Destino
8 Minha casa, sua casa, então nossa casa.
Notas iniciais
Emma estava pronta e andando de um lado para o outro dentro de sua casa, tinha colocado sua jaqueta vermelha, ela lhe dava sorte e tinha certeza de que iria precisar disso.
Assim que marcou onze horas, correu para o carro e foi em direção ao endereço de Regina. Passou o caminho inteiro pensando nas possíveis condições, sabia que não seriam fáceis, mas aceitava quase tudo para que ficasse com seu bebê.
O caminho foi mais longo do que ela imaginou, mas logo estava na porta de Regina, eram onze e quarenta ainda, pensou em ficar no carro, mas não era isso que queria, queria entrar logo e conversar, para poder ter as condições e já começar a preparar tudo para sua nova “hóspede”. Desceu do carro e andou até a porta. Respirou fundo e bateu na porta. Minutos depois ela se abriu.
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Regina já tinha tomado seu banho, passou mais de quarenta minutos dentro da banheira, mas ainda era cedo. Sentou em sua cama com suas peças íntimas e se pôs a pensar em tudo o que poderia pedir e tudo que poderia fazer para complicar a vida da loira com sua estadia, e só agora pensou, será que Emma permitiria que ela amamentasse o bebê? E se permitisse será que ela queria fazer essa ligação entre eles? Será que Emma deixaria visitar? Ou comprar presentes ou saber como a criança iria? Eram muitos "será" para ele nesse momento, achou melhor deitar e fechar os olhos e focar apenas nas suas exigências e mais nada.
Passou assim até dez e meia, se levantou, colocou um vestido mais solto, olhou-se no espelho e pensou consigo. Daqui alguns meses não poderia utilizar mais seus vestidos colados, teria que usar estes, mais soltos.
Então voltou ao closet e trocou de roupa, optou por um vestido que marcasse suas curvas, pegou o par de saltos e os calçou. Admirou-se novamente, agora sim estava satisfeita consigo mesma.
Desceu as escadas e colocou o avental, resolveu não só exigir algumas coisas como também enrolar para entrar no assunto, pensou que quanto mais enrolasse mais Emma poderia ficar desesperada e aceitar qualquer coisa.
Começou o preparo de uma lasanha. Coletou todos os ingredientes necessários e os colocou na bancada. Lavou a mãos e começou uma das poucas coisas que a acalmavam, cozinhar.
Quando o preparo tinha terminado e tinha colocado o refratário dentro do forno a campainha de Regina toca. Ela observa as horas e repara que ainda era onze e quarenta. Sorri, estava certa: Emma Swan estava desesperada pelo jeito.
Arruma-se. Tira o avental e respira fundo, vai até a porta. Para, coloca um sorriso no rosto e abre a porta. Do outro lado avista uma loira de cabelos soltos, calça apertada e jaqueta vermelha.
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—Chegou cedo? Lembro-me de ter dito que seria ao meio dia. Comenta Regina.
—Oi.Estava com tempo ocioso. Responde Emma admirando a mulher a sua frente.
—Que pena, como eu disse, meio dia te espero. Responde Regina, dá um sorriso e fecha a porta.
Emma fica segundos olhando para a porta. Não acreditando no que estava acontecendo, Regina tinha acabado de fechar a porta na cara dela? Pensou em sair e ir esperar no carro, mas não. Não ia admitir isto, não mesmo. Voltou a chamar só que dessa vez bateu na porta.
Regina que estava do outro lado da porta sorri na primeira batida, na segunda e na terceira. Quando é a quarta vez ela volta a abrir.
—Como eu... Não consegue terminar de responder a loira empurra a porta com o pé e entra sem pedir licença.
—Deveria ser grata por eu ser pontual e educada. Diz Emma sorrindo de lado para Regina.
—Acho que precisa descobrir o significado dessas duas palavras, Miss Swan. Pronuncia com raiva. Regina não estava acreditando na ousadia da loira.
—Eu bati na porta. Fala Emma levantando o dedo como se para enumerar seus feitos — Cumprimentei. Disse e levantou outro dedo. — E não cheguei atrasada, para mim está certo o significado de educado e pontual. Sorriu vitoriosa ao ver a morena revirar os olhos.
