Destino Das Fadas
34 Capitulo 34 — Outro lado da história
Notas iniciais
Provavelmente com muita raiva de mim certo? >< Desculpem, estava lotada de problemas, trabalhos e eventos para organizar! Essa semana será normal okay? Voltarei a postar o máximo possível! KKKKKKKK
Assim como responder as reviews de vocês :/ Tentarei não deixar atrasar desse jeito de novo! Muito obrigada gente! 700 reviews para me deixar MUITO contente ♥
Boa leitura ♥
Esse capitulo vai mostrar o lado do Natsu okay?
Capitulo 34 — Outro lado da história
Natsu
Um dia atrás...
— Alô? — atendi o celular assim que cheguei em casa da faculdade.
— Oi Natsu, tudo bem? É a Yukino! — a voz soou do outro lado da linha. Eu sabia que era ela, vai que ela tem me ligado toda noite, mas ela insiste em se apresentar.
— Oi, tudo sim e com você? — tentei manter minha voz de simpatia. Mas não era mais tão fingimento assim, era bom falar com ela. Além de que ela tem se esforçado muito para nos darmos bem.
— Tudo sim, como foi a aula? — perguntou animada.
— Foi legal, apesar de um pouco teórica demais, mas acho que não tem outro jeito de aprender administração na faculdade não é? Ou é ralando numa empresa ou lendo livros! — brinquei e ouvi-a dando uma risadinha.
— Teoria interessante — disse pensativa, mas logo tomou seu antigo ânimo: — Você tem muitos amigos lá?
— Pode-se dizer que sim — falei modestamente — Toda minha sala é bem unida, então é fácil fazer amigos por lá.
— Ahn... é muito ruim eu ficar te ligando? É que não tenho muitos amigos por aqui, e como a gente vai se casar, achei que talvez...
Casar. Uou, essa palavra pesa mais do que imaginava.
— Claro que não, pode me ligar a vontade — falei rapidamente.
É estranho, uma semana se passou. Acabei me afastando de Lucy, achando ser melhor. E ao mesmo tempo me aproximei da Yukino. Ela sempre me liga preocupada. Fiquei feliz por saber que temos assunto para conversar. Ela é bonita, simpática, bondosa, e com certeza qualquer cara que tenha que se casar de maneira arranjada ficaria imensamente feliz por saber que a noiva surpresa seria ela. Então porque diabos eu não fico feliz? Acho que tenho que tentar mais.
— Ei, vai ter um jantar de noivado com alguns de meus amigos, quer ir? Quem sabe você não ganha novos amigos — propus.
— Sério que me levaria? — disse empolgada — Claro que eu quero!
—♥—
O dia se passou. Passei a noite conversando com ela. Passei a chamá-la de Yuki para ficar mais fácil, odeio nomes compridos. Mas acho que ela não pensou que era por isso, porque ficou toda sem graça. E claro, como um bom idiota, fiquei olhando pela janela para ver se certa loira não apareceria. Bom, ela não apareceu.
Fico pensando se estou fazendo o certo. Seria fácil continuar sendo amigo de Lucy, mas seria difícil não querer beijá-la. Ela tem um poder sobrenatural sobre mim. Então achei melhor ficar longe, talvez seja bom para ela também. Assim conseguiremos ir em frente. Ou ao menos tentar. E eu tenho tentado com todas minhas forças. Não achei que iria ser tão difícil.
— Oi! Demorei? — Yukino chegou à porta do carro, abriu e se sentou.
— Não, quase nada — respondi acordando de meus pensamentos.
Ela sorriu, fechando a porta e então começamos a rota para a Fairy Hills. Aliás, a última vez que estive lá... foi quando me confessei para a Lucy. Além dela ter me visto pelado também. Ri baixinho.
— O que foi? Parece estar se divertindo em mente — ela perguntou curiosa e com um sorriso no rosto.
Droga de expressões automáticas.
— Nada, só acho que será divertido — falei olhando rapidamente para ela e depois voltando a atenção para frente.
— Vou fingir que acredito — ela disse rindo — E aí, seus amigos são legais? Me fala deles.
— Hm... são sim — murmurei pensativo — Primeiramente os noivos, Erza e Jellal. Jellal é mais velho que nós então nunca conversei muito com ele, mas só por conquistar a Erza já fico admirado por ele. E Erza... bom, ela é o demônio em pessoa.
— Que? Demônio? — Yukino perguntou assustada. E comecei a rir.
