Destino Das Fadas

6 Capítulo 06 — Momento errado


Notas iniciais
MEUS LEITORES LINDOS *00* Como estão? *--* Eu não ia postar hoje mas, como ganhei mais uma recomendação me senti no dever de postar *0000* Hinata Dragneel mais uma vez, OBRIGADA, amei a recomendação, me deixa muito feliz que a segunda temporada já esteja tendo seus efeitos *00* Obrigada também a todos os comentários ♥ ♦Capítulo reeditado

Capitulo 06 Momento errado

Lucy

Passamos o resto do dia no hospital. Todos ficaram exaltados quando Juvia disse que Gray acordou. Ao que parece ele acabou caindo no sono enquanto conversavam. Liguei para Biska para avisar meu sumiço, assim como Natsu e Levy. Natsu queria ver Gray, mas o hospital finalmente conseguiu nos expulsar. Disseram que o horário de visitas era limitado e que seriam obrigados a chamar a segurança. Exagerados, nosso amigo quase morreu!

Juvia e Lyon foram embora, enquanto eu e Natsu esperamos Gajeel chegar para buscar Levy. Ela não queria ficar sozinha do lado de fora do hospital, então jogamos papo fora. Vejo a lua levantar-se no céu e reparo como está tarde. Quando despedimos de todos, fomos finalmente para o carro. E não que seja algo digno de atenção, mas Natsu segurou minha mão todo o caminho. Parecia outra pessoa ao saber que seu amigo não corria risco de vida.

— Vocês são bem amigos, né? — pergunto, olhando-o pondo o cinto.

Ele me olha e sorri.

— A gente vivia brigando quando criança, mas ele é como um irmão que nunca tive — responde pensativo — Somos bons em dar sermão um para o outro — fala rindo.

Começo a sorrir com sua frase tão fofa.

— Bem, você tem Wendy também — digo, pondo o meu cinto dessa vez.

— Eu sei — fala, dando partida no carro e sem sorrir — Mas ela é mais uma filha do que uma irmã.

Passo a olhá-lo novamente, sua expressão está tão séria que fico curiosa. Ele, com certeza, passou por muita coisa quando era pequeno. Quero conhece-lo mais. Quero saber cada dor que se espreme em seu interior. Quero poder curá-lo.

— O que foi? — pergunta com a sobrancelha arqueada ao me ver com o olhar fixo nele.

Suprimo uma risada e aperto sua bochecha.

— Você é tão fofo! — digo com uma voz melosa.

Ele desliga o carro e tira minha mão de sua cara com uma expressão de nojo.

— O que deu em você? Estou parecendo criança! — mostra-se ofendido, mas sei que um sorriso idiota se esconde.

— Você é meu bebezinho! — continuo a brincar com minha voz que se usa para crianças.

— Pare de ser estranha — replica, voltando a atenção para o volante.

Penso sobre sua frase, pensando se deveria ficar ofendida, mas começo a rir. Algo me remete a anos atrás e faz cócegas em mim. Ele me olha ainda mais espantado, perguntando pelo olhar se sou louca ou não.

— Você me chama de estranha desde que me conheceu — respondo com um sorriso.

Ele sorri também. Ele se lembra de quando nos encontramos naquele corredor?

— Você sempre foi estranha — diz rindo — Porque sempre foi única.

Seu sorriso vai levemente sumindo ao mesmo tempo em que seu olhar vai se tornando mais intenso. Fico paralisada sob seus olhos, sem conseguir deixar de encará-lo. Há quanto tempo me sinto assim em relação a ele? Porque quando nos olhamos desta forma, não posso deixar de sentir que eu o amo desde que nasci.

Natsu volta a abrir um sorriso bobo.

— Está apaixonada por mim, Lucy?

Sinto meu rosto ruborizar diante sua pergunta repentina. É tão fácil de responder, mas tão... constrangedora? Umedeço meus lábios, procurando palavras. Ele ri e sela nossos lábios.

— Quer ajuda para responder? — brinca, me fazendo rir também.

— Eu te amo Natsu — respondo claramente, sentindo o clima menos tenso sobre mim.

Ele sorri.

— Eu sei — fala, olhando para frente e depois se virando para mim novamente — Como não me amar?

