Destino

16 Conhecendo a Sogra


Notas iniciais
Olá pessoal! Mais um capitulo para vocês.... Boa Leitura!

Emma ainda olhava para a morena mais velha a encarando. Com os olhos arregalados e descrentes do que viam.

—Swan. Disse Mulan.— Deixa de ser mal educada e convide sua sogra para entrar. Disse a oriental. — Prazer, sou Mulan Lee, amiga da sua nora. Sorriu simpática.

—Prazer. Disse Cora, mas logo voltou sua atenção a Emma.— Senhorita Swan, onde está minha filha? Perguntou calmamente e lhe sorrindo.

—Trabalho?! Emma não sabia o que fazer ou falar, a única informação que tinha sobre a família da morena era que ela odiava o dia da ligação.

—Ok. Soou desapontada. — Você acha que ela demora? Tenta novamente, com aparente esperança em sua voz.

—Sim... Antes que terminasse a fala, Mulan a atrapalha.

—Não deve não. Disse a mulher sorrindo. – Vem, já que Emma não tem educação, eu lhe convido para entrar e esperar Regina lá dentro. Falou de maneira educada e deu um empurrão na loira.

—Claro. Falou retornando as habilidades motoras e indo até a porta abri-la.

Abriu a porta e esperou que Cora e Mulan entrassem, depois a fechou, precisava alertar Regina e também não deixar Mulan falar demais.

—Quer algo para beber? Pergunta solicita a mulher.— Água, suco ou café? Ofereceu.

—Água estaria ótimo. Disse a morena sorrindo.

—Ok. Sorriu a loira. — Vem me ajudar Mulan. Pediu a amiga.

—Você consegue sozinha Emma, deixa de ser preguiçosa. Responde a oriental e encosta-se no sofá.

Emma revira os olhos e vai correndo para a cozinha, não queria que nada desse errado, volta com um copo na mão e estende á mulher a frente.

Cora agradece e pega o copo, e logo começa a observar o local. Repara que não havia porta retratos, das duas ou de uma delas lá. Mas o gosto de sua menina estava ali. Foi olhar para o lado e viu um lugar com revistas, que lhe chamaram atenção.

—Gravidez? Pergunta erguendo uma.

—Verdade Emma, você não me contou como foi o ultrassom. Disse a encarando a amiga.

Emma ficou branca, queria desmaiar, desejou desmaiar, mas não acontecia, sabia que quando Regina chegasse, estaria morta.

—Quem está grávida? Pergunta Cora.

—Regina. Responde Mulan, deixando Emma mais perplexa e sem palavras.

—Minha menina grávida? Pergunta retoricamente, na verdade mais para si do que para os outros.

—Sim, Emma a engravidou. Solta Mulan e gargalha, já queria ter falado algo assim antes, mas não tinha tido uma brecha.

—Você engravidou minha menina? Pergunta Cora a olhando, a loira não conseguiu decifrar a expressões no rosto da “sogra”.

—Eu..bem... não... quer dizer.. Não sabia o que falar, não com as duas a olhando assim, não com a mãe de Regina a encarando daquela maneira. Pensou novamente “desmaia, desmaia, desmaia”, mas nada acontecia.

Mulan levanta gargalhando e vai até Emma, pega em seu ombro. —Relaxa. Sussurra no ouvido da loira.

—Senhorita Swan, acho melhor se sentar, precisamos ter uma conversa séria neste momento.

Emma arregala mais ainda os olhos, engole em seco, respira fundo e deseja novamente desmaiar. Mas apenas consegue acenar com a cabeça e sentar no sofá e desejar que Regina não a mate, ou que pelo menos que sua morte fosse rápida.

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Regina realmente voltou ao trabalho como havia informado, nem ela e nem Whale falaram mais sobre a situação que estavam no momento.

O melhor que faria era isso, focar no trabalho e tirar qualquer tipo de pensamento meloso ou sentimental da cabeça.

Fez isso o resto de sua segunda feira. Ao sair do laboratório, percebeu que apenas tinha adiado tudo. Logo chegaria em casa e a loira estaria lá. Teria feito o jantar, comida mexicana e a sobremesa ela com certeza comprou na sorveteria que ela adorava e a loira sabia. Estaria lá, sentada concentrada em seu livro, que ela sabia que não era sobre gravidez, mas um livro de poesias. E assim que a visse lhe dedicaria um sorriso encantador, faria ela se sentir em casa, faria se sentir cuidada e única. Mas logo Regina se lembraria que seu papel ali era gerar o bebê e partir. Quer dizer os bebês.