— Só brincadeira, ela era bem brava quando estudávamos juntos — expliquei — Depois tem o Gajeel e a Levy. Eles são completamente o oposto. Levy é delicada, meiga e talvez um pouco stalker. E o Gajeel... ah, o contrário — resumi. Ela me olhava atentamente como se gravasse cada detalhe do que eu falava — Tem também o Gray e a Juvia. O Gray é um desgraçado, mas é meu melhor amigo também. Juvia é a namorada dele, ela era perseguidora e esquisita, mas se tornou uma boa garota depois, faz bem para ele.
— Seu melhor amigo? — repetiu e eu assenti com a cabeça — Tentarei me dar bem com ele de toda forma então — disse animada.
Isso meio que me deixa admirado por ela. Mal me conhece, mas está tentando tanto por nós. Me sinto até mal por não tentar assim também. Mas levá-la para conhecê-los é quase tornar oficial esse noivado. Não tenho tanta certeza se quero isso, mas não tenho tantas escolhas. A Lucy vai estar lá, e acho que essa é a pior parte.
— Quem mais? — ela me incentivou a continuar. Comecei a pensar.
— Tem a Cana, uma bêbada de primeira — respondi e ela deu risada. Coitada, tá achando que é brincadeira. Agora só falta... a loira.
— Mais alguém? — ela perguntou, vendo eu pensativo.
— Tem a Lucy, aquela que você já conheceu na rua — falei tentando não demonstrar tanto interesse — E aquela que vai ser meu par no casamento da Erza.
— Ah — soltou um suspiro. Mas não consegui identificar o motivo. Será que estou dando muita bandeira? — Ela é linda e parece ser super simpática — disse empolgada.
Ela é mesmo linda. Apesar de ser completamente teimosa, irritante e manhosa.
— É, ela é sim — respondi tentando finalizar o assunto. Percebi que ela estava prestes a perguntar algo, mas logo já estávamos no estacionamento do dormitório. Ufa.
Descemos do carro e começamos a andar até onde estavam todos. Yukino estava com vergonha e veio seguindo atrás de mim. Encontramos lá fora uma parte do pessoal. Dei oi para todos, apresentei a Yukino. Gray me olhou me maneira estranha, mas tentei ignorar. Dei parabéns para o Jellal.
— E aí, cadê o resto do pessoal? — Perguntei.
— Tão lá dentro fazendo comida — Jellal respondeu sorridente.
Ta aí um cara feliz por ser casar. Por favor, me diz a fórmula!
— Parecem legais — Yukino disse logo atrás de mim. Sorri para ela e continuei a andar até chegar na cozinha e ver as garotas de costas fazendo oniguiris.
— Nossa Lu-chan, o cara que casar com você vai ser o mais sortudo do mundo — Ouvi Levy dizendo olhando para o oniguiri recém montado de Lucy. Não agüentei não intervir.
— Vai mesmo — brinquei chamando a atenção de todas. Lucy me olhou. Cara, para de ficar bonita. Mas estranhamente se virou e voltou a fazer oniguiris. Bela recepção.
Tentei não me abalar com isso. A gente não tem conversado mesmo. O que isso faz de nós agora? Amigos? Ou apenas ex-namorados? Não consigo vê-la apenas assim. Para mim ela sempre será a garota com quem eu queria passar o resto da minha vida. Mas que o plano não deu certo. Dei oi para Levy e para Erza e toquei no ombro de Lucy.
— Ei não vai me dar oi chatinha? — tentei chamá-la do mesmo modo que a chamava quando éramos amigos para tentar mudar o clima.
E no impulso me aproximei para beijar sua bochecha. Foi então que a situação se tornou ainda mais estranha. Acho que tocar na pele dela com meus lábios não é uma boa ideia. Senti um estalo por todo meu corpo. Como se ele quisesse isso. Será que fui só eu? Afastamo-nos e ela me olhava de um jeito diferente. Perdido e confuso. Ah! Esses olhos... poderia me perder na profundidade deles por horas.
— Licença, você é a Erza? Parabéns pelo noivado! — Ouvi a voz de Yukino logo atrás de mim. Tinha até me esquecido dela. Coitada.
Olhei para a Lucy e ela olhava para Yukino de maneira diferente, reflexiva. Boa ideia ou má ideia tê-la trazido aqui? Yukino se aproximou para dar oi à Lucy e eu sai de lá. Essa situação era mais incomoda do que imaginei que seria. É tipo, noiva arranjada VS quem deveria ser minha noiva real. Droga, se eu ficar pensando assim, nunca dará certo.
