alguns momentos atrás. Eu sei que não vou esquecê-la de uma hora para outra, eu só queria vê-la livre de mim para ser feliz. Quando a abracei tomei a decisão que... não importa se não for comigo, eu queria ver ela sorrindo de novo. E faria qualquer coisa para ver seu sorriso novamente.

Agora tomei outra decisão. Vou fazer a minha parte e esquecê-la de vez... deixá-la livre de verdade.

— Não amor, não existe nada entre eu e a Lucy.

Notas finais
Awn D:
Sem comentários hoje, apenas: Acabou? T_T
Reviews? ~ ♥