—O almoço ainda não está pronto, precisará esperar. Diz Regina e vai até a cozinha. — Apesar de sabermos que não é uma qualidade sua, não é mesmo? Fala debochadamente e entra na cozinha.
Emma fica em pé, esperando e esperando. Passa-se dez minutos e Regina não havia voltado, ela estava na mesma posição, pensou consigo, mais cinco minutos e eu vou sentar, passado cinco minutos Emma sentou no sofá e assim que o fez afundou nele. Sorriu pelo conforto que estava.
Enquanto Regina não voltava ela ficou olhando as fotos que tinham ali, olhou de um lado para outro. Absorvendo tudo que estava ali, tudo que poderia utilizar para aprender mais sobre Regina.
Quando olhou para o relógio e o mesmo marcou doze e o zero, viu Regina surgir da cozinha com um sorriso misterioso nos lábios.
—O almoço está na mesa. Explicou calmamente e se virou. Entrou na sala de jantar e sentou em uma cadeira.
Emma chega e senta na cadeira a frente de Regina e a olha. Não queria almoçar, queria apenas que Regina dissesse o que queria a ela e pudesse sair dali logo e planejar como faria o que a morena a sua frente pediu.
—Então você disse que tem exigências? Perguntou Emma ao notar o silêncio que estava.
—Negócios só depois do almoço. Respondeu calmamente e levou a taça ao seu lado do prato aos lábios.
Emma arregalou os olhos e falou mais alto que pretendia.
—O que está bebendo? Está louca? Pergunta ficando de pé. – Não pode beber nada, achei que tinha deixado claro da última vez que estive aqui. Disse Emma já ao lado da morena e puxando a taça de sua mão.
—Mas além de mal educada e petulante, é precipitada. Diz Regina ficando de pé. — Primeiro que isso é suco de uva, segundo eu não sei, mas pensarei em algo. Diz a morena e se perdendo nos olhos tão acusadores de Emma. – E sente-se em seu lugar, na minha casa você não pode agir como uma louca, gritar comigo e arrancar as coisas da minha mão. Respondeu Regina ficando de pé e puxando a taça de volta, recuperando sua consciência. — Agora sente-se e almoce como uma pessoa educada, sabe fazer isso? Pergunta Regina sarcasticamente.
Emma não respondeu apenas se sentou no seu lugar e comeu em silêncio. Acabou primeiro que Regina que parecia se deliciar com a apreensão da loira. Quando o almoço terminou, Regina se levantou e mandou a loira a seguir, a levando para o escritório.
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As duas estavam acomodadas em seus lugares. O silêncio tinha se instalado há mais de cinco minutos. Emma resolve tomar à frente e limpa a garganta, mas a voz que sai não é a sua e sim de Regina.
—Primeiro; vou querer um quarto igual ao que possuo e meu closet completo. Fala olhando para a loira. — Segundo; a minha privacidade é a minha privacidade, você só se envolverá no que tiver a ver com o bebê, fora isso, não lhe diz respeito. Fala enumerando com a mão. — Terceiro; só vou para sua casa quando a gravidez acontecer. Termina e olha para a loira.
—Posso providenciar o quarto, mas precisaria ir ver a casa. Diz Emma já achando fácil tudo. —Sobre sua vida particular eu vou me intrometer se estiver ligado ao meu filho, então relacionamento só se souber com quem é , se não prejudicará o bebê. Falou Emma e a terceira era a mais fácil. — Esse tempo é suficiente para as mudanças em minha casa. Completa e sorri para Regina.
—Não tem discussão. Minha vida, meus relacionamentos. Fala Regina objetiva. — Vou para cama com quem eu quiser e você não vai se envolver com isso. Diz mais clara. — Sobre o tempo, não seria melhor a confirmação? Isso só vai levar mais quinze dias. Comenta Regina querendo atrasar ao máximo possível a mudança.
