Notas iniciais
Meu primeiro post como uma senhora casada... isso é tão emocionante!! Rsrs Ignorem meu pequeno surto. Música do capítulo: Pink - Just give me a reason Recomendo que ouçam. Boa leitura !!!

Era madrugada quando Collin chegou. Sei disso porque estava desconfortavelmente acomodada na poltrona predileta de Edward, em nossa sala de estar.

O desconforto certamente era produto da minha inquietação. Nem mesmo a presença de meu noivo ao meu lado, após eu ter me recusado a tentar dormir um pouco, foi capaz de me acalmar.

Minha mente, já embaralhada, tentou processar o olhar irritado que patrão e segurança trocaram. No fundo sabia o que a expressão de Edward significava: acusação. Mas não fazia qualquer sentido para mim que ele culpasse Collin por algo que Tanya havia feito. Especialmente quando se mostrava bastante empenhado em encontrar uma desculpa para a punhalada que sua ex-namorada nos deu pelas costas.

Esse era outro ponto. Além de decepcionada com Tanya, amedrontada pelo o que essa nova reviravolta poderia causar, eu ainda estava irritada com Edward. Muito irritada.

Após digerirmos a informação que o detetive havia nos dado, minha vontade era procurar por Tanya e obrigá-la, se necessário, a nos dizer porquê estava agindo contra nós, mas Edward, imediatamente, se mostrou contrário.

– Jacob chegou até ela mais uma vez... Essa é a razão pela qual ela está agindo assim. — Ele havia dito com evidente desagrado e, ainda assim, com suas ações e emoções completamente sobre controle. Exatamente o meu oposto.

– A menos que ela tivesse uma arma apontada para sua cabeça no momento em que mudou seu depoimento — o que, obviamente, não aconteceu — pouco me importa o que Jacob usou para fazê-la agir assim. Seja lá o que fosse, poderíamos ajudar e ela sabia disso, mas preferiu, além de defendê-lo, me acusar. — Foi a minha resposta. Resposta essa que, claramente, não agradou o pai da minha filha nos levando a uma rápida, porém intempestiva, discussão e, em seguida, nos fez cair em um silêncio incômodo e fez com que Tanya voltasse a ser um tabu para nós dois. Só que dessa vez nenhum de nós parecia disposto a mudar a sua opinião.

Ignorando a tempestade de sentimentos conflitantes, eu me levantei ao mesmo tempo que Edward e tencionava segui-lo até o escritório — para onde Collin havia sido mandado -, mas Edward sutilmente me deixou de fora.

– Tente dormir um pouco, Baby. Eu não vou demorar. — Ele, gentilmente, acomodou uma de suas mãos em minhas costas e tentou me conduzir até a escada que me levaria ao nosso quarto. — Ou espere aqui, se quiser. — Edward foi obrigado a completar quando eu mantive-me onde estava.

– Você sabe que não é culpa dele. — Eu disse quando ele começou a se afastar. — Você sabe de quem é a culpa, mas a está transferindo para outra pessoa. Não é justo!

Edward apenas me ignorou, mas confirmou minhas suspeitas quando as vozes masculinas se alteraram ao ponto de eu ser capaz de distinguir algumas palavras e culminou com a saída impetuosa de Collin, visivelmente alterado.

Quando meu noivo voltou a se juntar a mim, sua expressão não era melhor do que a que havia avistado em meu segurança.

– Não é culpa dele. — Voltei a dizer.

– Era responsabilidade dele impedir que Jacob chegasse a você ou Tanya.

– E o que ele deveria fazer? Amarrá-la à cama para impedi-la de fazer alguma besteira?

– Talvez... Ou qualquer outra coisa desde que a impedisse.

– Fácil dizer quando não se está emocionalmente envolvido. Você foi cruel ao acusá-lo. Sabe que ele gosta dela.

– Mais um motivo para protegê-la.

– Mesmo contra a vontade dela? — Eu o olhei atentamente já que alguma coisa na forma como ele falava me fez suspeitar que não nos referíamos apenas a Tanya.

– Mesmo contra a vontade dela. Mesmo que a afastasse. Mesmo que isso a fizesse odiá-lo.

...

O entendimento das palavras usadas por meu noivo veio no final da manhã seguinte quando eu, bastante atrasada para o trabalho, me deparei com dois cães de guarda a postos em nossa sala de estar e fui impedida de deixar a casa.

Eu, realmente, não deveria ter ficado surpresa. Mas fiquei. Assim como fiquei ainda mais irritada. Não bastava defender Tanya, Edward pretendia me manter trancada dentro de casa... Bom, ele possivelmente conseguiria já que eu, sozinha, jamais conseguiria passar por dois seguranças que, praticamente, me ignoravam quando eu tentava falar com eles, mas não seria sem alguma discussão.

– Merda! — Eu sibilei, talvez, pela milionésima vez quando mais uma das minhas insistentes ligações foram ignoradas e direcionadas para a caixa postal. — Se você pensa que ignorar as minhas ligações vai ajudar, você está muito enganado. — Eu recitei, embora estivesse bastante ciente que minhas mensagens, possivelmente, não seriam ouvidas. Qual seria o propósito quando Edward, me conhecendo como conhecia, já saberia como eu reagiria a sua imposição?

