Destino Das Fadas

15 Capítulo 15 — Seu lugar


Notas iniciais
Oi gente, como foi o feriado de todos? Estão de férias? *00* Sinto muito não ter postado sexta, houveram alguns imprevistos, enfim aqui estou *--* Fiquei tão feliz com tantos comentários *000*, sério, só vocês para me animarem. Muito obrigada, ♥ Espero que gostem, boa leitura (; ♦Capítulo editado

Capitulo 15 Seu lugar

Gray

Mesmo que a frase de Natsu tenha parecido muito ridícula quando foi dita, agora eu meio que compreendo. Quando escolhemos uma mulher só, é porque sabemos que ela vale por muitas outras. Assim como Juvia. Achei que já tinha vivenciado os maiores prazeres que a vida pode oferecer, mas estava enganado. Beijá-la é libertador.

Juro que tento me controlar, mas tê-la em meus braços depois de tanto tempo, com uma roupa dessas e num lugar desses. É perturbador.

Faço questão de tentar tocá-la ao máximo possível, em suas cochas bem delineadas, em seus braços e seus cabelos. Continuo a beijá-la, pensando em como essa sensação é viciante. Porém antes que eu pudesse avançar ainda mais, ela me empurra com tudo para trás.

De novo.

— Certo, me leve para outro lugar — fala ao se sentar na cama.

Olho para ela sem entender com as sobrancelhas arqueadas.

— Como?

— Vamos ter um encontro — ela explica naturalmente como se ignorasse tudo o que acabou de acontecer — Um encontro normal.

Qual é a da ênfase?

Encaro ela depois de também me sentar na cama novamente. Fico esperando por mais uma explicação que me faça querer sair daqui. Isso não pode ser sério. Quero dizer, parecia que tudo estava ocorrendo como deveria ser.

— Um encontro normal na minha vida e não o seu tipo de encontro normal, entende? — esclarece.

Ah.

Não que eu estivesse pensando em outra coisa. É difícil mudar velhos hábitos.

— Mas o meu tipo de encontro normal é bem mais gostoso — digo com um sorriso de lado.

Ela não parece aprovar nada do que eu disse. Será que nem consegue mais discernir o que é brincadeira? Aproximo meu rosto do seu, mesmo com o bico falso que ela cria e lhe dou um selinho. Então ela toca meu peito e me afasta.

— Você me quis, certo? Então terá que aguentar! — fala autoritária, saindo da cama e indo até o banheiro.

E antes de fechar a porta na minha cara, ela se vira e me dá uma piscada sexy e amaldiçoada.

Qual é o problema com essas mulheres?

Dou risada sozinho. Que droga. Estou mesmo é ferrado. Penso com um suspiro. Então pego meu celular no bolso da calça e faço o que qualquer melhor amigo faria.

—♥—

Natsu

Ainda estávamos no restaurante. A Levy mandou mensagem para a Lucy falando que Gray apareceu lá e depois viu o Lyon saindo. Não entendi o que houve, mas espero que Gray tenha se saído bem. Torço por ele.

Continuamos a conversar sobre coisas banais como faculdade e trabalho. Dois assuntos que não fazem nenhum clima estranho surgir entre nós. Eu me senti de novo como se fosse há dois anos atrás. Jogando papo fora com minha melhor amiga e a irritando como sempre. Acho que é um bom jeito de se levar as coisas. Mesmo depois de tudo, a companhia de Lucy sempre é renovadora.

Meu celular vibra no meio de uma de nossas conversas e vejo que é uma mensagem. De Gray.

“Já resolvi minha vida e fiz a coisa certa. Quanto tempo você vai demorar para fazer o mesmo? Ah, obrigado” — Gray Fullbuster.

Abro um sorriso singelo ao ler a mensagem. Fico feliz que tenha dado tudo certo para ele. Olho para frente e vejo o olhar curioso de Lucy.