Sentei-me com o pessoal lá fora enquanto eles jogavam conversa fora. Tentei demonstrar a maior tranqüilidade do mundo externamente, enquanto o inferno se passava em meus pensamentos. Resumindo: Lucy, Lucy, Lucy... Parece uma praga de tanto que penso nela. Mas como não? Ela disse “Eu te amo” e eu também amo ela, então...
Acabei de confessar em pensamentos que ainda amo ela? E porque isso me deixa tão irritado? Não tem como deixar de amar alguém em uma semana.
— Servidos? — Uma voz soou atrás de mim. Era Lucy com uma bandeja de oniguiris. Olhei para a bandeja e depois para ela. Seu rosto estava corado, provavelmente por chamar a atenção. Peguei um bolinho de arroz e mordi.
— Está ótimo, obrigado — agradeci sorrindo. E por alguns segundos ficamos hipnotizados um pelo outro. Porque isso sempre ocorre?
Acordei assim que Juvia se aproximou de Lucy e a chamou atenção. Me virei para frente e tentei me concentrar em não querer abraçá-la.
— Senta aí Lucy, venha beber com a gente! — Cana disse batendo no banco vazio ao seu lado.
— Só você está bebendo Cana! — Gajeel disse fazendo a cachaceira rir.
Sem perceber estava olhando fixamente para Lucy que se sentou bem na minha frente. Os fios loiros dela balançando de leve. O sorriso doce.
— Amor, a Erza disse que vai me ajudar com o casamento! — Ouvi a voz de Yukino vindo de trás de mim. Olhei para ela e ela avançava acenando. Okay, isso foi surpresa.
A primeira coisa que consegui fazer foi olhar para a Lucy. Não quero magoá-la. Mas só de ver seu rosto indignado e o silêncio do restante do pessoal eu já percebi. Eu sou mesmo o maior idiota existente no mundo.
—♥—
A noite se passou estranha. Apesar de ter todos meus amigos ali, conversando, rindo e bebendo como nos velhos tempos, não me sentia bem. Tudo isso por certa presença. Reparei que era por causa de Yukino e não de Lucy, o que é um problema. Tentei reagir de maneira normal. Yuki é minha noiva no fim das contas. Às vezes ela puxava meu braço para si e eu tentava não achar isso ruim. Ela tem seu jeito carinhoso de ser. Uma hora ela olhou para mim e piscou um dos olhos, retribui fazendo o mesmo e neste instante Lucy se levantou da mesa.
— Eu já volto — disse se retirando. Pude ver seu olhar de choro, conheço muito bem aquela expressão. E isso me corta o coração.
Olhei-a saindo dali e entrando no dormitório. Ela vai chorar. Eu sou um idiota. Não gosto de vê-la triste. Não gosto nem de pensar que talvez eu seja o motivo. Não mereço nenhuma lágrima dela. E nestes minutos tudo o que se passava na minha mente era: Certo ou errado? Certo ou errado? Dane-se. Levantei-me dali. Todos me olharam.
— Eu... vou no banheiro — menti. A Erza me olhou e depois sorriu. Ela sabe que é mentira, qualquer um que me conheça e que conheça meu passado, sabe que é mentira. Levy aproveitou que a Yukino olhava para mim e mexeu os lábios dizendo “Meu quarto”. Sorri e sai dali.
Entrei no dormitório e fui direto para o quarto de Levy. Eu sabia onde era porque às vezes vinha com o Gajeel aqui pegar algo que ele esqueceu no quarto dela. A porta estava aberta. Meu coração acelerava. Mas e aí, o que eu falo? O que eu faço? Não pensei nisso. Respirei fundo e tomei impulso para entrar e acender a luz.
Ela estava na cama com os olhos vermelhos de choro, sentada na cama de Levy.
— Porque está chorando? — perguntei com esperança que ela dissesse qualquer coisa que não fosse um cara inútil como eu.
Lucy começou a limpar as lágrimas rapidamente, como se não quisesse que eu a visse assim. Ainda assim suas lágrimas insistiam em cair, enquanto ela passava as mãos inutilmente pelo rosto. Suspirei e comecei a andar até ela.
— Sabe, ainda é difícil te ver chorar — murmurei olhando para o chão.
— Então não venha me ver chorar, quero ficar sozinha — retrucou claramente irritada e envergonhada.
Sentei ao seu lado e a olhei.
