Destino Das Fadas

31 Capitulo 31 — Uma última vez


Notas iniciais
Oiiii meus amores *---*
~desvias das pedras~ Aiai, atrasada de novo né? >< Desculpa gente, é que a faculdade tá me lotando de trabalhos, então atrasos assim vão acontecer mesmo ok? :/
Agora meus amores, muito obrigada por todos os comentários! ♥ E parem de me chamar de má! KKKKKKKKKKK
E claro, muuuito OBRIGADA Babby-chan pela recomendação ♥ Ela finalmente chegou! KKKKKKKKKK Sua fofa, obrigada por todas as palavras e pela honra de sua primeira recomendação ♥ Obrigada também pelas palavras de carinhos sobre minha pessoa ♥ Linda, amei de todo coração, obrigada!
Quero agradecer também à Biiah, minha mais nova amada leitora, que recomendou a "Academia de Fadas", muiiito obrigada amor ♥ Não esperava receber uma recomendação na primeira temporada e amei essa surpresa! ♥ Amei cada palavra e elogio! Arigato ne ♥
Enfim, uma autora super feliz *000*
Boa leitura ♥
Ps. tem hentai [pouco, mas tem]. Apenas na primeira parte ok?
Ps2. tem um hiperlink perdido aí com uma música linda, espero que escutem ♥

Capitulo 31 — Uma última vez

A madrugada estava quente. Apesar do vento gelado que entrava pela fresta da janela. Minha mente se revirava entre o certo e o errado. Mas meu corpo insistia em querer o errado.

Um toque, um sussurro, um gemido.

Suas mãos acariciando meu rosto suavemente, como se tivesse medo que eu fosse me quebrar com isso. Seu abdômen grudado ao meu. Sua pele roçando na minha. Seu olhar malicioso sobre o meu, que se fechava assim que sua boca tomava posse da minha.

Isso está mesmo certo? É mesmo errado?

Ele mordeu meu pescoço, sussurrou algumas palavras perto de meu ouvido, que me fizeram arrepiar. Meu corpo estremecia naquela deliciosa sensação de amor correspondido. Ao mesmo tempo em que minha mente se escurecia pelo medo.

Suas mãos percorreram meu corpo até se encontrarem com as minhas. Nossos dedos se entrelaçaram. Sua boca voltou a tomar a minha. Nossas línguas deslizavam uma sobre a outra de modo intenso.

— Para de me torturar Natsu! — gemi assim que nossas bocas se afastaram. Ele deu um sorriso de lado.

— Pra que a pressa? Me deixa te sentir um pouco mais... — murmurou e voltou a me beijar.

Ele levou nossas mãos juntas até ao lado de minha cabeça, me forçando contra a cama. Beijou uma bochecha, beijou a outra. Beijou meu pescoço. Mordiscou meu lábio inferior. E olhou-me. Essa era a parte mais dolorosa em um Adeus. Olhar em seus olhos e ver em sua profundidade aquelas três palavras ocultas. Isso era o suficiente para eu não achar tão errado assim o que estávamos prestes a fazer.

— Tem certeza? Isso parece tão errado — ele perguntou preocupado.

Assenti com a cabeça. Ele sorriu e me beijou de um modo suave que foi se aprofundando. Pude sentir sua ereção se aproximar e encostar-se à minha superfície molhada. E em um instante depois me penetrar com força. Isso foi o suficiente para fazer as lágrimas deixarem meus olhos.

Natsu me abraçou. Seus braços ao meu redor faziam as lágrimas quererem sair ainda mais. Não eram lágrimas de dor física, era de uma dor bem pior. E ao mesmo tempo eram lágrimas de todas as sensações prazerosas que se passavam por meu corpo.

— Senti falta disso — gemeu enquanto investia impetuosamente dentro de mim.

Gemia conforme seus movimentos. Agarrada aos seus braços fortes, passeando minhas mãos por seu corpo até parar em suas costas. Seus movimentos de vai e vem me levavam ao delírio. Estava diferente das outras vezes. Estava mais quente, mais desesperado, mais excitante.

— Aii Natsu, você... — gemi e ele cortou minha frase me beijando. Me preenchendo, fazendo meu corpo suar, minha pele se debater contra a sua.

