Destino
6 A proposta
Notas iniciais
Emma saiu da cama e se arrumou, sentia que hoje seu sonho começaria a andar para frente. Que finalmente iria fazer algo que queria e do jeito que queria, sem regras ou imposições aleias. Apenas sua e somente sua opinião contaria no momento.
Saiu de seu quarto vestindo sua jaqueta vermelha desta vez e desceu rapidamente as escadas e quando está na frente do aparador pegando as chaves, uma voz a assusta.
—Onde vai tão cedo assim filha? Fala a Sra Swan da cozinha.
—Mãe, assim você me mata. Diz ela colocando a mão no peito e se virando para ela.
—Só se assustou por que tá fazendo algo errado né? Pergunta a senhora.
—Não, eu apenas preciso sair e resolver umas coisas mãe, já volto. Diz ela sorrindo amarelo, ainda não tinha contado que pretendia engravidar e fazer produção independente, não que os pais não soubessem de sua orientação, sabiam, sua mãe apenas dizia que a amava e que não queria saber de nada, seu pai fingia que não se lembrava dessa conversa. Então Emma preferiu não contar até tudo estar certo, até por que depois ainda pretendia achar uma mãe para seu filho.
—Vai namorar né. Diz a senhora surpreendendo Emma, ela nunca brincava assim.
—Mãe! Repreende Emma.
—Vai namorar? Por que se for quero conhecer, não quero nenhum engraçadinho em cima da minha menina. Diz o pai da cozinha segurando o riso.
—Sério, Pai? Reclama a loira e bufa. – Vou sair e já volto. Reclama ela e abre a porta.
—Se cuida, hein querida, não queremos que nenhum acidente aconteça, do tipo virarmos avós, não antes do casamento. Brinca a Sra fazendo a loira arregalar os olhos.
Emma não responde apenas sai de casa e atônita entra no carro, como sua mãe poderia saber disso? Questiona-se enquanto liga o carro e sai de casa.
—Você acha que ela está mesmo em um relacionamento com o capitão que ligou ontem? Pergunta o Sr Swan.
—Acho que sim querido, por que ele ligaria aqui pedindo para falar com ela e diria que estavam juntos se não fosse verdade? Diz a esposa e se senta a mesa.
—Eu espero que sim, ficaria muito mais aliviado se fosse verdade. Diz o Sr.
—Eu também, meu amor, eu também. Diz ela sorrindo
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Quando Whale disse que tinha uma solução ela não imaginava que seria essa.
—Não vou fazer isso. Diz Regina firmemente.
—Você nem sabe se deu certo. Fala ele pausadamente. — E convenhamos, você não é boa com isso. Diz ele abrindo um sorriso de que estava certo.
—Não vou abrir mão da criança que está em minha barriga. Diz ela batendo o pé. – Eu vou carregá-lo por no mínimo oito meses, não vou simplesmente dar ele para outra pessoa. Reforça sua idéia.
—Regina! Não vamos ter essa conversa novamente, você sabe o que eu penso sobre isso, além do mais, não é justo com a Senhorita Swan, você tinha que ver seu desespero e essa era sua única chance de ser mãe, não podemos tirar isso dela. Diz ele tentando apelar para sua consciência.
—Ela pode fazer por uma doação, quantas mulheres não fazem isso? Pergunta a morena na defensiva.
—Não acho que seja isso que ela tenha planejado, Regina. Diz ele soando cansado do bate boca, não queria ter que brigar com a morena para que ela o entendesse. —Ela veio a clínica para congelar os próprios óvulos, então com certeza ela quer utiliza-los, por que está sendo tão resistente quanto a entregar a criança? Se você sabe que não planejou direito e outra, sempre disse que não queria filhos. Diz o Dr de forma séria.
Regina suspira e encara o médico a sua frente, se queria ser mãe? Sim, mas não se achava apta, não pela sua criação, pelo seus pais, eles não eram modelos de vida para ninguém, mas desfazer assim do seu pequeno “projeto” estava parecendo mais difícil que deveria.
—Sabe que estou certo, li a ficha médica dela esse é o único jeito, não vamos ser egoístas como sempre fomos e deixar que isso acabe com o sonho de outra pessoa. Diz ele se sentando em sua cadeira. — Vou ligar para ela vir aqui ok? Pergunta ele.
Regina apenas assente que sim, sabia que não era bom ter uma criança com ela. Que ela não possuía tempo para isso, não quando ela queria ser a melhor no que fazia.
—Está fazendo o certo. Diz ele pegando o número da loira. – Não precisamos ser que nem eles, fazer o melhor para nós e não para os filhos. Diz Whale citando os pais deles.
