Destined Souls
4 Estratégia
Roy acordou mais cedo do que costumava, os acontecimentos dos últimos dias ainda lhe perturbavam o juízo; a curiosidade era a pior parte. Desejava saber o quê, afinal, Lizzie tinha em mente para transformar um mero aprendiz de Auror em alguém realmente forte. Rolou de um lado para outro da cama, mas não encontrou o precioso sono e ali permaneceu até o raiar do dia.
As refeições matinais começavam a ser servidas às sete da manhã e a primeira aula de muitos tinha início às sete e meia, com exceção de disciplinas como Resistência Física/Mental e Planejamento Avançado. Logo após seu banho, vestiu roupas leves: uma camiseta branca de mangas curtas e uma calça marrom fina, ideal para treinamentos físicos moderados. Desceu as escadas com um pique que há muito tempo não sentia, cruzou com alunos e professores, que já começavam a dar as caras para um novo dia de aulas, e então se dirigiu ao refeitório.
Sentou-se à mesa com vários colegas de sala, mas não falou com nenhum. Roy era um jovem introvertido. Apesar do jeito bobalhão, falava somente o indispensável e só era verborrágico em situações inoportunas ou com Cassyeg e Vergil, seus colegas de quarto desde que foi acolhido pelo Orfanato Dulaham. Ficou conhecido por características nenhum pouco atrativas: tirava péssimas notas em quase todas as disciplinas e tinha um talento nato para atrasar-se nem que fosse para o mais simples dos compromissos. Engoliu o café da manhã como se fosse o último e partiu para seu encontro com Lizzie.
Era mais um dia ensolarado no território da Luz. O extremo leste do Grande Continente de Gaia era abençoado quase o ano inteiro pela luz do sol, seu clima era substancialmente úmido graças às proximidades com o Oceano de Leviathos, motivo de felicidade para os habitantes daquelas terras. Roy atravessou o portão principal do orfanato e foi em direção ao extremo norte da cidade. Era uma caminhada longa, então, com inusitada velocidade de pensamento, decidiu que pegar uma carruagem seria sua melhor alternativa. O Sistema de Transporte Intracomunitário funcionava de maneira simples e eficaz: existiam ruas específicas onde as carruagens não poderiam executar travessia, dando preferência total aos pedestres, facilitando e dando opções para o fluxo de pessoas. O S.T.I. tinha paradas obrigatórias nas proximidades de vários pontos estratégicos, como hospitais, arenas de batalha, bares famosos e o próprio Castelo Real.
As carruagens eram levadas por um condutor e um homem que ficava encarregado de receber o dinheiro dos passageiros e anunciar as próximas paradas. Eram veículos demasiadamente rápidos quando necessário, graças as bestas mágicas que geralmente os guiavam. Os Corcéis Acinzentados, por exemplo, eram apanhados nas planícies próximas a Cidade Capital do Redemoinho, território da Nação dos Ventos, com a qual a Nação da Luz fazia fronteira e era aliada. Estes corcéis eram conhecidos por cavalgar grandes distâncias à procura de água e alimento, além de serem extremamente velozes. Roy se sentou ao lado de um homem de aparência madura, talvez na casa dos quarenta anos, e percebeu em seu relógio solar de pulso que ainda não passa das nova da manhã. Um milagre, afinal, talvez não se atrasasse para o encontro com Lizzie. Planejou chegar antes das des e o percurso seria completado antes disso, com toda a certeza.
— Parada da Filial Expresso Giorgini! Se você deseja negociar algum tipo de montaria, esse é o seu lugar! — gritou o homem de cima da carruagem. Alguns poucos desceram e o jovem Auror apenas observou. E assim foi nas paradas seguintes, passou pelo Centro Comercial das Pedras Preciosas, pela Casa da Moeda de Ouro e pelo Coliseu dos Grandiosos até finalmente chegar ao lado do Castelo Real, morada da Guarda Real e da Grande Sábia da Luz.