Bato em seu braço e começo a rir junto com ele. O carro passa a se movimentar, enquanto continuamos a nos provocar como sempre fazemos. E como negar isso de novo? Eu sou apaixonada por ele.

—♥—

Natsu me deixou em frente minha casa, depois de pararmos o carro em algum lugar qualquer e nos beijarmos uma, três, eu sempre perco as contas. Não queríamos parar e nem ter que voltar para nossas casas. Queríamos ficar nesse mundo só nosso. Entre lábios, olhares, sorrisos e... coisas a mais. Natsu insistiu em dizer que ninguém nos veria, mas meu rosto já estava tão vermelho que poderia explodir. Então pegamos a estrada novamente.

Entro em casa e subo rapidamente para meu quarto, sem dar chance para que meu pai venha reclamar. Dou carinho em Plue que espera fielmente na porta de meu quarto e jogo-me na cama, sentindo-me flutuar em pensamentos. Quanta coisa em poucos dias. Faço uma lista de acontecimentos em minha mente e começo a sorrir.

Natsu.

Agora que Gray está bem posso finalmente voltar meus pensamentos para a coisa que não me deixa nem por um segundo. Essa sensação agradável de me sentir completa e fazendo a coisa certa. Há quanto tempo não me sinto assim? Há quanto tempo não faço uma escolha que considero certa para mim? Para mim e não para qualquer outra pessoa. Será que Natsu também pensa assim?

Tomo um banho demorado depois de um dia todo no hospital. Tento tirar a energia negativa que o local me causa. Colo um pijama, escovo os dentes e deito sobre minha cama arrumada. Estou pronta para descansar tudo o que não pude, quando meu celular vibra. Viro-me para a cômoda e alcanço meu celular, estendendo todo meu braço. Uma mensagem, começo a sorrir e abro.

“Oi amor. Só para avisar que cheguei em casa agora, e estou bem. Falei que não precisava de preocupar! Já está dormindo? Deve estar cansada depois de tantas coisas acontecendo. Obrigado pela noite, é incrível estar com você. Será possível te amar mais? Sonhe comigo. (Se já não estiver fazendo isso). Beijos” — De Natsu Chatinho.

Dou risada de suas frases sem sentido e como a forma dele alegrar meus dias tão facilmente. Até me surpreendo por vê-lo assim, tão maduro e fofo comigo. Olho o remetente e lembro de longas noites sem dormir, trocando mensagens. Resolvo mudar seu nome e respondo a mensagem.

—♥—

Natsu

Mando mensagem para Lucy e vou me trocar. Essa idiota estava toda apavorada sobre eu correr de carro por aí. Começo a sorrir. Ela é diferente de qualquer coisa que já tive na minha vida. Tudo nela me hipnotiza e me ganha em segundos. Estranha. Penso comigo e começo a rir, lembrando do desastre que foi quando a conheci. Às vezes parece que o destino brincava com a gente desde aquela época, ou quem sabe antes disso.

Jogo-me sobre a cama e ouço meu celular vibrar. Que garota rápida. Apresso-me para pegá-lo.

“Boa noite amor. Fico feliz que tenha chego bem, eu estava quase dormindo até você me atrapalhar haha. Eu que agradeço. A felicidade sempre parece mais perto de nós quando estamos com quem amamos, não acha? Sonhando com você. Beijos” — De minha Lucy.

Queria não me tornar um daqueles idiotas que sorriem por qualquer coisa que uma garota manda. Mas... bom, foda-se.

—♥—

Lucy

Deixo meu celular ao meu lado com a certeza que ele me responderia. Ele sempre me responde, sempre está por perto, e eu nunca me dei conta. Fico feliz ao saber que estava certa, porém ao invés de vibrar, meu celular começa a tocar. Ele está me ligando? Pego o celular e me sento na cama em um pulo.

— A-alô? — atendo apreensiva.

— Oi — fala suavemente.

— Oi — digo sem entender — Está tudo bem?

Ele ri.

— Sim, só queria ouvir sua voz — fala baixinho.

É possível derreter por telefone? Isso é baixo demais.

— Ah é? — digo sorrindo — Por que?