—Não precisamos. Concorda Regina.
Lembra-se que Victor não era seu irmão de sangue, era um primo que tinha perdido os pais logo cedo e foi morar com sua família, eles não se davam bem, a não ser na hora de fazer alguma coisa que não devia e se apoiar para se safarem das consequências, não se consideravam família um do outro e não contavam a ninguém sobre esse parentesco. Eles viveram muitas fases juntas e em uma noite de bebedeira eles juraram que nunca iam ser pais, por que não tiveram base para isso e porque sabiam que sempre colocariam suas vontades acima qualquer um.
Regina sai dos devaneios quando ouve Victor dizendo “Ok, estaremos lhe esperando, até”. E o vê a olhando nos olhos.
—Agora só esperar, as dez ela vai está aqui. Diz ele e suspira fundo. Sabia que poderia está tomando uma decisão que não era sua e não tinha que se envolver, mas não perderia sua carreira por ninguém, mesmo que esse alguém seja a única pessoa que ele tenha na vida.
Assim que Whale desligou, Regina saiu da sala dele, ainda eram oito horas da manhã, até as dez horas faltava muito, foi ao seu laboratório e ligou seu equipamento, mas não prestou atenção em nada, ficou no automático divagando sobre tudo que aconteceria dali a pouco.
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Emma chegou pronta para tudo, desde uma discussão acalorada até uma conversa pacífica, ela era assim, fazia várias estratégias mentalmente para não ser pega desprevenida, era uma boa herança do exército.
Desceu do seu carro e se dirigiu a loira bonita que era a atendente, percebeu a menina se encolher, sorriu um pouco e não se sentiu bem, sempre conseguiu impor respeito, por que odiava que as pessoas as temessem, a não ser que fosse o inimigo e estivesse armado, aí com certeza ela queria que ele morresse de medo dela.
—Ashley, bom dia. Diz Swan tentando parecer mais simpática.— Preciso me desculpar pela última vez que estive aqui, os ânimos esquentaram e situação saiu do controle. Diz ela fazendo cara de arrependida.
—Não se preocupe, Sra Swan, é passado. Fala a atendente soando verdadeira. – O Dr Whale lhe atenderá às dez horas? Pergunta ela já checando a agenda.
—Isso mesmo! Estou ansiosa e acabei chegando mais cedo, porém, se ele estiver ocupado, posso voltar mais tarde. Diz ela sorrindo e desejando que ele possa a atender agora.
—Fique a vontade, vou telefonar para ele e já lhe informo. Ashley liga para Victor para informar que a loira já estava lá, ele pede que faça Emma esperar, por que precisa avisar e chamar outra pessoa para a reunião.
Passados vinte minutos e Emma é chamada e guiada pela Ashley para a sala do Whale, quando entra encontra Regina sentada de costas e o médico em pé a esperando.
—Seja bem vinda. Diz ele sorrindo simpático para a loira.
Whale dá a volta na mesa e aponta a cadeira para a loira sentar. Emma se senta ao lado de Regina e encosta na cadeira.
—Então, qual a proposta? Diz ela quebrando os segundos de silêncio.
Whale olha para Regina para que ela se explique, mas ela não o faz, então ele suspira e começa a falar.
—Regina terá a gestação normal, ao final dela te entregará a criança. Diz ele e antes que a loira se pronuncie, completa. — Isso se a inseminação ocorreu bem. Enfatiza-o.
—Não. Diz Emma o encarando. — Não quero assim. Completa.
—Como não? Questiona Regina agora.— O que quer então? Por que tirar o bebê do meu útero e passar para o seu não dá. Diz de maneira irônica.
Emma a ignora e olha para o médico. – Quero acompanhar tudo, desde o primeiro sintoma até o nascimento. Diz convicta de sua decisão. — Não abro mão disso. Finaliza.
—E como fará isso? Pergunta Regina.
—Simples, comprei uma casa para criar ele e para passar por todas essas fases, você vai morar lá comigo e assim eu poderei participar de tudo. Diz como se fosse fácil.
—Não vou morar com você e muito menos sair da minha casa. Diz Regina ficando de pé e irritada.
—Não farei de outra forma. Agora é a vez da loira ficar em pé. — Eu queria ficar grávida, para passar por tudo, pelos desejos, enjoos, pelas alterações de humor, peso e por tudo mais que exige uma gravidez, se quisesse um filho assim pronto, eu adotaria. Diz Emma a encarando.
—Infelizmente não temos tudo que queremos. Regina soa fria ao dizer isso.
