Destino

11 Diagnóstico e... Contando a verdade.


Notas iniciais
Meninas, desculpa a demora, além da internet ruim, sem entrar em nada, nem pra ler fics, eu estava sem tempo.
Desculpa mesmo...
Espero que gostem desse, ta?
Beijos!

Assim que teve tempo Grissom agendou uma consulta com o Dr. Scott. Velho amigo da família, que ajudou muito sua mãe nos momentos de pânico assim que ela havia ficado surda. Cresceu sendo cuidado pelas mãos daquele médico, que mesmo estando bastante idoso agora, não deixou sua profissão de lado e continuou salvando a audição de muitos. Nem sempre, mas todas as vezes que não conseguiu salvar foi porque não adiantava mais. Pois ele tentava com todas as suas forças alcançar á cura.

Sentado na sala de espera, ele observava as pessoas que estavam ali. Elas dialogavam mutuamente, mas de uma maneira diferente. Os sinais que usavam ele já sabia de cor. Dava para descobri tudo o que as pessoas conversavam. Mas, sinceramente, não era essa a vida que queria ter.

Não demorou muito para que sua vez chegasse, assim, fazendo seus nervos ficarem mais agitados.

– Gilbert Grissom! – O Dr. Scott logo o reconheceu. – Não acredito que está aqui... Há quanto tempo não? – Abraçaram-se.

– Bastante tempo. – Sorriu simpático – Mamãe lhe mandou um abraço. Falei a ela que viria lhe ver.

– Diga que mandei outro quando vê-la. – Grissom assentiu – Bom Gil, mas vamos direto ao ponto, certo? Creio que não veio aqui só visitar um velho amigo da família. – Ele olhava bem pra Grissom – Sei também das possibilidades... Então... Sente alguma coisa?

– Eu acho que... – Sentiu sua própria voz falhar – Acho que estou com o mesmo problema que minha mãe.

O silêncio pairou por alguns instantes, mas o Dr. o quebrou.

– Quais os sintomas?

– Há dois dias venho sentido uns zumbidos fortes e algumas vertigens. – Suspirou – Dr. Scott... Há algo errado!

– Sim. Existe. Por isso quero que faça alguns exames agora. – Disse pegando uns papéis.

– Agora? – Perguntou arqueando a sobrancelha.

– Sim. Você veio aqui cedo e essa doença começa a se desenvolver lentamente, entre dez e quinze anos você poderia ficar totalmente surdo. Meus parabéns... Ainda há chances de cura. – Sorriu e Grissom retribuiu. – Muitas chances, Gil.

– Graças á Deus! – Seu sorriso nunca foi tão largo.

– Agora vamos. Os exames são práticos e rápidos, não gastará mais de quinze minutos. Depois te darei o diagnóstico e você pode ir, tudo bem?

– Claro.

Os dois se deslocaram para uma sala ao lado, bem climatizada e com aparelhos de altíssima tecnologia. Em menos de quinze minutos, como disse o Doutor, Grissom estava examinado e agora só restaria o resultado dos exames. E isso era que estava o intrigando. Sentaram-se novamente, um de frente para o outro, e ele quis saber logo.

– E então Dr. Scott... O que eu tenho?

– Bom Grissom, como já devíamos esperar, você está com Otosclerose, por sua mãe ter tido também, já que é hereditário. E sabe... No estágio que está a melhor opção seria a cirurgia para que você possa escutar perfeitamente de novo. – Suspirou e o encarou. – O que você vai fazer?

– Eu... Eu não sei ainda...

As dúvidas rodeavam sua cabeça. Não sabia realmente o que fazer. E se contasse para Sara? E sua reação, qual seria? E se não contasse e ela ficasse muito chateada? São tantas possibilidades que o estava deixando com dor de cabeça. Resolveu então que esperaria um tempo.

– Eu posso pensar?

– Claro, mas... Não se demore! – Alertou o médico – Essa doença pode ser lenta, mas vai te incomodar muito. Confesso que ficaria feliz de fazer sua cirurgia. – Grissom sorriu e se levantou.

– Ainda essa semana lhe dou a resposta.

~♥~

Enquanto dirigia para seu apartamento pensava em tudo que estava acontecendo. Estava doente... E agora, morrendo de medo do que virá pela frente.

Virava por entre as ruas e sua expressão era de tristeza. O caminho era o mesmo, mas seus pensamentos eram contrários. Pensava na reação de Sara e na possibilidade de perder sua audição. Porque isso estava acontecendo com ele? Logo agora que tinha tomado um rumo diferente em sua vida, deu-se ao prazer de ser feliz essa doença tinha que aparecer?