Partir. Isso sempre foi uma boa opção em seus relacionamentos, mas agora que não desejava isso, lá estava ela sendo forçada a seguir este plano. Respirou fundo e percebeu que já havia chegado. Parou e desceu do carro. Respirou diversas vezes, mas logo tratou de se recompor, ela era Regina Mills, e agiria como tal. Colocou um sorriso no rosto e caminhou até a porta da casa, parou novamente e procurou as chaves, assim que as pegou colocou na fechadura e lentamente a abriu, sabia que estava demorando mais que o normal ou aceitável.

Terminou de abrir e entrou, soltou o ar que prendia. Emma não estava no sofá, por um minuto se sentiu no prejuízo, não ganharia o sorriso e a pergunta insistente “Como estão?” Emma a incluía na pergunta sempre, e agora ela a culpava, tinha que ser tão..tão apaixonante assim?

Sai dos seus devaneios, quando sente o cheiro da comida, com certeza a mexicana, inconfundível o aroma. Deixou as coisas no aparador da sala e seguiu para lá, normalmente subiria, tomaria um banho e só depois falaria com a loira, claro que antes seria agraciada por seu sorriso encantador, mas desde esta manhã que admitiu a si mesma tudo, não conseguia ser tão indiferente assim á major que dominava seus pensamentos.

Andou e quando estava para entrar ouviu Emma rir, seu sorriso abriu espontaneamente á aquele som. Logo outras duas risadas, não eram conhecidas, uma soava familiar, mas não se recordava. Pensou em dar meia volta e subir para o quarto, mas a curiosidade sobre quem estava rindo com Emma venceu.

Então entrou na cozinha, queixo erguido, sobrancelha arqueada e pronta para fazer qualquer comentário que fosse necessário, mas não durou muito. Assim que viu Emma com um coque na cabeça, uns fios caídos, com seu avental que dizia “mestre cuca”, e um sorriso travesso nos lábios, se desestruturou toda. Agora sim, odiava aquela porcaria de confusão hormonal. Mas a voz que a tirou de seus pensamentos não foi a da loira e sim de alguém que ela não via pessoalmente há mais de um ano.

—Querida. Disse Cora e foi ao encontro de Regina. – Como está linda. Disse segurando se rosto com as mãos.— A Gravidez te fez bem. Disse sorrindo e abraçou a morena.

Regina arregalou os olhos, e por frações de segundos tentou entender o que estava havendo em sua casa, assim que conseguiu raciocinar, olhou acusadoramente para Emma que lhe devolveu um dar de ombros e um sorriso de desculpas.

—Mamãe, o que faz aqui? Conseguiu formular se soltando.

—Como o que faço aqui? Vim conhecer sua esposa e sua nova casa, e agora pelo visto meus netos. Disse olhando para Emma.

—Emma. Regina a chamou sem desviar de sua mãe. –Quarto, precisamos trocar umas palavras. Disse tentando manter a calma.

—Não brigue com ela. Falou Cora apoiando uma mão no ombro da loira, que já se encontrava perto da “sogra”. —Ela não falou por mal e outra, ela é incrível, ótima escolha filha. Disse a mãe de Regina ainda sorrindo amavelmente.

—Ela não é minha esposa. Cortou Regina, perdendo o resto de paciência. — E não vou brigar com a “incrível” Swan, apenas conversar, ok? Explicou-se para sua mãe.

—Como não é esposa? Vocês moram juntas. Pontua Cora. — E outra, vão ter dois bebês, se não é casamento o que é?. Finaliza intercalando os olhares.

—É que não temos nada oficialmente, tipo um papel e tals, por isso ela fala isso. Emma tenta consertar e aproveita e lança um olhar de “não foi o que disse para a médica”.

—Isso precisa ser resolvido logo, Swan. Cora soa autoritária.— Filha minha é menina de família, as coisas com ela tem que ser certinha, entendeu? Pergunta encarando Emma.

A loira apenas engole em seco e assente.— Pode deixar. Murmura.

Regina revira os olhos e puxa Emma, fazendo uma indicação com a mão que logo voltariam as duas.