O Castelo era gigantesco, podia ser avistado por quase toda a extensão da cidade. Possuía duas torres centrais e quatro torres laterais, cercadas por um grande lago artificial dentro de gigantescas paredes. As torres formavam o retângulo que delimitava o Salão Real, local onde a Sábia passava maior parte do tempo. Durante uma excursão do Orfanato Roy havia visitado o palácio, porém tinha visto muito pouco; naquele momento percebeu o quão pífio era o seu conhecimento sobre a própria cidade onde morava e lamentou.
O acesso principal do palácio se dava pelo portão da frente, por onde todos os visitantes eram obrigados a passar. Estava sempre guardado por vários Sentinelas, que seguiam um padrão diferente dos que circulavam nas ruas da cidade. Estes eram usuários de magia e, ao invés de lanças e escudos, possuíam arcos e balistas em seu poder, simbolizando a maestria que era especialidade da Cidade Capital. Ao aproximar-se do portão, Roy foi barrado por um dos Sentinelas.
— Calma aí, garoto, aqui não é o quintal da sua casa. Você não pode ir entrando assim sem mais nem menos. Quem é você e o que quer aqui? — indagou rispidamente.
— Meu nome é Roy Hector, estou aqui para encontrar-me com Lizzie Leamak — respondeu Roy prontamente.
— Hum? Senhor Capitão! Esse é o garoto? — retrucou o Sentinela, dirigindo-se a um colega de trabalho ao fundo, a quem claramente era subordinado. O homem de barba cheia e uma cicatriz na altura das sobrancelha respondeu após verificar uma pilha de arquivos.
— Sim, ele mesmo! Deixe o garoto passar.
Roy atravessou o portão acompanhado do Capitão dos Sentinelas, que lhe dava mil instruções ao mesmo tempo, falando sobre as áreas que teria acesso no Castelo e explicando cada detalhe de onde iria passar e com quem iria falar. Tudo entrava por um ouvido e saia rapidamente pelo outro, estava por demais apreensivo para saber o que Lizzie havia preparado para ele. Voltou a si ao passar por um campo aberto, em formato oval, onde notou dois homens enfrentando-se em um combate singular.
“Será que é isso? Será que irei me tornar um Sentinela?”, cogitou por um momento.
— Todos os Sentinelas estão ansiosos para o Festival Trimestral. Não sabem qual será a tarefa, mas eles sempre costumam treinar nos horários vagos — explicou o Capitão orgulhoso quando percebeu os olhares do garoto.
Os Festivais Trimestrais faziam parte de um esquema organizado pelo Conselho da Magia e tinham intervenção direta da Cidade que os sediavam. Variavam de região para região e eram muito atrelados aos costumes regionais, tendo assim objetivos diversos.
Enfim cruzaram uma pequena ponte, que ligava a camada externa do castelo às dependências interiores. Foram recebidos por uma jovem de cabelos curtos e vestimentas formais, suas calças eram compridas e a camisa era branca, com um emblema dourado de uma flecha bordado próximo ao peito. Era o uniforme típico daqueles que trabalhavam no Castelo Real em funções administrativas. Carregava consigo o que pareceu ser um livro de controle, comum àquele serviço, ou até mesmo uma agenda.
— Bom dia, meu nome é Lauriel. Em que posso ajudá-lo, Capitão Dimitri? Vejo que trouxe um convidado — falou a moça de olhos verdes enquanto verificava seu livro.
— Este é Roy Hector. Ele veio para a reunião com a Sábia. Agora deixo-o sob seus cuidados. — emendou o Capitão e deu meia volta, sem esperar resposta.
— Roy Hector… Roy Hector… Ah! Está aqui. Por favor, acompanhe-me. — E rumou em direção ao andar superior.