— Grossa — impliquei.
— Idiota
— Chata
— Tonto
Olhamo-nos irritados e depois rimos baixinho. Isso relembra bons tempos. Recordo-me que ela era minha melhor amiga. Quando a gente is para aula todo dia e ficávamos nos provocando o caminho todo.
— Parece que não mudamos tanto assim desde o ensino médio — Olhei para ela sorrindo.
— Verdade — Sorriu de volta de maneira mais fraca e depois voltou a olhar para o chão.
Um silêncio permaneceu entre nós dois. Mas não era um silêncio ruim, era até acolhedor. Ela parecia pensativa, gostaria de saber no que pensava. Começo a me lembrar quando comecei a ficar confuso quanto a ela. Desde que a conheço sinto que era apaixonado por ela. E só percebi isso de verdade quando a vi com Sting e algo em meus pensamentos diziam: Ei, fica longe dela, ela é minha. Aquela garota linda e encantadora. E desde então me encontro amando essa garota.
— Acho que não foi só isso que não mudou desde o ensino médio — murmurei quase que para mim mesmo. Eu a amo. Amo tanto que dói.
Ela me olhou curiosa.
— O que quer dizer com isso? — perguntou.
Olhei para ela e fiquei pensando se deveria abraçá-la. Sinto tanta falta dela.
— Ah! Vocês estavam aqui, que susto! — Olhei para porta e vi Yukino. Caralho, que susto. Isso que dá ficar querendo abraçar outras garotas enquanto... estou noivo.
— Desculpa, te preocupei? — perguntei sorrindo e me levantei. Melhor assim. Vou me casar. Tenho que saber onde é o meu lugar. Apesar de... ainda achar que é em outro lugar.
— Um pouco, você disse que ia ao banheiro, mas demorou para voltar — Ela disse e pegou no meu braço. O que era ainda um pouco estranho.
— Encontrei a Lucy aqui e acabamos conversando — respondi calmamente.
— O pessoal vai começar a guardar e lavar as coisas, vamos? — Sorriu para mim.
Ela largou meu braço e começou a sair do quarto na minha frente, a segui, mas antes parei e me virei para a loirinha.
— Lucy... — a chamei com a voz fraca. Eu tenho que falar isso.
— Oi? — Levantou a cabeça para me olhar. Isso vai ser difícil.
— Eu... vou me casar daqui a um mês... achei que você deveria saber por mim — falei sem graça e sai dali.
Encostei-me à parede do lado de fora. Essa frase foi para mim também. Eu vou me casar, tenho que estar ciente disso. A Lucy é apenas passado. E não posso deixar nosso passado me impedir de seguir em frente. E nem prendê-la a ele também. Esse é o certo...
Respirei fundo e voltei a andar indo até perto da piscina onde o pessoal arrumava as coisas. Só agora percebi que estava tudo enfeitado com flores, luzes e etc. Incrível como nada tem importância quando não estou bem. Fui a um lugar mais afastado tirando as flores aos poucos quando ouvi alguém se aproximar, me virei e vi Erza sorrindo para mim. Apenas ignorei e continuei a tirar as flores, uma a uma. Ela ficou do meu lado tirando os enfeites também.
— Então você vai se casar? — Começou o assunto. Sabia que algo viria, ela não iria vir até aqui por nada.
— Pois é... — respondi sem entusiasmo.
— Sua noiva é uma mulher muito doce e simpática — continuou.
E esse assunto meio que me incomodava, não costumava falar disso com outra pessoa. Aliás, foi a primeira vez que a apresentei a alguém.
— Ela é sim, posso dizer que tive sorte por ser um casamento arranjado.
Mentira, teria sorte se não precisasse ter um casamento arranjado.
— Sabe Natsu... — Erza parou de tirar os enfeites e me encarou — Você foi atrás da Lucy aquela hora não foi? — A olhei e assenti com a cabeça um pouco sem graça — A Lucy não vai desistir de você assim... Ela tem sofrido bastante e guardado só para ela. Eu sei que parece maldade dizer isso, mas talvez seja melhor você deixá-la seguir em frente. Enquanto ela achar que ainda tem o seu amor, ela vai continuar a sofrer...
— E o que você sabe? — falei irritado. Ela me olhou assustada. Cada palavra dela me atingia em cheio e isso me deixou em uma pilha de nervos — Como assim enquanto ela ACHAR que ainda tem meu amor? Ela TEM meu amor Erza! — gritei indignado.