— Do que está rindo? — ela pergunta com as sobrancelhas arqueadas.

Deixo o celular de lado, sem deixar de sorrir.

— Que garota curiosa — digo, apoiando-me na mesa.

Lucy dá de ombros, fingindo não se importar mais com o assunto.

— Nem queria saber mesmo — fala emburrada com os braços cruzados.

Começo a rir novamente.

— Só digo que o plano foi executado com sucesso — explico com um sorriso.

Então a expressão dela muda radicalmente, abrindo um sorriso radiante pela notícia.

— Sério? — anima-se com os olhos brilhando.

Não deixo de ficar encantando por vê-la dessa forma. Eu sempre disse que é fácil agradar a Lucy. E realmente fico grato por isso, porque adoro ver ela sorrindo. Ela fica linda assim... ou de qualquer outra forma.

— Aham — concordo, observando sua animação.

— Ai, fico tão feliz por eles — diz, juntando suas mãos e depois seu olhar se abaixa — Eles merecem ser felizes — completa com um sorriso fraco.

Fico parado, continuando a olhá-la como se fosse algo divino. Eu lembro de meu pai quando olhava para minha mãe, e me pergunto se era isso o que ele tanto sentia. Uma admiração intensa e estranha.

O olhar de Lucy parece confuso por algo que ela não diz. Ela nunca foi boa em dizer as coisas em voz alta. Mesmo assim, ela sorri docemente e continua a falar com a voz mansa como se estivesse tudo bem. Às vezes, nesses pequenos instantes que a observo, não consigo entender os motivos por me apaixonar. Mas ao mesmo tempo, entendo tão bem. Só de olhá-la, esses motivos aparecem de todas as formas e jeitos.

Lucy merece ser mais feliz do que ninguém. E mesmo que eu negue isso, sinto que a atrapalho.

— Lucy?

Olhamos juntos para o lado e então encontramos a pessoa que menos esperávamos encontrar.

—♥—

Lucy

Conversamos toda a noite como se fossemos os antigos melhores amigos de antes. Os assuntos não cessavam por mais banais que fossem. Pude rir como não faço há algum tempo e me sinto aliviado por saber que tudo ocorreu bem para Juvia e Gray.

Mas... não consigo deixar de pensar um pouco em mim.

Queria que eu pudesse ter essa chance também. Talvez eu esteja sendo fraca demais. Eu não sei o que fazer. Estou bem com Natsu e não quero estragar o que acabamos de criar de novo. Suspiro

Olho para frente e vejo que Natsu me observa sem falar nada. Seu olhar intenso está preso a mim, mas sua mente parece estar bem longe. Estou pronta para fazer alguma piada, quando alguém me chama.

— Lucy? — uma voz indignada soa ao nosso lado.

Assim que me viro, vejo que a noite ainda pode ser longa.

Ah, não.

— Loki? — pergunto pasma por vê-lo ali.

Não é uma boa hora. Sinto meu coração já acelerar em meu peito por desespero. Natsu e Loki nunca se tornaram amiguinhos depois de toda aquela confusão. E Loki nunca aceitou que eu tenha desistido dele depois de tudo por causa de um cara que nem estou namorando.

A culpada disso tudo sou eu.

— Então é por isso que você não podia jantar comigo? — questiona um tanto irritado e magoado.

Ele continua a ignorar a presença de Natsu a todo custo. Enquanto Natsu me olha com certa preocupação.

— Olha Loki, não é o que você...

— Eu já entendi, Lucy. Não precisa dizer nada — me corta, abaixando o olhar e se virando para ir embora.

As palavras estão entaladas em minha garganta, sentindo meu coração se despedaçar. Eu o fiz sofrer de novo? Não era para ser desse jeito. Porque sempre ajo de maneira idiota? Talvez eu deva ir atrás dele e me desculpar? Mas me desculpar pelo o que? Acho que devo ser mais sincera.