A medida que passavam pelos cômodos suntuosos do Castelo, Roy observava cada detalhe; os adornos que embelezavam as salas e salões eram sempre de prata ou ouro, esbanjando requinte. Todos os pensamentos se perderam assim que avistou a grande vitrine que guardava as réplicas das três armas da antiga Sábia da Luz, usadas na Guerra dos Cem Dias, ele lembrou perfeitamente das figuras em seu livro. Pégasus era um grande arco recurvo com corpo robusto, que provavelmente garantia precisão e alcance maiores que o normal e precisava de grande força para ser manuseado. Já Titan era uma lança longa de ponta serrilhada, perfeita para combate à média distância. Por fim, mas não menos imponente, estava lá a última cartada de qualquer Auror, uma espada. Aquela era a magnífica Tefnut, diziam os relatos que a espada, quando materializada, conduzia tanto poder que não suportava mais que um minuto em batalha.
— Olá?! Você ainda está aí? — perguntou Lauriel ao garoto estonteado.
— Desculpe-me, acabei me distraindo.
— Tudo bem, estamos quase chegando.
Passando por mais uma dúzia de salas e subindo vários lances de escadas, Roy chegou ao Salão Real. Lauriel bateu na porta e foi atendida por uma outra moça, que parecia já estar esperando por eles.
— Finalmente! Pode entrar. Muito obrigada, Lauriel.
A moça se despediu com um acenar de cabeça positivo e um sorriso no rosto. Roy adentrou o grande Salão Real, que tinha o piso totalmente branco e, estendido sobre ele, um grande tapete vermelho que levava ao trono real, onde Lizzie estava sentada. Naquele momento, os cabelos dela estavam soltos, tinha uma gargantilha de ouro no pescoço e algumas pulseiras no braço direito. Seu vestido azul e branco tinha detalhes dourados nas pontas e ela calçava botas de couro que subiam até um pouco antes dos joelhos. Estava cercada por quatro homens já bem mais velhos, talvez seus sessenta anos. Todos trajavam vestes requintadas e falavam ao mesmo tempo, provocando uma torrente verborrágica que Roy não conseguia entender. Ao perceber que seu convidado havia chegado, Lizzie cessou os ruídos.
— A decisão foi tomada, senhores, tudo vem sendo planejado há bastante tempo, essa é a oportunidade perfeita. Agora, por favor, retirem-se.
Os quatro caminharam em direção a saída, em passadas curtas, enquanto cochichavam entre si.
— É um grande erro. Ele não dará conta — comentou um deles claramente irritado.
— Com certeza. Isso nunca aconteceu antes. Um prodígio deveria ser escolhido. Onde está aquele garoto, Vergil?
— Não, acredito que Gabriel seria o mais indicado. Ele vem de família nobre e já é um grande Auror. O momento de jogá-lo como Aposta seria este.
Os comentários continuaram até que se perderam ao fechar da porta.
— Gostaria de mais alguma coisa, senhorita Lizzie? — perguntou a jovem moça.
— Sim, certifique-se de que não seremos interrompidos. Por gentileza, Aloe.
— Sim, minha rainha. Com licença. — Aloe se retirou da sala.
— Roy, me diga uma coisa. Você está a par do sistema que rege o mundo hoje em dia?
A pergunta pegou o garoto de surpresa.
— Que tipo de pergunta é essa? É um teste?
— Quero saber se você tem consciência de como o mundo político se sustenta. Tenho certeza que ensinam isso em uma disciplina política, talvez Geopolítica da Magia ou algo assim, não? — continuou a Sábia. Roy se esforçou para lembrar de algo, mas realmente não era interessado em nada daquilo. Existia, sim, a disciplina que tratava da política, mas o conteúdo era dividido em várias delas e ele tinha passado apenas na mais básica de todas, que falava de delimitação geográfica, nada tão profundo quanto o sistema que rege o mundo.
— Não, sinto muito. Mas isso está ligado ao seu plano?
— Claro. Intrinsecamente. Deixe-me fazer uma pergunta que eu tenho certeza que vai clarear os fatos e, a partir daí, tudo irá se encaixar.
— Tudo bem. — Esperou o garoto.
— Qual o real motivo de existir uma Muralha de Ferro que se estende por todo o grande continente?
A resposta veio na ponta da língua.