Soltei alguns gemidos baixos em seus lábios. Ele tomava posse de todo meu corpo, de forma rápida, gostosa e prazerosa. Podia sentir seu membro se deslizando para dentro e para fora de mim cada vez mais fácil.

“Eu te amo Natsu, te amo muito”. Eram meus pensamentos neste momento. Apenas isso. Ele preenchia meu corpo, minha mente, meu coração, minha alma.

— Puta que pariu, você tá muito excitada — exclamou ao soltar minha boca. Sua expressão de satisfação me deixava ainda mais excitada.

Também podia sentir seu prazer, seu pênis latejava dentro de mim. Arqueei a costa, soltando um gemido alto e fincando minhas unhas em suas costas. Ele pareceu gostar, sorrindo de leve com malícia.

Chupou meu pescoço. Gemi. Suas estocadas se intensificaram. Seus movimentos se tornaram mais rápidos. Meu corpo se contorcia. Eu não conseguia controlar, eu ia gozar a qualquer momento. Pude sentir todos os músculos de meu corpo se retraírem da cabeça aos dedos dos pés.

— Natsu! — gemi apertando ainda mais minhas mãos em suas costas.

Ouvindo ao meu gemido, ele se retirou de dentro de mim, ergueu o tronco de seu corpo, agarrou minhas cochas e voltou a me penetrar mais forte.

— Goza pra mim, amor — pediu e meu corpo cedia.

Agarrei o lençol dos dois lados, os apertando firme. Sentindo Natsu investir seu membro rijo de forma até um pouco bruta, mas era gostoso demais. Não sei se eram as sensações diversas e confusas ou se foi por ouvir “amor” dele, mas uma lágrima escorreu pelo meu rosto. Meu corpo se convulsionou na sensação prazerosa e arrebatadora do orgasmo. O mais violento que já tive na minha vida, e meu corpo se relaxou.

Seu corpo suado e definido estava sentado na frente de meu corpo cansado. Ele me olhou pervertidamente. Não entendi no começo, mas depois entendi. Ele queria mais. Tive certeza quando ele ordenou:

— Fica de quatro pra mim.

Não acredito que ele disse isso. Vou morrer. E pensar que algum tempo atrás eu estava prestes a matá-lo.

Flashback on

— Tá melhor? — Natsu perguntou ainda com o gelo na cabeça.

Assenti, tomando minha água. Minha mente já estava mais sã. Estávamos sentados um de frente para o outro na minha cama.

— Sua louca — murmurou irritado.

— Quem mandou ser idiota de querer me dar um banho — reclamei. E então cada um olhou para outro lado.

— Eu queria conversar com você, mas bêbada do jeito que você tava não ia escutar nada! — brigou — E precisava tacar coisas na minha cabeça?

— Precisava! Eu já falei que não queria conversar com você, eu tava bêbada, mas sabia exatamente o que estava falando! — retruquei. Nos olhamos irritados e viramos a cabeça de novo.

Um silêncio permaneceu por alguns instantes. Depois que ele chegou aqui em casa, me pegou no colo e tentou me dar um banho. Sério, só me dei conta disso quando ele ligou o chuveiro no banheiro. Então comecei a pegar tudo o que achava na frente para jogar nele. Como xampu, condicionador, saboneteira, bucha, TUDO. No fim ele ficou bem irritado, me pegou pela cintura e entrou junto comigo debaixo da ducha. Conclusão: dois resfriados pela água gelada emburrados na minha cama.

— Ei Lucy... sobre me casar... — quebrou o silêncio. Um arrepio se passou por meu corpo.

— Não quero escutar — falei pondo as mãos nos ouvidos.

Ele suspirou e se aproximou, tirando uma das mãos.

— Por favor, dá para me escutar pelo menos uma vez na vida? — seus olhos cheio de mistérios fixaram-se nos meus. Tirei as mãos dos ouvidos.

Não queria parecer criança, mas não queria mesmo escutar. Não teria desculpa para isso. Não queria o ouvir dizendo que ama outra, que me esqueceu, que me usou. Dói só de pensar, imagina de se ouvir?

— Sério, não precisa me explicar nada — falei com o tom baixo — Está bom assim, cada um seguindo a sua vida não é? — olhei para ele — Você não me deve explicação nenhuma.