— Natsu eu... — começou a tentar me acalmar, mas eu a cortei.
— Porque todo mundo acha que só ela tá sofrendo? Eu to sofrendo também, porra! — falei exaltado — Todo mundo acha que é fácil casar com uma garota que nunca vi na vida enquanto meu coração tá em outro lugar! Ninguém sabe como tento me controlar para abraçar ou beijar a Lucy! E como meu coração simplesmente despedaçou tentando a todo custo ignorá-la na faculdade! — continuei a explodir todos esses malditos sentimentos guardados dentro de mim, vi Erza espantada com meu desabafo explosivo e tentei me acalmar — É difícil... — abaixei o tom — É difícil desistir do que não se quer desistir.
— Me desculpa — Erza murmurou — Eu não imaginava.
Suspirei, olhando para os enfeites em minhas mãos.
— Não se desculpe... fico feliz que você e Jellal tenham dado certo. Mas imagine como é se o tempo todo tudo desse errado para vocês ficarem juntos e que de uma hora para outra você descobrisse que tem que se casar com outro cara para salvar sua família. Assim que me sinto. Com uma droga de destino pegando no meu pé, dizendo “Você não vai ficar com a mulher da sua vida”.
É isso. Apenas isso.
— Eu sei que tá errado, que eu não devo ficar correndo atrás da Lucy, que não devo ficar dando esperança. Mas não é tão simples assim. Ainda sinto meu coração acelerar só de olhar para ela. E todas aquelas sensações estranhas de alguém apaixonado. É meio gay dizer essas coisas, mas eu amo ela. Amo como nunca amei ninguém ou como poderei amar alguém. Mas você está certa. Todos estão. Tenho que desistir dela. Por nós, por ela e... por mim.
— Eu realmente espero que você encontre a felicidade, amigo — Erza disse com os olhos marejados e pôs a mão no meu ombro.
— Obrigado — sorri de leve — Espero que você seja muito feliz com Jellal.
[...]
Terminei de arrancar os enfeites. Erza não comentou mais nada, sinto que a assustei pela primeira vez na vida. Costuma sempre ser o inverso. Juntei os enfeites e pus numa caixa. E comecei a procurar por Yukino. Não a vejo há algum tempo. Estou decidido agora. Vou fazer esse casamento dar certo, é o melhor para todos. Encontro ela na cozinha conversando com a Lucy, o que será que estavam conversando? Respiro fundo e me aproximo.
— Oi meninas, do que estão conversando? — perguntei inocentemente.
Percebi que o assunto talvez estivesse tenso, porque assim que perceberam minha presença me olharam. E mais precisamente, Lucy me olhava de modo desesperado, como se pedisse ajuda. Arqueei as sobrancelhas estranhando tudo aquilo. Yukino sorriu para mim.
— Amor, o que acha da Lucy ser nossa madrinha de casamento? Não é uma boa ideia? — perguntou entusiasmada.
HÃ?
Engoli a seco pensativo. Lucy? Madrinha do meu casamento? Olhei para a Yukino abrindo um sorriso se leve para não demonstrar meu desespero e agora entendia o porquê do olhar da Lucy, depois olhei para ela. Sinto que quando nossos olhares se cruzaram buscavam soluções. Isso é uma péssima ideia. Primeiro porque era com a Lucy que eu queria me casar e segundo... porque era com a Lucy que eu queria me casar.
— Não está meio cedo para pensar nisso? — falei acordando do meu transe e olhando para a Yukino.
— Tudo bem, eu vou adorar!
O QUE? Olhei para a Lucy que era a dona dessa frase. Mas ela não me olhava, provavelmente sabia que eu estaria surtando internamente agora. Yukino pulou de alegria e a abraçou.
— Ai que máximo! Daí você pode me ajudar a escolher as coisas do casamento também! — disse animada.
Fiquei olhando aquela cena pasmo, e nem entendo o porquê ainda. Lucy a abraçou também e me olhou pelas costas delas. Sorriu de leve para mim. Mas não consegui sorrir, só ficar abismado.
— Yukino, pode vir aqui? Vou te mostrar uma coisa! — Erza chamou lá fora. Yukino sorriu.
— Claro, já volto gente! — disse e se retirou.
Deixando eu e Lucy olhando um para o outro sem reação.
— Então você vai ser minha madrinha de casamento? — perguntei para confirmar se ela havia mesmo concordado com aquilo.
— É, parece que sim.
E aí está o destino para fuder com a minha vida de novo.
Notas finais
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