Destino
17 Reencontro!
Notas iniciais
Mas antes, quero dizer uma coisinha aqui que vocês não vão gostar... :'(
Nãoo, eu não vou parar de escrever! Não é isso!
É que a partir de segunda (amanhã) vou começar a trabalhar. E vai ser mais complicado ainda de escrever.
Mas olha, não vou parar não!
Vou tentar postar sempre que eu tiver tempo!
Espero que continuem lendo, e que me desculpem por isso, mas é necessário. Preciso desse emprego! Bom, não vou parar de escrever não porque não vivo sem isso! E essa fic ainda vai dar o que falar, digo a vocês!!!!!
Vamos ao reencontroo... *-------*
Boa leitura!!
– Então foi coisa do destino? Assim, do nada?
– Exatamente. – Sara respondeu.
Todos estavam na sala de descanso escutando a versão de Sara e Grissom para o grande acontecimento da noite passada. Afinal, os noticiários não paravam de anunciar o ato heróico dos nossos CSIs. Mas Greg se questionava. Essa coisa de destino não era sua praia, não conseguia entender. Ele pensou pra si mesmo que “aí tinha coisa”.
– Não entendo... – Greg dizia – Como foi acontecer pra vocês chegarem na mesma hora, e ter a mesma idéia de salvar a criança?
– Calma Greg, você não está entendendo. – Sara falou.
– Deixe-me explicar. – Grissom se pronunciou. – Greg, entenda só. Nosso turno havia acabado e todos saíram. Não fiquei no LAB porque não precisava e eu estava com uma crise de enxaqueca, aliás, ainda estou. – Todos o escutavam atentamente. – Parei meu carro na frente do apartamento e Sara parou na mesma hora, até olhamos um para o outro e começamos a rir. Então saímos do carro e vimos toda a confusão, a fumaça, daí fomos ver o que estava acontecendo, e a partir disso foi que tivemos a idéia de entrar e salvar o Matt. – Sua voz estava se alterando.
– Grissom... – Nick começou, mas ele o interrompeu.
– Espera Nick, vou terminar. – Falou ríspido. – Quero que você fique ciente Greg, que da minha vida cuido eu. E a Sara da dela. Para de ficar se metendo! Nós não temos nada, se é isso que quer saber. Eu e Sara somos amigos de trabalho, nada além. – Isso doeu de se dizer, mas era preciso. Sara o olhava atenta, viu em seus olhos o quanto estava com raiva. – E se eu escutar algum ruído que você comentou sobre esse assunto sem lógica, seu trabalho irá decair. – Dito isso, saiu da sala sem esperar reação contrária de ninguém.
Depois dessa discussão todos foram para os seus devidos casos, mas Greg permaneceu irritado. Decidiu que ia pedir desculpas a Grissom assim que pudesse. Mas de onde já se viu pensar algo assim de seu chefe? Ele era fraco demais para se entregar ao amor de Sara. Ela sempre lutou e nunca conseguiu. Ia falar com ele pra não ficar um clima desconcertado no trabalho.
~♥~
Era duas da tarde então Sara foi até a sala de Grissom para chamá-lo. Estava na hora de irem ver o Matt.
Mas ao chegar à porta escutou Grissom conversando com Greg. Não se agüentou e começou a rir. Era tão fofo Greg pedindo desculpas, gente... Ele dizia: “Grissom, desculpa, beleza? Poxa, não queria te chatear, chefe.” Abafou os risos e se controlou quando ele saiu.
– E você estava ai escutando tudo, certo? – Greg disse sarcástico.
– Oh não... Acabei de chegar aqui. Não escutei nada. – Sara disse com a cara mais sínica possível. Ele acreditou. (que bocó rsrs)
– Ainda bem... – Disse e saiu.
Sara bateu duas vezes na porta, mas não precisou. Grissom sabia que era ela. Havia olhado no relógio e comprovado que estava na hora, e que ela iria aparecer em instantes.
– Então... Vamos? – Disse entusiasmado.
– Claro, mas... Ainda não consigo acreditar que você falou tudo aquilo pro Greg. – Falou dando uma risada abafada. – Você foi bem convincente.
– Deu pena dele depois... – Disse rindo também.
– Bom, nós conversamos depois. Vamos ao que interessa!
– Está ansiosa?
– Muito. E você? – Falou caminhando até a porta.
– Também. Avisou a Cath pra onde iremos?
– Sim.
– Então vamos.