— Bem, faz... — começa a falar e faz uma pausa — meia hora que não te vejo? Que absurdo.

Começo a rir.

— Queria você aqui... — murmuro, olhando para minhas mãos.

Como pude acostumar tão facilmente com sua presença? Não estávamos para nos matar no começo do terceiro ano quando ele partiu?

— Se pedir demais, vou ser obrigado a pular sua janela — brinca.

Desato a rir ainda mais, lembrando de suas invasões fora de hora. Ele sempre está por perto.

— Nem tente essas manias estranha novamente — digo em tom de aviso, mas fica claro que estou brincando.

Eu adorava suas manias estranhas.

— Tem razão — concorda prontamente — Agora esse muro é muito alto — diz como se analisasse mesmo o muro — Mas olhando bem, talvez eu dê um jeito.

Algo começa a embrulhar em meu estômago ao ouvir sua frase. Aperto o celular em minha mão como se isso pudesse causar algum efeito ou acalmasse meu coração que parece descompassado.

— Como? — questiono, um pouco pasma.

Ele ri em resposta.

— Vai até sua janela.

Meu Deus. Ele está mesmo aqui? Minha respiração entrecortada piora a medida que ando em direção a janela. Assim que chego em frente a ela, sinto que terei um enfarte. Não posso acreditar.

— Você fica linda de pijama — fala rindo, apoiando na janela da casa ao lado.

Ele é meu vizinho. Esse tempo todo escondeu isso de mim? Continuei chocada ao vê-lo ali tão perto, com sua janela bem em frente à minha. Tinha seu queixo apoiado em sua mão, enquanto a outra segurava o celular, dando aquele seu sorriso cafajeste.

— Não acredito — digo em uma mistura de incredulidade e divertimento.

Ele desliga a chamada e passa a me olhar por ali. Abro um sorriso bobo e me apoio na janela também para ficar mais perto possível dele.

— Surpresa? — sussurra para não acordarmos a vizinhança.

Assinto com a cabeça, sem deixar de rir. Ficamos tentando nos comunicar por gestos, e no fim acabávamos na gargalhada. Então ouvíamos passos ou qualquer outro tipo de som e ficávamos quietos, reprimindo a risada. Por fim, fiz alguns gestos para irmos dormir. Mandei-lhe um beijo com as mãos, e ele pôs a mão no coração como se fosse atingido. Tentei não voltar a rir e começar outro ciclo de conversas estranhas.

Meu vizinho... quem diria. Ele sempre está por perto.

—♥—

Os raios de sol da manhã invadem meu quarto, obrigando-me a abrir os olhos, enquanto o som estridente e irritante de meu despertador começa a soar ao mesmo tempo. Arrasto-me pela cama para cessar o barulho antes que eu jogue o objeto para longe. Sento, ainda sonolenta e me espreguiço para espantar a preguiça dentro de mim. Olho a luz de meu celular piscar e sei que há uma nova mensagem. Abro um sorriso e pego para ler.

“Bom dia chatinha! Pare de ser preguiçosa e se levante! Estou indo trabalhar, tem gente que trabalha CEDO aqui. KKKKKKK Bom trabalho para você. Te amo” — de meu Natsu.

Começo a rir sozinha. Como pode ser tão chato logo de manhã?

“Bom dia? Como ter um bom dia lendo essa mensagem logo que acordo? Hahaha Eu também acordo CEDO para trabalhar, só para sua informação. Obrigada! Para você também. Te amo chato-irritante-fofo-sexy Dragneel”

Sorri ao reler a mensagem escrita e enviei. Levantei-me finalmente para fazer minha higiene pessoal. Bocejo umas três vezes enquanto me arrasto até o guarda roupa. Com raiva de mim mesma, bato na minha cara. Vamos Lucy! Novo dia! Visto uma calça jeans escura e uma camisete branca. Pego minha bolsa e assim que saio de casa vejo que o carro já me aguarda.

— Bom dia, Taurus.

O motorista continua a segurar a porta para mim e sorri.

— Bom dia, senhorita Lucy. Está com um corpão como sempre.

— Ah, obrigada — digo com um sorriso fraco — Para a empresa, sim?