—Mumu, fica de olho nas panelas. Diz a loira e recebe um positivo e uma risada. “tu tá ferrada”, murmura a oriental.

Emma faz que sim e lança aquela cara que diz “E eu não sei” e faz sinal para a amiga orar por ela.

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—Você tem o que na cabeça? Regina tenta parecer calma, mas sua voz está totalmente irritada.

—Não fui eu quem contou, foi Mulan. Diz Emma rapidamente e ergue a mão para que a morena a deixe terminar.

—Fale. Regina interrompe mesmo assim e aponta para a loira, enquanto senta na cama.

—Eu estava vindo de costas para porta... Começa a explicar Emma, sobre como Cora entrou na casa delas, deixando claro que foi Mulan quem permitiu, também contou sobre como a amiga deixou escapar sobre os bebês e como se viu sem saída.

—Sem saída? Sem saída? Você diz. Pergunta se levantando e andando de um lado para outro.— Você não devia ter nem deixado ela entrar, agora ela está lá na minha cozinha, se intrometendo onde não deve e sabe como vamos noss livrar dela? Nunca. A última palavra sai mais alto que o normal fazendo Emma sem perceber recuar.

—Não foi proposital, eu juro. Falou Emma se aproximando. — E ela fez aquela cara do tipo “conta ou você sofrerá”. Falou ainda tentando se defender e recebeu um olhar duvidoso de Regina. — Ok, foi mais tipo “diga tudo logo”, mas ela fez um olhar ameaçador sim. Disse tentando fazer Regina rir.

—Você é do exército, deveria saber lidar com isso, não? Questiona ainda sentada na cama.

—Com terroristas, homens bombas, psicopatas e etc, sim eu sei lidar. Disse Emma se aproximando de Regina. — Mas com mães e pais, urgh. Disse fazendo uma careta de medo para a morena e a fazendo rir de seu comentário.

Emma a olhou dentro dos olhos e viu que ela exigia pelo menos uma explicação ou que precisava ouvir que tudo estava bem.

— Sei que vocês têm algum tipo de problema, e que você odeia o dia das ligações, e que provavelmente está possessa por ela estar aqui e saber sobre essas duas maravilhas. Diz apontando para a barriga da morena.— Mas preciso que se acalme e respire. Pediu Emma notando o quanto Regina estava abalada e irritada. — Agora abra um sorrisinho e se você quiser, eu conheço algumas pessoas, podemos dar um jeito nela sem deixar rastros. Diz e fecha a distância a abraçando. — Temos tanta sorte com família. Fala sussurrando ainda no abraço. Regina diferente de como foi com Cora devolveu o abraço e ainda a apertou.

Sorriu no pescoço de Emma e murmurou.— Muita sorte. Arrancando um sorriso de Emma.— Agora pode me soltar, tá ficando estranho. Comenta depois de um tempo que a loira ainda a abraçava.

—Oh... Disse Emma sem graça. – Mulan está me contaminando. Disse rindo e mesmo sem entender Regina riu junto.— Agora coloque aquela pose de “eu mando em tudo” e vamos descer, e se quiser, expulsamos sua mãe daqui. Disse rindo e estendeu a mão para Regina.

A morena negou com a cabeça rindo, inspirou todo ar, expirou e fez a pose que Emma havia comentado e saiu, não segurou na mão de Emma, pois sabia que se fizesse isso exibiria apenas a postura “sou apaixonada por essa mulher” e no momento precisava ser apenas a Regina Mills.

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Desceram as escadas e seguiram para a cozinha, e lá estava Cora conversando com Mulan.

—Também acho Srta Lee. Disse Cora que não havia notado Emma ou Regina lá dentro. —Elas estão com aquelas expressões “encontrei o amor da minha vida e não sei lidar com isso”. Falou a morena rindo e empurrando o ombro da oriental.

—Verdade. Disse Mulan rindo.— Mas eu estou feliz, achei que minha Emma ficaria sozinha sempre sabe? E não, ela encontrou alguém e espero que seja muito feliz, como está aparentando ser, por que se não vou ter que bater na sua filha. Diz de forma natural, Sra Mills que estava rindo, parou e encarou a mulher a sua frente.