— Claro que devo! — gritou pegando em meu pulso, o que me assustou — Me diz Lucy, porque você acha que eu quero ficar sempre perto de você? Porque eu não consigo ficar longe de você? Porque mesmo que eu tente com todas minhas forças me livrar dos meus sentimentos por você, eu não consigo? Porque odeio de te ver chorando? Porque quero estar sempre te protegendo? Porque Lucy? Porque? — me pressionou.

— Não sei! — respondi assustada. Ele se aproximou mais de mim.

— Você sabe, sempre soube as respostas para tudo isso, do mesmo modo que eu sei porque você me esperou na janela aquele dia, porque você me perguntou o que eu sentia por você, porque você sempre me olha daquele jeito diferente!

Muita informação. Não estou entendendo nada. Mas lágrimas começavam a se formar em meus olhos.

— Você acha mesmo que eu ia desistir de você facilmente assim? Você acha que se pode apagar o amor que se sente por outra pessoa como mágica? Você acha que eu iria me casar com outra pessoa que não fosse você por querer?

Fiquei paralisada, absorvendo suas palavras. Ele percebeu o quão assustada eu estava. Me soltou e respirou fundo.

— Desculpe — pediu voltando ao seu tom normal — Essa história só me deixa... louco.

— Então porque está noivo? — Arrisquei perguntar. Ele me olhou, parecia medir suas palavras.

— Ainda não estou — respondeu. Meu coração acelerou — Vou ficar amanhã, quando conhecê-la — começou explicando.

— Hã? — murmurei perdida. Ele tomou fôlego e começou a dizer.

— Lembra quando te contei sobre a morte da minha mãe? — perguntou e eu assenti com a cabeça — Naquela época, meu pai ficou terrível, estavas prestes a levar sua empresa para a maior crise de todas, eu tentei ajudar. De algum modo conseguimos nos safar da falência e depois as coisas só melhoraram, conseguindo bons sócios. Mas para isso tivemos que fazer empréstimos terríveis, que pagamos até hoje.

Fiquei ouvindo atentamente suas palavras. Ele parecia agitado, passando a mão pelos cabelos, mexendo as mãos.

— Tudo ficou encoberto, mas depois muitos de nossos sócios descobriram essas dívidas e começaram a cortar a associação. Comecei a ajudar ainda mais meu pai, tentando conseguir novos negócios para reerguer a empresa. Tudo ia bem, quando uma das empresas que nos emprestaram dinheiro entrarem num processo contra a gente. Meu pai tenta se mostrar bem e tudo o mais, mas eu sei que ele não está nada bem. Pensei em diversas maneiras de quitar essa dívida de uma vez, mas não encontrei. Então...

— você vai se casar por isso... — completei sua frase. Meu coração estava em pedaços. Ele assentiu.

— Um velho amigo de meu pai, tem uma filha, uma fusão com a empresa deles iria acabar com as dívidas — abaixou a cabeça como se estivesse vergonhado — Eu relutei contra essa ideia quanto pude, procurei por qualquer outra solução, mas estamos ficando sem tempo. Se o processo vir a acontecer, pode ser que a empresa de meu pai vá à falência de uma vez por todas. Eu... só queria ficar com você.

As lágrimas desceram. Seu olhar mostrava sua sinceridade. Limpei as lágrimas.

— Natsu, mas... mas a empresa do meu pai é grande também, talvez... talvez...

— Não Lucy — ele cortou — Não gostaria que fosse assim para a gente ficar junto, não queria pensar em casar com você por interesse, apesar de ser quase isso que vou fazer agora, não tenho qualquer tipo de sentimento por minha futura noiva, ao contrário de você!

Suas palavras doíam.

— E também... — parecia dizer algo ruim agora — Lucy... a empresa que está nos processando, é... a empresa do seu pai.

Meu corpo petrificou. Meu pai? Não pode ser. Não pode ser... Todo esse tempo, todo esse mistério e a resposta estava bem ao meu lado?

— Escuta, não quero que faça nada contra seu pai por causa disso, eu meio que entendo e... — começou a dizer até eu bater com força na cama.

— Não acredito! Como ele pode fazer isso? — falei perplexa.

— Lucy... só queria poder te explicar isso, não odeio seu pai por isso, talvez por me impedir de ficar com você, mas não quero que você fique com raiva do seu pai. Eu não sabia disso tudo até as coisas ficarem feias, senão eu nunca deixaria isso acontecer. Meu pai nunca me falou nada sobre isso.

— Natsu, eu posso falar com meu pai e...