Ele assentiu e se dirigiu para o aposento da frente. Taurus não tem jeito mesmo. Por que será que só tenho empregados estranhos? Puxaram a mim? Penso e dou risada sozinha, até sentir meu celular vibrar novamente.

“Mau humorada quando acorda? Você não muda mesmo. Já te falei que devíamos melhorar isso? Tenho grandes ideias para seu tratamento. Hahaha Sei que sou fofo e sexy, pare de se apaixonar por mim! Já cheguei no trabalho, me deixe trabalhar. É difícil prestar atenção nas coisas assim” — De meu Natsu.

Solto uma gargalhada no banco de trás e vejo que Taurus me olha confuso pelo retrovisor. Tento me conter e digito outra mensagem.

“Eu sou mau humorada quando acordo e você que é convencido sempre? Hahaha Não ignore o chato e irritante, são suas principais características! Também estou chegando. Sei que é difícil prestar atenção quando se tem uma bela e irresistível garota te mandando mensagens. Por hora, te deixarei em paz. Haha Mais uma vez, te amo. Obs. Depois conversamos sobre meu tratamento.”

— Está tudo bem, senhorita? — Taurus pergunta ao me ver rindo outra vez.

— Tudo ótimo — respondo prontamente e reparo que já estamos no estacionamento da empresa.

Nossa, quando Taurus aprendeu a nos tele transportar? Ele abre a porta para mim e eu saio com sua ajuda. Guardo o celular na bolsa para não tropeçar enquanto ando e passo pela secretaria.

— Bom dia Biska! — digo com um sorriso maior do que deveria.

— Bom dia, senhorita Heartfilia. Está radiante hoje — cumprimenta, também sorrindo.

— Acha mesmo? — pergunto, mas sei que é verdade — Ah, e me chame de Lucy! — grito ao entrar no elevador.

Vou a passos firmes até meu escritório, e assim que me acomodo em minha mesa, meu celular volta a vibrar. E ele ainda diz para que eu não tire sua atenção.

“E eu sou o convencido? Claro que não, tenho muitas outras qualidades melhores que essas, tenho certeza que você sabe quais. De qualquer forma, você é mesmo irresistível. Mais um milhão de vezes, te amo. Obs. Meu tratamento do carro ontem não funcionou, partirei para o plano 2.” — De meu Natsu.

Volto a rir de novo e reparo como é fácil viver dessa forma. Quando será que o verei de novo? Agora que somos vizinhos não deve ser assim tão difícil. Isso é ótimo. Mas agora tenho que trabalhar e mostrar minha capacidade ao meu pai. Como também me preparar psicologicamente para a conversa com Loki. Vai dar tudo certo. Tem que dar tudo certo.

—♥—

Volto para a casa e tomo um banho rápido. Sinto meus nervos saltarem a pele. Tudo está sendo perfeito, esses dias têm sido incríveis como me sentia a dois anos atrás. Mas para isso continuar tenho que conversar com Loki.

Não quero magoá-lo.

Mas será pior se eu não lhe dizer a verdade. Não é ele. E sei que é a pior desculpa do mundo quando se termina um relacionamento. Nem estamos namorando oficialmente, mesmo assim é terrível o que eu fiz. Mas tudo isso foi preciso para eu acordar. Não adianta. Sempre vou achar que Natsu é o certo para mim. Agora, tenho certeza disso.

Respiro fundo, olhando uma última vez no espelho. Hora da verdade.

[...]

Chego na faculdade e procuro Loki por todos os lados. Agora que decidi fazer isso, quero acabar logo com essa angústia. Mandei uma mensagem explicando porque faltei ontem e para transferirmos nossa conversa para hoje. Vou ter uma crise de nervos se procurar em mais algum lugar e não o encontrar. Odeio magoar pessoas, mas também não quero me magoar mais.

Suspiro ao não vê-lo na cantina e vejo que talvez seja bom esperar.

Vou para a sala de aula, vendo o tempo passar em câmera lenta como se me torturasse de propósito. Vejo as aulas passarem e Loki não aparece. Ele sabia da conversa, será que está fugindo? Não quero continuar com isso. Talvez eu deva ligar para ele no final da aula?