—Bate nela que aí é você que vai entender o que é uma surra. Disse de modo sombrio e logo voltou ao normal. — Regina é uma pessoa maravilhosa e eu tenho muito orgulho da mulher que ela se tornou. Fala ficando com os olhos marejados. — Tenho certeza que ela fará feliz “sua” Emma. Comenta rindo. — Mas o mesmo vale para você, ela pode ser da SWAT, se fizer mal ao meu bebê, caçarei até o inferno.

—Emma não é assim. Defendeu Mulan.

—Regina muito menos. Rebate Cora.

—Vamos parar de ameaçar e comparar aí que tá ficando muito...Como posso dizer, meloso e estranho. Entra Emma quebrando o clima que se instalou. — Fora que tá parecendo minha mãe, Mumu.

Regina não entra, senta na sala e fica lá, não iria participar desta pequena “confraternização”, não enquanto Cora estivesse lá.

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—Regina o jantar está pronto. Emma a chama. — Vem, coloquei uma porção a mais para você. Sussurra cúmplice.

—Não quero. Diz a morena.— Quero sorvete primeiro. Diz encarando Emma como se ela fosse uma criança.

—Jantar, depois sorvete. Anuncia a loira. — Você sabe que se tomar sorvete, não vai querer jantar e você precisa da energia e fontes de vitaminas que tem nele. Repreende Emma.

—Tenho trinta anos Emma, acha que se tomar sorvete não vou jantar? Olhou para a loira com olhar pidões.

Ok. Falou a loira não resistindo. — Mas prometa que vai comer tudo depois. Pediu a loira.

—Não acredito que está cedendo ao olhar de cachorrinho. Comenta Cora entrando na sala.— Você vai precisar de mais pulso forte com meus netos. Fala olhando para as duas.

Emma apenas abre um sorriso culpado e feliz. A loira pensou como se sentiria se a mãe ou o pai dela dissessem isso, “meus netos”, por um segundo seu sorriso vacilou, mas ela não se abalaria com isso, não hoje no dia perfeito que havia passado.

—Emma. Regina se dirigiu a ela. — Acho que não quero mais sorvete. Disse toda manhosa e ignorando a mãe dela.— Quero canela, açúcar e maçã. Anunciou.

—Não temos canela em casa. Emma responde.— Você disse que fazia seu estômago embrulhar, obrigando-me a jogar tudo fora. Lembrou.

—Sim, eu sei. Mas agora deu vontade. Disse apontando para a barriga. — Não me culpe. Abriu um sorriso quase que inocente e Emma gargalhou da expressão dela.

—Tudo bem. Disse por fim. — Meus filhos não nascerão com cara de canela. Anunciou e já foi pegando as coisas para sair.

—Fique a vontade, vou apenas buscar o desejo de Regina. Disse sorrindo e foi a porta.

Assim que Emma saiu. Mulan apareceu na porta chamando alguém para ver as panelas que ficaram no fogo, Cora se levantou, mas antes de ir disse á filha.

—Eu sei que ainda não me perdoou, mas querida, precisamos conversar, não vê? Fala a olhando nos olhos.

Até pode ser verdade. Regina diz ficando de pé. –Mas não hoje, ou amanhã ou semana que vem, precisa ser quando eu quiser. Diz altiva e vai para a cozinha.

Cora a segura pelo braço.— Então algum dia? Pergunta insegura.

—Talvez. Disse Regina e se soltou. — Mas eu não teria esperanças em seu lugar. Disse andando para longe dela.

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Emma volta com a canela nas mãos. Regina reclama da demora dela e faz um prato com o jantar. Dizendo que desistiu do sorvete no momento.

Elas jantam entre uma piada ou outra de Mulan. Perguntas e respostas evasivas entre Cora e Regina e com uma Emma Swan sorrindo de orelha a orelha.

Logo a refeição é terminada e Regina acaba devorando praticamente sozinha o sorvete e a canela. O que não sofreu protesto nenhum, afinal todas ali, entendiam sua condição.

Assim que terminou de se lambuzar de sorvete, Regina se ofereceu para lavar a louça e Emma se prontificou a ajudar. Logo Mulan e Cora também fizeram o mesmo.

Assim que a força tarefa da limpeza de cozinha que Mulan e Emma assim batizaram, Regina pediu licença e disse que precisava ir descansar. Emma, disse que era bom mesmo, para que os três ficassem bem. Regina desejou uma boa noite e a Sra Mills que tentou um abraço na filha, porém, Regina não se deixou ser pega de surpresa e apenas estendeu a mão.

