Destino Das Fadas

29 Capitulo 29 — Revelações


Notas iniciais
Yo minna! *00*
Estou novamente aqui, três dias seguidos de capitulos, isso me lembra Academia de Fadas! KKKKKKKKK Meus amores, obrigada pelas reviews ♥
E nossa, já estamos no capitulo 29, parece que foi ontem que comecei a postar a Segunda Temporada! KKKKKKK
Esse capitulo vai explicar muita coisa, boa leitura ♥

Capitulo 29 — Revelações

Havia vários corredores extensos, todos cheios de portas iguais, uma ao lado da outra. Por acaso eu não me recordo qual era o meu quarto. Meu desespero de encontrá-lo era maior a cada segundo que se passava. Dois anos. Por dois anos que fiquei sofrendo à toa, por dois anos fiquei pensando que ele não me amasse mais, por dois anos fui tão estúpida. Agora eu sabia a verdade, e mesmo assim... não sei qual é o meu quarto. Nem ao menos sei se Natsu continua lá. Respirei fundo e comecei a andar por um dos corredores. Era um dos últimos quartos. Será que vou batendo de quarto em quarto? Não sei se meu desespero leva a tanto.

— Lucy? — Uma voz me chamou, me virei e vejo Erza saindo de uma daquelas portas. Droga, não é esse corredor, não ficava no mesmo que o quarto da Levy-chan e da Erza.

— Oi Erza, não tinha te visto ainda — falei com um sorriso, me aproximando para cumprimentá-la com um beijo no rosto. Afastamo-nos e ela sorriu também.

— Ah, é que eu estava no quarto — pode ter sido impressão, mas seu rosto corou na hora, e ela ficou sem graça. Quarto. Sei... — Enfim, estou procurando pelas meninas para falar algumas notícias, só falta a Juvia, pode esperar no meu quarto por enquanto? — pediu gentilmente.

Tudo o que eu pensei é que demoraria mais tempo ainda para eu conseguir falar com o Natsu. E se junta todas as garotas, ficamos horas e horas conversando e nem percebemos. Mas parecia importante, não poderia rejeitar tão facilmente.

— Tudo bem — respondi sem demonstrar meu desespero para encontrar o meu ex-namorado e fazê-lo querer ser meu atual namorado.

— Ótimo, o quarto é esse daqui. A Cana e a Levy já estão aí — explicou apontando para a porta de onde ela tinha saído.

Suspirei um pouco desapontada por ter que esperar ainda mais. Se foram quase dois anos, saber disso me faz ver como é triste os segundos que passo longe dele. E como gostaria de estar nos braços dele novamente. O calor do corpo dele sempre vai ser único. Parei de me lamentar e entrei no quarto. Era idêntico ao meu.

— Lu-chan, até que enfim — Levy estava sentada em uma das camas encostada na cabeceira. E Cana estava na cama ao lado, sentada em posição de índio com as pernas dobradas. Assim que entrei, ela apenas ergueu a garrafa de saque como um cumprimento.

— Oi meninas — tentei parecer animada e me sentei ao lado de Levy — Está melhor amiga?

— Nunca estive tão bem — disse sorridente como sempre foi. Acho que ela forçou um pouco a barra, mas vê-la empolgada era bom.

— Alguém já sabe por que estamos sendo convocadas aqui? — perguntei e direcionei meu olhar para Cana, mas a mesma subitamente caiu deitada na cama. Okay, tem alguém muito bêbada aqui.

— Não sei, mas parece algo importante — Levy respondeu.

Logo a porta se abriu, aparecendo dois vultos atrás dela. Erza, e Juvia sendo arrastada. Todas nós — Levy e eu, porque a Cana desmaiou — olhamos para Erza curiosas. Ela se sentou ao lado de Cana e Juvia ao meu lado.

— E então, o que seria tão importante a ponto de me tirar do Gray? — Juvia foi direta ao assunto. Erza tinha seus olhos brilhando.

— Garotas procurem por vestidos porque... — ela parou na expectativa de fazer suspense. E conseguiu porque estávamos a olhando até sem piscar — Vocês serão minhas madrinhas de casamento!

...

— O QUE? — gritamos em coro. Até mesmo Cana ergueu a cabeça para gritar. Mas logo desmaiou novamente resmungando:

— E eu nem tenho namorado...

— Sério Erza? — Levy perguntou entusiasmada. Erza sorriu largamente e assentiu com a cabeça.

Fomos para cima dela, abraçamos em grupo e depois começamos a desejar todas as melhores coisas do mundo. Nossa, casar. Minha amiga vai casar. Isso parecia tão longe de acontecer. Somos novas. Talvez ela e Jellal tenham ficado muito tempo separado. Bem mais que dois anos. Isso me faz lembrar o quanto quero encontrar Natsu e se um dia vou me casar com ele...