— Serve para delimitar o avanço do Advento Tecnológico e evitar que este atravesse as fronteiras do Tratado de Samuel Mimyr.
— Isso mesmo. O Tratado de Mimyr diz que “a tecnologia deve permanecer a oeste do grande continente, limitada apenas às nações que compactuam com a sua implementação. Qualquer artefato de origem tecnológica ao leste da Muralha estará sob a supervisão de suas leis” — continuou a Sábia.
— Você pode me dizer quantas e quais são as Grandes Nações?
— Luz, Trevas, Água, Vento, Fogo, Gelo, Terra e Natureza. São oito grandes nações — respondeu imediatamente. Aquilo era conhecimento básico e até alguém que tirava notas ridículas poderia responder aquelas últimas perguntas.
— Pois bem. Vou lhe dar uma aula rápida de História e Geopolítica e você entenderá o que tudo isso tem a ver com o meu plano. Preste muita atenção.
Roy concentrou-se para escutar a explicação de Lizzie.
— Há muito tempo, Sammuel Mimyr, o Sábio da Natureza, o homem mais inteligente do mundo, provocou um grande alvoroço com a criação de máquinas movidas a vapor e outros tipos de combustível. Sammuel alegou que as havia criado com o intuito único de melhorar a vida de todos, em vários sentidos. Braços e pernas mecânicas poderiam substituir membros destroçados em guerras ou acidentes, a locomoção entre os países seria muito mais rápida e segura, além de aplicações diretas na siderurgia e engenharia de estruturas, etc, etc. Contudo, os aparatos logo foram taxados como tendo potencial bélico iminente. O Conselho de Magia foi acionado e o advento da tecnologia foi colocado à prova. As Nações tiveram opiniões divergentes e o banimento da tecnologia ocorreu devido ao impasse de votos, tendo como consequência a cisão do continente.
— Foi então que a muralha foi criada? — interrompeu o garoto.
— Isso mesmo. Com a criação da muralha não foram apenas as Nações que se dividiram, mas também suas opiniões e suas relações. Isso tudo ocorreu há 300 anos. Meus antecessores devem ter tido grandes motivos para optar por não aderir à tecnologia, eu os entendo perfeitamente. O Conselho da Magia, formado pelos Oito Grandes Sábios, chegou a conclusão que a partir dali esses impasses não poderiam mais acontecer e pensou em uma maneira de dar um voto extra a uma nação. O resultado foi a criação da competição que todos conhecem hoje como a Batalha das Apostas.
O garoto escutou cada palavra atentamente e lutou para entender onde aquilo tudo ia acabar. Lizzie continuou.
— As Nações concordaram que mandariam um representante para batalhar a cada três anos em busca de vencer este torneio. Este Guerreiro teria exatamente três anos para preparar-se das mais diversas maneiras e batalharia com toda a sua força para trazer o título para sua Nação, que então teria o poder de um voto extra em decisões na cúpula política mundial, além de um grande respaldo em nível de força. É sem dúvida o torneio de maior importância de todos. O nome Aposta foi dado porquê a Nação depositava tanta confiança nesta pessoa que chegava a ser considerada uma aposta de alto risco, mas de igual recompensa. Entende aonde eu quero chegar? — Lizzie sorriu ao olhar nos olhos do garoto.
— Você está dizendo que eu vou tornar-me a próxima Aposta da Cidade do Alvorecer? — O jovem aprendiz de Auror suou perante a possibilidade.
— Não necessariamente — respondeu Lizzie friamente.
A cabeça de Roy começou a doer. Qual era o sentido daquilo, então?
— Tudo que estou oferecendo é uma oportunidade para assumir o comando e tornar-se forte. É verdade que você tem potencial, mas no atual estado você não aguentaria ter sua cabeça posta a prêmio. Você sabe que é isso que acontece, não é? Como forma de incentivar a evolução dos participantes e proporcionar um espetáculo de alto nível, as nações oferecem recompensas pelas Apostas.
O garoto concordou sutilmente com um sinal positivo com a cabeça.
