Destino

4 Como assim?


Notas iniciais
Pessoal demorei, mas ai segue um novo capitulo, ele está grande para compensar. Boa Leitura

DESTINO

Regina acorda animada tinha feito o inicio de sua pesquisa no dia anterior e apesar da desagradável notícia que teria que trabalhar com Robin e o fato de ter perdido a pesquisa, pelo menos não toda ela, afinal não sabendo o motivo, Belle a tinha ajudado e isso contava muito.

Regina antes de descer e encarar o novo dia de trabalho longo ao lado do ser mais desagradável do mundo, parou em frente a sua gaveta. Precisava tomar seus remédios, ácido fólico e agora também o comprimido de progesterona para a ligação do embrião com o útero, além das vitaminas. Regina sempre se cuidou e sabia que agora precisava fazer isso em dobro, enquanto colocava suas roupas, ficou pensando nas palavras do Whale “Apenas no processo de fazê-lo e não no final” odiava admitir que ele tinha razão. Suspirou e disse a si mesma que conseguiria fazer isso e que não seria difícil como as pessoas diziam.

Terminou de se arrumar e foi para as escadas, agora precisava fazer sua melhor cara de mal humorada para fazer as duas escandalosas pagarem pelos barulhos e gemidos altos na noite passada.

Entra e senta em sua cadeira, prepara um chá, afinal tinha que se livrar da cafeína e começou a bebericar.

Ruby, bom dia. Diz Tinker olhando para Ruby.

Bom dia, Tinker, eu vou bem e você? Diz Ruby olhando para Tinker, as duas estavam encenando e quando termina, a loira toma a frente.

—Viu, Regina? É assim que se faz, então desfaça o bico e cumprimente as pessoas direito. Diz a loira de forma divertida.

Regina termina todo o chá e se levanta, vai a pia, passa água pela xícara e sai da cozinha, deixando as duas sem entender nada.

Tinker vai atrás dela e grita. – O que houve mulher? Questiona sem entender, Regina não responde, apenas bate a porta do quarto.

Lá ela apenas pega suas coisas e escovas novamente os dentes e sai, desce as escadas e vai para a porta e antes de sair consegue ouvir a voz de Ruby.

—Entendemos, não gostou do barulho que fizemos. Grita a morena. — Mas será que.... Não consegue terminar a frase, Regina abriu e fechou a porta antes de ouvir qualquer coisa dela ou de Tinker. – Pelo visto não podemos não. Fala a morena para si mesma e Tinker.

Regina segue até o trabalho rindo, pensando que finalmente deve ter se feito entender que não suportava quando as duas não a respeitavam.

Chega ao trabalho e vai direto para sua sala, senta e fica apenas focada em seu trabalho ignorando completamente Robin que está no mesmo ambiente.

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Emma estava com seu precioso fusca amarelo, que tinha acabado de comprar por uma barganha, ela não queria decepcionar a senhora que vendeu a ela, dizendo que aquele carro lhe traria sorte e como contrariar uma pessoa que com certeza era mais esperta e vivida que ela? E com isso, lá estava ela indo para casa dos pais em sua nova aquisição.

Na esquina de casa respirou fundo, até tentou dormir na noite anterior a sua saída, mas era impossível: saber que iria rever seu pai e sua mãe era muita saudade e medo ao mesmo tempo, seu pai foi do exército, aliás, toda a família era, a tradição da família Swan era um membro que representasse, honrasse e defendesse o país e foi por isso, e unicamente por isso que a loira seguiu essa carreira, muitos duvidaram que ela conseguiria, afinal não era disciplinada e muito menos era seu sonho, mas para contrariar a todos, lá estava ela, com a maior patente que sua família tinha conseguido, com um membro ainda vivo.

Emma parou o carro na frente da casa, respirou mil vezes e abriu a porta do carro, foi ao porta malas e pegou sua mala feita de lona, quando a olhou, imaginou quantas histórias ela poderia contar, quantos lugares esteve e como ela sobreviveu, assim como Emma se perguntava sobre ela.