Logo a Sra Mills foi embora. Emma e Mulan se olharam e começaram a gargalhar.

—Sua sogra é massa. Disse batendo no ombro da amiga.

—Ainda bem né? Questiona Swan zombeteira. – Você tem sérios problemas. Disse rindo e recebe uma cara de ofendida por parte da amiga.

—Por quê? Questiona a oriental.

—“Sra Mills, Emma é tão macho que não apenas engravidou sua filha, mas fez logo dois”. Disse imitando ou tentando, já que foi falha a tentativa.

—Qualé. Diz a oriental subindo as escadas. — Você sabe que eu não poderia perder a oportunidade dessas, Emma Swan com uma sogra é tipo um dos sete anões serem jogador de basquete. Fez um comparativo e caiu na gargalhada.

—Sério? Que comparação mais idiota e sem sentido foi essa? Perguntou a olhando agora.

—Não sei, na verdade vou confessar que desde que me disse que vai ser mamãe, tenho procurado estórias infantis e as decorado, mesmo eu não sabendo se tinha dado certo, eu sabia aqui. Diz a Mulan apontando para seu coração. — Que daria certo e que você seria mãe, não qualquer uma, mas a melhor, então preciso ser a melhor tia. Falou toda orgulhosa. — Afinal, eu vou estar ao seu lado. Disse cutucando a loira e recebendo um sorriso todo bobo por parte da amiga.

—Ok, você e eu, melhor dupla. Sorri e fazem o toque delas.— Bom, está tarde e amanhã eu trabalho, e volto rápido para que não fique sozinha. Disse Emma.

—Sem problemas. Fala Mulan na porta do quarto que a loira dormia.— Eu tenho consulta logo cedo e depois preciso me apresentar no quartel, mesmo que só volte daqui um mês, preciso fingir que estou á disposição. Disse desanimada.

—Ok, então você sai antes de mim pelo jeito. Pergunta Emma.

—Com certeza, sempre fui mais pontual que você. Zomba.

—Claro. Debocha Emma.

—Ok, não tem problema mesmo eu dormir no seu quarto de hóspede né? Pergunta Mulan meio envergonhada.

—Óbvio que não. Diz Emma. — Deixa de frescagem e entra logo. Brinca a amiga.

—Delicadeza em pessoa. Agora Mulan quem zomba. — Espera, isto aqui não parece um quarto de hóspede, parece muito um quarto que seria seu. Constata a oriental.

Emma para e agora que se toca que todas as suas coisas estavam lá. Droga! Recrimina-se mentalmente, como não lembrou-se deste detalhe?

—Está tudo bem entre vocês? Preocupação se é ouvida na voz de Mulan.

—Sim, claro. Responde Emma coçando a nuca.— É que ela se apoderou do guarda roupa e do quarto todo em si na verdade, então prefiro manter este lugar só para mim, sabe como gosto de momentos comigo mesma. Justifica-se.

—Lembro. Disse Mulan. — Bem sua cara fazer isso. Reclama Mulan. – Se vai entrar no relacionamento entra de cabeça, Emma. Não fica se escondendo com este papo “preciso de um lugar meu”, quando está em dois, não se deve estar sozinha. Completa.

—Eu sei, eu sei. Defende-se, não sabia mais o que falar.— Vou tentar mudar. Oferece como se para garantir que não decepcionaria a amiga.

—Espero. Cobra Mulan. — Agora pegue o que precisa e deixe-me dormir. Fala brincando enquanto anda até a sua bolsa.

Emma pega as suas coisas. Um pijama, escova de dente, travesseiro favorito e vai em direção ao quarto de Regina. Para na porta e respira fundo, ergue a mão e bate na porta.

Regina a olha com cara de desaprovação, ainda mais depois que a vê com as coisas na mão, já imaginava o que estava por vir.

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—Vai para o sofá então. Rebate Regina, se negando a dividir a cama com Emma.

—Reginaaaa. Pede Emma. — Ela acredita que estamos bem, se eu dormir no sofá vai achar que eu fiz algo errado, deixa, só esta noite. Soa como uma suplica.

—Por que, simplesmente não diz a verdade? Expõe Regina.

—Porque assim ela deixaria de ter orgulho de mim. Agora parecia derrotada. — Ela é a única que tem orgulho de verdade de mim, não posso desapontá-la. Termina a frase com a cabeça apoiada em suas mãos.— Durmo no chão. Ofereceu Emma.

