Destino

12 E tudo ocorreu bem !


Notas iniciais
"Eu volteeeei, agora pra ficaaar... Porque aquiiii, aqui é o meu lugaaar..." ♫ rsrsrs'
Meus amores, eu voltei de viagem, tive uma folga hoje e decidi postar, afinal, vocês merecem! E aqui está mais um capítulo pra vocês... Desculpem a demora tá? :*
Amo vocês demais!
Então vamos a leitura!

Depois de uma noite de amor, Grissom se despediu de Sara e atravessou a pequena distância entre o apartamento dela e o seu. Jogou seu casaco e suas chaves no sofá, sem se importar com nada. Mesmo muito feliz ao lado de quem ama, e por ela ter aceitado sua doença sem pestanejar, ele estava com muito medo de dar errado.

Entrou no banheiro para tomar uma ducha, e enquanto a água escorria por seu corpo, uma lágrima desceu e escorreu junto. Passou a mão pelos cabelos, preocupado, angustiado, amedrontado.

- Preciso parar de pensar nisso um pouco.

Disse pra si mesmo e pegou a toalha. Enxugou-se e foi procurar algo para comer. Mas não tinha ânimo para preparar nada, não tinha vontade de fazer nada. Seu corpo estava descansado, mas sua mente estava pesada.

De repente... Batidas na porta.

Não sabia por que, mas seu coração disparou.

Talvez porque sabia quem era que procurava por ele.

- Baby... – Sorriu ao ver quem era.

- Oi amor. – Ela lhes deu um selinho. – Adivinha o que eu trouxe pra você? – Disse mostrando um pacote nas mãos, e entrando no local.

- Não me diga que encontrou algum inseto ainda não visto no mundo? – Disse sorrindo, arqueando a sobrancelha engraçado.

- Não. – Ela riu. – É bolo de cenoura com chocolate.

- Que delícia, meu bem... – Abraçou-a por trás, enquanto Sara tirava o bolo da sacola e partiu dois pedaços. – Você que fez?

- O que você acha?

- Acho que não. – Disse rindo e ela lhes deu uma tapinha no braço.

- É claro que não fui eu. Comprei na padaria.

- Sabia disso... – Beijou seu ombro.

- Você comeu alguma coisa, vida?

- Não. – Falou depois de um suspiro.

- Você está bem?

Sara se virou para encarar aquele par de olhos azuis. Tocou sua barba áspera e acariciou. Grissom fechou os olhos com o toque, mas abaixou a cabeça. Estava tão arrasado que não conseguia esconder.

Mas ela o beijou. Assim tirando os problemas de sua mente, tirando o cansaço mental, relaxando-o com um simples beijo. Uma vez eu disse, não nessa história, mas em outra, que não era um beijo que ele precisava, mas sim, o beijo dela, era aquele beijo que o fazia se transformar.

- Fique bem, meu amor... Estou com você.

- Eu sei, honey... Eu sei. – Beijou-a novamente.

Depois de um tempo, Sara lhes disse que teria que ir ao laboratório, e que só havia passado lá para deixar o bolo pra ele. Tinha a leve impressão de que ele não iria se alimentar, por isso foi levar algo para comer. Passou no seu apartamento para pegar seu kit e desceu para o estacionamento.

Enquanto dirigia para o LAB, Sara não escondeu as emoções. Suas lágrimas desciam. Sem parar. Desesperadamente. Seus ombros mexiam-se de maneira frenética, sem controle.

- Eu só quero que dê tudo certo...

Foi o que pensou antes de descer do carro, e enxugar as lágrimas.

~♥~

Grissom ouviu os conselhos de sua namorada, que só queria o seu bem, e decidiu que fazer a cirurgia era o único caminho correto, era a única maneira na qual poderia ter uma nova chance de escutar totalmente.

Marcou para daqui á uma semana. Uma semana era o tempo que dava para organizar as coisas no laboratório.

Infelizmente, parecia que quanto mais ele queria que o tempo passasse devagar, mas ligeiramente ele passava. Resolveu tudo que tinha que resolver nessa semana, e pediu um afastamento de um mês. Tempo sóbrio para se recuperar, assim disse seu médico.

Sara ultrapassava os limites da sua calma para não passar para Grissom toda a tensão que estava sentindo. Seus nervos á flor da pele, o coração na mão. Ele não podia saber se não iria se preocupar mais ainda. Estava ao lado dele em todos os momentos, menos nas consultas, pois não podiam sair juntos, mas se viam diariamente em seus apartamentos, e com isso amenizava o medo e a aflição de ambos.

E o tão esperado dia chegou.

Ninguém das outras equipes desconfiavam dessa cirurgia. Só nossos CSIs sabiam. Grissom tomou essa decisão para não virar o centro das atenções ou coisa do tipo. Sabemos, claramente, que Grissom odeia expor sua vida pessoal, e todos sabendo seria trágico.

Sara estava no meio do turno quando ele foi para o hospital. Estava tão aflita que nem se concentrar direito nas provas ela estava conseguindo. Foi aí que Catherine percebeu que não estava nada bem.

- O que está acontecendo, Sara? Porque está tremendo?

- Eu acho que... Minha pressão está baixa, não consigo me concentrar. – Foi a única tática que encontrou para ir até o hospital. Mentir.

- Acha que consegue trabalhar? Quer o resto do turno de folga?

