Notas iniciais
Mais um galera. Espero que gostem e no próximo já temos o acordo fechado

—Whale não faz sentido, não vou ceder as chantagens baratas dela. Firma sua opinião Regina, não iria ceder.

—Regina você viu, ela tem todo o dossiê das nossas vidas e agora a pesquisa que você está fazendo, provas suficientes de que eu participei. Você quer mesmo colocar nossa carreira em risco assim? Não só a carreira, mas tudo o que conseguimos, por que não quer ceder? Pergunta Victor exasperado.

—Falar é fácil, não é você quem vai ter que conviver com uma pessoa que não conhece. Fala Regina parada na frente dele. – Vou ter que mudar tudo por que tem medo de arriscar a sua carreira? Pergunta sarcástica.

—Vai, porque tanto para mim quanto para você é o máximo que temos. Responde ele cansado e suspira, odiava ter que admitir que não tinha mais nada em sua vida a não ser a carreira e não se via sem ela.

—Não faça isso. Diz Regina se sentando e cruzando os braços. — Não faça chantagem emocional comigo, querido. Não funciona. Diz a morena mas no fundo sabia que já tinha cedido.

—Não é e você sabe, não tenho mais nada. Diz ele sem a encarar.— Só isso e eu só consegui com meus esforços e você sabe, por que para você é o mesmo, lutamos muito para chegar aqui! Vai mesmo nos deixar essa sua arrogância acabar com tudo? Pergunta o médico e pela primeira vez Regina viu desespero e medo nos olhos de Victor.

Não respondeu apenas se levantou e saiu da sala, não ia e nem podia admitir isso para outra pessoa, foi ao laboratório e acabou se afundando em trabalho, não se permitiu pensar em nada, nada que não fosse trabalho e mais trabalho.

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Emma chegou em casa e desceu do carro, sabia que poderia demorar um pouco, mas tinha certeza que conseguiria o que queria. Ela desejava que as coisas fossem feitas de outra forma, não queria ter que utilizar qualquer golpe ou informação privilegiada, mas não via saída para o problema que estava enfrentando, queria tanto ser mãe e não deixaria ninguém tirar isso dela.

Desceu do seu fusca e se encaminhou até a porta, precisava criar coragem e dizer que tinha comprado uma casa, que iria morar nela e que provavelmente com outra mulher, não queria desapontar os pais, mas também não queria viver seguindo as regras deles eternamente, precisava de seu espaço e de sua vida e já tinha adiado demais essa decisão.

—Mãe! Cheguei. Grita ela da porta tirando a jaqueta que vestia.

—Querida. Diz a Sra Swan se aproximando. — Demorou menos do que imaginei. Diz ela sorrindo para a filha.

—Foi rápido. Diz Emma. — Preciso conversar com a Sra e meu pai, onde ele está? Pergunta Emma indo até a cozinha.

—Lá em cima, vou chamá-lo. Diz parecendo animada.

Emma pegou um copo de água e ficou encenando tudo que diria, todo o script estava bolado em sua cabeça, se eles gritassem ela abaixaria a cabeça, se eles brigassem ela abaixaria a cabeça, se eles implorassem ela abaixaria a cabeça, mas o final sempre era o mesmo, ela indo embora com suas coisas para sua nova casa.

—Princesa. Fala o Sr Swan entrando na cozinha e beija a bochecha da loira.

Os dois se sentam, Emma senta também e os encara. — Preciso contar algo e quero que pensem que é para o meu bem, ok? Pergunta querendo evitar a conversa.

—Estamos com a mente aberta. Diz a Sra Swan e pega as mãos do marido.

—Eu comprei uma casa e vou morar nela. Diz de uma vez.— E pretendo me mudar hoje, na verdade agora mesmo.

Os pais de Emma se olham por segundos, depois abrem um sorriso enorme para ela e se levantam para abraçar a loira.

—Meus parabéns, querida. Diz a Sra Swan. – Fico feliz que tenha feito algo grande e responsável assim. Diz ela beijando seus cabelos.

—Estou orgulhoso, vejo que aquela menina rebelde e inconsequente não existe mais não é? Diz o Sr Swan e beija sua testa.

—Obrigada. Diz aos pais, não iria estragar o momento de orgulho dos dois, contanto apenas um detalhe que poderia esconder por um tempo. — Era isso. Diz sorrindo e se levanta. — Vou arrumar minhas coisas, a casa já é mobiliada; só vou levar minhas roupas e objetos. Diz indo em direção a porta.

—Emma. Chama o pai e a loira para e o olha. — Estou muito orgulhoso do que está se tornando.

Swan apenas afirma com a cabeça e se vira rapidamente, deixando uma lágrima silenciosa cair de seus olhos, raras eram as vezes que James dizia que sentia orgulho, apesar da cota do dia ter sido duas vezes. Sorri para si mesma e vai preparar suas coisas.

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Regina estava com o celular em mãos, tinha passado o dia inteiro com aquela dúvida na cabeça, ceder ou não? Todos os prós e contras já tinham sido avaliados e ela sabia mesmo não admitindo que Victor tinha razão a carreira é muito importante para ela. Suspira.

—Suspirando é? Pergunta Tinker entrando na cozinha. — Parece que Victor tem feito o trabalho direito. Diz com desdém, não gostava daquele homem.

—E pelo visto Ruby não. Diz Regina sarcástica.