Respirou mais uma vez e se dirigiu para a porta de casa e antes de bater, arrumou o uniforme, tinha olhado bem ele antes de entrar no carro, passou cada peça mais de uma vez, colocou a camiseta branca que havia guardado para essa ocasião, afinal, pior que o comandante ou capitão, seu pai era pior.

E quando olhou para frente para bater novamente a porta se abre.

Seu pai aparece com um sorriso no rosto e logo arruma a postura como pode e faz uma continência a ela, afinal sua patente era inferior, Emma nesse momento desmonta toda, achou que receberia um esporro, gritos ou xingamentos por ter saído antes, mas não, ela recebeu uma continência do seu pai, do seu herói e isso já valeu a pena todas as feridas e cicatrizes que ela possuía, toda dor e suor valeram a pena para aquele olhar cansado e orgulhoso que via a sua frente.

E sem responder ao que o pai fez a ela. Emma se joga em seus braços. —Pai. Diz com a voz chorosa e recebe de volta uma gargalhada baixa, sabia de quem era.

—Mas meus dois amores durões que enfrentam o mundo estão chorando feito bebês hoje, é? Diz a Sra Swan se juntando ao dois no abraço, fazendo com que a loira chore mais.

—Mãe. Diz ela parecendo uma criança que acaba de descobrir como falar com os pais.

—Venha, minha menina, entre e feche a porta, quero você com outra roupa para sentarmos e conversar sobre sua aventura. Disse a mãe da loira a puxando para dentro.

Emma faz exatamente o que a mãe manda, vai ao antigo quarto e coloca uma roupa, não qualquer roupa, mas sim a de ficar em sua casa, uma calça moletom, uma camiseta branca e desce descalça. Como sentia falta disso.

Ao parar no ultimo degrau, olha a cena mais linda que tinha presenciado, seu pai está abraçado a sua mãe, um abraço forte, chorando, ela não sabia qual era o motivo, mas tinha certeza que tinha a ver com ela.

Terminou de descer os degraus e foi em direção a eles e se juntou ao abraço e depois desse momento, que raramente acontecia, se dirigiam a cozinha juntos, sentaram a mesa ela e seu pai enquanto sua mãe ia se organizar para preparar o almoço.

—Soube de sua medalha, major Swan. Diz a Sra Swan sem a olhar.

—Foi necessário o risco mãe. Fala Emma já sabendo que a mãe a repreenderia.

—Claro e o meu não, né? Pergunta agora se virando para ela.

—Mãe eu sei, está bem? Fala Emma na defensiva.— Sou sua única filha, quase me perdeu ou veio a óbito no meu nascimento e desperdiçar minha vida é uma coisa idiota, mas não foi desperdício foi necessário. Fala Emma calmamente.

—Sra, deixe a menina em paz, ela fez o certo precisamos def.... Fala o Sr Swan.

—Não comece. Diz a mãe de forma dura. – Ela é minha bebê e sempre será, qualquer coisa que a ponha em risco vai ser idiotice para mim e pronto. Fala em seu modo mais autoritário, o único que não deixava para discussão ou reclamações. — Entenderam?

—Sim senhora. Respondem os dois juntos.

Eles se olham e piscam cúmplices um para o outro e logo a conversa está solta e fácil entre eles.

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Regina estava no meio do laboratório sem fazer nada, o imbecil do Robin não tinha aparecido e ela não podia mexer em nada, segundo o Sr Gold. Isso a estava irritando e cansada de ficar parte da manhã e da noite sem fazer nada, ela vai para casa.

Chega em casa e a primeira coisa que faz é dormir, não queria nem saber em voltar lá e não voltaria, afinal para que ficar em uma clinica que não pode fazer nada?

Estava odiando cada vez mais Robin, ele não podia ser compreensivo e entender que ela preferia mulheres? Do que ficar com dor de cotovelo, engatar um romance com a Marian e ainda ficar a perseguindo no trabalho? Não, para quê facilitar a vida dos outros, não é mesmo?