Como previsto, ele não apareceu. Despedi das garotas e fui para fora, tentar ligar para Loki. Então assim que passo pela porta, avisto Natsu. Ele me olha e sorri de longe. Aceno para ele. O que será que faz aqui? Será que veio me ver? Devolvo seu sorriso e ele vem em minha direção, quando seus passos pararam de repente.

Pois Loki aparece e me beija.

— Oi linda — fala com seu sorriso maroto.

Algo em mim trava, pensando o que está acontecendo. Olho para Natsu que continuava confuso no mesmo lugar. Não, ele não está confuso, está com raiva. Ou talvez esteja com os dois. Ele se vira e começa a andar na direção oposta. Sinto meu coração despedaçar. Meu corpo não se mexe. Isso não pode acontecer de novo. Não, por favor.

— Natsu, espera! — grito para a faculdade inteira escutar.

Corro em sua direção, deixando Loki perdido. Não era para isso acontecer.

— Quem é ele, Lucy? — Loki, pergunta olhando na mesma direção que eu. Ele segura minha mão.

Olho para ele, como se me lembrasse que não pode ser real. Natsu e Loki parecem pertencer a mundos diferentes em minha vida. Desculpe Loki. Solto de sua mão e volto a correr. A faculdade é cheia de árvores e escura. Mesmo assim, não desistirei, não como da última vez. Corro até faltar o ar, e o encontro em um dos corredores em direção ao estacionamento.

— Natsu! — grito ao vê-lo, mas ele nem ao menos se vira — Deixa eu te explicar!

Continuo a correr, mas então ele para. Depois se virou para mim com o olhar mais furioso que já o vi mostrar. Não era só raiva, nem confusão, parecia repulsão. Não imaginei que doeria tanto vê-lo assim, mas dói.

— Explicar o quê, Lucy? — pergunta seco — Que você se divertiu comigo por aí, enquanto tem um namorado te esperando na faculdade?

Seu tom é tão frio que me sinto sem chão. Ele não pode estar falando sério. Depois de tudo o que passamos, não pode ser verdade.

— Não é isso, Natsu — começo a falar desesperada. Suas palavras parecem ter me atravessado — Eu ia te contar.

Sei que não é verdade. Eu não contaria. Terminaria com Loki sem nem ele saber. Não parecia tão ruim em meus planos, mas agora parece tão... sujo. Como eu pude agir assim? Mas agora é tarde, e mesmo assim sei que meus sentimentos por Natsu esse tempo todo são reais.

— Quando, Lucy? — replica com deboche — Quando eu finalmente criasse coragem de pedir em namoro e você dissesse que já tem um namorado?

— Não! — falo rapidamente, mesmo sem ter mais o que falar.

Sua forma de se expressar está tão fora de si que não consigo explicar.

— Você... — murmura, cerrando os punhos — Tem ideia do quanto foi difícil abrir meu coração para você de novo? Depois de tudo o que aconteceu?

Não. Porque só pensei em como foi difícil para mim. Seus olhos profundos me fitam com dureza.

— Natsu, eu... não é fácil para mim. Eu não queria magoá-lo, mas...

Ele não me deixa terminar e solta uma risada sarcástica.

— Não é fácil o que? — fala com um sorriso irônico — Ficar com dois caras ao mesmo tempo? — continua, mais irritado — Não queria magoá-lo, Lucy? E quanto a mim? Você ao mesmo pensou em mim? — questionou, sem deixar de me fitar.

É claro que eu pensei! Queria gritar, mas me sinto sem fôlego. Ainda não posso acreditar em como tudo saiu do controle. As lágrimas caem sem me dar conta. As palavras não querem vir. Está acontecendo de novo. E dessa vez, tenho a certeza que sou a culpada.

Ouço passos atrás de mim e vejo ser Loki. Ele olha para nós, confuso. Depois fitou apenas a mim, vendo minhas lágrimas de desespero.

— Lucy, o que esse cara é para você? — pergunta diretamente.

Natsu ri e depois volta a me olhar, sério.

— É Lucy, o que eu sou para você?

Notas finais
Tem que ter uma briguinha né? O que será que vai acontecer?E falar, todo mundo fica com dó do Loke, vou por a Lucy com ele então haha, melhor assim? KKKKKKKQuero comentários ♥