—Não. Eu sei que meu bebê está ai. Fala a loira séria. – Vou começar assim que decidir qual quarto quer e assim que sair daqui. Diz Emma. — E só uma coisa: você vai estar na minha casa, não vai levar ninguém que eu não queira ou permita dentro dela. Diz de forma incisiva.
—Está querendo dizer que não vou poder me relacionar com ninguém, é isso, Miss Swan? Perguntou Regina com a sobrancelha arqueada.
—Exatamente. Diz Emma e Regina deixa transparecer sua dúvida. — Se vai morar comigo e ninguém pode saber sobre nada, vamos ter que fingir um relacionamento. Diz Emma como se fosse óbvio, tinha achado uma boa maneira de não ter mais ninguém envolvido na estória de seu filho. – Então não pode ficar com ninguém, vai estar me traindo e isso coloca um ponto final sobre a discussão de vida pessoal. Diz a loira e sorri.
Emma se levanta dando a conversa por encerrada. Regina levanta sem entender como conseguiu deixar Emma sair satisfeita com o acordo.
—Espera, eu ainda não terminei! Disse Regina ficando de pé também.
—Regina já está tudo certo, fingimos que estamos juntas, depois você se muda para a minha casa e eu a transformo. Diz Emma dizendo na sequencia que lhe convinha. — Quinze dias eu volto, vamos juntas confirmar o que já sei, deixarei tudo pronto. Diz a loira e estende a mão para Regina. — Ah me mostre seu quarto, preciso saber o que mudar. Diz Emma e espera Regina raciocinar.
—Vou mandar uma foto. Comenta a morena para ela. – Sobre fingirmos algo não acho necessário. Diz Regina. – Acredito que possamos dizer que sou sua amiga. Completa hesitante.
—Não, primeiro por que mudaria para minha casa? Segundo por que eu acompanharia você e ficaria em seu pé? Terceiro por que é uma explicação mais fácil e sem buracos. A não ser que tenha alguém e essa pessoa... Disse Emma pensando na possibilidade de Regina ter alguém.
—Não tenho ninguém. Diz ela rapidamente. — Só apenas acho que.... Não sabia como contra argumentar. — Ok, vamos fingir estar em um relacionamento, mas se tentar se aproveitar de mim. Desafia Regina.
—Não vou, não se preocupe, você só me interessa por causa do meu bebê. Diz Emma a encarando nos olhos. – Vou esperar a foto para a transformação do quarto e da minha casa. Declara Emma.
—Pare de dizer isso. Reclama Regina, Emma a olha confusa. — Esse negócio de sua casa, sua casa, eu vou morar lá então é minha também. Reclama Regina.
—Ok, minha casa, agora é sua casa, então será a nossa casa, está bem assim para você, amor? Ironiza Emma.
—Ótimo. Responde Regina e sai do escritório. Vai até a porta da frente e a abre. – Agora pode ir embora, acabamos por aqui. Diz a morena.
—Ok. Diz Emma e vai embora sem dizer ao menos tchau. Entra em seu carro e vai embora, sem olhar para trás.
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Quinze dias passaram torturantes para Emma e Regina. A morena não sabia o que fazer, ficava entediada rapidamente. Ainda mais em contato com Robin boa parte do seu dia.
Já Emma, os dias em que mudava as coisas em sua casa passava voando , principalmente por ter que trocar a cama, lençóis, cortinas, aumentar o closet e a cor, parecia que Regina falou sério sobre o quarto ser o mesmo, por que até o colchão era o mesmo que a morena usava na casa dela, mas a noite sempre tinha um problema para passar, pareciam longas noites sem fim.
Nesse tempo, a loira resolveu ligar para Regina, queria saber tudo sobre o dia e se ela sentia alguma coisa. Regina atendia algumas vezes, mas outras simplesmente deixava cair na caixa postal.
Não gostava de ficar dando informações sobre seus passos e sempre que Tinker ou Ruby estavam com ela, a morena se negava a atender, as amigas sabiam da existência da loira, afinal Regina precisou fingir interesse em alguém, por que se no final dos dias fosse confirmado, ela precisaria mudar e assim do nada levantaria suspeitas.