— Lucy, ele não vai tirar o processo — me cortou novamente — me desculpe por não ter te falado antes, queria ter mais tempo com você, mas não tenho mais tempo.

Num impulso o abracei com todas minhas forças e cai em cima dele na cama. Percebi que minhas lágrimas começaram a cair descontroladamente.

— E-eu sinto tanto — murmurei. Ele me abraçou forte, passando a mão por meus cabelos.

— Eu também... eu também... — disse nos meus cabelos, sem deixar de me abraçar. Ergui meu olhar para ele e tomei fôlego para o que ia dizer.

— Isso é... o fim?

Flashback off

O nosso “fim” se tornou um pouco mais elaborado. Era doloroso, mas estar com ele até o último momento me dava forças. Fizemos amor por toda madrugada, e eu chorei em todas elas. Quando nossos corpos não agüentavam mais, nos abraçamos e ficamos nos acariciando. Eu tinha que pensar em algo, não poderia deixar ele se casar com outra.

— Você já a viu alguma vez? — perguntei enquanto passava a mão por seus cabelos. Ele me olhou surpreso com a pergunta. Deve ser mesmo estranho eu perguntando sobre sua futura noiva.

— Não — respondeu rapidamente — Só amanhã... — completou num tom triste.

Era uma sensação estranha falar sobre isso. É quase aceitar o que estava acontecendo. Apesar de triste, era a realidade. E quando não podemos ir contra ela, o melhor é aceitar.

— Quem sabe ela não seja uma garota incrível, e você a ame — prolonguei a conversa. Não sei onde queria chegar com isso.

Apenas comecei a pensar como foi para ele guardar tudo isso. Eu senti... ele chorar enquanto fazíamos amor também. Então comecei a imaginar que talvez seja mesmo verdade. Ele me ama. Torna-se ainda mais difícil se pensar assim. Mas imagina para ele. A pressão em cima dele. Toda minha dor não é nada perto da dele. Querendo salvar sua própria família.

Ele me puxou mais para si e me abraçou. Sem dizer nada, sem concordar ou discordar. Mas seu abraço já dizia tanto. Do mesmo modo que eu pensava que nunca encontraria alguém como ele, sentia ele me dizer isso também. Meus olhos pesavam, mas eu não queria dormir. Se eu dormisse, amanhã tudo estará acabado.

— Lucy... — me chamou num sussurro. Olhei para ele e pude ver sua expressão triste e feliz ao mesmo tempo — você é a mulher mais incrível que já conheci, tudo o que a gente passou, sempre vai ser a melhor parte de mim, quero que saiba disso, mesmo que andemos em caminhos diferentes, certo?

Minhas lágrimas queriam voltar, mas me contive. Apenas senti seu toque suave no meu rosto. Fechei os olhos e depois os abri, assentindo com a cabeça.

— Para mim também Natsu...

Então no calor de seus braços pela última vez, adormeci pensando se deveria ou não dizer o quanto o amava.

—♥—

Natsu

Fechei os olhos e permaneci assim, abraçado a Lucy. A sensação de estar com ela era o melhor de tudo. Não queria que isso acabasse. Mas vai acabar. É claro, não o sentimento, mas sim a nossa história.

Esperei ela dormir mais profundamente, parecia bem cansada. Eu também estava, admito. Mas estava para amanhecer e a família da minha futura noiva estaria em casa no almoço. Deve estar uma correria dentro de casa e eu aqui. Meu pai no mínimo vai me estrangular. Olhei para o lado e a vi. Parece um anjo. Só dormindo mesmo. Ri baixinho com meus próprios pensamentos. Fico pensando se deveria ter dito tudo o que sentia por ela. Mas isso não mudaria nada, não faria a gente poder ficar junto, só tornaria ainda mais doloroso essa separação. Tirei alguns fios de cabelos de seu rosto tão calmo e sereno. Acariciei-a e lhe dei um beijo na testa. “Obrigado por tudo”.

Vagarosamente fui tirando meu braço de baixo de sua cabeça, e a colocando no travesseiro. Fui me rastejando para fora da cama, no maior silêncio possível para não acordá-la. Olhei para ela mais uma vez, tinha tanto a dizer, acho que vou ter que esperar a outra vida para isso. Respirei fundo e me levantei. Cacei minhas roupas pelo chão e me vesti. Então silenciosamente sai de seu quarto, logo após de olhá-la de novo. Fechei a porta e isso foi pior do que eu imaginava.