Me torturo por dentro, quando sinto uma mão tocar a minha. Volto meu olhar para ele, espantada.

— Desculpe — Natsu pede com ternura.

Continuo olhando para ele sem entender. Desculpe? Natsu não fez nada de errado.

— Ele é importante para você, não é? Não queria te causar problemas.

Não acredito no que ele está dizendo. Ele nunca gostou de Loki e também só não estamos juntos porque fui conhece-lo nesse meio tempo. E claro, por causa da nossa idiotice e confesso que por Lisanna também.

— E-eu não sei — gaguejo sem saber o que falar nessa situação.

Ver Natsu agir assim é tão estranho.

— Quer que eu fale com ele? Digo que te obriguei a vir comigo hoje.

Seus olhos mostram tanta sinceridade que me ferem. Isso me assusta e eu não entendo. Ele está me apoiando a seguir em frente? Como um bom e prestativo amigo? Ouvir suas palavras de incentivo, é como ter um pedaço do meu coração apunhalado.

Fico paralisada, olhando para ele.

Sem resposta, Natsu se levanta, mas eu seguro sua mão antes que ele vá mesmo atrás de Loki. Eu posso me arrepender disso depois. Mas só dessa vez, eu não estou ligando para as consequências.

— Não — digo sem jeito — Fica comigo.

Sinto meu rosto corar por meus atos. Mesmo assim, juntei o resto de minha coragem para olhá-lo.

— Você é importante para mim.

Aquele um segundo após a minha frase pareceu uma eternidade.

Nossos olhares continuaram cruzados, com Natsu sem reação. Minha mão continuou a segurá-lo. Meus sentimentos parecem querer saltar a pele. Tudo o que essa dimensão só nossa pode me oferecer.

Assim que me dou conta de estar segurando a sua mão e o olhando como idiota, o solto imediatamente e me encolho na cadeira.

— Q-quero dizer, já fizemos os pedidos e também... é... — balbucio quaisquer palavras aleatórias para não deixar esse clima que tanto fugimos nos tomar.

Natsu ainda não diz nada e volta para seu lugar. Seus olhos não param de encarar os meus, e mesmo sem olhá-lo diretamente, sei que está pregado em mim.

O que... foi tudo isso?

Para quebrar o silêncio amedrontador, escuto sua risada irônica. Obrigo-me a olhá-lo, confusa.

— Então sou importante para você? — pergunta com um sorriso bobo no canto de seus lábios.

Eu sei que ele está apenas brincando comigo, como sempre faz. Mas sua pergunta cria um grande conflito interno em mim. Eu deveria ficar irritada por ser tão convencido? Ou deveria me derreter com seu sorrisinho idiota? Ou talvez ficar envergonhada por ter dito algo tão constrangedor?

Por sorte, não precisei dizer nada.

O garçom interrompe nossa conversa, trazendo nossos pedidos. Com isso, toda essa situação estranha criada entre nós some. Não posso dizer que não gosto disso, mas às vezes eu realmente não sei o que fazer ou falar.

— Seu risoto com filé mignon, senhorita — o garçom apresenta, se curvando para pôr o prato na minha frente — E seu spaghetti com picanha, senhor — fala ao servir Natsu.

Tento ignorar sua pergunta anterior e começo a comer.

Natsu continua sorrindo, enquanto mastiga. Seus olhos não param de me observar, mesmo agora. Tenho vontade de tacar minha carne na sua cara para ele parar.

O que há de errado comigo? Por que estou evitando ao máximo o fato dele dizer coisas fofas para mim? Natsu sempre foi assim. Quero dizer, depois que ele voltou as coisas pioraram. Mas ele sempre foi gentil e sempre teve um coração imenso. Saber disso, me deixa angustiada. Será que ele apenas está brincando comigo ou... existe um fundo de verdade em suas brincadeiras?