Está doendo, está sufocando seu coração.

Precisava desabafar com alguém, mas ao mesmo tempo queria guardar para is mesmo. Só que mais uma vez veio em sua mente todo o amor que Sara tem por ele, e toda a força que ele tinha quase certeza que ela lhes daria. Então... Decidiu contá-la.

Suspirou profundamente, segurando com força as lágrimas e estacionou seu carro em frente ao edifício. Não demorou muito e ele já estava batendo na porta dela, que lhe atendeu com aquele sorriso que o fazia esquecer os problemas.

– Hey...

– Oi meu amor – Disse ele sorrindo de lado.

– Entre, vida minha. – Falou dando espaço pra ele entrar e sorrindo brilhantemente. Após entrar, Grissom se deu ao prazer de beijá-la – Onde você estava? Fui até seu apartamento, mas não te encontrei. – Falou e se sentou no sofá, voltando a comer seu brigadeiro. Grissom sentou ao seu lado. Suspirou e a encarou.

– Temos que conversar, baby.

Sara parou a colher no ar e ficou preocupada. Ajeitou-se melhor no sofá e colocou o pote com brigadeiro na mesinha ao lado. Cruzou as mãos, nervosa, e voltou a olhá-lo, agora mais séria.

– Sobre o que? – Nunca sentiu tanto medo.

– Eu acabei de vim de... – Era tão difícil dizer, mas isso estava o sufocando, ele precisava dizer. Questão de confiança. – Acabei de vim de uma consulta.

– Consulta? – Ela já não entendia. – De rotina?

– Não. – Tocou em suas coxas, inquieto – Lembra daquela dor... Aquele incômodo que te disse que senti?

– Sei... Na cabeça.

– Querida, não era na cabeça... – Sentiu seus olhos marejarem. – Era na minha audição.

Sara estremeceu completamente. Grissom havia lhe contado tudo sobre sua mãe, todo o sofrimento que passou por conta da sua surdez, e o quanto foi complicado conviver ao lado de alguém assim. Engoliu a seco, mas ele se aproximou. Seus olhos estavam marejados, ela não deixou de perceber. Os seus estavam perto de derramarem lágrimas também, mas agora ela tocou a barba dele, acariciando. Depois, encarou o chão.

– Porque não me disse?

– Eu... Eu não queria te preocupar... – Falava sem jeito – E também queria ter um diagnóstico concreto, para ter toda a certeza... – Grissom segurou seu rosto com as duas mãos. – Ficou chateada?

– Não, amor... Não consigo ficar chateada com você por bobagem. – Ela sorriu, mas permanecia triste. – O que o médico disse?

Grissom começou a explicar enquanto ela ouvia atentamente. Até que Grissom chegou à conclusão...

– Se eu quiser ter minha audição perfeita novamente, eu vou ter que fazer uma cirurgia, baby... – Sara o abraçou forte, ficaram assim até que Grissom confessou – Sara...

– Não fique triste, meu amor. – Ela já chorava.

– Estou com tanto medo...

Ela apertou mais forte ainda o abraço que Grissom se assustou. Ela não queria nem pensar na possibilidade dele perder a audição. Seria um impacto grande para todos, principalmente para ele. Seu trabalho, toda a sua vida dependia de uma boa audição, e não podia perdê-la.

– Eu estou com você...

– E se não tiver cura? – Perguntou encarando-a.

– Vou continuar te amando do mesmo jeito.

– Mas querida... – Ela o interrompeu.

– Nada de “mas” Gil... – Agora foi sua vez de segurar seu rosto com as duas mãos. – Vou cuidar de você, e não venha com teimosias, porque você vai fazer essa cirurgia, é o melhor pra você.

– Vai ser difícil. – Uma lágrima desceu dos seus olhos.

– Mas eu “to” com você, meu amor. Serei eu que vou te ajudar com os curativos, com os remédios, com tudo. Calma... – Ela deixou-o deitar em suas pernas. – Vai dar tudo certo, ok?

– Eu te amo tanto Sara... – outra lágrima escorreu, mas ela a enxugou – Obrigado por está aqui comigo. Estou parecendo um garoto indefeso.

– No fundo, no fundo... Você é um garoto indefeso Gil. – Acariciou sua testa. – Que só precisa de amor e carinho.

– Você pode me dar?

– Sempre.

To be continued...

Notas finais
O que vai acontecer?
Será que a cirurgia vai ocorrer tudo bem?
Você só irá saber no próximo capítulo de... DESTINO!
Minha novelinha preferida meninas *.* rsrsrs'
Me mandem reviews, minhas lindas *.*