Destino

16 Um novo sentimento aparece!


Notas iniciais
Oi meninas, aí está mais um...
Espero que vocês gostem!!!!
Beijinhos e boa leitura...

- Matt! – Sara gritou.

E de repente, uma parte do teto cai, e o desespero aumenta.

Grissom segura Sara em volta de seus braços e cai no chão com ela sobre si. Ao longe, deu para escutar um grito fino de uma criança desesperada. Era o Matt.

Já a salvos, Grissom se levanta e ajuda Sara atrás de si. Olham para o lugar onde Matt estava á segundos e não o encontram.

- Onde ele está? – Sara grita em desespero.

- Eu não sei... – Eles olhavam para todos os lugares naquela sala, mas nada de encontrar o garoto. – Talvez embaixo da mesa?

- Matt! – Sara gritava. – Onde você está?

A fumaça aumentava cada vez mais, eram destroços caindo para todos os lados, o ar quase impossível de respirar. Quando de repente eles ouvem uma voz baixa, pedindo por socorro, implorando por sua vida.

- Socorro... – Quase inaudível. – Me ajudem...

- Griss! Ali... – Sara aponta para detrás da porta, lugar onde Matt estava. Dava para ver suas pernas em movimento, tentando de alguma maneira fazê-las sair de perto do fogo. Não sabia de onde veio tanta força, mas ao ver aquela cena quase que seu coração pulou para fora. Sara estava realmente ligada e não deixava de demonstrar. Correu na direção do garoto, mas Grissom a segurou pelo braço.

- Deixe que eu vou, Sara. – Disse olhando-a firme.

- Não... Deixe-me ir... – Ela já chorava.

- Eu o pego e depois saímos daqui, por favor, confie em mim. – Grissom também tinha seus olhos marejados, mas estava se controlando.

- Okay... – Disse suspirando.

Grissom correu na direção do garoto, e sem querer, tropeçou em um dos destroços e caiu. Sara não pensou duas vezes: foi até ele e o ajudou a se levantar.

- Baby, estou bem... – Grissom falou ao seu levantar, e o fogo cada vez mais se expandia. Dava pra se ver os bombeiros tentando apagar, mas parecia inevitável.

Agora, juntos, foram na direção de Matt. Sara o segurou nos braços, sussurrando em seu ouvido que tudo ficaria bem. Grissom colocou a máscara no rostinho dele, abraçou Sara, e os três saíram se desvencilhando do fogo, até a porta de saída.

Ao saírem, observaram uma grande multidão a sua espera. Aplausos e mais aplausos foram ouvidos e no mesmo instante os heróis foram socorridos pelos bombeiros de prontidão. Matt foi levado imediatamente ao hospital na ambulância, Sara e Grissom foram atendidos ali mesmo no local.

- Cara, você foi muito corajoso. – Disse um dos bombeiros para Grissom, que tomava água e recebia os primeiros socorros. Ele havia se queimado na mão, mas não muito grave.

- Não consegui pensar, agi por impulso. – Grissom respondeu. – Só pensei que era uma vida ali, uma criança. Não há o que explicar. Fui e não me arrependo.

Sara que estava ao seu lado, também recebendo os primeiros socorros, olhou-o com orgulho, e sorriu. Ele entendia seus olhares. Retribuiu o olhar e segurou sua mão.

- Você também foi muito corajosa, Sara.

- Nós fomos corajosos, Griss. Nós dois.

Minutos depois a imprensa chegou para lhes tirarem a paciência. Sara odiava aqueles intrometidos, mas agora não tinha como escapar. Eles se aglomeraram ao redor dos dois e puseram-se a questionar sobre todo o acontecimento, que com certeza marcará na história de Las Vegas.

- Senhor Grissom, você já é muito famoso na criminalística, e agora você pensa em entrar para o corpo de bombeiros? – Grissom arqueou a sobrancelha achando incrivelmente idiota aquela pergunta.

- E a senhorita Sidle? Você acha que trocaria de profissão?

- Vocês vão entrar sempre em contato com o garoto de agora em diante? – Foram uma enxurrada de perguntas as quais Grissom e Sara respondiam ou então, fugiam delas. Era cada uma sem sentido, outras íntimas. Após longos minutos, eles conseguiram se desvencilhar deles.

- Finalmente, não é querida? – Disseram ao entrar no apartamento dela. Saíram de lá e não pensaram duas vezes ao irem pra casa.

- É... Estou cansada. – Sara disse, se despindo.

-- Preciso de um longo banho. Tome o seu que vou preparar um chocolate quente. Depois tomo o meu. – Falou retirando a camisa e indo em direção á cozinha.

- Okay.

Sara entrou na ducha e põe-se a pensar.

O que será que foi aquilo? Que sentimento tão poderoso foi aquele que sentiu ao pegar a criança nos braços? Será porque salvou sua vida? Nada se encaixava, nada parecia fazer sentido. Tudo aconteceu tão rápido, mas não deixou de ser especial. Tudo isso porque aquele pequeno garoto era especial.

Grissom também não parava de pensar.

Sua cabeça fervia e sentiu que uma de suas enxaquecas viria pela frente. Suspirou completamente cansado. Depois de um longo turno passar por uma situação como essa não é pra qualquer um. Mas no fundo, no fundo... Tudo aquilo havia valido á pena... Recordações vieram a tona:

~

Os olhos tão pretos olhando de encontro com os seus azuis resplandecentes, uma dor nítida, lágrimas que teimavam em descer nas maças do rosto daquela criança... Ninguém, muito menos aquele garotinho, merecia passar por uma situação como essa.