~♥~
É tão triste entrar em um local onde as pessoas estão decaídas e adoentadas. Feridas e queimadas. Com dores e quase a beira da morte. Mesmo convivendo com isso ao longo do seu dia-a-dia, era mais difícil ali e agora, onde somente crianças faziam parte da cena. Sara não conseguia deixar de marejar os olhos... Lembrando dos tempos que passou por esses lugares, sofrendo e chorando precisando de uma mãe.
– Está tudo bem, querida? – Grissom perguntou carinhoso.
– Sim baby... Vai ficar. – Respondeu com voz chorosa.
Andaram até a recepção e Grissom resolveu tudo. Momentos depois foram chamados para entrar no quarto do garoto. A ansiedade aumentou e Sara passou a sorrir, mesmo suportando para não derramar as lágrimas.
– Odeio te ver assim... – Confessou Grissom.
– Acontece que é inevitável. Eu me lembro de quando eu era criança, e as recordações não são tão boas... – Ela também confessa.
– Seja forte.
– Obrigada, meu amor. – Apertou sua mão, passando sua coragem para enfrentar tudo isso. Então a enfermeira abriu a porta do quarto para eles entrarem.
E lá estava ele. Matt.
Cheio de tubos e agulhas por seu corpo. Queimaduras não tão expostas, mas suficiente para causar uma dor grande. Foi leve, mas feriu. Delicadamente eles se aproximaram, com uma Sara deixando-se cair em lágrimas, e um Grissom se esforçando para não fazer o mesmo. Aos poucos os olhinhos foram se abrindo... E o mesmo preto profundo que Grissom havia se lembrado de ter visto foi aparecendo.
– Hey... – Ele falou com a voz falhando.
– Olá Matt... – Grissom falou se aproximando mais ainda, enquanto Sara permanecia na ponta da cama. – Meu nome é Gil. Como você se sente?
– Ah... Melhor do que ontem, eu acho. – Respondeu um pouco tímido. – Onde está a moça bonita que estava com o senhor ontem? – Perguntou se referindo a Sara. Grissom olhou para ela sorrindo e ela sorriu também. Aproximou-se ficando ao lado de Grissom e encontrou os olhos de Matt.
– Estou aqui, meu bem... – Ela disse tocando a mãozinha dele. – Sou Sara.
– Sara... – Ele repetiu. – Minha mãe se chamava Sara. – Eles trocaram uns olhares completamente assustados. Não sabiam o que fazer. – Não se assustem, eu sei que ela morreu.
Uma lágrima escorreu, mas ele a limpou com dificuldade, pois estava tomando soro na mão.
– Quantos anos você tem, Matt? – Grissom perguntou.
– Sete. – Respondeu os olhando com amor.
– Ele é muito inteligente para uma criança de sete anos, não acha querida? – Grissom queria tirar aquele clima pesado dali, Sara notou e foi junto.
– Muito. E é lindo demais. Olha esses olhos? – Sara tocou seu rostinho de leve, e quando fez isso o garoto fechou os olhos. Grissom sentiu seu coração pulsar.
O silêncio pairou no local e já não tinham mais nada para falar. Sara continuou a acariciar o rosto do garoto e só depois um bom tempo foi que ele abriu os olhos. Ao abrir, tocou na mão de Sara ainda no seu rosto, e com a outra mão livre, tocou a mão de Grissom que repousava na cama. Olhou no fundo dos olhos dos dois e sorriu com todo esforço para poder dizer...
– Obrigado por salvarem minha vida.
As palavras fugiram, e só as lágrimas ficaram. Sara chorou, mas Grissom continuava a se segurar. Ela aproximou-se mais ainda para beijá-lo no rosto.
– Não precisa agradecer, meu anjo.
– Precisa sim. – Disse ele. – Devo tudo á vocês.
– Não deve nada, Matt. – Grissom disse.
– Vocês virão me visitar outro dia?
– É claro! – Sara disse sem ao menos se consultar com Grissom.
– Assim que der a gente vem sim. – Grissom respondeu.
Então eles ficaram mais uns minutos com o garoto, o conhecendo, e assim se apegando á ele. Saíram de lá anestesiados de tanta graciosidade em um só ser. Aquele garoto era especial. Sara entrou no carro e ficou encarando o tempo, olhando fixamente para fora do carro. Grissom a olhou e não ligou o carro. E Sara sabia que quando ele fazia isso era porque queria que ela respondesse algo em relação ao seu silêncio. E ela respondeu.
– O que acha de adotarmos o Matt?
To be continued...
Notas finais
O que será que Grissom vai dizer?
Será que ele vai topar assim, na hora?
Hmmm... Vocês só saberão no próximo capítulo de DESTINO!! *.*
Obrigada sempre pelos reviews meninaaas..!
Amo todos! Espero que continuem mandando!
Beijos... Até o próximo!
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