– Tente se acalmar, Bella. — Marie me puxou até uma cadeira quando eu tentava encontrar uma forma de acessar a entrada dos funcionários, embora a chave tivesse, misteriosamente, desaparecido. — Ficar tão nervosa não vai adiantar e pode te fazer mal. Eu tenho certeza que Edward tem uma explicação razoável para isso.

Eu aceitei me acomodar, assim como o copo dágua que ela me oferecia, mas voltei a tentar contato com Edward, dessa vez ligando diretamente para seu escritório, apenas para que sua secretária me dissesse que ele não poderia me atender no momento... E continuou não podendo atender nas demais vezes em que liguei.

Quando ficou claro que eu não conseguiria falar com o responsável por essa loucura, eu voltei a tentar contato com quem tinha começado tudo isso. E, mais uma vez, foi em vão. Assim como Edward, Tanya estava incomunicável.

Eu teria passado todo o dia tentando, se não fosse pela surpreendente ligação de Collin. Tínhamos nos aproximado bastante depois do incidente na livraria, mas ele, embora tivesse meu número, jamais havia me ligado. Meu segurança sempre me pareceu ser do tipo que prefere dizer, seja lá o que for preciso, frente a frente.

– Me diga que você gritou com eles e ameaçou chamar a polícia? — Ele disse assim que eu atendi.

– Não funcionou com você. Por que funcionaria com eles?

– Não funcionaria, mas teria sido divertido. Por outro lado, eles provavelmente cortariam o telefone e confiscariam o seu celular.

– Você está de brincadeira, não é? — Eu questionei. Era inadmissível que Edward chegasse a tanto.

– Infelizmente, não. — Collin respondeu firmemente. — E continuar a forçar a fechadura da entrada dos funcionários também não vai adiantar.

– Porra! Isso é ridículo!

O silêncio que eu recebi como resposta me fez perceber que meu segurança concordava comigo.

– Onde você está? Por que não está aqui?

– Cansei de ser sua babá. — Ele respondeu em uma vã tentativa de piada.

– Ele te despediu?

– Eu não falaria com você agora ou saberia o que está acontecendo aí, se não fosse mais o chefe da segurança.

–Então, agora você é babá da Tanya. Me sinto ofendida.

– Estou mais para mensageiro no momento. Digamos que eu não sou mais bem vindo.

– Sinto muito!

– Sente mesmo?

– Sim. — Respondi simplesmente. E realmente sentia porque embora Collin tentasse soar indiferente, eu sabia que a situação em que estávamos deveria ser ainda mais desgastante para ele. — Não vou mentir e dizer que tudo bem o que ela fez. Estou muito desapontada e magoada com a Tanya, mas sei que gosta dela, então... Se, for o melhor para você, talvez você deva se concentrar nela e... Bom, Edward e eu podemos nos virar.

– Sem mim? — Eu pude ouvir o sorriso em sua voz. — Você não duraria um dia, querida.

– Isso é o que acontece quando damos liberdade demais para cães de guarda. — Eu retribui a piada, afinal o que mais poderia fazer?

– Odeio esse apelido, mas sou fiel como um cão de guarda, então ouça o meu conselho: Edward não vai retirar os seguranças e eu nem posso culpá-lo por isso. Tente aceitar isso, ao menos por enquanto... Dê a ele alguns dias, até que a poeira abaixe e então encontraremos uma solução.

– Não posso fazer isso, Collin. Perdi minha liberdade uma vez, não vou deixar que Edward a tire de mim novamente, não importa o motivo.

– Você sabe que ele só quer o melhor para você.

– Eu sei. Mas isso não muda nada. Sou adulta o suficiente para tomar minhas próprias decisões. Ele não pode me manter presa.

– Uns dias, Bella, — Collin tentou me convencer. — E eu vou tentar convencê-lo a aceitar outro plano. Talvez mais seguranças na livraria...

– Por que eu aceitaria isso?

– Porque é melhor do que continuar presa em casa, não é?

– Vocês estão me escondendo alguma coisa?

– Essa é um pergunta que você deve fazer à ele.

– Pode apostar que eu tenho mais do que apenas essa pergunta para ele.

– Não seria você se não tivesse.

– Só uns dias, Collin. Do contrário, vou encontrar uma forma de sair sozinha, acredite em mim. E nenhum de vocês dois vai gostar disso.

A conversa com meu segurança, de alguma forma, conseguiu levar embora um pouco da irritação e deu lugar a uma considerável dose de decepção. E, embora, Marie tenha tentado durante todo o dia me animar e me fazer ver que tudo isso como uma possessiva, mas romântica, preocupação, eu estava a ponto de enlouquecer quando Edward, finalmente, chegou em casa horas mais tarde do que o habitual.

Eu pude ver, pelo olhar que ele me lançou quando me encontrou na sala de estar a sua espera, que ele esperava que eu já estivesse dormindo e dessa forma pudesse evitar a nossa conversa.

Notas finais
N/B: Esse Jacob é doente ele tem tara por grávidas? Quantos filhos ele deve ter espalhado pelo mundo? Se é que algum sobreviveu né? O que eu duvido... --------------------------- Por favor, se você chegou até aqui, me deixe saber o que achou. Xoxo