Arrisco olhar para frente e vejo que ele também ficou pensativo. Natsu enrolada o macarrão no garfo antes de finalmente abocanhar e acho graça nisso.

— Quem é que pede macarrão com carne? — indago para puxar um assunto.

Tudo para não deixar aquele clima voltar.

Natsu arqueia as sobrancelhas com a minha pergunta e sorri.

— Só os fodões — responde brincalhão.

Tento segurar a risada, enquanto engulo a comida. Quase engasgo com sua resposta tão ridícula. Então quando finalmente termino de mastigar, desato a rir.

— Boa resposta — confesso e ele dá seu sorriso galanteador — Digno de um ser convencido — continuo, enquanto corto minha carne.

Sua expressão muda e fica um pouco mais séria, fingindo-se de magoado.

— Assim parece que está tentando me ofender — começa a fazer drama, depois volta a sorrir — Mas sei que não está — diz de forma convencida, me fazendo olhá-lo novamente — Porque sou importante para você, e não tentamos ofender pessoas importantes, não é?

Seu sorriso é tão gigantesco que me irrita. Será que agora ele vai ficar jogando essa frase contra mim o tempo todo? Não mesmo.

— Nã-na-ni-na-não — falo, balando o dedo de um lago para o outro — São as importantes que temos que ofender. Ainda mais quando se trata de garotos convencidos e idiotas que se acham importantes. Não acha que devemos coloca-os em seu devido lugar? — pergunto em tom de brincadeira.

Ele me olha um pouco surpreendido, mas sem deixar de sorrir. Mantenho minha compostura.

— Ah é? — diz, deixando suas talheres de lado e inclinando-se para frente. Seu olha fica bem de frente para o meu e sinto meu corpo estremecer — Então me diga Lucy, onde é esse lugar? — sussurra baixinho para que apenas eu escute.

Minhas mãos tremem, deixando os talheres caírem com seu gesto. Fico paralisada sobre seu olhar firme. Tento elaborar alguma resposta digna, mas nada me vem em mente. Ele continua me olhando de forma convencida e eu nem ao menos consigo desviar meu olhar.

O que está acontecendo?

Odeio ficar sem reação, ou sem resposta, sem tudo. Enquanto continuo a pensar em alguma ideia brilhante para tirar seu sorriso idiota do rosto, Natsu se afasta e pega seus talheres novamente. Abre seu sorriso escroto e me olhar se sua cadeira.

— Fica me devendo essa resposta loirinha — fala sorrindo e depois volta a comer normalmente.

Fala sério. Como pode ser tão irritante?

— Não me chame de loirinha — murmuro tentando voltar meus movimentos e para a realidade — Parece, sei lá, vulgar — continuo apreciando minha comida, que por sinal estava uma delícia e ignorando os acontecimentos recentes.

— Como você que está me devendo duas respostas, posso te chamar como quiser — responde rapidamente, se achando o todo poderoso.

Olho para ele, pasma.

— Espera aí, duas respostas? Que história é essa? Pode parar de tentar aumentar minhas dívidas! — digo sem deixar de rir.

Natsu ri também e depois para, voltando a uma postura meio séria.

— Você ainda não respondeu se sou mesmo importante para você — fala calmamente, me olhando.

Meu rosto cora no mesmo instante. Ele não esqueceu.

Olho para ele por alguns minutos, e depois termino meu prato sem dizer nada. Sinto que se tentasse falar algo, poderia estragar tudo.

Tudo o que, Lucy?

Não tem nada para se estragar aqui. Estou ficando louca. Somos bons amigos em uma janta comemorativa. Não tem nada demais. Natsu fica me provocando porque sabe meus sentimentos por ele! É palhaçada o que ele está fazendo.

Então penso em algo para me tirar dessa situação.

— Você é importante para mim, Natsu — digo firme, fazendo ele quase se engasgar com o suco.

Ele me olha um pouco perdido. Quero muito rir, mas tenho que me manter forte. É bom ser provocado não é idiota?

