Destino
5 Confronto
Notas iniciais
Regina sentada em sua cama não estava acreditando nisso
—Como assim não é doadora? Questiona Regina segurando a respiração.
—Não sendo. Responde sem paciência. — Algum imbecil cometeu um erro destinando á doação os óvulos, quando na verdade, era para armazenamento. Diz ele suspirando.
—E agora? Questiona Regina.
—Agora estamos ferrados. Solta ele.
—Não tinha como eu saber disso. Diz Regina passando as mãos pelos cabelos. —O erro não foi meu.
—Isso não entra em questão agora. Diz ele sério. — A questão é : como resolver? Por que nós dois perderemos emprego e ainda podemos ser presos por causa disso.
—Presos?Não exagere Victor.
—Ok, presos não, mas nossas carreiras podem estar em jogo, por que vão descobrir que sua intenção era usar para a experiência, por que você não tem problemas de fertilidade para ter feito a fecundação com óvulos de outra mulher e a mulher não parece que vai desistir assim tão fácil.
—Droga, Whale, que gente incompetente você tem no seu laboratório. Grita Regina irritada.
—Não adianta gritar comigo, estamos no mesmo barco. Diz ele com a voz elevada também.
—Então me diga o que faremos. Fala Regina tentando manter a calma. — Afinal de contas, já fui inseminada e não tem como devolver agora. diz era ironizando.
—Não os óvulos ,mas a criança sim. Whale fala essa parte com calma.
—O quê? Está sugerindo que entregue meu filho? Fala Regina com uma voz que não dava para interpretar exatamente o que era.
—Regina, seja sincera, você não está pronta para isso. E outra: devia ter visto a mulher, ela realmente quer essa chance e esta era a última, qual o problema? Você gera a criança, faz a pesquisa e depois entrega a Swan. Diz Victor como se fosse a coisa mais inteligente.
—Não vou decidir nada agora, vou desligar e bolar algo para sair dessa, passar bem. Diz Regina desligando o celular.
Regina levanta da cama e anda de um lado para o outro, não podia dizer que o incompetente do Whale não tinha razão, ela não estava pronta para ser mãe, mas jamais admitiria para ele ou qualquer outra pessoa.
Resolveu ir tomar um banho de banheira para relaxar, colocou uma música baixa e suave e pegou uma taça de vinho, precisava relaxar e pensar, não abriria mão de sua experiência e outra, era quase improvável que descobrissem que foi ela, o procedimento era sigiloso e não tinha bons motivos para ser quebrado.
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Emma parou o carro na frente de uma mansão, assoviou ao olhar para casa de número cento e oito e ficou admirando. Era por volta das seis da tarde, a uma hora seu amigo havia informado sobre o paradeiro dos seus “óvulos” e desde essa hora ela estava á procura da casa, porém não imaginou que pudesse ser uma casa grande assim.
Desceu do carro e pegou seus documentos e o contrato, seu cabelo estava em um rabo de cavalo, ajeitou a jaqueta e caminhou a passos largos até o pequeno portão, o abriu e seguiu até a entrada e apertou a campainha.
Regina estava ainda dentro da banheira, na verdade tinha cochilado na mesma, realmente não tinha dormido muito na noite passada, ao olhar as horas, ela viu que poderia ser a lerda de sua amiga.
Regina pegou o robe dela, se cobriu e desceu correndo a escada, com a taça de vinho na mão, respirou e fez sua cara mais amarrada.
—Espero que tenha sido... Parou assim que viu que não era sua loira, mas outra que não tinha visto na vida, mas aqueles olhos esverdeados por algum motivo fez um arrepio a percorrer. – Pois não? Indaga a morena.
—Sou Major Swan, queria falar com. Disse Emma e olhou para o papel em sua mão, quando a porta se abriu a imagem da morena congelou a sua frente, Emma respira fundo e completa. – Regina Mills. Disse ela encarando a morena novamente depois de tirar os olhos do papéis.
—Ela mesma. Diz Regina abrindo seu melhor sorriso. — O que deseja major?
—Meus óvulos de volta. Fala Emma agora sorrindo ironicamente.
—O que? Pergunta a morena indo um passo para trás.
—Você utilizou meus... Emma parou quando encarou a taça na mão da morena. — Está bebendo? Ficou maluca? Grita Swan tomando a taça de Regina.
—Qual seu problema? Grita Regina agora.
—Você é o meu problema. Fala Emma exaltada. – Eu vim aqui lhe mostrar que você utilizou meus óvulos, portanto o bebê que está aí é meu e eu o quero. Diz a loira de forma firme.
—Como você disse se está aqui. Diz a morena apontando para sua barriga. — É meu. Fala de forma despreocupada.
—Não, claro que não. Diz a loira mostrando os papéis. — Eles são meus, você não pode ficar com eles. Fala Emma ficando mais irritada.
—Eram. Diz Regina indo para trás para fechar a porta. — Agora são meus. E tenta fechar a porta.
Emma segura a porta com força e a empurra para trás, e segura Regina pelo braço e a prensa contra a parede e fala próxima ao seu rosto.
—Senhora, se tem uma coisa que eu não vou desistir agora é do meu bebê que está dentro de você e se para isso eu precisar ir até as últimas consequências eu irei, e pode ter certeza, não será nada bonito se precisar ir tão longe.