Ela bufa e se joga na banheira, não antes de desligar o celular e jogá-lo na cama, não ia ser perturbada nem pelo papa hoje.

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Emma tinha passado a manhã e o começo da tarde inteira com os pais, horas brincando, horas levando bronca e horas sendo paparicada, tinha pensado em ir a clínica no dia seguinte, só que a curiosidade e a vontade era tanta que não pôde deixar para o dia seguinte, então no meio da tarde resolve dar uma escapada e ir até a clinica.

Ela pega seu GPS e digita, “Clinica de fertilização Gold” e aperta localizar, seu coração já estava acelerado e ela suava, seria o grande passo de sua vida e estava certa de que conseguiria, então sai em direção a clinica.

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Regina estava deitada em sua cama, não entendia por que não conseguia simplesmente dormir, na verdade sabia, estava inquieta, precisava fazer algo e foi o que fez, levantou e foi ao seu pequeno escritório, sentou na frente do seu computador e começou a digitar.

Estava se programando e vendo todos os cenários possíveis, e o que ela mais temia era que não desse certo, será que teria a oportunidade de tentar novamente? Não deveria ter depositado todas as esperanças assim, na primeira chance, mas não ia ficar no negativismo.

Então levanta-se e resolve caminhar, precisa não é mesmo? Manter a forma, para a gravidez e sua vaidade. E é exatamente isso que faz, sai para caminhar, ainda esquecendo o celular em sua cama.

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Emma chega a clínica e desce do carro, respira fundo várias vezes e tira da jaqueta preta que vestia o documento que mudaria tudo em sua vida.

Anda até lá com passos vacilantes e quando entra pela porta da clínica abre um sorriso, seu sonho, seu grande sonho estava apenas a dez passos, respirou fundo novamente e caminhou até ele, com os dez passos seguros, parou na atendente com seu melhor sorriso.

—Bom dia, sou Emma Swan. Diz estendendo a mão.

A moça a analisa e abre um sorriso enorme. – Prazer, Emma Swan, sou Ashley Boind, no que posso ser útil? Responde simpática.

—Estou com esse documento e queria muito saber como funciona. Diz meio vacilante. O que perguntar? “Moça, meus óvulos estão aqui e eu os quero para engravidar?” Muito estranho então sorri novamente e completa. — Quero fazer o procedimento de retirada e implantação, qual são os passos que preciso seguir? Diz ainda mantendo seu melhor sorriso.

—A Sra me entregue esse papel, vou checar seu histórico e se estiver tudo certo, posso já agendar com o Dr Whale, para avaliação, tudo bem? Pergunta ela já esticando o braço e Emma entrega a ela.

Fica dois minutos com o sorriso no rosto que logo some, Emma acha estranho a postura mudar.

—Algum problema? Pergunta se sentindo novamente nervosa.

—Nada. Diz hesitante. — Só preciso confirmar algo e já volto. Diz sorrindo e sai.

Emma sabia que ela estava mentindo, só não entendia o porquê. O que poderia ter acontecido, será que houve negligência e ela não poderia realizar seu sonho? Não, não. Emma agora estava apavorada e começou a andar de um lado para outro, de um lado para outro.

Na sala do Dr Whale o médico fazia o mesmo, estava ferrado agora, como resolver esse problema? Quando a atendente disse que a mulher da ficha treze estava lá embaixo querendo utiliza-los, travou, buscou em todo lugar uma informação, um equívoco da parte da mulher, mas o que encontrou, foi um contrato dizendo que a utilização só poderia ser feita através de sua autorização, dizia no papel dela, então com certeza o inútil do funcionário que fez a ficha dela errou, ele sabia que isso seria um grande problema e com certeza duas coisas aconteceriam: Regina estava ferrada e provavelmente demitida e ele iria com certeza logo após ela.

Enquanto pensava isso tentava inúmeras vezes falar com a morena.

—Vamos, Regina, atende a droga do celular, mulher. Dizia ele impaciente se movimentando de um lado para outro.

