Destinados Pela Magia

15 Relação complicada


Notas iniciais
Ooi gente! Primeiramente, eu gostaria de dedicar esse cap pra Geizebel Granger ♥ Estou in love com sua recomendação, que por sinal é a minha primeira, então muuuuito, muuito obrigada mesmo! *0* Aah, acho que vocês vão gostar desse cap, eu particularmente adorei, porque temos um shipp muito fofo u.u Comentem o que acharam, e dessa vez eu revisei o cap, então me desculpem se algum erro me escapou, até lá embaixo ;D

Pov Annabeth

Eu não conseguia mais ver Percy e Rachel e ter que ficar calada.

Depois do beijo com Nico, não acho que Percy vá voltar a falar comigo. Talvez esse tenha sido o motivo pra eu ter beijado-o: manter Percy afastado. Ou talvez eu apenas tenha agido pelo momento.

Depois do beijo, não falei mais com Percy por semanas. Piper e Nico também faziam a mesma coisa. Nico tem ficado meio estranho comigo ultimamente, também ficou mais nervoso e estressado. Certa tarde, o peguei brigando com Thalia, e isso o deixou histérico.

Aparentemente, Piper não anda bem em seu relacionamento com Leo.

Todos estão com problemas, por isso tento fingir que estou bem, quando na verdade estou péssima. Mas a minha atuação não é tão convincente, o que me deixa extremamente mal por deixar os outros mal. Estranho.

Luke tem me irritado cada vez mais, fazendo com que eu o ignore cada vez mais.

Eu estava perdida em meus pensamentos quando ouço a voz dele.

– Annabeth! – ele grita.

Finjo não ter escutado e sigo em frente, com mais pressa do que antes.

– Annabeth! – ele grita novamente, mas dessa vez mais perto. – espera!

Ele segura meu braço, fazendo com que eu me vire para ele. Olhar aqueles olhos verdes de perto novamente quase me faz suspirar.

– Me solte. – falei entre os dentes.

– Por favor, por favor, me dê 5 minutos. – seus olhos estavam suplicantes, mas eu não iria ceder.

– Não dá. Deixe-me ir.

– Eu não aguento mais isso. Por favor.

– Não torne as coisas mais difíceis, Percy. Eu sou uma vadia compromissada, e você também tem uma namorada.

– Você não vai esquecer isso tão cedo, vai?

– Me deixe ir.

– Me desculpe, mas eu não posso.

Olhei para os lados. Se Luke passasse por ali, estaríamos ferrados.

– Vá embora, Percy. Rachel deve estar preocupada.

– Eu não estou preocupado com a droga da opinião dela, Annabeth! Oras, será que você não entende?!

– Não grite, por favor. – sussurrei. Continuava a olhar aos lados, me certificando que Luke não estava por ali.

– Eu não vou sair daqui até que possamos conversar. – ele falou. Parecia determinado, e se ficássemos ali por muito mais tempo, sei que logo alguém nos encontraria.

– Tudo bem, se você não sai, eu saio. – fui rápida, e ele não pôde me segurar. Por sorte, um grupo de alunos estava vindo na direção contrária, e eu acabei sumindo na multidão.

No meio da aula, Quíron apareceu e pediu que eu o acompanhasse, o que eu achei extremamente estranho.

– Hã... Quíron, o que aconteceu?

– Sua mãe ligou, criança. Ela quer falar com você.

– Mi-minha mãe? – era muito raro minha mãe ligar, o que me deixou assustada.

– Sim. Por que tanta surpresa?

– Bom... é que ela nunca liga.

Quíron olhou bem pra mim e disse:

– Criança, não fique chateada por isso. Você sabe que a vida dos membros do conselho não é fácil.

– Eu sei, Quíron. É só que... ela podia se importar um pouco mais comigo.

– Acredite, ela se importa e muito com você.

Fiquei calada e segui com Quíron até a secretaria.

– Mamãe? – falei, pegando o telefone.

– Filha... como andam as coisas por ai?

– Bem... na medida do possível. – não era necessário que minha mãe soubesse sobre Luke.

– Que bom. Eu liguei apenas para saber disso e para te dizer que não vamos poder sair no mês que vem.

Fiquei muito decepcionada, pois eu estava ansiosa pela chegada do dia em que nos encontrávamos mensalmente para sair.

– Ah... tudo bem, mãe. Nós já perdemos 5 meses seguidos mesmo.

–Annie, eu realmente sinto muito, é que houve um imprevisto e...

– Tudo bem, mãe. Olha, eu tenho que ir agora.