—Mas isso eu vou ter. Diz Emma a encarando. — Você vai para a minha casa e eu vou cuidar de você, vou estar lá quando sentir o primeiro enjoo, quando sentir o primeiro desejo, quando quiser chorar mesmo sem saber o motivo, vou estar lá quando ele chutar pela primeira vez, ou quando for o primeiro ultrassom, quando você engordar e precisar que alguém fale que está bem, mesmo que você tenha ganhado alguns quilinhos e quando a barriga ficar grande e não conseguir amarrar os cadarços , porque era para eu passar por isso e não vou poder, então não aceito menos que isso. Diz a loira com os olhos marejados, não iria abrir mão de nenhuma parte da gravidez.
—Não é assim. Diz Regina a olhando. — E quando eu estiver louca? E querer matar alguém? E quando você disser alguma coisa e mesmo assim não mudar nada? E quando eu lhe empurrar e empurrar para longe? Você não vai ficar. Diz Regina rebatendo. — Não são tudo flores, querida. Finaliza mais perto de Emma.
—Não vou embora, não vou deixar meu filho. Diz a loira se aproximando. – Vou estar lá a todo o momento e mesmo que me empurre mil vezes eu voltarei mil e uma, por que isso. Aponta para a barriga inexistente da loira. — É o que eu quero e ninguém ficará no meio do meu sonho. Finaliza perto demais.
E antes que qualquer um dentro da sala fale algo, o celular da loira toca e quando vê o nome do seu contato na tela pede licença e vai atender.
Regina e Victor ficam os primeiros minutos em silêncio e depois Whale se pronuncia.
—Juro que se não soubesse de nada eu pensaria que ela está propondo casamento e você só não aceita por medo.
—Sempre com as coisas mais inteligente a se falar. Pronuncia Regina sentada novamente. — Não vou aceitar. Diz a morena antes que o médico fale algo.
—Por que não? Pergunta Victor.
—Por que não vou sair de casa e perder toda a minha individualidade e conforto para ir morar com alguém que nem conheço. Esclarece.
—E como vamos resolver? Nenhuma de vocês abre mão de nada. Reclama ele.
—Ela não tem que querer nada, tem que aceitar o que estamos oferecendo. Diz Regina e suspira.
—Que suspiro foi esse? Pergunta de forma divertida.
—Não foi suspiro eu soltei o ar, apenas isso. Diz Regina ficando de pé novamente. — Mas não posso negar que a paixão que ela fala pelo bebê, que nem sabe se vai dar certo, mexeu comigo. Diz a morena andando de um lado para outro.
—Eu disse que ela queria muito. Fala Whale como se estivesse falando “eu te avisei”.
Antes que a morena respondesse, Emma volta para a sala.
—Quando se muda? Pergunta Emma diretamente a Regina.
—Em nenhum dia. Fala a morena. — Não disse que aceitava o que você impôs. Fala a morena.
—E eu não aceito nenhuma outra situação. Comenta Emma cruzando os braços. – Vamos ser sinceros, vocês não têm saída, afinal eu sei que estão fazendo uma pesquisa, não sei para o que, mas para ser em sigilo e aceitar fazer um “acordo” não deve ser permitido. Diz a loira alternando o olhar entre os dois. — E eu apenas quero acompanhar a gravidez e não prejudicar ninguém. Diz ela olhando a morena agora. — Então porque não facilitamos isso e você aceita o que eu ofereci? Questiona a loira.
—Por que não vou mudar minha vida por você. Declara à morena.
—Mas já fez isso. Comenta a loira. — Já mudou a partir do momento que colocou meu bebê em você, já faço parte dela, deixa de ser teimosa e aceita o que estou propondo. Fala a loira. – Você terá seu próprio quarto e sua vida permanecerá inalterada, a não ser que sejam coisas relacionadas à gravidez. Termina a loira.
—Ir morar com você está fora de questão. Reafirma a morena.
—Olha, vocês se resolvam aí que eu vou ir tom... Ia dizer o médico, mais é cortado pelas duas.
—Fica aí. Declaram juntas.
—Essa é minha proposta, se não tomarei medidas legais. Diz a loira e simplesmente sai da sala.
—Por que tem que ser tão cabeça dura. Reclama Whale para Regina.
—Não estou sendo nada, apenas defendo meu ponto de vista, não posso mudar tudo, só por que ela quer e tenho certeza que ela não tem tanto poder assim. Reclama Regina.
—Prevejo grandes problemas. Diz o médico e assim que termina de falar, recebe email e ao abri-lo encara Regina. — Não acho que esteja certa dessa vez. Comenta ele e a chama para ler o email.
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Emma sai da clínica e entra no carro dela, liga e antes que saia de lá recebe uma mensagem.
Arquivo entregue. Sorri por que sabia que iria ter uma resposta positiva antes do que pensava.
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