Depois de dez minutos desistiu e foi até a porta do escritório, teria que enfrentar Emma Swan e lhe contar o que havia acontecido.

Caminhou ao lado da atendente, até onde a Sra Swan estava, parou ao ver como a mulher estava nervosa, pensou em duas coisas: ou era morto ou despedido e isso nem era sua responsabilidade. Suspirou e chegou mais perto da loira.

—Boa tarde, Sra Swan. Disse Victor tentando ser educado. — Sou Victor Whale, o médico que cuida da parte toda de inseminação. Disse ele com certo orgulho na voz. — Receio que tenhamos um pequeno problema com... Ia ele tentando esclarecer mas foi bruscamente interrompido por Emma.

—Como é que é? Pergunta exaltada. — Não termine a frase se for dizer que vocês perderam o material. Fala se aproximando perigosamente dele.

—Não perdemos o material Sra. Diz ele dando dois passos para trás. — Preciso que se acalme para que eu possa terminar de falar. Diz ele tentando manter uma postura séria e não amedrontado.

—Diga logo então. Fala Emma tentando manter a calma agora.

—Houve um erro interno e seus óvulos foram destinados á área de doação e há três dias foram utilizados em um paciente, então receio... Dizia Whale até sentir seu jaleco ser pego com força e ele arrastado até uma parede.

—Diga que é brincadeira isso. Falou Emma entre dentes o encarando.— Por que juro que não respondo por mim se você fez essa burrice. Aperta mais o jaleco e o corpo de Whale contra a parede.

Logo Emma se sente ser puxada para longe dele. Os seguranças a afastarem do Whale.

Sra Swan se acalme, podemos resolver isso de modo civilizado? Pergunta o médico ainda encostado na parede.

—Se você conseguir me devolver o que é meu, podemos. Fala ela tentando se soltar dos braços do segurança.

Percebendo que não iria adiantar, ela suspira e arruma a postura. — Pode soltar, eu vou me comportar. Diz como uma verdadeira adolescente.

—Solte-a. diz Victor aos seguranças.

—Obrigada! Agradece Emma e arruma a roupa. —Agora me diga como arrumar isso, essa é minha única chance, não me diga que vou perdê-la. Diz quase em tom de súplica.

Vou fazer o melhor que puder para resolver esse problema. Diz ele indo até ela cautelosamente. – Vou arrumar uma ótima solução para tudo. Diz ele tentando parecer confiante.

Ela olha para ele, se aproxima perigosamente dele e diz. – Sei que vai, de um jeito ou de outro, para seu bem. E antes que ele fale algo ela sai da clínica.

Emma entra no carro e esmurra o volante, não ia sucumbir assim. Iria ter o que desejava de qualquer maneira. Então pega o celular e disca um número.

Dois toques e alguém atende. – Preciso que descubra algo para mim. Diz ela sem rodeios, ouve a resposta e completa. — Clínica Gold, número de inscrição 13, descubra quem utilizou. Ouve novamente um afirmativo do outro lado da linha. — Ok, aguardo o resultado até o fim do dia.

Emma não iria esperar o Dr imbecil resolver, se tinha uma coisa que tinha aprendido era que se quer algo bem feito, faça você mesmo.

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Regina volta suada da caminhada e resolve tomar outro banho, quando entra no quarto ouve o último toque do celular, ao olhar que era Victor resolveu ignorar e tentar retornar mais tarde, mas assim que larga o celular ele volta a tocar, ela pega-o e atende.

—Sim. Diz ela tirando a roupa, mas antes colocou no viva voz.

—Temos um problema. Diz ele de forma direta.

Ela para todos movimentos e espera pacientemente ele completar e quando não o faz pergunta.

—Diga logo, Whale. Fala impaciente já.

A doadora, não era doadora e quer os óvulos de volta. Fala rapidamente, Regina se joga pesadamente na cama sentando nela, certo eles tinha um grande problema.

Notas finais
Até a próxima