Emma a solta indo até a porta mas antes de sair para. — E não pense que não posso descobrir qualquer coisa sobre você, por que posso e não hesitarei em momento algum, não com isso. Diz de forma enfática e sai da casa de Regina.
A morena olha para a porta e fica sem reação, pelo jeito Victor estava certo, isso causaria uma grande dor de cabeça. Regina olha para a porta e vê as folhas que a loira tinha trazido estavam no chão, se abaixou e olhou para eles, eram cópias, e pelo visto era verdade. A morena suspirou e sentou no sofá. O que fazer agora?
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Emma entra no carro respirando fundo dando um soco no volante, tinha acabado de ameaçar alguém e não qualquer um, a que tinha seu filho na barriga. Ela encosta a testa e respira fundo, mas não mudaria nada, não ia chegar até ali e perder todo seu sonho por um empecilho deste, não depois do que enfrentou, não depois que descobriu de seu problema de obstrução das trompas, após uma inflamação pélvica que sofreu na sua estadia no exército e isso a impossibilitou de gerar um filho de forma natural, a infecção foi contraída após um confronto frente a frente em uma das missões que ela foi ferida a faca.
Depois de o ferimento infeccionar e causar a obstrução, Emma descobriu que não produziria mais óvulos e que gradativamente iria produzir menos até que não existisse mais nenhum. A major não pensou duas vezes e fez logo o procedimento assim que pode. Fez a retirada e armazenou na melhor clínica que existia. E agora ali estava ela, parada na frente de uma mansão, respirando fundo e planejando algo. Por que a loira teria uma estratégia e a criança seria dela por bem ou por mal ou ela não se chamava Emma Swan.
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Depois de um tempo, Regina sobe ao seu quarto e se tranca nele, passa boa parte da noite e da madrugada pesquisando sobre Emma Swan, leu todos seus feitos e conquistas, não achou nada que denegrisse ou manchasse sua honra.
Suspira por que realmente estava com problemas e não sabia como resolver, o que faria pra resolver todo esse problema, como faria para não prejudicar nem sua carreira e nem seu projeto e mesmo que não quisesse admitir a gravidez também.
Regina acorda mais cedo e vai direto para clínica, não sem antes tomar suas vitaminas e remédio, comer uma fruta e assim que termina sai em disparada.
Tinha mandado mensagem obrigando Victor a comparecer cedo na empresa, precisava conversar urgentemente com ele.
Regina chega e vai como foguete para a sala de Victor e entra sem bater mesmo.
—Espero que tenha uma solução. Diz ela sem rodeios.
—Eu tenho. Diz ele sorrindo com a ficha médica e as descobertas sobre a Major Emma Swan.
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A loira chegou em casa e foi ler o resto do relatório sobre Regina, passou sua noite apenas analisando e descobrindo pontos fracos, até que o cansaço ganhou e ela dormiu.
Acordou no dia seguinte com uma ligação.
—Major. Ouviu do outro lado da linha, seu corpo ficou tenso.
—É ela. Disse apertando o celular.
—Mas está medrosa é. Fala Mulan rindo do outro lado da linha.
—Você tá louca é? Como faz isso, você sabe que estou como contato de emergência, se alguém liga aqui vou achar que aconteceu algo com você, sua idiota. Esbraveja Emma.
—Mas como é preocupada essa minha amiga. Diz a oriental rindo. —Estou ligando rápido, pelas minhas contas você já deve ter iniciado o processo, quero saber como vão as coisas. Agora Mulan sussurrou.
—Mumu, tá tudo errado, mas não se preocupe, vou ter meu bebê. Diz ela tentando passar segurança a amiga. — Mas como estão as coisas por aí? E Aurora? Pergunta a loira.
—Estão como sempre, um porre e ela está bem, estamos bem na verdade. Diz a oriental suspirando.
—O que ela fez? Pergunta Emma percebendo o tom da amiga.
—Nada, Jones que está fazendo. Manda nós duas sempre separadas e tá difícil vê-la, mesmo que seja apenas poucos dias isso. Fala a oriental e completa. — Mas você sabe, sei muito bem fugir e me esgueirar para encontrá-la. Sorri, pelo menos finge um sorriso, a verdade era que o Jones estava fazendo da vida dela um verdadeiro inferno.
—Espero que seja verdade e se ele te incomodar muito fala comigo, você sabe posso conseguir uma transferência para você e a gostosa da Aurora. Diz a loira rindo.
—Agora lembrei porquê não queria te ligar. Diz a oriental. – Mas eu preciso ir, me avise dos andamentos, por carta mesmo por que vou para outra base.... o telefone fica mudo.
Emma sabia que tinham cortado a ligação e prometeu a si mesma que assim que resolvesse o problema com a famosa geneticista Regina gostosa Mills iria dar um jeito de ajudar sua amiga.
O telefone da loira volta a tocar e ela nem olha para p visor.
—Sim. Diz ela achando que pode ser a amiga.
—Senhora Swan. Diz a voz do outro lado. — Aqui é o Dr. Whale, queria a convidar para vir aqui na clínica, eu e a Senhora Mills temos uma proposta. Diz ele sério do outro lado.
—Que horas? Diz a loira tentando não demonstrar o nervosismo.
—As dez horas está bom para você? Questiona ele.
—Perfeito. Disse ela.
—Ok, estaremos lhe esperando, até. Disse ele
—Até. Disse Emma desligando o celular e sorrindo, pelo visto as coisas estavam mudando ao seu favor.
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