— Aliás — continuo com um sorriso — Você é um bom amigo — termino e ele parece respirar novamente. Olho de lado para ele — Você quase engasgou ou foi impressão? — brinco e começo a rir.

Ele abre um sorriso singelo como sempre faz.

— Pura impressão, claro — responde sem delongas, voltando a ser o Natsu convencido e idiota.

Continuo a rir por uma bobeira dessas. É bom estar aqui, sem me lembrar dos problemas ou das preocupações. Só dois bons... amigos. Conversando e pondo o papo em dia. Um fingindo para o outro que está bom dessa forma.

Meu celular começa a apitar em cima da mesa para me despertar e vejo ser uma nova mensagem.

“O PLANO FOI UM SUCESSO LU-CHAN! *00*. Acabei de vê-los saindo abraçados daqui, estou tão feliz! Agora só falta você. Terei que bolar um plano ou você consegue sozinha? (: Aliás, vocês estão muito fofos nesse restaurante. Beijinhos de sua stalker” — De Levy-chan.

O que?

Leio a mensagem e deixo o celular ao lado. Começo a olhar freneticamente para os lados. Ela não pode estar fazendo isso. Tento encontrar qualquer ponto suspeito dentro do restaurante, qualquer coisa pequena e azul. Essa garota vai me enlouquecer ainda!

Natsu me olha, confuso.

— O que você está fazendo além de parecer mais estranha que o convencional? — pergunta, olhando para mim como se eu fosse louca.

Talvez eu esteja mesmo me parecendo com uma.

— Haha — rio de forma robótica — Nada. Por que estaria estranha? Além de ser perseguida, tudo está normal — falo de forma irônica.

Agora sim pareço louca. Sua feição mostra preocupação ao olhar para mim. É nesse momento que sou levada para o hospício?

— Ok, isso foi um pouco assustador — comenta com as sobrancelhas arqueadas — O que está acontecendo? Quem era na mensagem? — pergunta, curioso.

— Ningu... — estou prestes a falar, quando a vejo. Levy acena para mim do lado de fora, atrás de Natsu — Aaaaaaaaahhhhh! — grito assustada.

Coloco a mão na boca após meu surto.

Essa garota é mesmo terrível, ela vai me destruir.

Natsu olha para trás e Levy se esconde no mesmo instante. Depois ele voltou a me olhar ainda mais preocupado.

— Tomou seu remédio hoje, Lucy? — brinca, até se dar conta que todos no restaurante estão nos olhando — Você realmente dá trabalho.

Ele vira o rosto para não encarar as outras pessoas. Tento me recompor e vejo Levy do outro lado fazendo sinais para que eu pule no Natsu. E depois imitando a gente se beijando com as mãos.

Kami-sama, que amiga fui arranjar? Ela com certeza vai tentar algo.

Tento ignorá-la e limpo a garganta.

— Ah, desculpe. Senti algo na minha perna e achei que fosse um bicho hehe — dou uma risada nervosa, depois tento parecer normal com um sorriso sutil.

Natsu continua a me encarar sem acreditar em nada do que eu disse.

— Sei... — murmura — Vamos embora antes que um bicho realmente apareça em sua perna?

— Por favor — digo ao me levantar.

Não vou conseguir continuar aqui, sabendo que tenho uma amiga psicopata que adora dar uma de cupido do outro lado do vidro.

Natsu também se levanta e fomos ao caixa acertar as contas. O caixa perguntou se estava tudo bem e eu pedi desculpas pelo incomodo. Saímos dali rapidamente, quando sinto Natsu cair para cima de mim com tudo.

Por sorte ou não, havia uma parede atrás de mim e não caímos no chão. Mas ao erguer meu olhar reparei o quanto ele estava perto e como meu rosto esquentou com a aproximação. Natsu se levanta, confuso e olha para trás para entender o que houve.