—Puff. Resmunga Regina e se deita, poderia negar, afinal o que tinha a ver com isso? Mas ela queria a loira ali e já que estava se oferecendo, porquê não? Questionou-se, e acabou cedendo.— Se me agarrar de noite, juro que te derrubo da cama e bato em você. Reclama e se cobre virando de costas para Emma.

—Pode deixar. Emma anima-se e deita na cama do lado contrário de Regina.

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—Você é pesada. Reclama Emma, ao sentir seu braço formigar com a morena deitada nele.

—E você é grossa. Fala a morena e se vira ao contrário. — Fica me chamando de gorda assim. Resmunga e Emma consegue identificar como uma fungada.

—Não gorda. Disse Emma. – Apenas... Apenas.... Não sabia como se explicar.

—Obesa. Agora se podia notar a voz embargada.

—O quê? Não! Falou rápido.— Eu só quis dizer encorpada. Falou achando uma palavra finalmente.

—Que quer dizer “GORDA”. Exalta Regina. — Vou tomar banho, quando sair, quero você fora do quarto da “gorda” aqui. Disse apontando para si mesma.

—Eu não... Não termina a frase, Regina entra no banheiro e bate a porta.

A loira até pensou em esperar ela sair e tentar resolver, mas ponderou e achou mais seguro tentar uma outra abordagem, saiu do quarto de Regina e foi para o seu, não encontrou Mulan lá e lembrou-se dos planos da amiga.

Tomou um banho e se arrumou, quando foi a cozinha não achou Regina, apenas uma xícara de chá na pia. Suspirou, ela realmente ficou brava, pensou no que poderia fazer para que ela não ficasse brava por muito tempo e logo achou uma solução, seria chocolates. Não é isso que todos fazem? Chocolates e flores? Flores ela achou exagero, mas chocolate pensou ser o presente perfeito.

Ligou para um amigo e resolveu tudo. Sentiu-se estranha por não ter ido correr, mas por algum motivo acabou acordando mais tarde que o normal e não poderia perder a reunião de cedo com seu pai e alguns possíveis clientes.

Quando estava no carro, recebe uma ligação.

—Swan...(...)... Mary oi...(...)...Estou bem sim e você...(...)... Que bom...(...)... Corro sim...(...)...Sério que a mulher que não queria casar, agora quer correr para estar em forma no casamento? O tempo passou mesmo...(...)...Verdade, todos mudam...(...)...Ok, saio todo dia cedinho, fazemos assim, estou dirigindo agor...(...)...Isso mando uma mensagem com a hora e por onde eu corro...(...)...Isso aí, nos vemos no caminho ou você vem em casa...(...)...Perfeito ...(...)...bye. desliga o celular e sorri.

Chega á empresa do pai. Respira fundo e sai do carro, hoje seria um dia tenso e apenas precisava sobreviver a ele.

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—O que ela aprontou? Perguntou Tinker para Regina assim que se viram no intervalo.

—Nada. Resmunga de boca cheia de chocolate. – Apenas quis me agradar. E dá de ombro.

—Não! Todos que aprontam mandam chocolates e flores. Resmunga Tinker.

—Deixa de ser paranóica. Reclama Ruby sentando junto a elas e pegando um chocolate. — Ela é uma ótima namorada, apenas isso. Finaliza com a boca cheia também.

—Pega ela para você então. Rebate a loira.

—Nem. Disse Ruby. — Primeiro que Regina me mataria. Disse sorrindo — E depois eu amo você, não teria graça, depois de umas boas horas. Finaliza gargalhando e Regina se junta a ela.

—Claro. Murmura Tinker.

—Ok. Disse Regina se levantando. — Preciso ir andando, hoje é dia dela vir me buscar, deixei meu carro na oficina, nos falamos depois. Diz e pisca para as duas e volta para seu local de trabalho.

—Umas horas. Reclama a loira.

—Deixa de ser boba, você é o meu para sempre. Diz beijando delicadamente os lábios da namorada. — O que... Ia completar brincando novamente quando a namorada interrompe.

—Não estrague este momento. Pediu a loira sorrindo toda boba. — Você também é o meu para sempre.

