Destino
13 Liberado!
Notas iniciais
Ela abriu a porta delicadamente, com o coração aliviado, pronto para mais uns séculos junta dele. Pronta pra enfrentar mais barreiras ao lado dele.
Destino não é uma questão de sorte, mas uma questão de escolhas. Não é uma coisa que se espera, mas que se busca.
Eles escolheram viver juntos, enfrentar tudo e todos. Sara buscou. Grissom buscou. Ela buscou forças para esperar... Ele buscou forças para se encorajar... E essa junção de forças foi o ápice para a descoberta de que foram feitos um para o outro.
- Amor? – Disse em voz baixa.
- Sara... – Ele ficou tão feliz. – Pensei que estivesse em casa.
- Não poderia ir pra casa sem saber se tinha dado tudo certo. – Ela suspirou chegando mais perto dele, que permanecia deitado na cama, com alguns aparelhos ligados. – Viu? Você vai ficar bem.
- Só preciso de descanso.
Ele sorriu de lado, com um pouco de dificuldade. Quando sorrimos, mechemos vários músculos de nosso rosto, e ele não podia fazer esforço. A cirurgia foi na audição, fazia parte do rosto.
- E vai descansar... Vou cuidar de você. – Sara disse.
- Você já cuida.
- Como?
- Quem foi que curou meu coração e minha vida? – Disse confiante.
Ela ficou sem fala, e Grissom sabia que seu silêncio significava muita coisa naquele instante, porque ela sorriu e encarou seus olhos. Foi uma forma, que só eles entendiam, de dizer o quanto se amavam. Sara se aproximou mais ainda, e tocou sua mão direita. Sentou um pouco de lado e continuou a fitá-lo. Dessa vez, com as palavras na ponta da língua.
- Feche os olhos, meu amor. – Sara disse.
- Pra quê, querida? – Grissom respondeu sorrindo.
- Confie em mim. – Sorriu – Feche os olhos.
Grissom a obedeceu. Quando fechou, sentiu Sara tocar seu rosto numa leve carícia, fazendo círculos em torno de seus lábios, olhos e bochechas. Sentiu o doce cheiro de seu perfume enquanto ela acariciava seu rosto, e não conseguia entender – mesmo depois de seis meses de namoro e seis anos de amor – o quanto esse sentimento o atingia, não conseguia entender tamanha força que invadia seu peito.
- O que você vê? – Sara perguntou.
Ele, sem saber muito bem onde ela queria chegar, foi simplesmente sincero. Realmente não estava entendendo.
- Nada...
E então abriu os olhos e a encontrou sorrindo.
- Ei... Porque pediu pra mim fazer isso? – Grissom perguntou, finalmente.
- Pra você ver como seria meu mundo sem você.
E agora foi sua vez de perder a fala.
- Não seria nada, Griss.
~♥~
Passar uma semana fora de casa não é muito confortável, imagine se o lugar for um hospital? Imaginem a inquietação em que Grissom se encontra? Pois é. Ele precisava mesmo ficar toda essa semana no hospital, para saber se os sintômas realmente sumiram. Quase todos os dias seu amor ia lá lhes ver, mas não todos, por conta do trabalho. Mas agora, pra sua felicidade e de Sara, no sétimo dia, nada havia aparecido novamente. Sinal de cura.
- Gil, meu caro... Você está de alta. – Disse Dr. Scoot.
- Que notícia ótima, doutor. – Sorriu estonteante. – Preciso ligar pra Sara. Ela vai ficar muito feliz em vir me pegar. – Ele ia pegar o celular quando alguém aparece na porta.
- E estou muito feliz mesmo em vir te pegar. – Disse Sara entrando no quarto.
- Baby... Quem te contou sobre minha liberação?
- Tenho minhas fontes. – Ela piscou para Dr. Scoot sem que Grissom visse. – Então... Louco pra ir pra casa?
- Muito, querida.
Levantou-se da cama e a beijou, um selinho demorado. Virou pra o seu médico, aquele que lhes deu tanta força, que salvou sua vida, e tinha que lhes dizer aquelas palavras que faltava para ir embora.
- Obrigada por ter salvo minha audição, Dr. – Apertaram-se as mãos. – Eu, Sara e minha mãe estamos muito gratos por isso.
- Não agradeça... É só o talento que Deus me deu. – Disse sorrindo.
- Ah... Minha mãe mandou outro abraço e disse que qualquer dia virá aqui lhe fazer uma visita. – Grissom disse. Agora um pouco sem vontade.
- Sério? Eu... hã... – Ele coçou a cabeça envergonhado, Sara não se aguentou e sorriu, mas Grissom ficou muito sério. – Diga a ela que pode vir quando quiser.
- Certo. – Ele pegou mão de Sara. – Estamos indo...
- Até mais.
Saíram do quarto e foram diretamente fechar a conta. Logo depois, ao estarem quase perto da saída do hospital, Grissom se vira pra Sara e comenta.
- Eles tiveram um caso...
- Jura? – Disse Sara, curiosa.
- Yeah... Ele já amou muito a minha mãe. – Avistou o carro dela de longe.
- Parece que ainda ama.
- Verdade. – Concordou. – E acho que minha mãe também. Pelo jeito que ela falou comigo no telefone, tão ansiosa pra vim aqui no consultório dele... Ah, não sei não, viu. – Disse com ar ciumento.
- Está com ciúmes da sua mãe Grissom? – Disse Sara, incrédula.
- Eu? Claro que não! – Grissom respondeu, mas ele estava sim.
- E então? Qual problema de sua mãe namorar? – Ele se calou. – A distância das cidades? Ou a idade deles? – Ele continuou calado. – Você não acha que só pelo fato dela estar feliz não é o necessário? – Ela tinha razão.
- Tem razão, querida. – Eles chegaram no carro, e Sara desativou o alarme quando foi pega de surpresa pela cintura. – Mas esqueça eles nesse momento. – Beijou-a. – Me leva pra casa?
- Agora mesmo! – Falou antes de dar um selinho e entrarem no carro.
To be continued...
Notas finais
Isso vocês verão no próximo capítulo de "Destino".
*não me canso da novelinha, gente.* rsrsrs'
Quero meus reviews! Beijos!
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