—Não é isso, é TPM mesmo. Responde a loira e dá de ombros. — E o odeio, então junte os dois e tem sua resposta. Diz indo até o balcão e pegando um copo de água.

—Não sei porquê esse amor todo por ele. Diz Regina a olhando de lado, a loira nunca a disse por que disso e muito menos Whale.

—Você sabe que a Ruby não vem hoje, né? Muda de assunto rapidamente. — Que tal filmes e pipoca? Diz a loira animada.

—Com certeza. Concorda Regina ,não querendo insistir mais nisso.

No meio do caminho ela ouve seu celular apitar, era uma mensagem de Whale, perguntando a decisão. Regina respira fundo e responde apenas um “Sim”. E deixa o celular no balcão mesmo indo em direção a sala se afundar no sofá e comer muita pipoca.

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Emma tinha acabado de entrar com a ultima caixa que havia trazido da casa dos pais, achou que sua resposta seria imediata, mas pelo jeito não foi assim que aconteceu.

Jogou-se na sua nova cama e olhou para o teto. Tinha preparado o quarto de hóspedes para receber Regina, na verdade tinha preferido não desfazer nada, apenas trazer as coisas para o quarto principal, queria a morena ali com seu bebê e se pra isso se precisa perder o quarto que desenhou para ela.

Levantou e foi dar uma olhada no quarto que tinha preparado para seu bebê, estava sem pintar, mas os moveis já tinha, o berço, a cadeira de amamentação, o guarda roupa, tudo que ela podia comprar neutro estava lá dentro.

Uma lágrima caiu de seus olhos, lembrando que não poderia ter essa escolha, de ter seu filho, com seu DNA, podia parecer estranho ou até sem sentido. Mas Emma queria alguém que fosse sangue do seu sangue, que ela tenha sido capaz de gerar. Por que ela foi para o exercito pela família e todo seu caminho tem sido assim a única escolha que ela faria e jurou a si mesma que cumpriria era essa.

Limpa a pequena gota e sai do quarto, se dirige ao seu quarto, pega o essencial para tomar banho e se trocar. Depois do banho tomado e pijama colocado, deita-se na cama e fecha os olhos, nunca foi de desistir e agora não seria a hora, mesmo que para isso, precisasse sequestrar a mulher que carrega seu filho. Pensando nisso acaba adormecendo e sonhando.

Estava correndo de um lado para outro. Fugindo de um pequeno ser humano que ria toda vez que quase me pegava. Eu corria para longe dele e circulei uma mulher que tinha outra criança em seu colo, sorrindo, beijo os lábios da até então minha esposa e afago os cabelos loirinhos da menininha em seu colo, enquanto via meu garotão correndo em minha direção, rindo e apressado, ele tropeça, a morena que segura minha menina se levanta e entrega para mim a loirinha e vai até o menininho.

—Está bem querido? Pergunta ela agachada e o pegando no colo, ele sorri sapeca para ela e diz que sim.

Ela me olha e abre um grande sorriso e quando estou para reconhecer quem é.

—Droga de telefone. Diz a loira se esticando e pegando o mesmo.

—Alô...(...)... Aceitou? ...(...)...Condições? De que tipo? ...(...)...Ok...(...)...encontro com vocês onde? ...(...)...Já tenho o endereço sim...(...)...Só no almoço? ...(...)...Está bem...(...)...Até. E a chamada é encerrada.

Emma olha a hora, oito da manhã, quando foi que conseguiu dormir tanto e sonhado? Jogou o celular na cama e se senta, Victor tinha ligado para dizer que aceitava. Espera? Aceitava.

Emma em um pulo fica em pé e começa a comemorar, pulando de um lado para outro fazendo vários movimentos de vitória. Termina sua euforia e corre para se arrumar. Mesmo sendo a algumas horas, queria já estar pronta e apenas precisar sair.

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—E como ela reagiu? Perguntou Regina sentada em sua bancada, tinha se dado o dia de folga.

—Não como eu esperava. Diz ele e Regina arqueia a sobrancelha. — Ela parecia que tinha acabado de acordar, aposto que nem processou a informação. Diz ele tomando o resto do café que a morena tinha feito.

—Espero que fique animada mesmo. Diz ela sorrindo maldosamente. — Não pretendo ser amável, pelo contrário. E sorri novamente para o homem a sua frente.

—Não será diferente de como é com os outros então. Implica Whale recebe um pano de prato em sua cara. — Ok, vamos fazer o quê até lá? Diz ele deitando sobre o balcão da cozinha.

—Você vai primeiro se levantar daí, eu limpei hoje. Diz ela cruzando os braços. — Depois ir embora, eu vou terminar de negociar, afinal sou eu quem irá morar com ela. Diz ela enquanto leva as coisas para a pia e as lava.

—Me acordou cedo só para ligar para ela? Pergunta a encarando e quando Regina ergue os ombros, ele bufa e se levanta. — Você não é legal, não mesmo, tenho pena da Emma. Diz ele.

Tenha mesmo. Responde ela.

Victor pega suas coisas e vai embora sem se despedir, deixando Regina rindo da cara dele de insatisfeito que ele fez quando ela o mandou embora.

—Miss Swan! Espero que esteja preparada para o que tanto deseja, não pretendo facilitar nada para você. Diz sorrindo e subindo. Ia se preparar e revisar todo o acordo que faria. A única coisa que a deixava satisfeita é que no final conseguiria uma pequena vingança quanto às exigências da loira atrevida e tinha que admitir linda.

Notas finais
Até a próxima