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Após quinze dias, Emma estava parada animadamente na porta de Regina, fazia meia hora que estava lá. A morena já tinha avisado que sairia, mas não saia de jeito nenhum.
A loira não sabia o que sentia, apreensão, medo, ansiedade ou raiva por Regina estar dando chá de cadeira nela.
Esperou mais dez minutos e prometeu a si mesmo que se a morena não saísse colocaria a porta abaixo e a levaria no ombro.
Antes do tempo proposto por ela mesma, Regina saiu, estava impecável como sempre. Andou até sua Mercedes e entrou. Emma a ficou olhando sem entender.
—Não íamos no mesmo carro? Perguntou a loira após repassar na cabeça a conversa da noite anterior com Regina.
—Vamos. Respondeu a morena. — Entre logo que tenho mais o que fazer. Disse ríspida.
—Desce daí e entra no meu. Disse a loira. — Eu vou dirigir e levar a minha adorada namorada para a consulta. Disse Emma tentando parecer simpática.
—Não vamos na sua lata velha, entre aqui no que possa ser chamado de carro de verdade. Disse Regina sem paciência.
—Por que não... Disse Emma mais foi interrompida pela morena.
—Se não entrar agora vai sozinha. Avisou olhando desafiadoramente para a loira.
—Ok. Bufou Emma e entrou no carro, mal fechou a porta e Regina arrancou. -Por que está nervosa? Pergunta Swan.
—Você me irrita. Diz Regina ainda sem olhar para ela. – Coloque esse cinto logo. Briga com a loira.
—Não foi por isso. Fala Emma e encara Regina. — O que aconteceu de verdade? Pergunta a loira.
—Não lhe interessa. Diz Regina ainda sem olhar para ela.
—Você está irritada e isso afeta o bebê, cuidar do que se refere ao bebê está nas nossas condições. Cantarola Emma.
—Emma, é serio. Cala essa boca! Exaspera Regina
Emma nada responde, apenas acata o que a morena falou. Encosta sua cabeça na janela e fica olhando para fora. Assim que chegam a clínica, Emma desce do carro e vai até o lado de Regina.
A loira pega a mão dela e segue para dentro sem dizer nada. Regina não entende e até tenta soltar a mão dela, mas não consegue, pois Emma aperta mais. Entram na clínica e atraem a atenção de algumas pessoas, uma delas é Gold, que olha a cena com a testa franzida.
Seguem para o laboratório do Whale. Emma senta na cadeira, enquanto o médico sem entender ou querer entender o que está acontecendo apenas manda Regina sentar e estender o braço. A morena obedece e logo a amostra para o exame estava feita.
—Uma hora e tenho o resultado. Comenta Whale.
—Ótimo. Responde Regina e sai da sala.
—O que você fez? Pergunta Victor olhando para a loira.
—Nada, quando a conheci ela já era assim. Diz ela tentando fazer piada e quando o médico a olha estreitando os olhos ela volta se defender. — Juro que nada, ela ficou braba assim desde que a vi de manhã. Lamenta Emma.
—Que dia é hoje? Pergunta e antes que Emma responda Whale olha o calendário senta em sua mesa e suspira. — Não liga, amanhã passa. Diz ele.
Isso faz Emma voltar sua atenção a ele. — Como sabe? Só de olhar para o calendário? Pergunta realmente curiosa.
—Hoje é dia de ligação de família, sempre ligam para ela, Regina fica assim toda irritadinha, mas passa depois...O importante é não contrariá-la hoje. Comenta Whale e Emma apenas assente. — Vai ficar aí? Por fim muda de assunto.
—Sim, vou. Diz ela tranquila e tira o celular do bolso. — Quero estar aqui assim que o exame chegar. Sorri e começa a jogar no aparelho.
—Vai ser a uma hora mais longa da minha vida. Murmura Whale e olha para a loira que finge não o ouvir.
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E como imaginado a hora passa lentamente, depois de dezenas de vezes de perder e perguntar se ia demorar mais, o exame chegou. Emma pegou o envelope na mão como se fosse algo precioso.