— Ah, desculpe — pede, se afastando — Senti algo me empurrar. Que estranho — fala ao passar as mãos pelo cabelo, sem jeito.

— Desculpa, não tinha te visto, Natsu!

Ai não.

Baixinha maldita.

Olho para ela, pasma. Faço sinais para ela dar o fora, enquanto Natsu se mantinha de costas para mim.

— Levy, o que está fazendo por aqui? — Natsu pergunta ingenuamente.

Ah se ele soubesse.

— É Levy — digo sem paciência — O que está fazendo aqui?

Tento expulsá-la com a voz, mas é claro que ela não se sente nem um pouco atingida. É impossível tirar seu sorrisinho maligno do rosto. Ainda mais quando ela já tem um plano traçado, que inclui eu e Natsu.

— Só passeando — fala de forma inocente — Viram que nosso plano funcionou? Gray e Juvia estão juntos — sorri animada.

— Finalmente — Natsu sorri de volta.

Levy em lança um olhar, provavelmente me preparando para o que ela irá dizer. E eu não vou gostar. Começo a fazer que não com a cabeça, praticamente implorando mentalmente para que ela não se metesse dessa vez. Só dessa vez.

— Falando em planos. Natsu, o que você acha de...

— Está tão tarde! — grito no meio de sua frase — Vamos embora, Natsu!

Pego em seu braço e o arrasto, antes que o pior aconteça.

— Tchau Levy — digo friamente ao passar por ela.

Ela apenas sorri, acenando falsamente.

Tchau pombinhos” — Levy gesticula para mim e tenho vontade de lhe mostrar o dedo do meio.

Para que inimigas?

—♥—

Natsu estaciona seu carro em frente de casa. Ele passou o caminho inteiro dizendo o quanto a Levy estava agindo estranho e se ela estava bem. Mal sabe ele que Levy se encontra em plena saúde.

Saio do carro e ele me acompanha até o portão. Foi então que tudo ficou estranho. Estávamos sem assunto e isso não é nada bom. Sempre temos assunto. E se não temos, ficamos nos olhando. E nos olhar não é bom.

— Bom... chegamos — digo apenas para quebrar o silêncio.

— Sim, aqui estamos — fala um pouco sem jeito.

Silêncio.

— Hum, acho que tenho que ir, certo? — sorri levemente e chega mais perto de mim.

Começo a sentir um arrepio passar por meu corpo, vendo ele se aproximando aos poucos e imaginando onde tudo isso vai nos levar. Nossos lábios ficam próximos e sua respiração está quente e acelerada. Fecho os olhos e me deixo levar por seu cheiro embriagador, e pelo calor que seu corpo emana.

Então sinto seus lábios tocarem... minha bochecha.

Abro os olhos, confusa. Natsu sorri.

— Tchau loirinha — brinca, se afastando de mim.

Não deixo de me sentir frustrada.

— Tchau.

Existe expressão mais triste do que essa?

Acabamos saindo hoje e nos encontrando o dia todo porque queríamos juntar nossos amigos. E agora? Vamos conversar na faculdade talvez ou em encontros de amigos. E quem sabe criamos uma próxima desculpa para passarmos um dia juntos.

Vejo ele indo para o carro e sinto meu peito se apertar. Mas antes dele entrar, seu rosto se virou novamente para mim, sorrindo.

— Ah — disse como se lembrasse de algo. Olho para ele pensando se havia esquecido de alguma coisa e arqueio as sobrancelhas — Você também é importante para mim — fala sorrindo e pisca para mim, entrando em seu carro.

Fico ali parada, pensando se devo estar sorrindo como idiota.

Não sei aonde é seu lugar, Natsu.

Mas sei que meu coração insiste em dizer... que é do meu lado.

Notas finais
Levy-chan e sua espionagem master! KKKKKKKKKKKGente, essa semana vai ser normal tá? Segunda, quarta e sexta *-*Me deixem suas lindas reviews~♥