– Certo. Até mais, querida.

Desliguei o telefone e voltei para minha aula. Não seria bom perder matéria, ainda preciso manter minhas notas, pois esse é o único jeito de Atena se orgulhar de mim.

Pov Thalia

– Nico! Foi só um atrasinho de nada, droga! Por que você não pode me deixar participar da aula de vôo de vassoura?!

– Porque você tem que aprender a lidar com os horários, e porque da última vez você me causou sérios problemas, além de quase ter se matado.

– A culpa não foi minha, ta legal?! – falei cruzando os braços e fazendo um bico.

– Não estou dizendo que foi, estou? – que garoto irritante.

– Nico! Me deixe participar!
– Não! Thalia, você já está me irritando. Agora vá embora, tenho que continuar minha aula.

Ele virou as costas e saiu me deixando lá parada de braços cruzados.

– Eu te odeio! – gritei.

– Eu sei!

Fiquei passeando pela escola por um tempo, até encontrar Annabeth.

– Annie! Oi! – falei. Fazia tempo que eu não a via, pelo menos não sem estar na companhia do idiota do Castellan. Eu ainda não entendo como uma garota tão legal pode estar com um otário como aquele.

– Ahn, Thalia. Oi.

– O que foi, não está feliz em me ver?

Ela soltou um riso nervoso.

– Não é isso, é só que... eu não sei o que é. – ela parecia chateada.

– Annabeth, se eu te perguntar uma coisa, você me responde com sinceridade?

Ela refletiu um pouco.

– Depende da pergunta. Mas, tenta.

– Bom... você e o Nico tem alguma coisa?

Ela riu.

– Não, nós não temos nada, Thalia. Por quê? Você está interessada?

Senti meu rosto corar.

– Ora, é claro que não! Eu... Só fiquei na dúvida.

– Sei... ah, já que você está aqui, hoje vai ter uma festa nos trouxas lá pras 19:00 pm. Aparece por lá.

– Vou ver o que posso fazer.

– Até mais. – ela disse e se foi.

Assisti as aulas que restavam naquele dia, e decidi que iria pra tal “festa”.

Quando cheguei lá, me surpreendi. Eu realmente achava que bruxos não sabiam dar festas, mas eu realmente estava enganada.

Luzes piscavam e uma música alta tocava ao fundo. A decoração era perfeitamente arrumada, e em um canto havia uma mesa com petiscos e bebidas. Sem contar o tanto de pessoas. Mas percebi que a maioria dos Imortais não estavam ali.

Olhei ao redor, e logo avistei Piper.

– Thalia! Você veio! – ela disse me abraçando.

– Isso não é uma festa de aniversário, é? –perguntei.

Ela riu.

– Não. É só uma festa que o Sr. D permite que demos de vez em quando.

– Entendo. – olhei em volta e avistei Nico. Ele estava encostado em uma mesa conversando com umas 4 garotas. Todas elas pareciam caidinhas por ele. – Pips, eu já volto.

– Nico. – falei ao me aproximar dele.

As garotas se entreolharam, fizeram uma careta e saíram. Idiotas.

– Achei que você não viesse. – ele disse.

– Estava me esperando, por acaso?

– É óbvio que não. Só não esperava te ver por aqui.

– Você não imaginava me ver aqui? Você é o chato que se importa em ser pontual, não eu.

Ele deu um sorriso de lado.

– Pois é, Thalia. Veja como são as coisas.

Ficamos em silêncio por um tempo, até que uma música lenta começou a tocar.

– Quer dançar? – olhei bem pra sua expressão pra ver se ele não estava brincando. E não estava.

– Pensei que não gostasse de mim. E eu acho que você está bêbado. Espera, tem álcool nesse drinque?

Ele deu de ombros.

– Quer dançar ou não?

– Ta.

Fomos para a pista. Ele colocou as mãos na minha cintura e eu no seu pescoço.

Depois de algumas vezes pisando no pé de Nico, ele disse:

– Vejo que você não é profissional nisso, não é?

– Cale a boca.

Apoiei minha cabeça em seu ombro. Depois de alguns segundos, olhei novamente para o rosto de Nico, esse que me fitava.

Ele foi se aproximando do meu rosto lentamente. Logo nossos lábios estavam colados. Pude ouvir alguns resmungos de garotas ali perto, mas não me importei. Apoiei novamente a cabeça em seu ombro e sussurrei: “eu te odeio”. Em segundos, pude ouvir um “eu sei”.

Notas finais
Eai? Gostaram? Comentem, por favor, até o próximo.