Victor disse para ela esperar Regina, ela pensou em ignorar mas assim que lembrou- se do humor da morena sentou e aguardou, dez minutos depois, entram Regina e Whale.
Emma não diz nada só abre. Fica uns minutos encarando o papel, logo se vê um sorriso se formando em seus lábios. Ela levanta pulando da cadeira e abraça a morena.
—Vamos ser mães. Diz animada e não percebendo o que acabara de dizer.
Regina não responde nem ao abraço nem a frase da loira, fica estática pela felicidade que a loira transmitia em virtude da notícia, logo Emma a solta e começa a falar.
—O quarto está pronto, você só precisa ir levar suas coisas, vou esperar lá em casa e pode levar tudo, eu alterei e vai caber direitinho. Diz rapidamente. – Se precisar de ajuda, eu vou lá, ou melhor vou mandar uma carreta para trazer as suas coisas, não se preocupe já pensei em tudo. Diz sorrindo para ela e completa. — Te espero as dezenove em casa, você sai as cinco, isso te dá duas horas para estar em casa. Sorri para Regina e vai embora. – Vou na frente finalizar tudo. Sorri novamente, abraça a morena e corre para fora da clínica.
—Você não a trouxe? Pergunta Whale, Regina apenas balança a cabeça que sim. – Pelo visto casou e não tá sabendo. Diz ele rindo e recebe um tapa da morena. — Verdade vá logo, sua esposa te espera. Diz ele e corre para longe se escondendo atrás da mesa.
Regina não se move, apenas pensa que agora sim sua vida jamais seria a mesma e, tudo por culpa de uma certa loira de jaqueta de couro e os olhos mais esverdeados que tinha visto na vida.
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Assim que saiu da clínica percebeu que estava a pé, pegou um taxi e seguiu para a casa de Regina, desceu pagou e entrou em seu carro. Claro que a todo momento se xingando por ter esquecido que tinha ido de carona e seria mais fácil não ter cedido ao humor de Regina.
Emma chegou a casa e trocou novamente os lençóis, afinal estava dormindo no quarto que seria de Regina, tinha adorado como havia ficado, principalmente a maciez do colchão, pensou em trocar de quarto que usaria, mas achou desperdício gastar o valor do colchão com ela, queria dar o melhor para o filho, então todas as despesas que não fosse para isso não podiam ser supérfluas.
Assim que terminou de ajeitar o quarto, foi mexer na cozinha, outra exigência que encontrou depois, foi Regina pedindo que a cozinha tivesse no mínimo uma cafeteira e estivesse impecavelmente limpa e abastecida. Como Emma vivia sozinha, isso não acontecia. E neste momento estava pegando uma lista de alimentos que Regina disse ser essencial para sua alimentação e indo para o mercado, odiava isso, porém desta vez o sorriso não saia de seus lábios.
Passou metade da tarde fazendo isso, descobrindo que o gosto de sua nova hóspede eram peculiares e difíceis de encontrar, então resolveu levar tudo que não fosse perecível em dobro. Parou somente para almoçar. Terminou essa tarefa já eram três da tarde, suspirou ainda faltava um bom tempo para Regina chegar.
Resolveu ligar para os pais e perguntar sobre o amigo que poderia fazer um carreto, Sr Swan passou de seu amigo Gepeto o mesmo que fazia os móveis artesanais para a família, seu sobrinho poderia fazer tal transporte. Emma não deu muitos detalhes, disse que era para uma amiga. Encerrou a ligação com a mãe dizendo que estava esperando o convite para conhecer sua casa.
Com essa ligação e todas as recomendações da Sra Swan, logo a hora voou e Emma constatou que eram cinco horas, sorriu ao pensar que Regina estava saindo do trabalho e indo para a casa, encontrando Philip á sua espera para levar suas coisas.
Emma sentou no sofá e ligou a TV, só precisava esperar mais duas horas e seu bebê estaria em casa com ela, abriu um enorme sorriso e já começou a planejar o futuro, pegou o livro “o que esperar quando está esperando” E abriu na página cento e trinta e cinco e quando leu “PRIMEIRO MÊS” sorriu, imaginou Regina correndo ao banheiro e como isso devia irritá-la e foi ai que veio a sua cabeça e rezou para que o humor de Regina não ficasse pior do que já estava.