Ela assentiu com uma expressão comovente, mas não era teatro. Quem dera essa dor no seu peito fosse só encenação. Mas não era. Era Grissom que estava prestes á fazer uma cirurgia delicada, capaz de perder sua audição, e ela estava com essa expressão por puro nervosismo.

Não precisou mais de palavras. Catherine fez um gesto com a cabeça fazendo-a entender que estava liberada. Saiu de lá e dirigiu para o hospital.

Foi combinado que ninguém poderia visitar Grissom. Palavras do próprio. Mas há uma excessão. Sabemos disso. Ele não ia deixar de ver Sara. Jamais.

~♥~

Em menos de 15 minutos ele entraria para a sala de cirurgia e nada de Sara aparecer. O que houve com ela? Será que tinha ficado presa no trabalho? Mas ela era sua força. Precisá-va vê-la para poder ficar mais calmo!

Seus pensamentos foram interrompidos pela porta do apartamento em que estava, no hospital, que foi aberta repentinamente.

- Gil... – Disse ofegante. Respirando pausadamente.

- Você estava correndo?

Ele levantou da cama e põe-se de frente á ela. Sara tentava organizar sua respiração, quando ele se aproximou, só com aquela roupa, ou melhor, aquele “pedaço de pano” que só cobria a extensão da frente de seu corpo. Ela sorriu, colocando a mão no coração.

- Pois é. Vim correndo senão não daria tempo. – Ela olhou mais uma vez pra ele. – Essas roupas não ficam bem em você.

- Eu sei. – Tentou sorrir de lado, mas o medo estava estampado em seu rosto.

- Você... – Ela se aproximou, o abraçando pelo pescoço. – Você fica melhor sem elas... Sabia? – Beijou seus lábios. – Não adiantava. O medo não passava. Mas falando a verdade? É claro que amenizou.

- Fico melhor como? – Ele conseguiu sorrir.

- Quer saber mesmo? – Sorriu maliciosa.

- Quero.

- Você fica melhor sem nada.

Uau! Que revelação! E em um quarto de hospital. Sara não tem juízo mesmo!

- Ok, vamos parando por aqui, estou sem roupa querida, isso não vai dar certo. Vai que a enfermeira chegue e me veja numa situação daquela?

Sara riu. Então eles deram mais um beijo e se separaram, pois a enfermeira chegou. Agora o clima que tinha ficado ameno, voltou a estar tenso.

- Senhor Grissom, vim levá-lo para a sala de cirurgia. Poderia me acompanhar? – Disse a enfermeira, muito calma.

- Estou indo... – Disse engolindo á seco. – Pode me esperar lá fora?

- Claro. – Disse a moça, e saiu.

- Bom... – Sara começou, olhando no fundo dos olhos dele. – Tudo vai dar certo, não se preocupe, certo?

Ele não disse nada. Simplesmente a olhou com carinho e deixou-se levar pelo prazer do abraço tão protetor que ela dava.

- Obrigado pela força, meu amor.

O abraço quase durou uma eternidade, mas ele tinha que ir. Deu-lhe um beijo tão profundo quanto o abraço e saiu caminhando corredor adentro sob os olhares dela. Sara juntou suas mãos, e nesse momento, houve fé.

- Eu preciso ter meu Grissom totalmente bem...

E sentou na cadeira para esperar. Ficaria ali até ele sair da sala de cirurgia. Ficaria ali, pertinho dele, todos os momentos. Seja eles de angústia, de felicidade, de dor, de tristeza... Todos mesmo!

Três horas se passaram e nada.

Nenhum aviso, nenhuma notícia. Nada. De um lado para o outro, sem parar, andava de maneira desajeitadamente. Suas batidas cardíacas estavam fortes e suas mãos gélidas de nervosismo. Mas de repente, alguém toca seu ombro.

- Senhora Grissom?

Sara estranhou. Mas como assim, Senhora Grissom? Não era casada com ele... Pelo menos não ainda.

- Não. Eu... – A enfermeira lhe interrompeu.

- O senhor Grissom mandou lhe chamar.

- Ele... – Estava incrédula. – Ele mandou? Mas... Como ele está falando? Acabou de sair de uma cirurgia e...

- Sim... Ele está melhor do que nunca!

- Oh meu Deus! – Saiu como um grito. – Que maravilha!

- Me acompanhe. Vou levá-la até ele, senhora Grissom.

- Sim... Mas me chame de Sara. – Disse tímida.

- Desculpe Sara... – Ela balançou a cabeça, envergonhada. Saíram andando até o quarto mais próximo, onde ele estava. – Mas o senhor Grissom disse que você era a esposa dele então...

- Esposa? – Disse incrédula. – Vocês fizeram cirurgia na audição, ou mecheram em algo no cérebro do meu namorado?

Falou em tom brincalhão, arrancando gargalhadas da enfermeira.

- Ele me disse que você é tudo pra ele, Sara.

Seus olhos marejaram.

- Tal como ele é tudo pra mim.

Respondeu simplesmente, com um lindo sorriso.

To be continued...

Notas finais
E esse foi mais um episódio da minha novelinha... hahaha!
E então? Como será a recuperação do nosso supervisor delicinha hein?
Isso vocês só saberão no próximo capítulo de... DESTINO! rsrsrs
Amo vocês meninas!
Espero por meus reviews!