Porém essa minha vontade teve que esperar. Porque logo após Erza começou a contar como foi o pedido. Foi fofo, e pelo sorriso dela, mais que perfeito. Vê-la feliz daquele jeito era muito bom. Não conseguia nem imaginar o tamanho da felicidade em que ela se encontrava. Também estávamos contentes, aliás, fomos convidadas para sermos as madrinhas. O tempo passa mesmo rápido. E enquanto discutíamos diversos assuntos sobre casamento, a noite caía.

[...]

— Agora vamos festar! — Erza se levantou dando fim a conversa.

Nem sei até onde prestei atenção. Só sei que olhei para o relógio a cada segundo. Não ficamos mais que quarenta minutos conversando. Normalmente algumas horas não eram nada para a gente. Mas hoje esses minutos pareceram eternidade.

— VAMOS! QUERO BEBE! — Cana se ergueu um pouco desequilibrada e desse modo foi andando até sair do quarto.

As garotas começaram a sair pouco a pouco. Levantei-me um pouco apressada também, para finalmente conseguir fazer o que deveria ter feito a muito tempo, mas assim que fui sair Erza tocou em meu ombro.

— Que foi Erza? — Olhei para ela confusa.

— Lucy, eu te coloquei com o Natsu, tudo bem para você? — ela perguntou.

Por um breve momento fiquei pensando no que ela estava falando, só por ouvir o nome dele tudo se perdia. Até finalmente me dar conta de que era sobre o casamento. Fazer par com o Natsu? Um sorriso se abriu em meus lábios.

— Claro, tudo bem — respondi mais alegre do que deveria.

Ela sorriu e saímos do quarto.

—♥—


O convés estava lotado. As pessoas bebiam, dançavam, conversavam, riam. Mas nada importava. Cadê ele? Natsu, Natsu, Natsu. Era tudo o que se passava em minha mente. Comecei a atravessar a multidão a procura de um garoto de cabelos rosas. Qual é, só existe um! E cadê esse maldito um? O tempo passava e nada de Natsu. Cansei de andar, então fui à ponta do navio me sentar e olhar o mar.

Olhei todas aquelas pessoas se divertindo e aproveitando. E eu não conseguia fazer nada disso. Aquela culpa a tanto tempo acumulada não me deixava aproveitar. Uma festa tão grande e boa, porém tudo o que eu queria agora, era vê-lo. Era falar com ele. Dizer que sinto muito por ter sido idiota. Automaticamente meus olhos se encheram de lágrimas. Não queria chorar, mas o pensamento de tudo o que eu perdi, tudo o que poderia ter vivido ao lado dele me assombrava. Me encolhi no banco, olhando longe. Deixando algumas lágrimas descerem lentamente. E se for tarde demais?

— Chorando em uma festa como essa? Não é do seu feitio — Assustei-me com a aparição surpresa e paralisei assim que o vi.

Natsu. Aqui na minha frente. Engoli a seco. E minha mente se conturbava em diversos pensamentos sobre o que falar, o que fazer, como agir. Ele se sentou ao meu lado e olhou par ao mar também, e seus pensamentos pareceram viajar para longe. As palavras pareceram estar engasgadas em minha garganta.

— Está tudo bem? — seu olhar voltou-se para o meu. Diversas sensações se passaram quando nossos olhares se cruzaram. Seus olhos, sempre fui apaixonada por seus olhos.

— Está — respondi com a voz falha e abaixei a cabeça envergonhada.

Mas então ele segurou meu queixo e ergueu meu rosto. Ele me olhava intensamente, ou apenas seja o jeito que eu o vejo agora depois de descobrir tudo. Suavemente ele passou o dedo por minhas lágrimas.

— Se está, não chore — Ele sorriu. Esbocei um sorriso fraco. Senti meu rosto corar.

— Desculpe por isso, sempre te preocupo — falei assim que ele tirou a mão do meu rosto.

— É estranho te ver deprimida assim, o que aconteceu? — ele perguntou me fitando.

Meu estomago começou a se revirar. Era um bom momento para dizer tudo? E como eu deveria falar? Começo me desculpando? Como ele iria reagir? Será que ainda podemos ficar juntos? Me lembro que quando conversamos na janela, ele não chegou a dizer que não me amava, apenas disse que poderia haver barreiras que não podiam ser ultrapassadas... será que essa barreira seria meu orgulho? O orgulho dele? Enquanto pensava em tudo isso, escutei ele rindo. Acordei de meus pensamentos e o olhei curiosa.