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Regina passou sua tarde rapidamente, ficou tão ocupada pensando no que diria a Tinker no caminho de casa que quando olhou para o relógio, a amiga apareceu na porta sorrindo para ela. A morena sorriu de volta, um sorriso amarelo, respirou fundo e pegou suas coisas.
—O que foi? Perguntou a loira assim que entrou no carro. – Está toda tensa e irritada e sei que não foi por Cora e seus conselhos sobre relacionamentos. Tenta brincar.
—Não é nada. Diz Regina sorrindo sem graça. – Na verdade eu preciso dizer uma coisa. Comenta Regina sem olhar para sua amiga.
—Sabia. Diz a loira fazendo um sinal no ar. – Eu disse a Ruby que você estava escondendo algo e não era só a identidade da mulher misteriosa que te liga. Diz Tinker sorrindo.
Regina revira os olhos. – Melhor conversar em casa ok? Pergunta Regina, sabia que Tinker surtaria com ela, preferia estar pelo menos no conforto do seu ex-lar no momento.
O caminho foi feito entre conversas e perguntas de Tinker para adivinhar sobre o que era, Regina esquivou de todas, quando entrou na rua da casa e viu um pequeno caminhão de mudança em sua porta, freou rapidamente.
—Vou matar ela. Disse entre dentes, a loira ao seu lado a olhou sem entender e acompanhou o olhar da morena e encontrou o mesmo caminhão.
—Vai mudar? Perguntou aflita. — Não é por Ruby é? Não vamos mais fazer tanto barulho. Diz a loira se desculpando antecipadamente. Regina nega com a cabeça, ela tenta outra alternativa. — A bagunça? Eu arrumo a casa daqui para frente. Diz ela ainda olhando o caminhão.
—Não é nada disso. Diz a morena tentando tranquilizar, coloca o carro em movimento novamente.
Para na frente da casa. A loira entra olhando para trás e fica na janela espreitando. A morena conversa com Philip e ele diz que só sai com as coisas no caminhão; ordens diretas da Major Swan e ele não era louco de dizer não para a loira.
Regina bufa e pede que ele a acompanhe, Regina sabia que era mais de setenta por cento de chance de estar grávida, sentia os seios inchados, as idas ao banheiro tinham aumentado, sabia que seu humor alterava mais rápido e por último: a azia que sentia com determinados alimentos. Com essas informações a morena já tinha deixado metade das coisas arrumadas.
Manda o rapaz subir, Tinker olha tudo com os olhos arregalados e as mãos inquietas, achava que tinha feito algo de grave para a morena querer sair de casa.
—Re...Rehhh... Por favor, me escuta. Diz a loira perto da amiga. Regina apenas ergue a mão em sinal de que precisava resolver primeiro isso, logo a coisa que Regina não levaria no carro estava no pequeno caminhão.
—Vou levar as coisas para a casa da senhora para Sra Swan. Avisa Philip e sai da casa.
—Querida, venha aqui. Diz Regina chamando a loira para o sofá. — Lembra-se da loira que eu falei? Então, esses dias enquanto conversávamos decidimos que o melhor seria eu ir morar com ela, sabe como funciona para nós lésbicas. Brinca Regina tentando fazer piada.
—Segundo encontro e leva a mudança? Fala a loira sem humor algum. — Mas você não é assim e eu nem a conheci Regina, me diga a verdade fui eu não foi? Questiona com seus olhos verdes abertos e avermelhados.
—Não mesmo. Diz ela e abraça a loira. — Emma e eu achamos que está na hora de morar juntas, afinal queremos ser uma família. Fala Regina e coloca a mão no ventre automaticamente.
Tinker não percebe o movimento, sua preocupação era perder Regina para uma mulher que poderia ser psicopata e matá-la, ou ser aquelas ciumentas que não se deixa nem respirar direito.