Enquanto andava pelos cômodos até o portão de fora, milhões de pensamentos me vieram a mente. Não deveria ter transado com ela, não mesmo. Qual a noção de fazer isso antes de dizer “Adeus”? Tornar as coisas mais difíceis? Seu corpo não sai dos meus pensamentos. Sua pele macia e cheirosa. Seu cheiro doce e suave, não era por causa de um perfume qualquer, ela tem um cheiro próprio, que me deixa louco. Suas mãos delicadas em cima de mim. Sua voz que enfeitiça. Tudo nela, sou apaixonado por tudo. Todos os detalhes, até pelo seu jeito escandaloso, teimoso e desengonçado. Que droga.

Passei pelo portão de sua casa. Sorte que onde moramos não temos a freqüência de trancar portões, senão estaria ferrado para pulá-lo. Comecei a me afastar dali quando ouvi passos atrás de mim, me virei e me surpreendo quando a vejo ofegante de correr até mim.


— Natsu... — murmurou e se aproximou de mim até estar em minha frente.


Não acredito que ela acordou e veio atrás de mim. Olhamos-nos pelos próximos instantes. Seus olhos estavam segurando o choro. Me aproximei ainda mais dela e levei minha mão até seu rosto. E ela levou sua mão até minha mão.

— Natsu... eu... eu... — ela me olhava e pronunciava as palavras com a voz gaguejada. Eu sabia o que ela queria falar, era o mesmo o que eu queria dizer. E pelo jeito com a mesma hesitação. Sorri para ela.

— Eu sei... — sussurrei mostrando que ela não precisava dizer nada, eu sabia — Eu também... — correspondi, então suas lágrimas caíram e ela me abraçou forte. A abracei de volta de ficamos assim naquela noite triste e escura.

Nessas horas que começo a pensar se vou mesmo conseguir ficar sem ela. Casar com outra? É quase uma piada pro meu coração. Não tem espaço para outra que não seja Lucy. Nos separamos, então a olhei nos olhos e segurei seu rosto entre minhas mãos.

— Eu te amo Lucy Heartfilia, sempre amei — confessei. Certo? Errado? Não sei, é o que eu sinto e apenas isso. Suas lágrimas caíam ainda mais, enquanto eu tentava limpá-las inutilmente.

— E-eu também te amo Natsu Dragneel — disse com a voz fraca e entrecortada entre suas lágrimas.

Eu sei Lucy... Eu sei. Sorri para ela, então aproximei nossos lábios. E a beijei. Pela última vez, pude sentir seus doces lábios nos meus. Algo parecia se comprimir dentro de mim. Tentei afastar todos os pensamentos para depois disso, tentei apenas senti-la, ali comigo, tornando aquele momento, um momento a sós. Apenas, eu, ela, nossos lábios, nossos corações, nossos sentimentos e nosso Adeus.

— Tchau... Lucy — murmurei assim que nos afastamos, hesitando em largar sua mão. Mas a soltei devagar, sai com o coração em pedaços e tentei não olhar para trás. Porque eu sabia que se fizesse isso, jogaria tudo para o alto por ela. Faria qualquer coisa para ficar com ela. Minha Lucy.

"Despedidas são sempre tristes, mas despedidas de dois corações são sempre piores. O amor não é algo que se dê para dizer "Adeus", é um sentimento que nos consome e que apenas nos faz querer dizer não vá."

—♥—

Entrei em casa, exausto. Tanto fisicamente quanto emocionalmente. Começo a pensar se não valeria a pena vender tudo o que minha família tem para pagar essa maldita dívida. Então me lembro que não é apenas por mim que estou fazendo isso. Sempre que eu penso em dar pra trás pela minha felicidade e olho para a Wendy, mudo de ideia. Se fosse apenas por mim, já teria dado um fim em todos meus bens só para ficar com a Lucy. Arrumaria outro emprego, faria qualquer coisa. Mas não conseguiria imaginar Wendy passando fome. Me importo com meu pai também, mas a Wendy apesar de ser minha irmã e uma pirralha, é quase minha filha. Estranho pensar deste modo, mas fui eu que a acompanhei até hoje, que cuidei dela. Não culpo meu pai pela falta de tempo, mas isso não muda o fato de eu ser muito ligado com a minha irmã.