— Você tinha que ver as expressões que você fez agora — ele disse e riu mais um pouco — No que estava pensando?

— Natsu... — tentei iniciar alguma frase, mas nada me vinha em mente rápido o bastante. Ele me olhou, tinha um ar de preocupação em seus olhos.

— Oi? — respondeu ao meu chamado.

Ficamos nos olhando por alguns instantes. FALA LUCY, FALA! Meu coração se comprimia. Minhas mãos suavam frio. Estou ansiosa demais, isso não vai dar certo. Ele continuou me olhando arqueando as sobrancelhas. Droga, ele tá esperando, fala, fala, fala, fala, fala...

— O céu fica mais bonito quando se vê daqui né? — Ele disse desviando o olhar de mim para o céu. Apoiou seus braços na grade do navio. Minha respiração quase parou. Preciso relaxar.

Então olhei para o céu. Estrelado. Lindo. E meu corpo já se relaxou um pouco. Lembro-me do Natal, quando ele achou aquele cantinho no meio do nada para olhar as estrelas. Éramos tão diferentes naquela época, sem preocupações, tão inocentes e imaturos. Talvez não fosse dar certo de qualquer forma.

— As estrelas parecem maiores — falei, entrando para a conversa.

— Ou nós parecemos menores — ele brincou e rimos baixinho.

— Talvez os dois — murmurei após parar de rir.

Alguns minutos de silêncio. Não parecia existir festa, nem música, nem pessoas. Só nós dois, cada um perdido com seus próprios pensamentos. Arrisquei olhar para ele, e ele parecia tão perdido quanto eu. O vento balançava seus cabelos já bagunçados. Sua mente parecia estar em outro lugar muito longe daqui. No que ele poderia estar pensando?

— Já teve vontade de voltar no tempo? — perguntou sem me olhar. Assustei-me com sua pergunta repentina. Ele sempre faz essas perguntas do além.

— Muitas vezes — respondi. Principalmente agora que sei o quanto fui idiota.

Mas de repente essa culpa não parecia tão grande. Fiquei vendo nós dois ali, sentados, apenas ouvindo o mar e olhando as estrelas. Não parecia ter mudado tanto. Porém me sentia na obrigação de me desculpar. Nada me certificava de que se eu pedisse desculpas ficaríamos juntos novamente, mas talvez arrancasse o peso que sempre senti de ter sido traída.

— Você tem estado distante, está acontecendo algo? — perguntei o que tanto me torturava.

— Então dá para reparar? — disse em tom de deboche, voltando seu olhar para baixo. Ajeitou-se no banco, esse assunto com certeza não o deixava confortável.

— Bastante — falei rindo. Não sei se deveria fazer isso, mas era tão eminente que não tinha como não rir.

Ele ficou pensativo de repente. Parecia pensar se deveria dizer ou não. Sua expressão estava séria como nunca vi. Um pressentimento ruim passou por mim.

— Talvez seja melhor a gente ir dormir — ele disse ao olhar para frente.

Não sei quanto tempo passou. Mas a música tinha parado. Poucas pessoas estavam ali na nossa frente. Quando todos saíram? Eu deveria dizer agora, aproveitar que havia poucas pessoas, mas senti medo. Tem algo nele que me faz pensar que não vai ser tão fácil quanto pensei. E ao ver ele se levantar e me estender a mão, todas as palavras sumiram da minha mente e não consegui dizer nada.

—♥—


Estava frio. Acordei repentinamente sentindo meu nariz congelar. Por quanto tempo dormi? A luz estava apagada, e pela janela percebi que ainda estava escuro. Acho que ainda não é hora de acordar. Olhei para frente e vejo Juvia e Gray dormindo abraçados. Olho para o lado. Hm? A cama estava vazia. Cadê o Natsu? Será que ele está passando mal? Preocupada, me levanto, buscando por um agasalho. Aos meus tropeços começo a andar até a porta do quarto.

É mesmo muito frio de madrugada no mar. Encolhi em meus próprios braços e andei pelo extenso corredor. Passei por algumas portas até chegar ao convés e enxergá-lo. Estava de pé apoiado na borda do navio, novamente com seu olhar distante. Me pergunto no que ele tanto pensa. Aproximei-me devagar para não assustá-lo. Ao ouvir meus passos ele se virou, e pareceu espantado ao me ver ali.

— O que faz aqui nesse frio? — perguntei até chegar ao seu lado, vai que agora ele já percebeu minha presença.

— Não consegui dormir, então vim tomar um ar — ele sorriu de leve. Não conseguia dormir? Ele que disse para a gente dormir — E você? O que a trouxe aqui?