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Emma estava estressada, se achou que seria ruim aquela reunião, conseguiu ser pior. Não pode expor suas opiniões e ainda vetaram todas as suas mudanças, ela sabia que seu pai estava ao seu lado, mas aqueles idiotas não. Respirou fundo e desceu do carro, já estava esperando Regina a uns dez minutos e como não estava com paciência, quase entrou para buscar ela, só parou quando viu uma cena.

Sua primeira reação foi franzir a sobrancelha, depois apertou os olhos para ver melhor e por último, ficou irritada com o que viu. Regina estava lá conversando toda animada com um qualquer, isso mesmo, qualquer porque não era ninguém que ela conhecia. Esperou cinco minutos e como a morena continuava lá toda animada, aproximou-se.

—Regina. Chamou, fazendo a morena parar de encarar o homem a sua frente e olhar para ela.

—Emma. Chamou a morena e fez um movimento com a mão como se fosse para ela esperar. —Obrigada Neal! Muito gentil de sua parte me apoiar assim na frente de seu pai. Disse ela toda atenciosa e colocando a mão na mão do rapaz a sua frente.

—Que isso, Regina. Diz com uma voz que para Emma era super estranha.— Você é um talento, e precisamos apoiar isso. Fala apertando a mão da morena.

Emma estreita os olhos novamente. Sorri sem humor e se aproxima de Regina, rodeia sua cintura com as mãos e sussurra em seu ouvido. — Estou irritada, então pare de ficar paquerando e vamos embora. Disse irritada.

Para Regina era a primeira vez que tinha visto a voz de Emma soar tão ameaçadoramente. Concordou com a cabeça e se desvencilhou. Deu um beijo no rosto de Neal e saiu sendo seguida por Emma, que nem um aceno deu ao rapaz.

—Mal educada. Reclamou a morena assim que entrou no carro.— Nem cumprimentou o Neal.

—Não estava afim de falar com seu flerte. Disse entre dentes. —Aliás, acho que fui clara com você sobre não poder ter qualquer relacionamento, enquanto carrega meus bebês.

—Primeiro: não diga absurdos. Começou a enumerar.— Segundo: todos temos necessidades, não pode me proibir de satisfazê-las, e terceiro e não menos importante: eu nunca disse que concordava.

—Disse sim quando aceitou morar na minha casa. Reclamou a loira.

—Nossa casa. Rebateu Regina. –Não é como se eu conseguisse me envolver com qualquer pessoa mesmo. Resmungou mais para si do que para a loira e suspirou no final.

—O quê? Perguntou Emma.

—Por que está irritada? Pergunto mudando de assunto.

—Dia péssimo e piora quando te vi, toda, toda com aquela cara. Fala mais irritada ainda.

Regina gargalha, mas Emma não. Logo chegam em casa. Mulan falou sobre seu dia e como foi chato ir se apresentar no batalhão. Disse que todos pareciam estranhos, mas o bom foi que descobriu que poderia ser interna e não ir mais a guerras, essa foi sua única notícia boa.

O jantar transcorreu calmo. Logo cada um se dirigiu ao seu quarto. Na verdade Emma e Regina ao mesmo. Como na noite anterior dormiram de costas e acordaram grudadas.

Emma levanta e vai correr, agora acompanhada de Mary, que apenas faz com que a loira diminuía o ritmo. A loira volta para casa e encontra Regina na cozinha, preparando o café, aquele dia Regina iria entrar mais tarde e Emma não iria para o escritório.

A loira entra na cozinha e vê como Regina estava linda, daquela forma simples e caseira, com uma expressão de concentração e um ar de satisfeita. Resolve sair da admiração e falar com a morena

—O que está fazendo? Pergunta olhando a morena coar alguma coisa.

—Chá? Arqueia a sobrancelha.

—Argh. Fala a loira. — E meu chocolate quente? Questiona sentando no balcão.

—o leite está na geladeira e o chocolate, no mesmo lugar. Responde naturalmente.

—Chata. Resmunga a loira e vai até a geladeira.

Regina que vinha atrás, passou por ela para ir até a pia e quando voltou deu um encontrão com Emma que a segurou pela cintura e a trouxe para perto. Ficaram se olhando por alguns segundos, apenas olhos nos olhos.

—Droga Em... não terminou de falar. Emma em um ato impensado, mas muito desejado, levou os lábios até os de Regina.

Notas finais
Até a próxima