— Filho, onde estava? — Essa voz de julgamento logo que chego em casa, que ótimo. Encontro meu pai num banco da cozinha, me fitando atrás de seu jornal.

— Eu tinha saído, sei que não deveria estar voltando a essa hora, vou descansar um pouco antes das nossas “visitas” chegarem — respondi calmamente. Ele me olhou preocupado e suspirou.

— Ainda dá tempo de voltar atrás... — disse com o mesmo ar de preocupação de sempre. Ele sabia, sabia dos meus sentimentos pela Lucy. E se sentia culpado por tudo isso.

— Pai, não tem volta, o que faríamos se esse casamento não desse certo? — falei encostando na parede, olhando para ele.

Ele sabia que não havia outro modo. Mesmo assim ficava teimando em dizer coisas como “Você não vai se arrepender?”. Tem como se arrepender quando não se tem outra escolha? Ele apenas ficou em silêncio. Respirei fundo.

— Vou para o meu quarto, prometo acordar antes deles chegarem — falei virando-me de costas.

— Certo... — murmurou desapontado. — Ei Natsu, o que é isso na sua testa? — perguntou.

Testa? Levei minha mão na minha testa e sorri.

— Nada não, só uma louca que me atacou — falei me recordando dela jogando objetos em todas as direções. Louca, louca... Só de me lembrar dela, podia sentir meu coração se reprimir.

Depois disso o assunto se encerrou, fui para o meu quarto e depois de me jogar na cama, não me lembro de mais nada.

—♥—

Pi PI PI PI PI PI PI PI PI PI

ARGH! Que maldição de despertador. Bati com tudo em cima dele para calá-lo. Que dor de cabeça insuportável. Puta que pariu, onde é que eu estou? Tentei melhorar minha visão olhando para os lados até meu olhar parar sobre algo azul na porta.

— Nii-san, o pai mandou dizer que eles vão chegar daqui a quinze minutos! — Essa voz... Wendy?

Chegar? Quem vai chegar? Depois de muitas reviravoltas em meu cérebro... QUINZE MINUTOS? Pulei da cama meio cambaleando. Não me lembro de estar assim ontem. Será que é porque eu estava com ela? Desgraça de dor de cabeça.

— Ouvi dizer que sua noiva é linda! Se ela for feia eu não vou deixar você casar, nii-san! — ela continuou dizendo vindo mais para perto de mim.

Fui até o guarda-roupa caçar uma roupa decente para um noivado com uma garota desconhecida. Como eram praticamente negócios, peguei uma camisa branca, e uma calça jeans mais escura. Olhei para Wendy.

— Ah é? O que você vai fazer para impedir se ela for feia? — brinquei. Ela se sentou na minha cama, me olhando.

— Não sei, qualquer coisa que você não esteja fazendo agora.

Estava indo para o banheiro quando ouvi sua resposta e a fitei curioso.

— Como é que é? — perguntei abismado. Ela apenas riu e saiu do meu quarto. Vai entender...

Entrei no banheiro e tomei uma ducha rápida para tirar esse cheiro de bebida e de Lucy de mim. Apesar de eu gostar da segunda parte. Mas chegar no noivado cheirando a mulher não parece bom. Vesti-me, dobrei a manga da camisa do jeito que consegui e desci as escadas. Dando de cara com a tão falada família. Meu pai me olhava, assim como todos os outros. Ainda bem que tomei banho. Vi entre eles, uma garota, provavelmente... minha noiva. Cumprimentei a todos até chegar nela.

— Prazer em conhecê-la, sou Natsu Dragneel — falei tentando esboçar um sorriso. Ela sorriu de volta.

— O prazer é todo meu, sou Yukino Aguria.

Notas finais
Foi triste o adeus deles né? T_T, pois é minha gente é a Yukino a sortuda noiva de Natsu que já é amaldiçoada por milhares de leitores! KKKKKKKKK
O hentai deles finalmente saiu, mas eu sei, deixou a desejar, mas sabe como é, era uma despedida não dava para ser muito pervo!
O capitulo ficou meio grandinho, mas vocês mereceram! ♥ Apesar de eu não ter gostado tanto dele assim! Me deixem suas opiniões ♥
Espero as reviews ♥
Ps. Mais de 600 reviews UHUL *-*