— Já se passaram seis meses desde a última edição do torneio e eu ainda tenho mais seis para nomear minha próxima Aposta. Eis aqui a minha proposta. Participe e sobreviva ao Festival Solar que será anunciado nos próximos dias e eu lhe mostrarei uma forma de tornar-se a próxima aposta. Se conseguir fazer isso, partiremos para o próximo passo.
Era muito para absorver, muita informação estava em sua mente. Entretanto, sabia que aquela era a melhor chance de tornar-se alguém mais forte. As imagens da luta contra Cid ainda lhe atormentavam, não queria ser inútil para o resto da vida.
— Eu aceito. — A determinação apareceu em seu olhar.
“Não é um covarde, afinal”, presumiu a Sábia.
— Lizzie, tenho um pedido a fazer.
— E qual seria?
— Gostaria que me ensinasse a técnica de Desmaterialização da Alma.
Lizzie tentou, mas não conseguiu. Riu descontroladamente.
— Qual é a graça? Foi um pedido sério.
— A Desmaterialização da Alma é uma técnica de Rank S de minha própria autoria. Você não tem nível para aprender algo assim.
— Lampejo Branco também é uma técnica avançada, não é? — Cutucou o garoto, mostrando sua face desafiadora.
— Pois bem, garoto. Darei uma única aula. — Fez sinal com a mão para que ele a acompanhasse. Atravessaram juntos os vários salões aos olhares de todos por quem passavam. Aparentemente, a decisão de Lizzie de tornar Roy uma possível Aposta já havia sido comunicada.
Continuaram andando até chegar a parte exterior, entre as camadas do castelo, à beira do grande lago artificial que contornava as torres. Lizzie ordenou que Roy parasse onde estava e começou a caminhar próxima ao lago.
— A Desmaterialização da Alma é uma técnica criada com um único intuito: deixar o oponente desarmado e sem acesso a qualquer arma que ele possa materializar por um determinado período de tempo, criando o ambiente perfeito para os Aurores atacarem a médias e longas distâncias.
Roy escutava atentamente.
— Pode materializar seu arco? Irei fazer uma demonstração.
Roy estava empolgado. A disciplina de Materialização era de longe a sua aula prática predileta. Concentrou-se profundamente e a energia apareceu.
— Bem. Já que é isso que você chama de materialização, aqui vou eu.
Lizzie arrancou em velocidade tão grande que Roy só a percebeu quando já estava desarmado.
— Quando se tem o completo controle do fluxo de seu próprio F.E., você consegue emiti-lo na direção que desejar. Com a quantidade certa de F.E. você pode desequilibrar o fluxo de qualquer oponente de forma direta, o que causa uma espécie de pane elemental, que tem como resultado a desmaterialização. Se você quiser aprender essa técnica, é preciso um grande controle do seu próprio fluxo de F.E. e é necessário que você o force para um local específico.
— Impressionante! — falou o jovem Auror fascinado. — Será que eu posso tentar em você?
— Não seja tolo. Sua energia no momento não seria capaz nem de estremecer a linha do meu arco — respondeu Lizzie num ar de superioridade notável.
— Como eu posso treinar, então? — replicou.
— Veja. Se você concentrar a energia no seu dedo e conseguir abrir um pequeno buraco na água de um balde, por exemplo, já que tudo ao seu redor possui F.E., nem que seja mínima, você estará praticando o princípio da desmaterialização.
Com um dedo, Lizzie fez um pequeno buraco na água do lago, demonstrando o conceito para Roy.
— Entendo. No final de tudo isso, eu serei capaz de desmaterializar até mesmo a sua arma, Lizzie — desafiou em um tom sério.
— Para você ser capaz de tal feito terá que aplicar uma quantidade de energia cem vezes maior que essa.
Lizzie coloca o dedo no lago e as águas se separaram, molhando todo o gramado esverdeado. “Então essa é a extensão do poder de um Sábio!”, pensou Roy. Lizzie caminhou de volta para o castelo e o deixou perdido em seus próprios pensamentos.
Fale com o autor