—Pensa mais um pouco Reh, é cedo para isso. Diz ela tentando mais uma vez. – Prometo que Ruby não vai mais ficar aqui como se morasse. Suplica a loira. — Ela está te forçando? Eu vou lá e falo com ela, ninguém força minhas amigas a nada! Principalmente a melhor, a minha melhor amiga. diz a loira já fungando
—Tinker, eu vou mudar e isso não tem nada a ver com Ruby ou você. Diz ela apertando as mãos da loira. — É por mim e pela minha...minha... Emma, ok e ela não me força a nada. Diz a loira e abre um pequeno sorriso forçado, afinal Emma praticamente a obrigou a ir para sua casa.
Tinker a abraça apertado e fica assim por algum tempo, logo Regina se levanta e vai terminar de fazer as malas, a loira a segue e vê a morena fazer todo o processo. Depois de uma hora desce com uma mala e Tinker com a outra, a loira a ajuda colocar a mala no carro.
Abraçam-se novamente, Regina promete visitar ela e não se afastar e deixa um beijo para a namorada da amiga. Tinker promete cuidar da casa como se fosse Regina. A morena agradece, afinal, sabia que depois de nove meses no mínimo estaria de volta para sua antiga casa.
Regina entra no carro e o liga, abre o GPS e digita o endereço que Emma lhe deu e segue para a casa que sabia que mudaria sua vida de uma maneira única.
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Emma já tinha levado tudo para dentro e deixado no quarto que Regina acomodaria, olhou para o relógio e já eram sete e meia, bufa irritada, pensando que Regina estava fazendo de propósito, logo vê o carro da morena parando e vai até lá.
—Que demora. Reclama ela.
—Ansiosa para me ter na sua casa? Diz a morena debochadamente.
—Não sabe o quanto. Diz Emma e sorri para ela. — Abra o porta malas, vou pegar suas coisas! Diz ela e vai até atrás do carro.
Enquanto Emma pegava a malas, não percebeu que um carro parou do outro lado da rua, e nem o carro percebeu que a loira era quem procuravam, desceram do carro e se direcionaram a casa de número cento e oito, admiraram ela por segundos e logo atravessaram a rua.
Emma continuava com a cabeça tentando entender como iria tirar a mala de lá dentro.
O casal atravessou o jardim e apertou a campainha.
Emma finalmente tirou uma das malas, enquanto Regina ainda estava colocando duas malas em um de seus braços enquanto a loira segurava a mala de rodas na outra mão. Emma bufou pela demora da morena e resolveu ir até a casa sem ela mesmo, em um braço tinha a mala de rodinhas e no outro tinha duas pequenas malas que atrapalhavam a sua visão.
Caminhou desajeitadamente pelo caminho sem enxergar direito e quando estava perto da casa, ouve a voz de alguém que menos esperava.
—Emma, querida? Pergunta sua mãe. a loira na mesma hora deixa as malas que estavam fechando sua visão cair e arregalas os olhos.
—Pais. Diz com medo na voz. – O que fazem aqui? Pergunta desconcertada e passa a mão que agora está livre no cabelo.
—Estamos aqui para lhe ver. Diz o pai. – A mocinha ocupada não convida, viemos sem ter convite mesmo. Diz de forma divertida e olha para o chão e para a filha. — E essas malas? De quem são? Pergunta ele não entendendo, afinal a filha já havia mudado há um tempo.
Regina que vinha atrás e quase entrou em colapso quando Emma derrubou suas malas, ouviu quando a loira disse que eram seus pais e quando a dúvida da malas surgiu, percebeu um jeito de se vingar da loira pelo caminhão na frente de sua casa.
—Minhas! Amor pedi para ter cuidado. Saboreou a palavra na boca, passou um braço pela lateral da loira e puxou o rosto delicado de Emma para ela para selar brevemente seus lábios. Emma não teve reação apenas cedia aos movimentos de Regina. — Prazer Regina Mills, a melhor nora que poderiam ter. sorri e estende a mão para os pais de Emma.
E só nesse momento percebe toda a tensão que seus movimentos causaram na pequena família Swan. Regina não liga, apenas mantém a mão estendida e um sorriso vitorioso nos lábios.
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