— Você — respondi sem delongas, ele me olhou surpreso — Acordei sem querer e vi a sua cama vazia, fiquei preocupada.

— Desculpe por isso — disse sem reclamar.

Mais uma vez o silêncio fez parte de nossos diálogos. Cenas de nosso namoro passaram por minha mente. E começo a pensar, por quanto tempo mais vou suportar isso por causa de um medo ridículo?

— Ei Natsu... tem algo que eu quero te falar... — chamei sua atenção, ele me olhou curioso. Ter seu olhar sobre mim não ajudava em nada. Meu coração já começava a acelerar. Tenho que ser corajosa.

— Pode dizer — disse calmamente, sem parar de me olhar.

“Me desculpa”? Seria o mais apropriado? Já faz tanto tempo. Sinto que essa não seria a frase correta. Primeiro eu queria saber... queria saber...

— O-o que... você sente por mim? — tentei não fraquejar no meio da frase. Mas perguntei com todas as letras o que tanto me incomodava.

Assim que a coragem me veio, olhei para ele. E seus olhos estavam presos aos meus. Queria saber o que ele estava pensando, porque parecia pensar muito. Estava surpreso com minha pergunta, mas até quando vamos ficar fingindo que não fomos nada um para o outro? Ele desviou o olhar, passou a mão pelos cabelos, olhou para o mar. E a ansiedade por aquela resposta crescia dentro de mim.

— Ei, isso foi uma pergunta — Foi o que ele disse depois de alguns segundos com um sorriso no canto dos lábios. Fiquei confusa, mas logo ele explicou: — Você disse que ia falar algo, mas perguntou.

Ah! Fiquei mais nervosa do que já estava. Tentei sorrir, contudo o sorriso não aparecia em minha face, tamanha era minha ansiedade. Já estraguei tudo, não vou conseguir voltar a esse assunto nem pensar.

— O que eu sinto por você... — ele murmurou baixinho, se apoiando novamente na borda e deixando seu olhar se perder na imensidão do mar.

Tudo o que fiz foi ficar parada. Fiquei com vontade de fugir, mas acho que já fugimos por muito tempo. Se não somos capazes de resolver um problema como esse, como seguiríamos em frente? Ou como conseguiríamos consertar? Algo em mim queria dizer “Esquece, esquece, deixa pra lá”, mas me contive a apenas esperar.

— Deve ser a pergunta mais difícil que já me fizeram — brincou um pouco até sua expressão voltar a ficar séria. O vento bagunçava nossos cabelos. Um pedacinho de sol começava a surgir.

— Sou boa nisso — falei prontamente.

Deve ser difícil porque ele não sabe o que sente por mim. Seu silêncio começava a me preocupar. Acho que eu deveria falar primeiro, talvez assim ele falasse também.

— Natsu... — respirei fundo, sem olhá-lo. Porém pude ver seu rosto se virando para mim. Coragem Lucy, coragem! — Eu... desde aquele dia em que você se confessou... ou até um pouco antes, quem sabe... — as palavras saiam enroladas, mas eu não estava ligando, tinha que falar — eu sempre... sempre... — “te amei”. Essa última parte ficou apenas em meus pensamentos, porque essas palavras não saíram.

Fiquei buscando alguma força em mim que me fizesse falar de uma vez por todas. Mas fui interrompida de minha concentração quando ele sorriu, ergui meu olhar para ele e seu sorriso foi se desfazendo aos poucos.

— Lucy... você lembra quando te falei que poderia haver barreiras que não pudéssemos ultrapassar...? — ele perguntou me olhando. Seu olhar de tristeza me assustava.

— Lembro... — sussurrei de volta.

Sua expressão me apavorava. Ele estava prestes a dizer algo. Sua boca entreaberta mostrava isso. Mas ele estava hesitante. E essa hesitação me incomodava. Aquele mau pressentimento voltou. Meu coração estava prestes a parar.

— Eu... — ele disse com muito esforço. Sua voz magoada. Seu jeito hesitante. Seu olhar triste. Prestei atenção a cada detalhe presente nele, podia ouvir as batidas fortes do meu coração me prevendo mais sofrimento — Lucy... eu...

...vou me casar.

Notas finais
Pois é... assim como alguns suspeitaram tá aí o segredo. Mas tem muita coisa além disso, que só será falado mais para frente *00*
Ainda bem que só posto sexta-feira agora, porque provavelmente terei muitas ameaças de mortes até lá .___.
Deixem suas reviews [contenham os xingamentos, onegai T_T] ♥
Ps. já sabem né? Sem comentários, sem incentivo e sem capitulo haha ♥