Destinação

9 Capítulo 9


POV Brian

Minha cabeça doía pra cacete, eu não conseguia ver nada além da escuridão e o cheiro leve de.. gasolina?! Onde eu fui me meter? Me mexi e sentir grossas cordas em volta das minhas mãos e dos meus pés. Estava sentado e o chão estava muito gelado. Pisquei meus olhos algumas vezes para me acostumar com a escuridão, quando consegui, apenas vi uma sombra a centímetros de mim.

– Quem tá ai? — A sombra pareceu se mexer e chegar um pouco mais perto. — Quem diabos é você?

– Faz um tempo já, Brian Kinney.. — Reconhecer aquela voz foi como ter recebido um chute na cabeça.

O maldito Chris Hobbs que infernizou a vida de Justin por um longo tempo estava de volta e.. Espera, como eu vim parar aqui? Forcei um pouco minha mente a lembrar dos últimos acontecimentos. E elas vieram naturalmente.

Aqui.. Chris Hobbs.. Soco na cabeça.. Whickler.. Que filha da mãe! Eles trabalham juntos e eu nem pensei nis..

– KINNEY! — Berrou a sombra que tava a minha frente.

– Desde quando você e o Whickler trabalham juntos? — A pergunta saiu em um impulso da minha boca.

– Não é da sua conta, agora mantenha sua maldita boca fechada. — Ordenou.

– Você deve ter se dado muito bem com ele, mas me responda uma coisa, você foi o passivo ou o ativo? — Caçoei da cara dele e o mesmo me esmurrou 2 vezes em punho. Sentia o gosto de sangue na minha boca.

– CALA ESSA BOCA! — Falou Hobbs bem perto de mim a essa altura, podia sentir a ira dele agora. — E já que você tá gostando disso tudo, vou te ajudar a animar isso aqui. — Ele pronunciou essas palavras de uma forma que eu nunca ouvi.

Chris Hobbs me virou de costas para cima mesmo preso as cordas, e encostou minha cabeça no chão gelado. E então o inferno que eu não esperava começou a vir.

POV Justin

Entrei em uma loja e procurei um presente para Molly, comprei uma camiseta da sua artista favorita e fui para casa. Precisava passar ao menos a tarde em casa para comemorar com todos o aniversário dela, mas meu real pensamento era em Brian.

Consegui disfarçar a tarde inteira que eu estava bem e que tudo estava normal, mesmo não estando. Eu liguei várias vezes para o celular de Brian com uma desculpa na cabeça para perguntar se ele quer que eu faça um jantar para quando ele terminar de resolver os problemas e essas coisas; mas ele não atendia de jeito nenhum, e aquilo começou a me deixar uma pilha de nervos. Acabei discando um número.

– Michael? — Ele havia atendido na segunda vez.

– Justin, oi! — Respondera rindo de algo que eu não identifiquei muito bem, mas pude ouvir Ben cochichando algo.

– Você sabe de Brian? Ele não atende o celular.. — Tentei ser o mais neutro possível.

– Não, não falei com ele hoje Justin, mas posso tentar ligar pra ele e se eu consegui, aviso que você quer falar com ele.

– Ok, até mais. — Desliguei e ainda sim isso não me tranquilizou.

Não iria sossegar enquanto não conseguisse falar com ele, mas eu tinha uma sensação de que algo estava errado, e eu comecei a considerar essa hipótese estranhamente.

POV Chris

Peguei uma lanterna que estava no meu bolso e a acendi. Pude ver o veado a minha frente impaciente e sem muitas opções do que fazer, já que tinha colocado fita na maldita boca que ele insistia abrir o tempo todo.

– Por anos, você e Justin Taylor me destruíram e acabaram com o que eu tinha de futuro. Agora é minha vez de revidar e eu garanto que nenhum dos dois, principalmente você, irão esquecer disto. — Pude ouvir algum murmúrio abafado vindo dele, mas não me importei. Já estava mais que na hora de revidar tudo. Tava na hora de foder com a vida desses imbecis, e falo no sentido literal da palavra.

Desabotoei a calça do Brian e puxei pra baixo, junto com a cueca dele, revelando a bunda do cara. De acordo com as informações do Whickler, ele era sempre o ativo da relação, hoje ele seria o passivo. Ainda mais sem um preservativo.

Abri a minha calça e baixei a mesma. Tirei meu penis de dentro da cueca e me agachei. Pude ver que Brian não gostou muito do que viu e do que deduziu já que ouvi gritos, quase abafados, vindo dele e em consequência suas tentativas frustradas de impedir que eu o fodesse e queira Deus passasse uma doença pra ele.

Como eu queria que acabasse logo com isso, apenas abri minhas pernas e penetrei com ignorância na entrada dele, e assim fiquei durante todo o tempo. A imagem de algumas garotas que vinham a mente ajudavam bastante pra rasgar ainda mais aquele veado. Podia ouvir e sentir a tensão do cara a cada estocada que dava nele, de vez em quando ligava a lanterna e via a cara dele, chegava a ser hilária certas vezes, o desespero e a dor que ele e o Taylor me causaram estava agora ali, nele.

Sabia que ele gostava de se sentir superior, o ensinei a ser inferior. Sabia que ele gostava de se sentir satisfeito, o ensinei a se contentar com o que tem. Sabia que ele gostava de se sentir o gostosão da área, o ensinei a baixar a bola e ser como qualquer. Mas claro, da forma mais traumática que eu pude encontrar.

Eu tenho certeza que no tardar desse dia, ele e Justin não vão se atrever a mexer comigo novamente, ou farei coisa pior. Isso já é um aviso intenso, a próxima será sentida ainda mais, algo próximo de morte, e isso só pra não dizer que não avisei. Mas ele é esperto e vai entender.

E assim foi aquele dia, não iria me cansar de arrebentar Brian Kinney durante o dia todo, algo para ele nunca mais esquecer junto com o namoradinho idiota dele. O maltratei de todas formas possíveis. Fiz o mesmo sentir dor até a sua alma possivelmente reclamar. E ele não sairia dali enquanto eu não me sentisse satisfeito.