Outros olhos... De encontro com os seus!

Esses eram conhecidos, mas não deixavam de ter uma dor ali. Sara segurava o pequeno nos braços de um modo tão maternal que ele não deixou de pensar na possibilidade de ser pai...

Mãe... Pai... Será possível um dia?

~

- Grissom?

Ele saiu de seu transe quando escutou o chamado de Sara, que estava ao seu lado já tomada banho.

- Em que estava pensando? Está tudo bem com você?

Tocou por um instante em seu ombro, e viu nos olhos dele a quantidade de lágrimas que Grissom teimava em não deixar escapar.

- E se não tivéssemos conseguido salvar o Matt, Sara? – Ele falou e se sentou, passando uma xícara com chocolate quente nas mãos dela. – Eu não sei como eu ficaria.

- Ei, nós o salvamos. Não pense besteira. – Disse Sara.

Depois de pensar por um tempo, Grissom voltou seus olhos para a sua preciosidade, a sua riqueza de mulher, e acariciou o seu rosto gentilmente, dizendo naqueles gestos o tanto que a amava.

- Fizemos algo tão lindo hoje...

- Verdade... – Concordou, sorrindo.

- Mas o pior é que todos irão ficar sabendo... Será que vão desconfiar de nós dois, Sara? É perigoso! – Ele se tocou nesse instante: a imprensa.

- É... – Ela parou e pensou um pouco, tomou um gole do chocolate e uma luz veio em sua mente. – Mas todos sabem que moramos um de frente ao outro, isso pode muito bem ter sido uma conhecidência, não acha? – Seu sorriso fez Grissom sorrir também.

- Falamos que foi coisa do destino. Chegamos na mesma hora e não pensamos duas vezes a não ser salvar o Matt. – Ele estava mais tranqüilo.

- Sim. – Ela sorriu. – Foi coisa do destino mesmo.

~♥~

Eles dormiram pesadamente. E acordaram um pouco cheio de dores, alguns hematomas da noite passava percorriam não só no corpo, mas por dentro.

Sara foi a primeira a levantar. Fez sua higiene matinal e preparou o café. Decidiu esperar Grissom acordar para tomarem juntos. Enquanto ele não acordava, ela foi até a varanda e encostou-se na parede, só pra observar o tempo.

Não parou de pensar no garoto um segundo.

E olhando pra rua, dando de cara com o edifício completamente destruído, várias coisas passavam por sua cabeça. Várias idéias, diversas atitudes que pensava em tomar... Mas porque estava pensando nisso agora?

Porque essa vontade tão grande?

Vocês têm idéia do que Sara está pensando?

De repente algo a abraça. Abraça forte. Era Grissom que havia acordado. Tanto tempo ali pensando que nem percebeu a hora passar. Então ele a vira pra ficar de frente, e lhe beija carinhoso.

- Em que está pensando? – Grissom pergunta.

Ela demorou um pouco, encarando seus olhos. Não sabia se diria para ele, se era certo. Não sabia qual era a reação que Grissom teria em relação á isso. Talvez seja um pouco cedo demais para tal possibilidade...

- Eu preciso ver o Matt.

Grissom arqueou a sobrancelha surpreso. Novamente Sara o estava surpreendendo em relação ao garoto. Porque tanta proximidade? Ele não iria perguntar, sabe por quê? Pois ele estava sentindo o mesmo... Ou até mais.

- Nós iremos ainda hoje, tudo bem?

Sara simplesmente balançou a cabeça e recostou seu rosto no ombro macio e acolhedor de Grissom. Enquanto não visse o garoto, não sossegaria.

Então, para quebrar o clima, o telefone toca. Era o de Grissom.

- Grissom. – Ele atende ríspido.

- Olá senhor Grissom, aqui é do Hospital Desert Palms.

- Sim... Algum problema? – Traduzindo: “Será algum problema com o Matt?” Foi isso que pensou realmente.

- Nós estamos tomando conta do caso que envolve a criança Mathews Richard e aconselhamos a presença do senhor e da senhorita Sidle aqui. O garoto suplica para vê-los.

O coração de Grissom bate mais forte e ele se desfaz do abraço de Sara. Olha direto em seus olhos e um sorriso abre em seu rosto.

- Yeah? – Porque era difícil acreditar? Eles salvaram a vida dele, era óbvio que queria vê-los para agradecer.

- Sim... Pode comunicar com a senhorita Sidle?

- Claro, e pode dizer a ele que com toda certeza irei hoje, e creio que a Sara também. Falarei com ela. Muito obrigado.

- Por nada. Não deixem de vir. Até logo.

Grissom desligou o telefone e se virou para Sara. Com um gesto comum entre eles – um daqueles olhares – Sara arqueou a sobrancelha para Grissom prosseguir. Ele parecia estático.

- Matt quer nos ver.

Sara sorriu alegremente.

Mas porque será que esse sentimento apareceu agora?

Porque Matt é tão especial para eles?

To be continued...

Notas finais
Uiiiiiiiiii, alguém percebeu um novo sentimento surgindo dentro dos corações dos nossos geeks??? *-----*
Amor não é só entre amantes... Sabemos disso!
E aí... Como que será o reencontro com Matt, emm?
Só veremos no próximo capítulo da novelinha mais linda da minha vidaaaa... DESTINO! hahaha (que idiota, não liguem para minha idiotice. ¬¬') kkk'
Mandem meus revieeeews. *----* Beijos!